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Empreendedorismo para crianças

Antes de ser mãe, sempre que eu ouvia falar sobre cursos de liderança, especialização e coisas do tipo para crianças, torcia o nariz e dizia que nunca faria com os meus filhos este tipo de “pressão”. Acontece que, como quase tudo na vida de mãe, uma coisa é a teoria e outra coisa é a prática!

Desde o começo deste ano, Pedro e Cacá fazem o curso de empreendedorismo para crianças na escola, e não! Eu não coloquei eles no curso porque quero que sejam grandes empresários, ganhem muito dinheiro na vida, sejam bem sucedidos, socialites, youtubers famosos… (ops, péra!) kkkk

Quando chegou aqui em casa o convite para que as crianças participassem do curso, eu fui pesquisar com outras mães que já haviam passado pela experiência, e todas elogiaram!

Perguntei para as crianças se eles estavam interessados e, como tinham amiguinhos que já haviam feito antes e falaram bem, eles estavam empolgados para fazerem parte. Topei!

O curso de empreendedorismo desenvolve nas crianças habilidades essenciais que eles podem usufruir para futuros negócios, sim! Mas principalmente para a vida!

Autonomia, senso de coletividade e relações humanas, aprender a fazer, entender de onde vêm as coisas que consomem, como fazer, por que custa o que custa, ter noções financeiras e valorizar o trabalho são algumas das habilidades que o curso desperta e aprimora.

Na escola das crianças, o curso é desenvolvido em parceria com o SEBRAE, e qualquer escola (pública ou privada) pode oferecer este curso aos seus alunos. Basta acessar o site do SEBRAE neste link AQUI para entrar em contato e obter maiores informações.

A turma do Pedro elaborou do “zero” um plano de negócio para uma loja de bolos e sucos. Eles deram o nome da loja, criaram logotipo, decidiram que tipos de produtos venderiam, quanto custaria cada um, quem faria o que dentro do negócio…

Todos os alunos do curso são “sócios” do negócio, depois de definirem quanto custaria para colocar a “empresa” em operação, cada sócio contribuiu com um valor dividido igualmente entre todos. Os pais puderam ser os patrocinadores ou, no caso do Pedro e da Cacá, eles usaram o dinheiro da própria mesada para investir nos seus negócios.

A empresa da Cacá era uma lojinha de temperos naturais e, além do planejamento financeiro, estratégico e prático do negócio, eles precisaram plantar, cuidar e colher seus produtos para serem vendidos. Ou seja, também eram os produtores!

Cacá trabalhadora! <3

No final de semana, a escola cedeu seu espaço para que as “lojinhas” fossem montadas e todas as famílias foram prestigiar. Os “negócios” são divididos por ano escolar e assim, a escola se transformou numa espécie de “shopping” de pequenos (pequenos mesmo!) empreendedores.

O legal disso é que, as crianças acordaram cedo no sábado para irem “trabalhar”, cada um tomou o seu “posto” no negócio e, com as horas divididas entre os “sócios”, todos experimentaram todas as funções: atendente, caixa, panfletagem, vendedor, estoquista, embrulho…

Ao final de cada turno de trabalho na função, eles aproveitavam para prestigiar os negócios dos amigos e fazer compras! No final do mês, saberemos quanto cada empresa lucrou e os lucros serão divididos entre todos os sócios!

As crianças ficaram super felizes com a experiência, voltaram para casa orgulhosos de seus “trabalhos”, contando como seus estoques de produtos haviam esgotado tão rapidamente e fazendo planos com seus possíveis lucros.

Achei super válido e, pelo o que pude observar das crianças, o curso não foi cansativo, exigente e não gerou neles a automatização ou robotização dos processos. Este curso em parceria com o SEBRAE, é ministrado pelos próprios professores das crianças que foram capacitados previamente também pelo SEBRAE então, era tudo sempre muito familiar e aplicado ao dia a dia de sala de aula.

Se você também já torceu o nariz para cursos deste tipo, #ficadica: a gente pode sim, humanizar o capitalismo! hehehe ;)

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