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Quando os pais pensam diferente…

Aqui em casa, de vez em quando, acontece assim: Pedro pede uma coisa pra mim, eu digo não! Ele vai lá e pede para o pai que diz… SIM! Já aconteceu por aí?

Claro que, normalmente isto acontece com coisas pequenas do dia a dia e rapidamente entramos em um acordo ou conversamos sobre isso, mas e quando os pais pensam diferente em absolutamente tudo que envolve a criação dos filhos, como faz?

Discordar de pequenas coisas como se pode ou não pode comer a sobremesa antes do jantar, ou brincar lá fora no final da tarde é mais simples do que quando se discorda de coisas maiores como o tipo de escola, o tipo de disciplina, o tipo de alimentação…

Quando eu me imaginava mãe, e queria que o pai dos meus filhos fosse o pai dos meus filhos, nós conversávamos sobre como seríamos como pais. É inevitável que estas conversas surjam quando se planeja ter filhos e nestas conversas prévias, a gente já tem uma noção de como será…

Uma noção! Porque na prática, as coisas que a gente dava risada e achava engraçadinha, podem se tornar coisas que são extremamente chatas de lidar no dia a dia.

Aqui em casa, antes de ser mãe, eu sabia que as questões sobre alimentação, horas de TV e videogame, brinquedos, roupas e afins seriam coisas que com certeza eu e o marido discordaríamos quando os filhos chegassem. Como sempre discordamos sobre estas coisas, eu tinha certeza quando estas coisas dissessem respeito às crianças, seria hora de conversar e encontrar um ponto de equilíbrio!

Para não virar uma loucura e não deixarmos estas diferenças gerarem insegurança em toda a família e muito menos, nos tornarmos reféns dos desejos dos nossos filhos, concordamos em fazer o seguinte:

  • Divisão de responsabilidades: nós sempre dividimos as responsabilidades com tudo relacionado às crianças! Desde cuidados na fase bebê até questões sobre alimentação, brinquedos, roupas e afins. Por exemplo, como eu fico com as crianças a maior parte das horas dos dias de semana, sou em quem decide o que vão comer, a hora de brincar, ver TV, etc e ele não se mete nisso. Aos finais de semana, é a vez do papai tomar as rédeas, e eu não me meto!
  • Confiança um no outro: é normal a gente achar que sabe fazer isso ou aquilo melhor que o pai ou a mãe. Quando o Pedro nasceu, eu achava que só eu sabia dar banho nele de forma segura (já que quando vi o marido fazendo isso morri de medo de ele afogar o pobre bebê! rs) mas, eu respirei fundo e aprendi a deixar ele fazer as coisas do jeito dele, assim como ele me deixa fazer as minhas coisas do meu jeito. Não existe jeito melhor ou pior, existe o jeito de cada um! E desde que feito com amor, carinho e prezando a segurança e bem estar das crianças, está tudo certo!
  • Conversar a sós: quando existem assuntos que estamos discordando muito mesmo, que precisa de uma pausa para reflexão, nos reunimos sozinhos para conversar. Normalmente isto acontece no final do dia, quando as crianças já estão dormindo e podemos discordar a vontade sem causar nenhum estranhamento para os pequenos. Nestas conversas, tentamos encontrar um equilíbrio! Acho importante que as crianças não presenciem estas conversas porque não precisam saber de tudo, sabe? Especialmente nesta fase em que estão, que já entendem muitas coisas e se tornaram “pitaqueiros” hehehe
  • Nos apoiamos: nestas conversas em que buscamos um ponto de equilíbrio nas questões em que discordamos, nem sempre o outro vai ficar super feliz com o que foi decidido. Mas uma vez decidido, nos apoiamos! Afinal, estamos trabalhando para o melhor para a nossa família e como família, é sempre melhor que estejamos unidos do que torcendo para o que o outro está fazendo dê errado só para provarmos o nosso ponto de vista, né?

A vida a dois já não é fácil, nosso primeiro ano de casados e morando juntos foi um ano de ajustes! Assim como sempre é para todos os casais afinal, são 2 indivíduos com histórias, bagagens emocionais e culturais diferentes que resolvem dividir a vida, e é claro que haverão diferenças!

Mas o desafio é fazer com que estas diferenças somem e “grudem” ainda mais, e nunca que diminuam ou afastem. Quando chegam os filhos, as coisas que achávamos que já estavam ajustadas podem ficar fora de ordem de novo!

Uma nova família está surgindo, e a vida de mãe e pai é muito diferente da vida de casal! Assim como a mãe está passando por um turbilhão de novas emoções, medos, dúvidas e sustos o pai também está!

É nesta hora que as “colinhas” de casal precisam permanecer firmes para se ajustar a nova vida e “colar” o novo indivíduo nela também! Como eu sempre digo, nada melhor do que o diálogo para resolvermos os nossos conflitos, e quando as duas partes desejam estar juntas e fazer o melhor, sempre encontramos uma solução!

Eu e o marido estamos juntos há 18 anos! Foram 5 anos de namoro, 1 ano morando juntos no que eu chamei de “test drive” antes do casamento, 3 anos de vida de casados sem filhos, e 9 anos como pais de dois!

Nem sempre são flores, nem sempre estamos de acordo, nem sempre está tudo bem, como aliás, é a vida normal de qualquer casal e qualquer família! Mas estamos sempre acalmando as nossas inquietações com o amor que sentimos um pelo outro e pelos nossos filhos, e é por este amor que sempre aceitamos conversar e tentar encontrar o nosso equilíbrio como pais!

E com vocês, como são as coisas por aí? Você acha que anda precisando de mais colaboração ou tem um exemplo bem bacana pra contar pra gente? Participa aqui nos comentários ou nas nossas redes sociais!

Bjs! ;)

 

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