Desabafos e Inspirações Vida de Mãe

De volta ao trabalho… ou não!!

Há 6 anos atrás, quando eu decidi sair de um excelente emprego, onde eu ganhava bem e tinha acabado de ser promovida, fiz isto por causa de um sonho: SER MÃE.

Eu comecei a trabalhar com 14 anos, aos 18 saí de casa e fui dividir um apartamento com uma amiga, com 19 comprei meu primeiro carro, fruto do meu próprio trabalho, sem ajuda de ninguém!

Eu já namorava o marido desde os 16 anos, e então, fomos morar juntos, compramos nosso primeiro apê e daí, eu queria ser mãe!

No começo foi bem difícil pra eu me acostumar a ficar em casa mas, eu tinha um objetivo, um foco: a maternidade!

No meu caso, o trabalho e a maternidade não puderam caminhar juntos pois, eu tive dificuldades pra engravidar e enfim, decidimos que eu sairia do meu emprego pra poder ser mãe.

Quando finalmente consegui engravidar do Pedro, a minha vida tomou todo um sentido que, até então, não tinha, eu não trabalhava porque gostava do meu trabalho, porque sonhava com uma carreira, eu trabalhava porque precisava, o meu sonho na verdade sempre foi ser MÃE, cuidar da minha casa, da minha família, enfim…

Por causa deste meu sonho, eu ouvi um monte de duras críticas, me dizendo que era um absurdo eu “depender de marido”, que “onde já se viu uma menina nova como eu, enfiada em casa”, chegaram a me dizer até que, mulheres como eu, que sonhavam em ser Amélias eram uma vergonha para aquelas que haviam queimado os soutiens na praça!!

Eu penso que, pelo contrário, o fato de mulheres como eu, desejarem ser Amélias e poderem ser simplesmente Amélias, são a prova de que esta luta deu certo, porque hoje eu POSSO ESCOLHER ser Amélia ou não!!

Bom, voltando ao presente, eu me habituei muito ao meu papel de dona de casa, mãe, administradora do lar, e tudo estava indo bem, óbvio que a vida não é um comercial de margarina mas, estava tudo bem, até que, eu comecei a perceber que estava deixando de fazer um monte de coisas sempre com a desculpa de que as crianças estavam em primeiro lugar.

Digo “desculpa” porque, eu comecei a perceber que quando eu precisava decidir alguma coisa que iria me tirar da minha rotina segura e confortável, eu já dizia que não “por causa das crianças”.

Com eles na escola, eu de volta a minha cidade natal e as tardes livres sem fazer nada, resolvi procurar um emprego, assim, de forma despretensiosa, afinal, são 6 anos fora do mercado de trabalho, eu não estava esperando nada mas, eis que eu consigo um emprego, um bom emprego, e agora??

Primeiro eu fiquei muito feliz de saber que ainda tem espaço pra mim mas, depois passei a vivenciar aquele dilema que todas as mães passam quando precisam voltar ao trabalho: como me separar da minha cria??

Passei a semana a pesar os prós e contras da volta ao trabalho, é claro que financeiramente e pessoalmente seria muito bacana, eu teria algum tempo pra pensar em mim, faria algo mais produtivo do que lavar, passar e cozinhar mas…

E as coisas que eu tanto amo fazer aqui, para os meus filhos? E levar e buscar na escola, perguntar como foi o dia, ouvir as estórias, as queixas, tomar café da tarde juntos, dar banho, acordar juntinhos…

Me vi diante de um dilema: O que eu quero ser?? Mãe em tempo integral ou mãe meio-período??

Entendam amigas, que eu não estou desmerecendo nenhuma das escolhas, eu simplesmente não sabia o que decidir, não sabia se eu funcionaria como mãe meio-período porque estas, eu admiro e muito, acho incrível a capacidade destas mulheres de serem multitarefas, assim como, também acho incrível a capacidade que nós, mães de período integral temos de ter a santa paciência de limpar, organizar, brincar, cozinhar e etc.

O meu medo era, escolher ficar em casa e depois, culpar os meus filhos por ter passado a vida aqui, sem pensar em mim ou, escolher ir e me sentir culpada por achar que estou deixando de ser uma boa mãe para eles por não estar 100% presente, pirações da minha cabeça!!

