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Taxa de disponibilidade no parto: saiba o que é e diga não!

por Ricardo Yamasaki,

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Estamos de olho!! 0.0 Imagem: weheartit

Atualmente tudo virou negócio. Até na mais representativa forma de trazer a vida, que é o parto, descobriram como se ganhar dinheiro. E em negócio sempre há: o que sustenta uma prática comercial, aqueles que enfrentam tal prática e até, aqueles que barganhem sobre ela. Estamos do lado daqueles que enfrentam tal prática comercial.

A prática comercial dá conta de que os pais terão de pagar um valor “extra” caso queiram determinado médico para realizar o parto. Leia-se por “determinado médico”, aquele médico que acompanhou a mãe desde o início da gravidez. Este valor extra que muitos planos de saúde cobram, chama-se “Taxa de Disponibilidade”, que garante que o médico que atendeu a grávida durante os meses de gestação seja o responsável pelo parto.

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ooooiiii??? Tá errado issaê, hein??? >:(

Alguns hospitais cobram de R$ 2 mil a R$ 4 mil para ter a presença do médico escolhido pela família no momento do parto.
A Justiça do Estado do Espírito Santo, por exemplo, proibiu a Unimed Vitória de cobrar essa taxa de clientes dos planos de saúde da empresa. A juíza destacou em sua decisão que as pessoas já arcam com gastos referentes a planos de saúde e, portanto, esse taxa deveria ser coberta pela seguradora.

Além disso, a juíza entendeu que a escolha do médico não era mera vaidade da família, mas sim uma decisão que envolve riscos à saúde do bebê e da mulher, pois o médico que atendeu a grávida na fase de pré-natal tem amplo conhecimento do histórico da gravidez e seus riscos. O plano de saúde sustenta que não existe lei impeça ou libere a “Taxa de Disponibilidade”. E realmente não há.

O próprio Conselho Federal de Medicina (CFM), considera que o cliente do plano deve sim pagar caso queira escolher o médico.
No entanto, três órgãos são radicalmente contra o pagamento de taxa por parte de cliente de planos. São eles: a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e o Procon-SP.
Basicamente, estes órgãos entendem que essa prática (Taxa de Disponibilidade) caracteriza-se comércio, frisando que a medicina tem como dever primordial e superior a saúde dos envolvidos, no caso a gestante e o bebê.

Caso você não aceite pagar a taxa, entre em contato com o plano de saúde e com o hospital. Não havendo acordo, acione a Justiça.
Em redes públicas de saúde, a gestante também pode acionar a Justiça caso queira ser atendida pelo médico que a atendeu durante o pré-natal.

É… Conheço “gente” que maltrata gente por dinheiro, por “empreendimentos”, por “negócios”…
Coitado ele ainda não descobriu que é miserável! Miserável de espírito.

Bilionário sou eu:

Preparei um bolo com a minha filha. Ensinei a ela o valor de um abraço. Contei com ela as estrelas. Recebi cócegas. Contei uma história inventada. Minha esposa perguntou como foi meu dia. Cantei alto no chuveiro. Recitei uma poesia baixinho. Contemplei um beija flor parado no ar. Acelerei minha moto dentro do viaduto. Mexi com um cachorro na rua. Agradeci a Deus pela comida na mesa e pelo chuveiro quente. Reguei as plantas de casa. Andei descalço e acabei de ganhar um beijo inesperado. Ufa.

Ricardo Augusto Yamasaki, advogado, pai da Soraya e contra a taxa de disponibilidade

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Comentários

4 comentários via blog

  1. Raquel comentou em

    Infelizmente essa taxa existe e eu precisei pagar para o meu obstetra quando tive minha primeira filha e é bem provável que vou pagar novamente agora que estou grávida pela segunda vez. Acho engraçado que a ANS é contra tantas práticas que os planos de saúde vem praticando, mas não faz nada a respeito. Ontem mesmo (01/06/2014) no Fantástico (Rede Globo) passou uma reportagem que os planos de saúde não oferecem mais planos individuais, somente empresariais justamente porque os planos individuais não oferecem tanta rentabilidade como os empresariais. A ANS sabe dessa prática, sabe que é errado, mas é conivente com tudo. E quem sofre somos nós! Que já pagamos e passamos tantos perregues na vida e quando mais precisamos, temos que ‘pagar’ para sermos bem atendidos.
    Abs,
    Raquel
    http://www.eudonadecasa.com.br

    1. Loreta Berezutchi respondeu Raquel em

      Oi Raquel, infelizmente preciso concordar com voce! Tá bem complicada a situação,mas denunciar já é um primeiro passo para a mudança! Bjs ;)

  2. Luciana comentou em

    Nossa nunca tinha ouvido falar nessa taxa. Que absurdo. Graças a Deus nas minhas duas cesáreas pude ter a presença do meu obstetra e da pediatra de minha confiança e que me atenderam no pré-natal sem precisar pagar além para o plano de saúde. Abçs, Lu
    http://www.soumaededoisanjinhos.blogspot.com.br

  3. RICARDO YAMASAKI comentou em

    Através da Deputada Leci Brtandão montei um projeto de lei estadual contra esta taxa, á partir deste meu artigo. Já demos entrada e agora aguardamos que passem pelas Comissões e seja provado.