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Negócio de mãe: confecção de roupas

Acho que todas as meninas que já brincaram de bonecas, desejaram ou imaginaram uma vida criando roupinhas, vestidos, festas e bailes. Ás vezes, a brincadeira vai além e se torna sonho e depois profissão.

 
Para a Marina foi mais ou menos assim, ela perseguiu seu desejo de trabalhar com moda, e nem mesmo a surpresa de se descobrir grávida na adolescência fez ela desistir. O ritmo acelerado da vida de estilista fez com que ela perdesse uma parte da primeira infância da Babi e por isso, quando engravidou de novo do Théo, decidiu que conseguiria conciliar a sua carreira e a maternidade, dando prioridade aos filhos.
 
Assim nasceu a Latina Morena, confecção de moda praia e esportiva que a Marina e o marido criaram em Campinas, SP. Além de conseguir conciliar a carreira e a maternidade,  a empresa familiar tem um conceito super bacana de responsabilidade pelas outras famílias que dependem da empresa deles, dá uma olhada nas dicas da Marina:
 
Conte um pouco da história da Latina Morena. De onde surgiu a idéia de negócio, foi uma necessidade ou uma oportunidade?
 

Sempre soube que queria trabalhar com moda, tentei arquitetura antes, mas na moda me encontrei. Vivi uma rotina doida depois que a Babi nasceu, mas sabe como é: com um filho só as coisas são mais fáceis. Seguimos assim até ela ter 4 anos.
Vi que estava perdendo tanto do desenvolvimento dela, que resolvi fazer alguns ajustes na carreira, não deixar de trabalhar, mas trabalhar com que eu gosto e sei fazer, só que para mim mesma. Na época abri uma empresa, uma marca de moda praia, para exportação, mas não deu muito certo. A mesma marca se transformou em moda fitness. Nessa época meu marido trabalhava com Turismo, ou seja, outra profissão que não é muito amiga de uma família unida, com tantas viagens, sugeri a ele que me ajudasse com a empresa. E ele topou. Daí o negócio cresceu…tenho que dar os créditos minha gente, sou boa empreendedora, mas meu marido é ainda melhor. Juntos reestruturamos todo o negócio e abrimos duas frentes: a uniformização para academias, equipes de corridas, enfim atletas em geral e as coleções de moda fitness que passamos a fazer só para outras marcas, terceirizando. Não sei bem o que acontece comigo, mas o atacado me chama, sempre me chamou. Abandonamos nossa etiqueta e passamos a produzir para várias marcas conhecidas nesse mercado.Depois que engravidei do Theo, dei um tempo do escritório para curtir as fases lindas do pequeno, mas ainda a distância eu fiquei responsável por toda a parte criativa e meu marido na área administrativa, ele também passou a fazer home Office mais vezes nesse período, tive descolamento de placenta no final da gestação e para me ajudar com a Babi e tal, ele passou a ficar mais tempo no escritório de casa.Quando Theo estava com quase 2 anos fui voltando mais a ativa. Foi quando comecei a escrever o Blog Petit Ninos.A ideia era alimentar o blog e inaugurar uma loja virtual com roupas infantis básicas. As coisas foram acontecendo, comecei a produzir algumas peças para algumas marcas de roupas infantis (olha aí o atacado me pegando outra vez!!) e como tudo cresceu, desisti (adiei, na verdade) de lançar minha própria etiqueta, mas faço peças para outras marcas lindas. E vamos combinar que sou muito mais competente na criação do que na administração, por isso achei mais seguro focar no meu melhor.Hoje sigo com a parte criativa da Latina Morena,(nossa empresa que ficou com o nome da marca original de biquínis), com o blog e com desenvolvimento de coleções para algumas marcas.

 
Quais as maiores dificuldades encontradas no processo de abertura da sua empresa?
 