No fim, depois de muito pensar, resolvi que viver imaginando como será, como eu me sentirei não é um bom caminho, a gente precisa ser feliz agora e o que me faz feliz agora é estar aqui, ao lado dos meus pequenos, fazendo bagunça com eles, passando nervoso, acompanhando a evolução e as traquinagens deles…

Talvez, eu me arrependa, talvez não mas, se tem uma coisa que tenho certeza é que no momento eu tô feliz aqui, e também tô feliz de saber que posso voltar, se um dia eu precisar!!

Vou aproveitar este post para dar um salve pra todas estas amigas guerreiras, mamães que trabalham fora e são mães maravilhosas! Amigas, senti na carne o que é pensar em me separar e admiro ainda mais voces, mamães multitarefas super-mulheres!!

E para as mamães que estão em tempo integral com os filhotes, a gente sabe que é sofrido mas, a gente sabe que é maravilhoso e também tem suas compensações, né? ;)

E assim, eu escolhi ficar aqui, e fiquei feliz por perceber que mesmo depois de tanto tempo, a minha escolha ainda é a mesma, o meu sonho ainda é o mesmo e eu to curtindo poder realizá-lo!

E com voces, a escolha também foi difícil ou foi tranquilo??

Bjos! ;*


PS: Imagem Google

30 comentários

  1. Pois é, Lo, vai fazer 6 anos em junho que estou em casa, mas sabe que eu nem procuro emprego mais, sabe porque? porque nunca vou encontrar um que me permita não abrir não de tudo o que tenho. Não quero deixar os dois em período integral na escola, até mesmo porque eu não acredito que vá ganhar tanto dinheiro que dê pra pagar isso aqui. Eu goato de estar com eles de manhÃ, de almoçar junto, de levar pra escola, quem iria fazer isso? Ainda agrava o fato de não ter parente na cidade… Então eu sossego, e to feliz assim, meio amélia, meio arteira, meio mãe de cesárea, etc rs…Mas que dá umas crises de vez em quando de querer ter uma bufunfinha a mais sempre dá né rs?
    Me identifico muito contigo viu, sei la essas energias de internet rs beijo querida

  2. Ai Loreta .. amei seu post .. que bom que seguiu seu coração … admiro também você por isso … e seus pimpolhos vão amar ter você mais tempo com eles … Eu estou na contra-mão disso tudo ..louca pra voltar a trabalhar e fazer algo por mim .. como vc relatou … detesto depender do maridão .. mas como vc mesma falou vc PODE ESCOLHER ser ou não e se está feliz assim .. não tem que dar ouvidos a ninguém … Te apoio totalmente .. bjs

    Roberta
    http://princesaluma.blogspot.com.br/

  3. Amei seu texto…eu voltei a trabalhar quando a Alice tinha 5 meses…fui com coração na mão, mas cheia de vontade de batalhar profissionalmente. Eu não coloquei a possibilidade de ficar somente com ela, o que eu amo, porque além de ficar desestabilizada financeiramente, pensei que poderia não conseguir voltar ao mercado. Minha mãe deixou de trabalhar, por 18 anos, para cuidar dos filhos e senti que quando nós começamos a tomarmos nosso próprio rumo ela ficou um pouco sem o dela…no fim deu tudo certo, porque ela prestou concurso público e hoje trabalha- adivinha? Ela é pedagoga e dá aula para os pimpolhos…para ela o melhor emprego do mundo!!! rsrs Loreta, para mim isto será sempre um dilema, afinal minha filha acabou de fazer 1 ano e o tempo passou tão rápido. Para me sentir forte e continuar na minha batalha o meu mantra é: o que importa é qualidade e não quantidade, o que importa é qualidade e não quantidade… Bjoss e bem vinda de volta!!!

  4. Oi Loreta! Para além da formação Historiadora, temos em comum a missão de mãe e por chefinha, os filhos. Maravilha, eu acho. Para mim foi muito tranquilo decidir pela maternidade exclusiva. Cada dia que passa tenho mais a certeza de que para mim também foi a melhor escolha. Adorei o post. Meus parabens. Beijos!

