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Anisocitose | Causas, Sintomas e Tipos

Qual mãe nunca teve aquele susto ao pegar o exame dos filhos e ler uma palavra estranha no laudo? Isso também aconteceu comigo! Um dia lá estava eu vendo o hemograma da Ariel quando apareceu: anisocitose.

Na hora levei um susto é claro, mas pesquisando na net descobri que, embora o nome seja feio, nem sempre essa é uma situação super preocupante.

Se você acabou de abrir o seu hemograma ou do seu filho e se deparou com esse termo, não precisa se desesperar. É importante ficar de olho nas demais informações e, claro, sempre fazer o retorno agendado com o médico, que é o único profissional capaz de lhe esclarecer certinho todas as suas dúvidas.

Quer saber o que é anisocitose e o que fazer nesse caso? Veja as informações que eu separei!

O que é anisocitose?

Anisocitose se refere a uma contagem desigual nos glóbulos vermelhos, o que costuma ocorrer nos quadros de anemia ou outras doenças sanguíneas.

A palavra assusta qualquer leigo que se depara com ela em um exame. E cabeça de mãe, já viu, não é? Somos capazes de imaginar um milhão de coisas e morrermos de ansiedade até o dia do retorno no médico.

O que acontece é um aumento desigual do tamanho das células que pode estar associado à doenças ou à gravidez (quando o nosso corpo precisa produzir mais glóbulos vermelhos para suprir a necessidade do feto).

tratamento para AnisocitoseSe o exame estiver acusando “anisocitose eritrocitária”, então é sinal de que os eritrócitos (hemácias) estão em tamanhos dispares.

Causas

São muitas as situações que podem levar a esse laudo e só um médico poderá avaliar a sua saúde, lhe dando o diagnóstico correto. Aqui apenas estou mostrando as informações que encontrei na internet, depois de levar um susto com um dos exames da Ariel, ok?

Em geral existem alguns motivos que podem causar essa situação, como:

  • abuso de álcool;
  • deficiência de ácido fólico;
  • anemia por deficiência de ferro;
  • anemia hemolítica;
  • anemia falciforme ou perniciosa (baixa vitamina B12);
  • ingestão de determinadas substâncias químicas;
  • sangramento interno.

Tipos

Nem toda anisocitose é igual, sendo que algumas são mais brandas que outras.

Anisocitose discreta, moderada ou acentuada

Os exames costumam classificar a situação de acordo com a gravidade: anisocitose discreta, moderada ou acentuada.

Quem indica em qual classificação você estará é o RDW (Red Cell Distribuition Width). Um medidor usado para determinar a diferença de tamanho entre os glóbulos vermelhos analisados.

É o RDW que os médicos usam para diferenciar, por exemplo, uma anemia causada por falta de ferro de uma talassemia. Na talassemia (defeito genético na síntese da hemoglobina), os valores de RDW são normais, já na anemia ferropriva eles estão alterados.

Os valores de referência do RDW variam de laboratório para laboratório, mas em geral ficam entre 11,5% e 14,5%. Se o seu RDW está fora dessa faixa, provavelmente seu médico solicitará outros exames para entender o que está acontecendo.

Para saber qual é o grau da sua anisocitose é só olhar o número de “+” na frente do laudo. A anisocitose discreta (a mais comum) apresenta só um “+”, a moderada tem dois “++” e a grave tem três “+++”.

Anisocitose plaquetária

Outro tipo é a plaquetária, também chamada de trombocitopenia ou plaquetopenia. Ela acontece quando o número de plaquetas no sangue está menor do que deveria, o que pode causar problemas de coagulação. O problema pode ser hereditário ou adquirido.

Microcitose e Macrocitose: o que é isso?

Até agora nós já entendemos que, se o exame indicar uma anisocitose, existe uma grande possibilidade de estarmos enfrentando uma anemia. Mas, como você viu no tópico anterior, existe uma infinidade de tipos de anemia – e cada uma delas precisa de um tratamento diferente.

Uma forma de diferenciar qual anemia está te afetando é olhando o tamanho dos glóbulos vermelhos (e geralmente esse é um achado importante do hemograma que vai ajudar o doutor a fechar o seu diagnóstico).

A macrocitose acontece quando os glóbulos vermelhos estão com um tamanho maior que o normal e a microcitose ao contrário, as células sanguíneas estão menores que o usual.

Quem mede esse dado é o VCM (Volume Corpuscular Médio) que indica o volume médio das hemácias.

