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Um susto chamado Câncer de Pele

cancer de pele

Estamos no Outubro Rosa, o mês dedicado á informação, prevenção e combate ao câncer de mama e então, pensando sobre este assunto, resolvi criar coragem para contar pra vocês um susto que tomei com o Câncer de Pele há alguns meses atrás…

Quando engravidei da Cacá, apareceram no meu rosto algumas manchinhas que logo foram identificadas pela GO como melasma, super comum em grávidas e que pode ser agravada pela falta de uso do protetor solar.

A Cacá nasceu, as manchas clarearam com o uso de cremes indicados pela dermatologista e eu me mudei para o Recife, terra de sol rachando quase o ano inteiro. Eu nunca fui muito regrada pra usar o protetor solar todos os dias antes de sair de casa, quando lembrava passava e estava tudo bem!

Pra mim, protetor solar meeeesmo, aquele super forte de alta proteção só precisava passar quando eu estivesse tomando sol na praia ou na piscina, ou quando soubesse que estaria exposta ao sol em atividades ao ar livre. Pra levar e buscar filho na escola, ir até o shopping, banco, supermercado, eu nunca pensei que precisaria de protetor solar, sabe?

Acontece que, lá no Recife, a terra do sol rachando o cocoruto, algumas novas “manchinhas” começaram a aparecer no meu rosto e apesar de achar estranho, me auto-diagnostiquei com melasma. E me dei conta de que precisava começar a usar um protetor solar sempre que fosse sair de casa, porque minha pele não estava habituada àquelas altas temperaturas.

Usava um FPS 30 todos os dias, religiosamente, logo após escovar os dentes de manhã e estava tudo bem! Estas novas “manchinhas” ficaram no meu rosto, nunca me incomodaram e a vida seguiu…

Voltamos para SP e aos poucos, este hábito do protetor solar diário foi sendo engolido pela rotina corrida e, como por aqui não é todo dia que vemos o sol brilhando, desencanei de usar!

Eu achava que, com o protetor solar da maquiagem que eu sempre usava para sair de casa, eu já estava protegida e não precisava me preocupar, até o meio deste ano…

Uma série de conturbações aconteceram ao mesmo tempo! Voltamos da nossa linda viagem para Santa Catarina e estava tudo certo para a próxima, iríamos para o Chile esquiar em julho e comemoraríamos o aniversário do Pedro por lá. Passagens compradas, hotel reservado, roupas de inverno separadas e de repente…

Um susto com uma cirurgia de emergência do marido, cancelamento de viagem, Pedro sem festa, crianças de férias, marido de cama e eu percebi que uma das manchinhas que já “moravam” no meu rosto desde a época de Recife, estava estranha…

Ela nunca havia me incomodado, era uma mancha um tom mais escuro que a pele do meu rosto, redondinha, bem na minha bochecha direita, quando eu passava a maquiagem ela sumia e sem a maquiagem, quase imperceptível.

De um dia para o outro, esta mancha começou a inchar, ficou gordinha, avermelhada e coçava muito! Achei estranho e marquei a dermatologista, neste meio tempo, ela passou de avermelhada para marrom escuro, ficou grossa e começou a descamar, além de continuar coçando!

Corri para o Dr. Google para dar uma pesquisada em pintas e manchas e daí, caí em muitos artigos que falavam sobre verrugas, melasmas e por último o tão temido, aquele que não deve ser pronunciado: CÂNCER de pele!

Um mini pânico começou a tomar conta de mim, o dia da consulta parecia que não chegava nunca (e demorou 1 mês) e eu ia mantrando pra mim mesma que não devia ser nada, que estava tudo bem, que eu não deveria ter lido nada no Google…

No dia da consulta, expliquei e mostrei para a dermato a causa de tanto medo e então, ela fez um exame dermatoscópico, que consiste na utilização de um equipamento com luz que aumenta a área a ser observada permitindo que o médico possa diagnosticar e classificar a lesão em: benigna, suspeita ou maligna.

No meu exame, a médica constatou tratar-se de uma Queratose Actínica, que é um tipo de mancha pré-cancerosa, ou seja, um estágio antes de virar um câncer de pele. Pra entender melhor, olha o que diz o A.C. Camargo:

“São lesões pré-cancerosas provocadas pelo efeito cumulativo da exposição aos raios ultravioleta. Caracteriza-se pelo aparecimento de pequenas lesões ásperas, avermelhadas ou cor da pele, no rosto, orelhas, dorso da mão, braços e até na cabeça de homens calvos. É mais comum em pessoas de meia-idade e pele clara. São classificadas histologicamente em cinco tipos: hipertrófica, atrófica, bowenóide, acantolítica e pigmentada. Pode apresentar transformação desenvolvendo o carcinoma espinocelular.”