  5. Amiga, vc decide o que é melhor para sua vida, para seus filhos e para seu marido, se vc está feliz, vivencie essa felicidade.
    Eu não consigo apenas ser mãe, pq meu lado mulher grita, meu lado trabalhadora, eu preciso mais muito mais, e ser apenas mãe no MEU caso não é uma condição que vá me completar para sempre.
    bsj

  6. Sabe aquela história de quem tem cabelo liso quer crespo e quem tem crespo quer liso?!?! É mais ou menos por aí! Eu fiquei em casa até os seis meses da Sophia e fiquei porque meu sonho era ser mãe em tempo integral, porém eu me via presa dentro de uma casa, longe de tudo e todos, não tinha como sair e foi sendo horrível. Como trabalhava com a minha mãe desde os treze anos, voltei a trabalhar com ela, muito mais para voltar a ver pessoas, acho que entrei numa depressão tão grande que o melhor era sair de casa. Hoje não vejo a hora de ficar e cuidar da minha casa! Trabalho, não fico nem em casa, nem com o marido muito menos com minha filha!
    Não sei o que está certo, trabalhar ou ficar em casa … é como escolher entre babá e escola! Infelizmente -ou felizmente- somente você poderá saber o quanto vale e oque vale essas escolhas!

    Pode parecer que eu não ajudei nem prejudiquei, mas fica aqui minhas palavras que de o que você escolher com certeza será o melhor!

    beijos, Má
    http://www.monmaternite.com

  7. Isso é um dilema mesmo. Me identifico muito com vc nesse aspecto. Eu gosto de ficar em casa, me sinto mal só de pensar em largar Helena o dia todo em uma creche. E quando penso em não poder ir nas festinhas e apresentações da escolinha? Me dá uma tristeza! As vezes o lado financeiro pega um pouco, mas sou feliz podendo acompanhar minhas meninas. Pena que tem gente que não entende isso e se acha no direito de nos julgar.

    Beijos
    #amigacomenta

    maebivolt.blogspot.com.br

  8. Eu por enquanto não tenho como escolher… o trabalho, apesar de gostar, ainda é uma necessidade! Se eu pudesse eu tentaria sim ser mãe em tempo integral… cuidar de tudo em casa e poder fazer tudo pelo Pequeno!
    Quem sabe ainda consigo fazer isto?
    Parabens pelo sucesso e a felicidade deve estar em primeiro lugar, independente da escolha!
    Bjs
    Falou Tchau!

  9. Nossa Loreta! Amei seu post…

    Bom eu estou nesse mesmo dilema que você estava… Parei de trabalhar assim que descobri que estava grávida e desde então me dedico em tempo integral (24 hs) para minha filha e meu marido… A Duda vai fazer 2 anos em julho e eu me vejo num beco sem saída, ou quase isso… Diferente de você, moro com meus sogros e o meu marido não tem um “boa relação” com eles, sabe… Aí, fica bem difícil, porque queremos sair da casa deles e ir pro nosso cantinho… A minha mãe me ajuda como pode, mas não dá pra “me bancar” totalmente… Então vi que tenho que trabalhar meeeesmo… Rss

    E eis que semana passada me aparece uma oportunidade, não na minha área, mas dá pra um bom começo… A minha filhinha não vai precisar ir pra escolinha, por enquanto, pois meu marido está “em casa” e pode ficar com ela…

    Eu já tinha praticamente decidido que iria aceitar o emprego, mas aí apareceu seu post… Confesso que o li aos prantos, com o coração apertadinho e aquele nó na garganta… E a dúvida cruel voltou a me consumir… ;(

    Mas vou ouvir meu coração e semana que vem volto pra contar o que decidi…

    PS. Difícil isso né?!?!

    Bjaum

  10. Sempre sou a favor da liberdade de escolha e tenho muita raiva de pessoas que criticam por criticar, sem respeitar a decisão da outra.
    Você decidiu o que seu coração direcionou e, se ficou feliz com isso, basta.
    Aqui eu cheguei a trabalhar fora com filhos quando morava em São Paulo, mas para mim não valia a pena, tanto financeiramente quanto pelo desgaste. Optei por ficar e trabalhar em casa e ainda hoje busco alternativas para permanecer nesse modelo, acompanhando de perto meus filhos e minha casa, sem deixar de lado minhas atividades profissionais, que hoje se mesclam com meus hobbies.
    #amigacomenta

  11. Oi Loreta!!

    Acho que vale a pena você tentar. Se você não souber como é o outro lado, como vai poder decidir? Cada um tem seu jeito de pensar e ser, o que é bom pra uma nem sempre é bom para outra, o que funciona para uma nem sempre funciona para outra. Eu já estive dos dois lados e sei o que funciona para mim. E, pela minha experiência de trabalho, vejo que dá pra fazer tanto uma coisa quanto outra sem problema algum. Basta que a pessoa queira e seja feliz.

    Nenhum dos dois lados é perfeito. Mas tem que pesar os prós e os contras e ver o que ganha. Tô desejando toda a sorte do mundo pra você!

