Dicas e Truques Vida de Mãe

Falando sobre emergências com crianças

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Ensine o seu filho a se defender! Imagem: weheartit

Desde que o Pedro nasceu, eu sempre tive medo de ficar sozinha com ele. Não era medo DELE, era medo de acontecer alguma coisa COMIGO e eu não poder avisar ninguém. Me desesperava a idéia de me imaginar desmaiada ou coisa do tipo e o bebê chorando, sozinho até que o marido chegasse em casa.

Quando nos mudamos para o Recife, passei os primeiros meses em pânico! Lá eu estava literalmente sozinha: cidade nova, sem parentes, sem amigos e o maridus viajando toda semana!!

Naquela época, fui criando estratégias que envolviam praticamente fé (de que tudo ia dar certo) e estar sempre dando notícias para o marido, como uma coisa programada, pra ele saber que se eu não entrasse em contato nos horários combinados era porque alguma coisa estava errada.

Daí, as crianças foram crescendo, a vida foi ficando cada vez mais corrida e eu fui simplesmente esquecendo estes medos até que, há uns meses atrás eu estava aqui, seguindo a minha rotina corrida da manhã quando durante a preparação do almoço comecei a me sentir muito mal!

Eu estava em pé, de frente para o fogão com as panelas todas acesas e acho que tive uma queda de pressão. As coisas ficaram todas pretas e eu não conseguia enxergar nada na minha frente. Deve ter durado uns 3 minutos mas, foram suficientes para me desesperar e já visualizar cenários de cozinha pegando fogo, mãe desmaiada no chão e crianças chorando em perigo! #medo /0\

Graças a Deus, consegui respirar fundo, controlar a situação e desligar o fogão. Liguei para o marido e avisei que não estava me sentindo bem, achamos melhor que as crianças fossem para a escola (onde estariam sob supervisão) para que eu pudesse ir ao hospital.

Depois deste episódio, aquele medo de lááááá de trás voltou a me assombrar! Comecei a pensar se apenas eu tinha estas “neuroses” na cabeça ou se todas as mães que ficam sozinhas com os filhos em casa também pensavam nestas coisas. Saí perguntando para as amigas e leitoras no Facebook e Instagram para saber como lidavam com isso.

O que descobri foi que, a maioria das mães têm sim este medo e ainda, muitas delas ensinaram as crianças a reconhecerem uma emergência e pedirem ajuda!

Percebi que eu estava muito atrasada, que as crianças precisam sim saber se defender e que já era hora de ensinar a eles sobre isso. Depois de ler algumas coisas a respeito e conversar muito sobre isso, encontrei idéias e estratégias que podem dar certo, olha só:

Para as mães de bebês (até 3 anos)

  • Se você mora em prédio e tem contato com seus vizinhos, é legal conversar com algum deles (que também tenha filhos ou bebês) para se ajudarem. Vocês podem combinar de uma sempre dar “um toque” no interfone da outra num certo horário do dia, só pra saber se está tudo bem. Se você confia muito nesta vizinha, pode deixar uma cópia simples da sua chave pra ela ou, pode fazer isso com o zelador do prédio também;
  • Se você mora em casa e tem contato com alguma vizinha, pode usar a mesma estratégia de quem mora em prédio;
  • Se você está sozinha mesmo, sem contato com vizinhos, pode usar a estratégia do telefone com o marido ou outra pessoa. Vocês combinam um horário para ligar e saber se está tudo bem;
  • Se você estiver se sentindo mal, deixe o bebê no berço (que é o lugar mais seguro para ele) e tente se recompor ou pedir ajuda! Não vá pegá-lo para manter próximo de você, se você desmaiar ele ficará desamparado mesmo!
  • Não pegue o carro para ir ao hospital sozinha se você não estiver bem! Se não puder chamar ninguém, ligue para o SAMU.

Para mães de crianças maiores (a partir de 3 anos)

  • Com esta idade as crianças já conseguem compreender melhor as coisas então, a primeira coisa que você precisa fazer é ensinar á eles o que é emergência e o que não é. Aqui em casa fizemos um exercício super simples: primeiro perguntei a eles se sabiam o que era uma EMERGÊNCIA e a partir das respostas deles, fomos conversando e deixando tudo claro.
  • Com as emergências definidas, é hora de ensinar a eles a quem recorrer caso a mamãe não possa ajudá-los. Se você mora em prédio, pode ensinar para o seu filho qual o apartamento daquela vizinha amiga para ele chamar pelo interfone, quem mora em casa pode usar a mesma estratégia, desde que a criança não precise atravessar a rua sozinha.
  • Se você não tem vizinhos com quem contar, o jeito é ensiná-los a ligar. Por ordem de prioridades, ensine como funciona o telefone, como faz para ligar e deixe os números em lugar de fácil alcance. Aqui em casa, coloquei na porta da geladeira os telefones e ordem de prioridades para quem eles deveriam ligar.
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Depois de um papo sobre emergências e prioridades, coloquei na geladeira um papel com os telefones para quem devem ligar: papai, vovó, bombeiro e polícia. Os desenhinhos ao lado dos números serve para crianças que ainda não sabem ler, assim reconhecem cada um dos números!

Falar sobre este assunto pode parecer assustador e desnecessário mas, se por acaso acontecer alguma coisa você vai agradecer ter pensado nisto antes!

Confesso que agora estou mais tranquila, claro que fazemos todo o esforço do mundo (e isso inclui cuidar da gente também) para que estejamos sempre bem para cuidar deles, mas apesar de parecer, não somos de aço e nós também estamos sujeitas a “defeitos de fabricação” rs..

E vocês, já tinham pensado sobre isso? Têm alguma estratégia para ensinar pra gente? Conta aí!

Bjs ;)

2 comentários

  1. Confesso sim que já tive esse medo. Mas ele só surgiu na gravidez da Ana Júlia, antes de saber que estava grávida, estávamos passando as férias em Paraty e saímos pra jantar com nossos cunhados e o João na época com 2 aninhos. Terminei de jantar, o João também, e ele estava incomodado no restaurante, então resolvi sair pra dar uma volta com ele, no caminho passei mal e tive a sensação de que ia desmaiar, que desespero, eu na rua, sozinha, com o João, de repente vi minha cunhada vindo ao meu encontro, só lembro que disse a ela que não estava bem e que cuidasse do João pra mim. Por sorte, nada aconteceu, voltamos ao restaurante e quando saímos resolvi passar na farmácia e comprar um teste de gravidez. Lembro até hoje eu falando pro marido que se desse negativo teríamos que voltar porque eu devia estar com algo grave rssrsr, mas para nossa alegria era nossa princesinha vindo. Bjs, Lu
    http://www.soumaededoisanjinhos.blogspot.com.br

    1. Oi Luciana, taí: passar mal na rua sozinha com os filhos é outro medo que deve ser apavorante!! Ai meu deus, como a gente sofre, né? rsrsrs Ainda bem que no seu caso, o susto teve um final mais que feliz!! <3 Bjs ;)

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