Desabafos e Inspirações Vida de Mãe

A mãe anti-modelo….

Mes de maio, mes das noivas, mes das mães…

A tv se enche de comerciais emocionantes, declarações de amor e respeito pelas mães, tudo lindo, tudo mágico…

Daí, eu fico pensando: Que mãe é esta que merece tanta reverência??

Eu sou mãe, e sei bem todo o amor, toda a dedicação, toda a entrega que ser MÃE representa mas, todas as mães são assim??

Sejamos francas, nem todas as mães nasceram para ser mães, algumas nem queriam ser mães e o simples fato de parir não quer dizer que voce é MÃE.

Maternidade é muito mais que gestar e parir, maternidade é entrega, é amor maior, é imersão, é recriar-se, reinventar-se em prol de um outro que voce nem sabe direito como será mas, já ama desde sempre!

E por que é que eu estou falando tudo isso??

Porque eu não tive uma mãe assim para me ensinar nada disso, eu sinto uma falta tremenda de ter pra quem perguntar, pra quem correr, pra quem chorar…

Tudo o que eu sei da maternidade eu estou aprendendo na raça, ou partindo do princípio de anti-modelo.

Quando tenho dúvida se estou no caminho certo, penso em como a minha mãe agiria e faço exatamente o contrário, daí tenho maiores chances de acertar.

Isso não é uma coisa boa, é uma coisa péssima!

Eu sei que eu to parecendo o Grinch das comemorações mas, esta época do ano me faz ficar muito pensativa sobre que mãe eu sou.

A expectativa de ser aquela mãe perfeita de comercial, de estórias e tals é uma pressão imensa e simplesmente inatingível mas, a pressão maior é ser uma mãe diferente da mãe que eu tive.

Não quero ser ingrata, minha mãe não foi sempre ruim e me ensinou muitas coisas, me alimentou, vestiu e protegeu, como fazem todas as mães, o problema foi que no meio do caminho ela desistiu!

E mãe tem o direito de desistir?? Tem o direito de ser feliz acima da felicidade dos filhos? Tem o direito de escolher ela ao invés dos filhos?? E esta escolha a deixou feliz??

Eu não posso, nem quero perguntar, mesmo porque, ela está sempre certa, e esta é outra regra básica para o sistema de aprendizagem anti-modelo: desconfie sempre das suas certezas.

O meu maior desejo para o dia das mães e para toda a minha vida é nunca ser esta mãe, a mãe anti-modelo, eu quero ser uma mãe que abraça, que chora, que pede desculpas, que reconhece seus erros, que ensina, que é companheira, que escuta, que é parceira, que briga mas, que acima de tudo, ame seus filhos o suficiente para deixar de lado o orgulho e o medo e nunca, jamais desistir!

A maternidade é uma dádiva, um presente, uma benção, dizer estas coisas pode parecer clichê se voce não prestar atenção nas palavras: DÁDIVA, PRESENTE, BENÇÃO.

Viver a maternidade encarando desta maneira exige sim muito mais responsabilidade mas, também dá muito mais prazer!!

Pensar sobre a maternidade e a mãe que eu quero ser me fez refletir que, apesar de maneira torta, ainda agradeço á minha mãe por me servir de anti-modelo.

Agradeço pelas coisas boas que ela me ensinou e tento de todo o meu coração compreender e perdoar todas as dores que me fez passar, e por que eu ainda tento? Porque ela é MINHA MÃE!!

Se isto não é um super poder, eu não sei o que mais pode ser!!

Que vínculo incrível e poderoso é este que ainda persiste em amar uma pessoa pelo simples fato de ela ser sua MÃE?

Eu apago a tristeza de não ter a quem abraçar neste dia abraçando muito os meus filhos, enchendo de beijos e carinho as “mães” que eu adotei pelo caminho.

E se voce tem uma mãe que, apesar das discussões, briguinhas e etc ainda dá pra conviver e merece todo o seu carinho, corre lá e abraça muitoooooo!!!

É esta mãe que eu quero ser, a mãe humana, que erra, que falha, que acerta mas, que sempre merece um abraço!!

Será que eu estou no caminho certo? E voces, também tem medo??

Bjos! ;)

28 comentários

  1. Ótimo texto Loreta! Eu tive uma mãe muito forte, uma criação rígida, mas me fez uma pessoa educada e me colocou nos eixos, por isso pretendo seguir o mesmo com meu filho, só que um pouco mais maleável em algumas situações, já que ele é menino.
    Quanto a não ter um modelo, fique tranquila pois sua intuição feminina e seu amor pelos filhotes sempre indicarão o melhor caminho a seguir.
    Bjs,

  2. Loreta, adorei seu post e sua reflexão. Eu também me questiono constantemente que tipo de mãe eu sou e a única certeza que tenho é que estou longe do ideal. Eu também não tenho a quem perguntar, pedir uma orientação pois embora eu tenha tido uma mãe maravilhosa e ela ainda seja viva, ela tem alzheimer e nem me reconhece mais, além de não falar nada que se entenda….

    Mas acho que o amor e a vontade acertar em parceria com a constante reflexão de nossas atitudes e decisões (uma maternidade consciente) tendem a nos colocar no caminho certo!