    Beijos
    Tati
    Mulher e Mãe
    #amigacomenta

  12. Loreta,
    Todas as escolhas são difíceis. Para mim, vltar a trabalhar deixando um bebê de 5 meses em casa foi dificílimo, apesar de er toda estrutura para cuidar dele. Mas depois de demorar para me adaptar, eu descobri que me fez super bem! É bom a gente pensar em outra coisa, conviver com outras pessoas, falar de outros assuntos, ter nosso róprios desafios. Minha sugestão é que você experimente! Se não der certo, pelo menos tentou!!
    Boa sorte!
    Jamile
    Mãe para Mães
    http://www.maeparamaes.com
    #amigacomenta

  13. Oi Loreta, tudo bem? Conheci seu blog pelo mmqd. Time que tá ganhando não se mexe. Acho que vc fez a escolha certa, uma vez que vc se sente feliz com ela. Eu vivi esse dilema quando minha licença maternidade terminou. Até voltei ao trabalho, mas tudo durou apenas um mês. Tbém não me sentia feliz fora de casa e longe da minha filha. Sentia que a minha fase ‘mulher que trabalha fora’ tinha acabado tbem e que me sentia mais completa em casa, cuidando do meu bebê, do marido, da casa, do piriquito, do papagaio, etc… Claro que ouvi muitas críticas tbém, mas só eu sei o que é melhor para mim e minha família. Somos mulheres de fibra e coragem por assumir esse papel que está tão em baixa na sociedade. Bjo

  14. Eu estou em casa desde que minha filha nasceu, há quase um ano, e não aguento mais! Amo estar com ela, fazer coisas com ela, mas essa coisa de dona de casa, cozinhar, passar e tal, não é pra mim. Só descobri isso agora…

    Acho que se vc tiver feliz, é o que importa! Em casa, no trabalho, onde for. Isso vai fazer de você uma mãe melhor e uma mulher realizada!

    Beijão!
    E parabéns pela sua escolha!

    @JuLeite
    #amigacomenta

  15. Sabe que eu passei pela mesma coisa há um tempinho, e como a Beatriz já estava indo para a creche meio período, teria alguém para ficar com ela no outro período eu decidi tentar. Eu não estava procurando emprego, mas uma oportunidade bacana ME procurou, achei que seria bacana pela experiência e também pelo dinheiro extra.

    Fiquei um mês, saia de casa as 5 da manhã e chegava tarde, mal via a Beatriz, parecia que ela estava mudando a cada dia e eu não acompanhando isso. Fiquei stressada, cansada de no fim de semana só querer dormir. Joguei tudo para o alto, e voltei a ser o que eu era. Mãe, que trabalha com internet, ganha pouco mas não passa stress!

    ;)
    Beijos
    http://www.parabeatriz.com

  16. Olá! Que bom que se decidiu =)
    Eu ainda estou nessa dúvida, avaliando as alternativas, cheia de medo de tomar a decisão errada…No meu caso, sinto vontade imensa de trabalhar, mas tb solidão, pois estar o dia inteiro sozinha com um bebê que não fala é difícil…é só choro e nada mais rs! Talvez melhore quando ele crescer, não sei..bom..continuo na dúvida, mas feliz por você ter decidido.
    Grande beijo,

  17. Eu também escolhi ficar em casa. Mas escolhi isso antes mesmo de casar e graças a Deus, meu marido também preferiu assim!
    Eu sempre senti falta da minha mãe em casa, ela sempre trabalhou muito e algumas vezes até viajando. Quando criança eu via as mães das minhas amigas cuidando pessoalmente delas (ajudando nos deveres, cuidando da alimentação, buscando na escola…) e eu lamentava muito pois quem fazia tudo isso era a funcionária.
    Mas comecei a trabalhar cedo, sai de casa, fiquei independente e AMAVA aquela vida! Realmente amava trabalhar. E pouco antes de casar eu deixei o emprego. Até tentei aqui no Rio uma vez, mas fiquei 15 dias e desisti. Hoje ainda aparecem algumas propostas de vez em quando, mas sinceramente, não saberia deixar meu filho na creche 8/12 horas por dia. Tenho certeza de que, para MIM, ficar em casa é a melhor escolha!
    Bjux
    #amigacomenta

  18. Pra mim foi praticamente obrigatorio, ou eu trabalhava ou morriamos de fome mas confesso que adoraria ter aberto mão de tudo e cuidado só do pequeno por um tempo. Tenho certeza de que encontrará a melhor solução!