Quando eu ouvi o diagnóstico, eu entrei em pânico mesmo! Quer dizer, aquilo ali era um tipo de câncer sim! Câncer, aquela coisa que a gente sempre ouve falar que alguém teve mas, nunca imagina que possa acontecer com a gente!

A única coisa que eu conseguia pensar era: ai Meu Deus! E agora? Eu tenho filhos para criar, eu quero estar aqui neste mundo por muito tempo por eles! O que eu preciso fazer para acabar com isso?

Como a lesão estava bem grandinha, a médica achou melhor tirarmos ela, e isso foi feito com uma micro-cirurgia relativamente simples no próprio consultório. O material coletado foi enviado para análise e a médica esperava que o resultado indicasse que se tratava de tumor benigno.

Nem preciso dizer que a minha cabeça estava pirando durante todos estes procedimentos, processos e espera, né? Eu chorava escondido pra não assustar as crianças, tinha medo de sair de casa e tomar sol no rosto, fiquei praticamente entocada, cheia de creme no rosto e rezando pelo resultado do exame.

Na data combinada, voltei ao consultório e fiquei sabendo que o exame não acusou nada de maligno nem na lesão e nem na amostra de tecido saudável que foi retirado ao redor. Ufa!

Como eu ainda tenho outras destas lesões ou “pintinhas” pelo rosto e costas, estou fazendo uso de um creme manipulado para controlar estas intrusas e para amenizar a mancha que ficou no meu rosto após a cirurgia. Serão alguns meses usando este medicamento até voltar ao consultório para fazer uma nova análise e verificar se há evolução de alguma destas lesões ou, se o medicamento funcionou.

Pra vocês terem uma idéia de como está meu rosto, tirei uma fotinho sem make e sem filtro! rs

manchas na pele

De frente, quase não dá pra ver a manchinha, de lado já se percebe ela ali! Alguns mílimetros maior do que a mancha original (por causa da cirurgia) mas bem mais clara e discreta do que antes.

Agora, é claro que estou mais do que nunca aloka do protetor solar! E não é qualquer protetor solar não! O mínimo recomendado é o fator 30, mas eu uso fator 60 e, apesar de a minha dermato ter indicado alguns protetores solares com base que são seguros, eu decidi não confiar mais em maquiagem nenhuma!

Uso o protetor solar fator 60 primeiro de tudo e depois, passo a maquiagem por cima! Escolhi um protetor próprio para o rosto e por isso, ele é mais levinho, não fica oleoso e tem uma finalização meio mate. Só saio de casa lambrecada de protetor!!

Esta experiência toda me fez refletir muito sobre as coisas que “passamos na frente”, sabe? Porque como mães, estamos o tempo todo preocupadas com a saúde das crianças, com o almoço, o jantar, as brincadeiras, a roupa lavada, as notas da escola, os amiguinhos, a birra, o choro…

Se eles reclamam de qualquer dorzinha então, somos capazes de não sentir mais nada em nossos próprios corpos só para estarmos 100% dedicadas na cura e recuperação deles e assim, aquela dorzinha de cabeça, aquela pinta que coça, aquele inchaço no seio, aquela cólica mais forte vão ficando pra trás, vão deixando de ser prioridade…

Sem tempo nem para comer e dormir, quem dirá lembrar de marcar consultas e exames, né? Mas, o tempo vai passando, ele começa a cobrar a conta e ela pode sair muito mais cara do que você gostaria!

Cuidar da saúde dos filhos é importante sim, com certeza! Mas uma mãe que não está saudável consegue cuidar da saúde de alguém? E tem mais, somos exemplos para os nossos filhos em todas as nossas atitudes, inclusive no modo como cuidamos de nós mesmas!

Então, neste mês de outubro eu quero convidar todas vocês a darem uma pausa na correria e prestarem atenção em si mesmas, a marcarem os médicos que vocês estão enrolando para marcar há meses, a ouvirem suas dores físicas e darem importância para estes incômodos!

A gente não gosta nunca de admitir mas, mães também podem falhar, também podem sentir dores, também podem sentir medo e principalmente, podem e devem se cuidar!

Foi um susto! Já passou! Eu estou bem!

Agora vou aproveitar este alerta que a vida me deu para repensar os meus hábitos, minhas prioridades, minha rotina, minha correria…

Pensa nisso você também!

Bjs ;)

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Comentários

1 comentário via blog

  1. FERNANDA LUCENA comentou em

    Nossa Loreta, que susto!
    Graças a Deus n era maligno e vc cuidou logo que percebeu a diferença!
    Realmente precisamos nos cuidar msm