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Hora da vacina: dicas para diminuir o choro

 

 

Acho que a primeira vez em que eu experimentei a dor de ver um filho “sofrendo”, foi quando precisei dar a primeira vacina! Nem vou entrar no mérito de vacinar ou não vacinar, sei que existem mães que preferem não vacinar porque acreditam em um estilo de vida mais “naturalista” mas, eu, como mãe, optei por não correr o risco de deixar a natureza agir e acredito mesmo que vacinas salvam vidas!

Bom, seguindo o raciocínio de que sim, eu vacinaria meu filho de acordo com o calendário nacional de imunizações, a primeira coisa que eu descobri foi que, no primeiro ano de vida, os bebês precisam tomar vacinas quase todos os meses!

Daí, toda vez que eu sabia que teria vacina, passava a noite anterior angustiada, sofrendo, me sentindo culpada, repetindo pra mim mesma que era o melhor, que era para o bem dele e no fim, todo o “sofrimento” acabava com uma picadinha de 10s e um chorinho de 5s.

A bem da verdade é que, levar os bebês para vacinar, até os 12 meses, é um sofrimento para a MÃE e não para o bebê já que, a dor da picadinha é relativamente muito fraca e é super rápido além disso, você não precisa explicar muito para o bebê o que vai acontecer e ele não vai lembrar de nada!

Agora, experimenta levar para vacinar um bebê maior de 12 meses, que já compreende, já corre, já faz um drama….

Decididamente é muito mais “difícil” levar para vacinar quando estão maiorzinhos do que quando são bebês, isto é fato! Mas, também é fato que é preciso manter a caderneta de vacinação em dia se não, todas as imunizações anteriores podem se tornar obsoletas e não terem mais eficácia nenhuma!

Por isso, resolvi reunir aqui algumas dicas para te ajudar a aliviar o stress da hora da vacina, o seu e o do seu filho!

Enquanto ele ainda é bebê…

– Mesmo que ele não entendesse, eu sempre falava com ele na noite anterior, explicava que ele ia tomar vacina, que era uma picadinha rápida e que era para o bem dele. Isso fazia EU me sentir melhor, eu não me sentia “pegando ele de surpresa”, sabe?

– No dia da vacina, procure estar o mais tranquila possível, as crianças detectam estes sentimentos e, se você estiver agitada, o bebê também pode amanhecer incrivelmente mais “chorão”.

– A maioria das vacinas desta fase, 0 a 12 meses, é aplicada na coxinha do bebê por isso, facilite a sua vida e leve o bebê ao laboratório com uma roupa simples de abrir. Eu sempre levava com body sem calça e por cima, o macacão. Era só desabotoar a parte das perninhas e pronto!

– Na hora de aplicar a injeção, segure o bebê com carinho mas, sem pressão! Converse com ele e mantenha o contato visual, isso vai acalmá-lo! Depois da picadinha, pegue ele no colo com jeitinho, a perninha pode ficar um pouco dolorida.

– Algumas vacinas podem causar reações como: febre, diarréia, irritação e inchaço no local da picada. Nunca medique o seu filho ANTES da vacina, como meio de prevenir estas reações, e muito menos SEM PRESCRIÇÃO MÉDICA! Se a criança apresentar sintomas como febre e irritação, é normal os pediatras receitarem um antitérmico, para o caso da diarréia, é bom ficar de olho e manter o pediatra informado caso ela persista.

Quando ele já está maiorzinho…

– Depois dos 12 meses, você vai precisar levar o seu filho para aplicar o reforço das vacinas da primeira fase. Como ele já entende, já anda e já se lembra das coisas, mantenha o diálogo! Eu sempre conversei e contei antes o que ia acontecer, se você contar sem fazer caretas e de forma natural, ele vai ficar no mínimo, curioso!

– Algumas vacinas para os maiorzinhos já são aplicadas no bracinho, leve ele com uma roupa fácil de acessar assim, você acelera o procedimento e diminui o período de pressão.

– Segure a criança no seu colo, na posição indicada pela enfermeira ou quem for aplicar a vacina, se você mantiver o contato visual, falando sobre outras coisas, é mais fácil conseguir diminuir a pressão e a curiosidade do pequeno.

