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Puberdade Precoce

Fiz este post AQUI falando sobre esta nova fase de TWEENS que estamos aqui em casa e, algumas mães me mandaram mensagens perguntando se isto tinha alguma relação com a PUBERDADE PRECOCE.

Não, não tem! São coisas diferentes!

A puberdade precoce é uma disfunção do organismo que precisa de tratamento. Quando não diagnosticada e tratada, pode ocasionar dificuldades psicológicas e sociais para as crianças.

A fase chamada de puberdade inicia-se, normalmente, nas meninas entre 8 e 13 anos de idade, e nos meninos, entre 9 e 14 anos de idade. Nota-se que a criança está entrando nesta fase por causa das seguintes mudanças:

Nas meninas:

  • aparecimento de mamas e/ou pelos pubianos

Nos meninos:

  • Aumento dos testículos e/ou pênis, e/ou surgimento de pelos pubianos

Quando se nota estas mudanças físicas antes do período considerado “normal” (para meninas, 8 anos no mínimo e para meninos, 9 anos no mínimo) é preciso ficar atento e investigar a possibilidade de tratar-se de puberdade precoce.

“As crianças que apresentam desenvolvimento dos caracteres sexuais precocemente devem ser examinadas, e em muitos casos, precisam ser tratadas. O principal objetivo do tratamento é impedir que a criança chegue à puberdade antes do tempo desejado e possa, assim, manter seu desenvolvimento cronológico compatível  com a idade óssea. As crianças mais desenvolvidas do que colegas da mesma idade podem desenvolver problemas de ordem psicológica e social, como depressão e discriminação. O diagnóstico e o tratamento precoces impedem o desenvolvimento, e previnem estas consequências indesejáveis”,  alerta o Dr. Luis Eduardo Calliari, Professor Assistente da Faculdade de Ciências Médicas e Médico-Assistente do Departamento de Pediatria da Santa Casa de São Paulo.

Ainda segundo o Dr. Luis Eduardo, as causas da puberdade precoce podem ser:

  • Estar muito acima do peso recomendado para a sua idade e altura;
  • Ser exposta aos hormônios sexuais (estrogênio e testosterona) antes do tempo, por meio do uso de cremes, pomadas ou suplementos para adultos que contenham estes hormônios;
  • Tiver outras condições médicas, como Síndrome de McCune-Albright, hiperplasia  adrenal congênita e, em casos raros, hipotireoidismo;
  • Tiver recebido tratamento com radiação no sistema nervoso central, como os utilizados para tratar tumores, leucemia, entre outros.
  • Histórico familiar (apesar de ser importante ressaltar que isso não é regra! Apesar de os pais poderem carregar o gene para a puberdade precoce, não significa com certeza que os filhos a terão)

A puberdade precoce é 10x mais comum em meninas do que em meninos, e quando acontece com eles, pode indicar problemas mais sérios no sistema nervoso central, nos testículos ou nas glândulas suprarrenais.

E como se dá o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado por um conjunto de informações, a partir do histórico clínico da criança, exame físico e testes complementares, como dosagem hormonal e exames de imagem como raio X de punho para avaliação da idade óssea e sua comparação com a idade cronológica.  Os médicos especializados são os pediatras e endocrinologistas pediátricos.

E qual o tratamento?

O tratamento da puberdade precoce depende de sua causa. Visa a regressão ou estabilização dos caracteres sexuais secundários e retorno do ritmo de crescimento da criança aos padrões considerados normais. Além disso, tem como objetivo também promover um ajuste psicossocial na criança, bem como alívio da ansiedade dos pais.  Com o monitoramento constante e tratamento adequados, a criança pode voltar a ter um crescimento e desenvolvimento compatíveis com sua idade cronológica.

Quem é que não se lembra daquela época da escola em que a melhor amiga já tinha um corpinho de “mulher” enquanto tudo o que a gente queria, era poder comprar o primeiro sutiã?

Ou dos meninos que ficavam estranhamente com os braços mais longos, as vozes finas e esquisitas e alguns, já tinham até “bigodinho”?

Esta fase de grandes transformações físicas também acarreta grandes dramas e traumas psicológicos e por isso, acho importante a gente estar sempre de olho e manter a porta aberta para o diálogo.

O amadurecimento físico e emocional é sempre diferente de criança para criança e por isso, como mães, somos as melhores pessoas no mundo para identificar quando uma coisa vai bem ou não vai.

Se você anda preocupada com alguns “avanços” dos pequenos, não hesite! Procure o seu pediatra e tire todas as suas dúvidas!

O profissional é a melhor pessoa para te responder se há motivos reais para a falta de sono, ou se você está exagerando na ansiedade!

E sim, eu sei que por nós, esticaríamos a infância por muuuuuito mais tempo! Mas não esquece de se colocar no lugar do seu pequeno e fazer o exercício de se lembrar como você também queria “crescer” logo, quando estava nesta fase da vida!

É importante aprendermos a controlar a nossa própria ansiedade e medo para conseguirmos transmitir segurança para eles. Assim, diminuímos também a ansiedade deles com respeito, apoio e carinho!

Não tem jeito! Eles estão crescendo e ainda que, ás vezes, eu sinta a maior falta daquele cheirinho de bebê por aqui, não posso negar que esta fase nova tem muitas coisas bacanas também!

E é claro que, assim como era na fase de bebê, é preciso continuar atenta cuidando e protegendo, tentando não exagerar e me lembrando que estou proibida de dizer a palavra “dodói”! hahahaha

Faz parte! ;)

 

puberdade precoce

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