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O dia do filho único

Quem é mãe de mais de um já deve estar familiarizada com aquela sensação esquisita de estarmos mais com um filho do que com o outro, de estarmos dando mais atenção para um do que para o outro e assim por diante…

dia do filho unico

Quando estava grávida da Cacá, muitas coisas passaram pela minha cabeça: será que eu saberia amar 2 filhos? Como eu poderia amar tão imensamente um outro filho se já amava demais o meu primeiro filho? Fiz até um post sobre tudo isso e você pode relembrar clicando AQUI

Com o nascimento dela, eu descobri na prática que sim, é possível amar 2 (ou mais) filhos com a mesma intensidade, mas nunca com igualdade! E acho importante falar sobre isso porque, os filhos, ainda que sejam gêmeos idênticos, não são todos iguais então, não há como amá-los da mesma maneira. E digo mais, fazer isso seria uma injustiça enorme porque cada filho tem a sua necessidade!

Então, como conseguir amar a cada um da maneira como ele precisa sem ser injusta com os demais?

Cada mãe descobre a sua fórmula, aquilo que funciona para a sua própria família e uma dica muito boa e que tem funcionado muito aqui em casa é o Dia do Filho Único!

Funciona assim: pelo menos 1 vez por mês cada filho me tem só para si, é um dia em que fazemos tudo o que ele quiser sem a presença do irmão e sem precisar dividir a mãe com o irmão ou precisar entrar em acordo com o irmão sobre a programação do dia.

Eu comecei a aplicar o “dia do filho único” quando o Pedro ainda era bem pequeno e a Cacá havia acabado de nascer. Com ela tão pequena e precisando tanto de mim para mamar, dormir e consolar era natural que o Pedro ficasse um pouco “de lado”, mas eu não queria que isso acontecesse e o jeito foi conseguir me organizar para garantir que ele me tivesse só pra ele pelo menos 1 hora por dia.

Com a ajuda do pai, avó, tia ou quem pudesse estar aqui, eu organizava minhas tarefas com a Cacá de maneira que sempre conseguia pelo menos 1 hora para ficar só com o Pedro. Neste tempo, fazíamos o que ele queria: assistir um desenho na tv, desenhar juntos, montar blocos, brincar de carrinho…

Funcionava tão bem que eu quase não tive grandes conflitos ou crises de ciúmes dele com a irmã. Quando a Cacá estava maiorzinha, foi a vez dela ganhar o dia da filha única e o Pedro já estava tão acostumado com isso que aceitou numa boa, era ela quem não curtia muito os dias de filho único dele.

Aos poucos, tanto o Pedro quanto a Cacá compreenderam e passaram a vibrar pelos dias de filho único e hoje em dia, com eles maiorzinhos e entrando nesta fase de pré-puberdade e adolescência, o dia do filho único é o momento em que nós podemos nos reconectar e quando trocamos idéias e eu sinto que, apesar de eles estarem crescendo cada vez mais, ainda faço parte da vida deles!

Ou seja, hoje o dia do filho único também serve para que eu me sinta a mãe! Não aquela que dá broncas e ordens o dia inteiro, mas aquela com quem eles curtiam muito rir, dançar e brincar quando eram menores!

Quem me acompanha também no Instagram (segue aí gente @bagagemdemae), viu que nos últimos meses o dia do filho único foi dia de cinema! O Pedro e a Cacá herdaram meu amor pelo cinema então, escolhem um filme e vamos ao cinema no meio da tarde (sim, eles faltam na escola pra isso e isso faz parte do que faz o dia ser tão especial) compramos pipoca, salgadinhos e doces, passeamos pelo shopping, fazemos comprinhas ou tomamos um café e papeamos, é sempre uma delícia!

Eu super recomendo que você comece a praticar o dia do filho único por aí, pode ser qualquer coisa, desde que esteja só você e um dos seus filhos. Até ficar em casa vale, desde que estejam juntos e fazendo alguma coisa divertida entre vocês, sem celulares, sem outras pessoas, só vocês dois!

Se você é mãe de menina, neste post AQUI tem algumas dicas de atividades que eu e a Cacá adoramos fazer juntas e logo logo vou fazer um post sobre as coisas que o Pedro ama para inspirar outras idéias para vocês, ok?

Manter a individualidade das crianças e deixar claro que elas são amadas por quem são, do jeitinho que são é muito importante sim! Faz com que se sintam valorizadas e você não se sente culpada por ter mais ou menos coisas em comum com um ou outro!

Tenta aí e me conta!

Bjs! ;)

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