Contratei um bom escritório de contabilidade que me indicou muitos caminhos a tomar, lá conto com auxilio de advogados também. E claro, isso tem um custo alto, mas  para mim foi indispensável, já que estava investindo um bom dinheiro na abertura da empresa, não quis dar margem para erro.Para uma empresa dar certo vale a máxima que diz: o olho do dono engorda o gado. Tão verdade. Na realidade, era pra gente trabalhar bem menos, esse era o sonho, ambos tocando o mesmo negócio. A rotina real é tão pesada quanto era antes, as vantagens são: estarmos juntos mais horas do dia, tomarmos nossas próprias decisões e fazermos nosso horário, além da possibilidade de trabalhar de casa muitas vezes. Agora o trabalho é de segunda a segunda. Isso foi o que mudou, o trabalho nunca fica no escritório, ele sempre vem pra casa com a gente, ou nem sai de casa muitas vezes, né?!!

 
Qual o toque de mãe que diferencia o seu negócio da concorrência?
 

Nosso negócio hoje conta com várias oficinas de costura parceiras, terceirizamos a parte de costura da produção, internamente confeccionamos só mesmo pilotagens e amostras. Faço questão de conhecer as funcionárias e claro, é um meio feminino, e são muitas as mães que trabalham não “para” nós, mas “com” a gente. Nesse tempo vimos crianças nascerem, e hoje já estão tão crescidas!! É muito gostoso saber que outras mães sustentam suas famílias a partir de uma ideia minha que surgiu há anos atrás. Tenho muito orgulho disso e é por isso que levamos com tanta responsabilidade nosso trabalho, fora nossa família, existem muitas outras famílias envolvidas no nosso negócio.



 
Que dica você daria para uma outra mãe que pensa em abrir um negócio parecido, trabalhando em casa ou mais próxima dos filhos?
 

Minha principal dica para quem deseja trabalhar com um negócio próprio em home office é ter organização! Pode parecer caótico visto de fora, mas é possível, é totalmente possível. Hoje vivo dizendo que ando na corda bamba com as atividades da empresa, o blog e meus trabalhos de desenvolvimento de coleções para agências da área, mas com vontade e organização é possível. Assim vejo a rotina das crianças de perto, acompanho tudo, palpito em tudo e sei de tudo. É cansativo, mas me parece mais natural do que ficar longe deles, confinada o tempo todo em um escritório. Estou bem contente com tudo que construímos, como disse nada é perfeito como o paraíso, mas ainda assim é maravilhoso

 
O que eu mais gosto na história da Marina é que, apesar de todas as dificuldades, ela não desistiu de seus sonhos profissionais por causa da maternidade. Muitas mães (e pais) acham que é preciso fazer uma opção: filhos ou carreira e o que venho descobrindo nestas entrevistas é que não, você não precisa escolher! Dá para adaptar sim!
 
Ter que escolher entre a carreira ou os filhos, não só é doloroso como muito injusto com todas nós, mulheres. Estar realizada em todas as áreas da vida significa ser feliz, mais leve e manter a sanidade mental, indispensável para quem pretende criar filhos, né? hehehe
 
Se você estava triste, achando que seus filhos poderiam ser uma barreira para seus sonhos e ambições profissionais, inspire-se na história da Marina, organize-se, adapte-se e vá á luta!
 
Na semana que vem, uma mamãe que se inspirou na gravidez para criar uma loja de camisetas especiais para este momento tão lindo das mulheres, vamos conhecer a história da Bia Mendes.
 
Bjos e ate lá! ;)
 

4 comentários

  1. Obrigada pelo convite querida!!! Adorei contar um pouco da minha história aqui!! Mulheres não precisam mesmo optar entre carreira e maternidade, devem optar pela felicidade!!!! Mães felizes e realizadas criam crianças igualmente felizes!!! Um grande beijo, você é uma grande empreendedora, abrir esse espaço para inspirar outras mulheres…Demais!!! #LoretaLindaRocks ;)

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