Categorias Vida de Mãe

Elegendo prioridades…

Acho que já fiz vários posts aqui no blog falando sobre a grande loucura que é a vida de mãe! Isso não é segredo pra ninguém (ou pelo menos para ninguém que seja mãe) mas, quando estamos vivenciando a situação o tema se torna uma constante e por isso, tenho me ocupado bastante em pensar e racionalizar toda esta loucura!

vida de mãe

Por mais que os filhos cresçam, que o desafios diminuam (ou se transformem), eu sinto como se estivesse presa em uma teia de aranha onde cada passo que eu dou me deixa mais amarrada e ao invés de desenrolar as coisas, me percebo cada vez mais no papel de equilibrista maluca tentando conciliar todas as minhas prioridades sem deixar nenhuma bolinha cair.

E isso cansa!

Porque uma coisa que precisa ficar muito clara, de uma vez por todas, para todas as pessoas é que não, as mães não são super heroínas! Não somos santas, não somos super fortes, não somos super nada! Somos apenas MULHERES humanas, com as mesmas fraquezas, cansaços, medos, acertos e erros.

O diferencial é que somos humanas que criam outros humanos e isto é sim o trabalho mais difícil da humanidade!

Isto posto, vamos pensar de novo no lance de todas as bolinhas que estamos equilibrando. Será mesmo que precisamos equilibrar todas elas? Será que todas são tão essenciais assim?

Quer dizer, ás vezes, mesmo sem querer, acabamos por acumular tarefas, funções, atividades e responsabilidades que não são nossas ou no mínimo, não deveriam ser!

E é óbvio que é bem fácil vir aqui e falar tudo isso pra vocês mas, na prática, como olhar para tudo isso e tentar aliviar? Como eleger prioridades? Como desafogar a nossa rotina se tudo o que fazemos parece ser sempre tão urgente e essencial?

Eu não tenho uma fórmula perfeita e exata, mas tenho pensado, pesquisado e me baseado em muitas coisas para encontrar a minha maneira de lidar com tudo isso e assim, encontrar a minha paz!

Resolvi vir aqui compartilhar com vocês as coisas que têm funcionado comigo, vai que dá certo com você também? Acompanha o passo a passo:

1 – Oi realidade!

A primeira coisa que eu fiz para entender onde eu estou e por que estou foi parar e analisar o meu cenário atual. Entender onde eu estou na minha vida, por que estou aqui, quais foram as escolhas que me trouxeram até aqui e onde eu gostaria de estar.

Para não desanimar, fiz uma lista (no papel mesmo) das coisas que eu posso mudar e das coisas que eu não posso mudar. Comecei pelas coisas que eu posso mudar e segui para o segundo passo…

2 – Abrir mão!

Das coisas que eu posso mudar, quais delas me incomodam? Quais tarefas, rotinas ou responsabilidades foram escolhas minhas e me incomodam atualmente? Quais destas eu posso abrir mão?

Pra simplificar: eu não precisava fazer parte de mil grupos no whatsapp e ter que dar atenção para 200 pessoas via celular além das pessoas aqui da minha casa que já precisavam de mim, eu não precisava estar em todos os eventos de blogueiras que sou convidada se isso significa sacrificar a minha rotina com as crianças, ter que passar muitas horas no trânsito…

Enfim, estes são apenas alguns exemplos de coisas que parecem pequenas mas que, no acúmulo de funções e atividades do dia a dia, acabavam me sobrecarregando!

3 – Oi, você!

Depois de entender que algumas das minhas bolinhas podiam sim ser deixadas de lado, eu fui entender porque fiz estas escolhas. Quer dizer, depois que viramos mães é tão fácil nos confundirmos com aquilo que queremos de verdade com aquilo que nossa família quer!

É quase como se a gente já não mais existisse, como se os desejos, sofrimentos, medos e afins fossem do tipo coletivo, não há mais espaço para a individualidade e viver assim é com certeza sufocante então, apenas pare!

Você é uma pessoa, você já existia antes de ter filhos, você ainda existe depois de ter filhos! As suas necessidades e prioridades podem ter mudado, até os seus sapatos e roupas podem não ser mais os mesmos mas você, você ainda está aí sim e é preciso se reconectar com você mesma o mais rápido possível afinal, a maneira mais rápida de perder todos á sua volta é se perdendo de você mesma!

E como fazer isso?

Exercícios, meditação, livros, chá com as amigas, chá sozinha em silêncio, crochê, dançar, pole dance, natação, um hobby, maratona de seriados… você decide! O importante é que você faça as pazes com você mesma, sem culpa!

4 – Pé na estrada!

Não! Não é pra você fugir de casa!

Depois de considerar o seu cenário, eleger as coisas que são importantes de verdade pra você e saber porque você fez estas escolhas, é hora de enxergar pra onde você quer ir!

Trace uma rota, faça planos e metas, visualize o cenário que você deseja para sua vida, entenda o que você precisa fazer para chegar aonde quer chegar e comece a caminhar a sua nova estrada!

Imagine como seria a sua rotina ideal, as coisas que você pode lidar, o que cabe e o que não cabe no seu dia, os projetos que você precisa fazer hoje, aqueles que podem esperar, os que podem ser feitos aos poucos, os que podem ser para o ano que vem…

Mas vá com calma! Você precisa entender o 5 passo para prosseguir…

5 – Vai dar tempo sim!

Quantas vezes você já ouviu por aí que “a vida é curta”? Que 24h não são suficientes para as tarefas de 1 dia? Que precisamos ser mais eficientes, mais proativas e otimizar o nosso tempo?

Esqueça tudo isso e acredita em mim: a vida é muito longa sim! Você sempre terá tempo para mudar o que pode ser mudado, para começar algo novo, para conquistar um sonho, para alcançar uma meta…

Você só não conseguirá nada disso se tentar fazer tudo de uma vez, ao mesmo tempo e agora! Lembre-se daquele outro ditado: nunca é tarde para começar!

Respira, se organiza e caminhe no seu ritmo! A vida só vai ser curta pra você se você tiver um enfarto de tanto estresse por tentar ser esta super mulher que não existe!

6 – Mantenha-se inspirada!

Você já sabe quem você é como mulher e como mãe, já sabe as coisas que gosta e que não gosta, as que são prioridades de verdade, as que você pode mudar e as que não pode, já sabe onde está, aonde quer chegar e como chegar, já tem uma imagem visual desta nova vida que você sabe que pode ter!

Então, foco neste caminho e permita que esta visão seja a sua inspiração diária!

Sim, haverão dias em que você vai chorar pra sair da cama, haverão dias que as crianças vão acordar no modo Ninja Jhiraya e nem toda a paciência do Buda vai fazer você enxergar com clareza e paciência que está tudo bem!

Haverão dias que você vai lembrar deste post e ter vontade de me mandar á m…., de jogar a toalha, de fugir para as montanhas mas, mesmo nestes dias, agarre-se nesta pontinha de esperança: para todo dia ruim, haverá um amanhecer e o presente é sempre uma surpresa!

Prometo, você consegue! #tamojunto

Bjs! ;)

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Comentários

2 comentários via blog

  1. Daiane comentou em

    Texto maravilhoso, amei e me ajudou muito ^^ Muito Obrigada

  2. Patricia comentou em

    Me representa! CTZ!