  19. OI Loreta, eu me chamo Regina e achei o seu blog no Agrega Pais.
    Eu me identifiquei muito com você, ate porque no meu caso è o contrario do seu, eu trabalho 100 porcento e o meu marido è que è o dono de casa, è quem cuida das crianças.
    Adorei o seu blog, vou ficar acompanhando agora. Se você tiver interesse de me conhecer melhor eu tambem tenho um blog è so você dar uma olhadinha la.
    Um grande abraço pra você.
    http://fulltimeworkingmoms.wordpress.com/
    Re

  20. Ahhh que delicia…. acho que o importante é jusamente ter escolha e assim não ser insatisfeita com nada.
    Eu insisti em continuar trabalhando quando a Bruna nasceu, mas durou mais 5 meses e percebi que o desgaste e o salario não compensavam. Não podia ter feito uma escolha melhor ao sair do meu emprego. Na hora certa… Se fosse antes, talvez fosse ficar frustrada.

    BJOSSSS

  21. Loreta, desculpe o comentário tardio. Jurava que já tinha comentado porque já tinha lido o post pelo celular… enfim!
    Também já passei por essas dúvidas e ainda passo de vez em quando. Vida de mãe é difícil mesmo, né? Independente da escolha, sempre tem algo para nos balançar e fazer pensar: será que essa foi a escolha certa? será que estou sendo boa mãe?
    Cada um sabe de si, de suas dificuldades, desejos, sonhos e necessidades. Aqui em casa, há alguns meses, quem fica em casa é o marido, e eu trabalho fora. A pequena fica na creche de 7:30 às 16h. E eu só chego às 20h. Aproveito cada minuto com ela e me esbaldo nos finais de semana até cansar! (e como cansa!)
    Por enquanto estou feliz. Se não ficar mais, com certeza mudarei o rumo das coisas. Beijos!

  22. Amei!!!!!!!! Obrigada pelo que vc escreveu… Me senti muito feliz e me encontrei em cada linha que vc escreveu, primeiro nao foi uma escolha, foi uma mudança de pais e, agora, e uma escolha, ficar acompanhando bem de pertinho meu lindo casal de filhos crescer! Bj para vc! Adorei as varias reportagens do seu blog, comecei pela materia de Campos do Jordao… Sou Milena Rabelo

  23. Olá Loreta… como vai?
    Sou do “Bolhinhas de Sabão para Maria”..

    Procurando uma imagem pela net afora para colocar em um texto (exatamente como essa da criança com o pé no pé da mamãe) caí aqui…
    Usei sua imagem para um texto no meu blog…

    Então… Ha tempos guardei o seu blog aqui nos favoritos pra ler seu texto… E claro.. Me identifiquei de cara com ele..

    Também tenho uma pequena de quase 6 anos. E desde que ela nasceu, não trabalhei mais. Então, estou também ha praticamente 6 anos sem pisar no mercado de trabalho.

    Fácil não foi, mas como você tive vontade de viver a maternidade em tempo integral, pois não queria deixá-la o dia inteiro com uma babá ou aos cuidados de uma professora em uma escola (creche). Sonhava em dar minha educação a ela e não deixar integralmente para os outros essa educação…Assim o fiz..

    Quando ela fez dois anos e foi para a escolinha na parte da tarde, tentei emprego, fiz cursos sempre nesse horário. Mas só aparecia oportunidades para o dia inteiro. E minha resposta era sempre não.
    Então me entreguei à maternidade de fato. Digamos que, deixei pra lá.

    Não existe (eu não encontrei) trabalho para a mãe que quer aproveitar o tempo de seu filho na escola e trabalhar, e ganhar algum salário.

    A diferença é que sou bem mais madura que você, estou com 43 anos e o mercado não é tão mais aberto para mim, ou quando minha Maria estiver com mais idade, aí nem se fala.
    Meu sonho é encontrar algo para fazer em casa. Esse sonho ainda tenho..

    Eu tive a sorte (até hoje) de não me criticarem por ficar em casa, talvez porque não estivesse tão novinha quando a ganhei, já tinha 37 anos…

    Meu marido é companheirão. Me apoiava quando conversávamos em trabalho fora para mim, mas sempre apoiou também e entendeu o meu “ficar” em casa.. Afinal, não tinhamos também ninguém pra cuidar dela, sempre moramos longe dos parentes, pais, etc..
    Era contar comigo para ficar o dia inteiro com ela e só…Além da grande ajuda dele até hoje..