    Beijos
    Syl
    http://minhacasinhafeliz.blogspot.com.br/

  3. A cada dia que passa me identifico um pouco mais com vc! Comigo também foi (e é!) exatamente assim. Tenho uma mãe anti-modelo e sei o quanto isso dói e nos deixa fragil.
    O que me fortalece é Deus! Só com Ele consigo pensar bem e agir de maneira a me tornar uma mãe modelo. Posso até errar, mas o amor e a vontade de acertar falarão mais alto!
    Espero sinceramente que amanhã, meus filhos não olhem para mim querendo fazer o opsto, mas querendo dar aos filhos deles o amor que eu demonstrei a eles durante toda a minha vida!
    Bjux
    #amigacomenta

  4. Ufaaa…. esse post me fez voltar no tempo e relembrar de quando meus se separam aos meus 15 anos minha mãe não teve estrutura e tambem se perdeu no meio do caminho, eu tamém sempre pensava que queria ser uma mãe diferente do que ela estava sendo, os papéis se inverteram passei a agir como mãe e ela como filha, mais graças a Deus ele se redimiu e com o passar dos anos reconquistou o respeito e amor dos filhos, com 40 anos teve minha irmãzinha que é a nossa vida e que a ensinou muita coisa, ela me ajudou quando meus filhos nasceram e me ajudou muito. Porém filtro muito certas atitudes e comportamentos na educação dos meus filhos.
    E pode ter certeza que voc~e está no caminho certo….

    Beijos

    #amigacomenta
    @michelle_imilio

  5. Adorei seu texto!!! Também me questiono sobre esses tipos de mãe que permeiam os comerciais da época que antecede o dia das mães. Parece está tão longe da realidade…
    Acho que só contribui pra cada vez mais pra botar minhoca na nossa cabeça e aí muita mãe acaba fingindo uma coisa que não!

    Beijão.
    @_maejestade
    #amigacomenta
    http://www.vidademaejestade.com/

  6. Loreta também penso o mesmo que vc, têm muita mulher que não merece ser chamada de mãe, não merece sequer ter útero, algumas inclusive como vc bem falou nunca quiseram ser mães, foi um acidente, um erro ou algo assim como elas mesmo falam.

  7. N.O.S.S.A amigue… que tenso… Pensei em você hoje a tarde… faz tempo que não nos falamos no twitter ou comentários! Rsrs
    Vi um tweet seu e pensei: Deixa eu entrar no Bagagem de Mãe que estou em falta…
    Fui lendo e ficando em choque…. desculpe a sinceridade… Mas só quero que você saiba que você está sim fazendo diferente e é uma super mãe e uma pessoa especial pelo pouco que conheço de você…
    Mas é isso mesmo… algumas mães não são Mães com M maiúsculo…. bola pra frente..

    bjossssss

  8. N.O.S.S.A amigue… que tenso… Pensei em você hoje a tarde… faz tempo que não nos falamos no twitter ou comentários! Rsrs
    Vi um tweet seu e pensei: Deixa eu entrar no Bagagem de Mãe que estou em falta…
    Fui lendo e ficando em choque…. desculpe a sinceridade… Mas só quero que você saiba que você está sim fazendo diferente e é uma super mãe e uma pessoa especial pelo pouco que conheço de você…
    Mas é isso mesmo… algumas mães não são Mães com M maiúsculo…. bola pra frente..

    bjossssss

  9. Loreta, com certeza se deve pensar sempre que tipo de mãe vocês está sendo… repensar suas atitudes, ser uma mãe modelo. Mas não dentro dos padrões que o mundo prega. Dentro dos seus padrões. Quem decide o que é o melhor para você e seus filhos, é você juntamente com o pai deles. Das suas experiências, tire aquilo que foi bom pra você e o que não foi procure só descartar e não pensar. Ser você mesma vai fazer vc e seus filhos muito felizes! Adorei o texto e mostra o quanto você ama seus filhos e merece muito comemorar essa data abraçando muito seus amadinhos! Beijão!

  10. A Rose Misceno disse que esses comerciais acabam por “botar minhoca na nossa cabeça e aí muita mãe acaba fingindo uma coisa que não”, mas acho que é pior: as mulheres se iludem com a maternidade de comercial! E quando a maternidade real chega, o desespero vem junto.
    Enfim, eu tive e tenho minha mãe presente, às vezes até demais! Já reclamei, mas tenho evitado. O sentimento agora é que vou perde-la (isso é certo, não há o que fazer) e não quero desperdiçar cada instante perto dela.
    Seu post soou como um desabafo… mas ter uma mãe anti-modelo, sabe que tem um lado bom, né? Faz a gente se inspirar e se esforçar a ser melhor que elas. :)

  11. Oi Loreta!!

    Eu já procuro me basear no princípio de que se funcionou com outra mães, não custa tentar… rsrsrs… a teoria da tentativa e erro, sabe??