– Cada mãe sabe o filho que tem, por exemplo, o Pedro é super curioso, está sempre observando tudo e por isso, é normal que ao entrar na cabine de vacina do laboratório, ele queira ver a agulha e todos os instrumentos que a enfermeira vai usar porém, eu sei que se ele ver a agulha, vai perder a coragem na hora então, tento sempre distraí-lo colocando foco em alguma outra coisa super diferente e interessante entre os acessórios da cabine. Se o seu filho além de curioso também é corajoso para agulhas, o melhor é deixar ele participar de tudo, se “empoderar” do momento e se sentir no controle da situação, isso ajuda a aliviar o medo!

– Procure por um laboratório ou posto de saúde em que você sabe que as enfermeiras são atenciosas e carinhosas com crianças. Isso faz muito diferença e influencia diretamente na maneira como o seu filho vai lidar por toda a vida com as questões de saúde. Quem é que não conhece alguém que detesta ir ao médico porque só tem lembranças ruins? Não procurar um profissional de saúde com regularidade é uma grande causa de medicina curativa e não preventiva, que é a mais bacana e sem dor! #ficadica ;)

– Não faça chantagem, mas reconheça o esforço! Eu nunca fui destas de chantagear, nem com remédios, nem com vacinas ou com qualquer outra coisa. Eu converso, digo a verdade, falo que talvez vá doer um pouquinho, mas é necessário. Comigo não rola, “se você não chorar ganha um pirulito”, mesmo porque, se doer e der vontade de chorar, tem que chorar sim, ué! Mas eu sempre reconheço o esforço, a coragem, a curiosidade e a confiança que eles depositam em mim, quando digo que aquilo ali é para o bem!

Se você está em dúvida sobre quais vacinas precisa dar para o seu filho, olha o calendário oficial:

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No calendário oficial do Ministério da Saúde estão contempladas as principais vacinas para as doenças mais perigosas e contagiosas por isso, não estranhe se você perceber que o calendário do seu pediatra tem mais vacinas do que o oficial.

Isso acontece porque, infelizmente, o governo ainda não consegue disponibilizar todas as novidades da medicina de forma gratuita para toda a população por isso, ele prioriza as mais importantes e também, vai incluindo ano a ano novas vacinas.

Além disso, muitas mães falam sobre as diferenças entre a vacina do posto de saúde e a vacina de laboratório particular, que a primeira causa maior reação e a segunda, não causa nenhuma. Pela minha experiência pessoal, preciso concordar que sim, por aqui aconteceu exatamente assim!

Questionei uma pediatra especialista em imunizações sobre o porque de isto acontecer, e ela me contou que, a diferença está basicamente na fabricação da vacina. Tanto a vacina do posto de saúde quanto a vacina do laboratório particular têm a mesma eficácia comprovada porém, por uma questão de redução de custo, a vacina do posto de saúde não recebe alguns “aditivos” que poderiam minimizar os efeitos colaterais (as reações) e a vacina do laboratório, tem este aditivo, e por isso é mais cara.

Esteja você aplicando a vacina no posto de saúde ou no laboratório, preste atenção em algumas coisas:

– Na higiene do local e da pessoa que vai aplicar a vacina. Todo o material deve ser descartável, o profissional precisa usar luvas e higienizar a maca ou onde quer que seu filho vá se sentar para tomar a vacina.

– Na validade do medicamento. O profissional precisa mostrar pra você o número de lote e data de vencimento da vacina que vai aplicar, estes dados também precisam ser anotados na carteira de vacinação.

Se por acaso você suspeitar que o seu filho está com alguma reação em excesso, se a febre não cede depois de 24h ou, há inchaço e diarréia aumentando de tamanho, corra para o pediatra!

Caso você esqueça alguma vacina (#eusempre) não se preocupe, você sempre pode colocar a caderneta em dia. Converse com o seu pediatra para pedir orientação sobre quais vacinas podem ser ministradas nesta fase em que a crianças está, vá até um posto de saúde e avise que quer colocar em dia.

A maioria das vacinas podem ser combinadas por isso, você consegue organizar quase tudo de 1 só vez e com 1 só picada!

Sabe aquela história de “é melhor prevenir do que remediar”? No caso das vacinas, é exatamente isto, é melhor “vacinar” do que remediar, mesmo porque, para algumas doenças não há remédio, não é mesmo?

Levar os filhos para vacinar, decididamente não é uma das coisas mais gostosas da vida de mãe, mas faz parte! Se você não contar que sofre, eu também não conto e a gente segue sendo super mães! Bora?

Bjs ;)

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Comentários

1 comentário via blog

  1. Aline fernandes comentou em

    Otimas dicas
    Eu sempre sofro quando tenho que ir vacinar meu filho
    Ele perde o choro
    O que eu faço?