    Como você sempre me questionei se valeria a pena, se minha pequena iria cobrar isso de mim mais tarde ou se eu não me frustraria com isso…
    Tudo pode ocorrer, mas também como você, não abro mão de curtir momentos, de educar e de cuidar da minha flor em período integral… Futuro a Deus pertence.

    Também parabenizo as mães guerreiras que trabalham fora e dão conta do lar e filhos..
    e as outras mães guerreiras (nós) que trabalhamos em casa e cuidamos igualmente os filhos e do marido… Só há a diferença de não sermos remuneradas…

    Foi bom ler seu texto… é um incentivo a muitas mães que podem ter esse privilégio, mas não tem coragem de fazer o que querem: “ficar com seus filhotes”…

    Foi bom ler seu texto… é um incentivo a muitas mães que podem ter esse privilégio, mas não tem coragem de fazer o que querem: “ficar com seus filhotes”…

    Fiz dois textos relacionados a isso:

    “E a mamãe, é o quê?”
    http://bolhinhasdesabaoparamaria.blogspot.com.br/2012/08/e-mamae-e-o-que.html

    “Vantagens da Educação em tempo integral”
    http://bolhinhasdesabaoparamaria.blogspot.com/2012/05/vantagens-da-educacao-em-tempo-integral.html

    São conteúdos também sem cunho profissional, apenas experiências da maternidade…

    Tem textos gotosos de ler também que você pode se identificar com eles..

    Enfim.. seja bem-vinda.. e sinta-se em casa…

    Felicidades com seus dois pequenos..
    Deus os abençoe..Beijos..

    Teresinha Nolasco…

  24. Que post lindo! Com certeza os filhos de todas vocês serão muito felizes! Não é fácil abrir mão de uma carreira, de sonhos, de planos mas com certeza vale muito mais a pena trocar tudo isso pelo amor verdadeiro, pelo amor de mãe para filhos.

    Parabéns pelo post!

    Aline da Babycub

  25. Olá Loreta,

    Adorei seu post, assim como todas as mães que já passaram por esse dilema, ou que ainda passarão.
    Sou autônoma ha quase 2 anos. Professor da inglês particular. Tenho minha própria marca, meu site..e.etc.
    Ja trabalhei em empresas por 6 anos.
    Meu filho vem em fevereiro e já estou pensando em como farei pra voltar ao trabalho. Eu dou aulas em casa, no meu escritório, mas como filho em casa fica dificil conciliar e lidar com choros inesperados, mamadas, trocas de fraldas.. E não quero ninguém em casa que não seja meu marido, e família muito próxima.
    Sou filha de pais separados. Minha mãe criou nós 3 (somos em 3 irmãs) sozinha, sem ajuda do meu pai. Sem pensão nem nada. Ela sempre trabalhou. Sentia falta dela em casa, claro, mas ela não tinha escolha! E hoje não a culpo e talvez eu tenha que fazer o mesmo. Colocar o Marcelinho no berçário, por mais que doa, e voltar a trabalhar para ajudar meu marido na construção de nossos planos.
    Cada uma tem uma experiência de vida. Seria ótimo ter condições de ficar em casa sem se preocupar com nada $$, mas a vida não é do jeito que idealizamos, né?
    Quero voltar a trabalhar e poder lutar para dar o melhor ao meu filho!
    Mas valorizo e respeito as heróinas- mãe 100% do tempo.
    Estou seguindo seu blog.
    Carla.

  26. Oi Loreta! Você me fez pensar muito com seu texto. Estou num dilema: não estou satisfeita em meu trabalho e quero ter mais um filho. Porém, para “minha segurança financeira”, penso em ficar até o fim da licença, mas depois não sei se quero continuar neste emprego. Mas não queria deixar de trabalhar, pelo menos trabalhar meio período, porque queria me dedicar mais aos meus filhos. Não sei….mas essa dúvida está me matando! Mas foi muito bom desabafar no seu blog…rs. Abraços!

  27. Oi!! Nossa como gostei do seu post, estou nesse impasse também, não sei se vou conseguir voltar ao trabalho, sou professora e minha carga horária é muito difícil, só de pensar em deixar minha princesa esta me deixando angustiada,ser mulher e mãe não é fácil, tenho que ter coragem como vc, porque as criticas são muitas, tanto em deixar o baby quanto em ficar em casa.

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