Se o seu VCM estiver baixo, então estamos diante de uma microcitose. Quando ele está alto, é uma macrocitose. E quando está normal é uma normocitose. Os valores de referência também mudam dependendo do laboratório (por isso sempre confirme no seu exame os valores usados). Em geral, eles ficam entre 800 e 100 fl.

Classificação das anemias

Ufa, quanta informação, não é mesmo? Mas vamos lá que estamos chegando em um ponto importante.

A partir de todos esses dados, os médicos podem classificar as anemias em:

  • microcítica: quando as hemácias têm um tamanho menor que o normal;
  • normocítica: as hemácias têm o tamanho normal esperado;
  • macrocítica: as hemácias estão maior que o normal;
  • hipocrômica: quando as hemácias possuem uma quantidade de hemoglobina (que transporta o oxigênio pelo sangue) abaixo do normal;
  • normocrômica: quando as hemácias possuem uma quantidade normal de hemoglobina;
  • pseudomacrocríticas: acontecem geralmente em processos hemorrágicos.

Pronto, é a partir de todos esses dados que o médico começará a suspeitar do tipo de anemia que você tem e poderá solicitar outros exames. As anemias mais comuns são:

  • falciforme: é genética e causa sintomas como inchaço nas mãos e nos pés, icterícia (pele amarela) e dores pelo corpo. O tratamento é feito com transfusões de sangue;
  • ferropriva: é a mais comum causada pela deficiência de ferro e o tratamento é por meio de uma alimentação mais adequada e com o uso de suplementos vitamínicos;
  • perniciosa: é a causada pela carência da vitamina B12 que, além dos sintomas tradicionais da anemia, ainda causa fraqueza, dormência e dor nas mãos e nos pés e redução da concentração de ácido gástrico no estômago. O tratamento é com a suplementação de vitamina B12;
  • aplástica: é uma doença autoimune (ou seja, o próprio corpo começa a “atacar” o organismo) e o tratamento é feito com o transplante de medula óssea e transfusões de sangue;
  • hemolítica: o corpo passa a produzir anticorpos que atacam as células do sangue. Costuma acontecer mais em mulheres e causa tontura, palidez, marcas roxas pelo corpo, pele e olho secos. O tratamento é feito com remédios ou com a remoção do baço;
  • de Fanconi: é genética e causa anomalias no rosto e nos dedos. O tratamento é feito com transplante de medula e imunossupressores.

Além das anemias, a anisocitose  pode ser fruto de distúrbios da tireoide, doenças crônicas no fígado ou outros problemas. Por isso só um médico pode lhe dar o diagnóstico correto.

Quais os sintomas de anisocitose?

Como você viu, cada tipo de anemia provoca sintomas diferentes, por isso cada paciente poderá relatar uma sensação distinta.

AnisocitoseAlém disso, quem está com anisocitose discreta, por exemplo, poderá sentir apenas um leve cansaço (ou nem isso), enquanto quadros mais graves causam mais problemas.

Em geral, os sintomas de todas as anemias são:

  • fraqueza;
  • pele pálida;
  • falta de ar;
  • coração acelerado;
  • perda de memória;
  • dor muscular;
  • fadiga;
  • perda de apetite;
  • sensação de frio;
  • tonturas.

Quanto mais rápido a anemia se instalar, mais fortes serão esses sintomas. Já em quem tem anemia há anos, o corpo vai se “acostumando” com a baixa de hemácias e a pessoa pode nem relatar sintomas.

Anisocitose na gravidez: é grave?

Como eu disse nos tópicos anteriores, a anisocitose pode ser um achado frequente no exame das grávidas, principalmente no início do pré-natal. Isso porque, durante a gravidez, o nosso corpo produz mais eritrócitos para suprir a necessidade do feto.

Mas, não é porque essa é uma situação comum, que você não tem que tratar, viu? A anemia é uma condição que inspira cuidados nas grávidas para garantir que você e o bebê ficarão saudáveis.

Como você viu, a anisocitose é um achado clínico relativamente comum nos hemogramas. Embora ele tenha um nome feio, nem sempre indica problemas muito graves, principalmente no caso da anisocitose discreta, geralmente associada a uma anemia por deficiência de ferro.

É claro que isso não significa que você pode evitar o retorno ao médico. Essas informações não substituem a sua consulta e só servem para dar uma acalmada na ansiedade até o retorno, ok?

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Bjs :)

ps: Para quem ficou preocupado, a Ariel já está melhor e anemia está controlada :)