    Mas enfim, estamos todas no mesmo barco, na mesma luta… mas eu acredito que mesmo que seja uma data comercial, como todas as outras do ano, nós merecemos Mais!!!!! rsrsrsrs

    Beijos!!!
    #amigacomenta

  12. Amiga, adorei o seu texto. Bom para refletir.
    Somos mães reais, que assumem suas imperfeições, seus medos e receios. Mas, o que importa, é que fazemos tudo pelo bem dos nossos filhos.
    Beijosssss

  13. Nossa me identifiquei bastante… Também não tenho para quem correr em algumas situações. Mas isso me deixa forte sabia? Tipo, eu sou a mãe que sou só por mim sabe? Os meus erros e acertos são só meus. Eu quero que o Bruno me veja bem diferente do que eu vejo a minha mãe. Quero uma relação de verdade sabe? Mas acredito, de coração, que estamos fazendo o nosso melhor, e que nossos filhos verão isso um dia.
    Beijuuuuu

  14. Olha, esse é o primeiro post sobre o dia das mães mais verdadeiro que li.
    Graças a Deus, eu tive 3 mães: a biológica que faleceu quando eu tinha 4 anos, minha avó materna que me criou desde então junto com minha tia materna.
    Hoje ao meu lado só tenho minha tia, que é minha mãe e foi tudo e mais um pouco do que quero ser pra minha primeira filha quando ela nascer.

    Acho que o grande “problema” da maternidade é querermos viver um “conto de fadas” e mesmo sabendo que não existe, nos frustamos e perdemos o fio da meada no meio dessa loucura toda.
    Mãe não é perfeita, filho não é perfeito, a vida não é perfeita … somos reais, acertamos, erramos e isso é o gostoso, pois assim evoluímos todos juntos e conquistamos coisas novas a cada dia e chegamos perto da tão sonhada perfeição.
    Beijos
    Mãe Dipa

  15. Olha, esse é um post sincero.
    Apesar de nunca ter vivido uma experiência diferente, minha mãe se dedicou à nós 3. Com menos paciência do que eu.

    Mas sou professora e vejo a realidade de muitos alunos e o que você fala é verdade!
    Para mim, ser mãe é maravilhoso, mas é uma tarefa muito difícil!

    Bjs
    #amigacomenta

  16. Que post, hein???
    Eu tbém me questiono todos os dias se sou uma boa mãe, pois além das propagandas da tv vejo no mundo virtual milhares de mães perfeitas, nunca brigam, nunca perdem a paciência, estão sempre prontas para brincar, estão sempre com uma receita perfeita de comida perfeita, nunca alteram a voz, nunca sentiu culpa, nunca sentiu saudade de quando não tinha filhos, nunca se viu desesperada com uma situação em que não sabia a solução… nunca nada, daí que eu mes questionava muito e achava que eu era uma mãe de merda, daí que fui descobrindo que muitas dessas mães são fake, são personagens, são de mentira… Daí relaxei e não tento ser modelo de nada, vou errando tentando acertar sempre.
    Grande bj e vc está no caminho certo!!!

  17. Virgem Maria!
    Que post sensacional!
    Loreta, que mãe (q é realmente MÃE) não tem medo?
    Eu tenho. E esses medos são essencias para que nos tornemos mães melhores né?

    Agora, quero dizer: sinto muito, sinto muito mesmo por essa situação toda com sua mãe. Não vem ao caso exatamente o que ela fez ou o que te magoou. Importa que eu, lendo teu texto, me senti impotente e querendo poder te ajudar, te abraçar.

    Mas fica bem… só de te conhecer por aqui eu tenho certeza que o Pedro e a Cacá tem uma ótima mãe!

    Beijos!
    #amigacomenta

  18. O vínculo da maternidade é tão forte e tão misterioso que mesmo uma mãe ruim acaba sendo lembrada com amor. Vejo isso nos olhos de um menino que conheço: a mãe é drogada, casou-se com um infeliz que vive preso por tráfico, por bater na mulher e nos filhos(que é o padrasto desse menino, pois o pai ninguém sabe quem é)tem mais uma dúzia de irmãos (não é exagero, 12 é o número dos que eu sei) e ainda assim ele se preocupa com a mãe, visita no hospital, leva doces pra ela mesmo tendo que ele próprio ficar sem comer.
    Por isso eu penso todos os dias que não quero ser uma mãe assim. Quero ser uma mãe amada por ser amável e não só por ser mãe.
    Lindo post Loreta!

    Bjks
    #amigacomenta

  19. Fui mãe aos 17. Sei que errei, mas tb acertei em muitas coisas com a minha filha, #aos15. Hoje com #aos2 sei que sou uma mãe diferente do que fui na primeira vez, mas com mais ou menos erros o amor que tenho por elas é imenso.

    Muito bonito e emocionante o seu post!

    Beijos,
    #amigacomenta

    maebivolt.blogspot.com.br

  20. Loreta … nossa!

    Concordo muito com você! Parabéns!!

    Acho que existem coisas sendo esquecidas aonde sabemos que deveriam ser prioridade! Dia das mães não é apenas almoço em restaurante caro e presente, é hora de parar e pensar em como queremos ser para nossos filhos e, ao mesmo tempo, pensar em novo nossas mães foram!

    Beijos, Má
    monmaternite.com

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