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Dor de Crescimento: o que é e como identificar

Desde o começo do ano a Cacá tem reclamado pra mim de dores nas pernas e pés, como eu já passei por isso pessoalmente e como mãe (na fase do Pedro), logo disse para ela que se tratava de dor de crescimento.

Ela, obviamente, me pediu maiores explicações sobre as tais dores e o que me chamou atenção e acendeu a minha luzinha de alerta, foi o fato de além das dores nas pernas e pés, ela também se queixar, ocasionalmente, de dores de cabeça ou de barriga.

Será que estas dores teriam relação, ou será que era preciso investigar melhor?

A primeira coisa que fiz, foi aplicar a experiência de mãe e observar melhor a minha pequena. As dores nas pernas e pés acontecem sempre no final do dia, a noite, nem sempre elas estão acompanhadas de dores de cabeça ou de barriga, não há inchaço ou vermelhidão nos locais em que ela afirma sentir dor, ela não tem febre, não deixa de brincar por causa das dores e tem a vida normal, sem apatia.

Estas indicações já me deixaram mais tranquila, já era possível descartar quase que 100% qualquer tipo de infecção ou inflamação, mas de toda forma, o fato de ela sentir dores de cabeça e de barriga, continuava a me incomodar.

Aproveitei uma das consultas com o pediatra para relatar estas queixas dela e então, ele me explicou que podia sim, acontecer de a “dor de crescimento” estar acompanhada de dores de cabeça ou de barriga.

E como ele mesmo descartou clinicamente qualquer outro motivo para as dores dela, resolvi pesquisar mais sobre a dor de crescimento, para me tranquilizar e tranquilizar vocês também!

Olha só o que descobri:

  • Quando as dores começam?

Entre 5 e 10 anos de idade, meninos e meninas podem começar a se queixar de dores nas pernas, pés, panturrilhas… Há uma incidência de 25% das crianças acometidas destas dores, e ela acomete igualmente meninos e meninas não havendo maior incidência por gênero.

  • O que é a dor de crescimento?

Apesar de ter este nome, não há comprovação científica de que elas estejam relacionadas ao “crescimento” de ossos e músculos. Apesar de a maioria dos pediatras utilizarem o termo “dor de crescimento”, sabe-se que é impossível que o crescimento dos membros inferiores (e superiores) possam causar dores, já que são muito lentos.

Entretanto, existem várias hipóteses sobre as prováveis causas das dores, entre elas: hereditariedade (pais que tiveram estas dores na infância, podem ter filhos com as mesmas dores) e crises ou distúrbios emocionais, que podem ser os próprios da idade (como a entrada em uma nova fase da vida) ou relacionados a acontecimentos específicos como o nascimento de um irmão, algum tipo de crise familiar, bullying na escola…

Estas questões emocionais são, na maioria das vezes, o que justifica a presença também de dores de cabeça e abdominais. Além disso, é claro que, se a criança está praticando atividades físicas em excesso, com certeza poderá apresentar estas dores nos membros.

  • Como identificar uma dor de crescimento de outras doenças ou condições?

As principais características das dores de crescimento são:

  1. Não interfere nas atividades diárias;
  2. Duração variável: alguns minutos a algumas horas;
  3. Melhora espontaneamente, sem medicação ou, com massagens locais;
  4. Intermitente, com períodos de melhora que variam de dias a semanas;
  5. Não é acompanhada de inchaço ou febre;
  6. Acontece principalmente no final do dia, á noite ou, a criança pode acordar com dor;
  7. Pode acontecer concomitante com dores de cabeça e abdominais.

As dores de crescimento não acontecem pela manhã e não são persistentes em um único ponto, não prejudicam as atividades das crianças, não causam apatia e não dificultam a mobilidade. Além disso, elas não causam febre, inchaço, vermelhidão ou dores nas costas. Se você observar estes sintomas, além das características das dores de crescimento, faz bem consultar um pediatra ou ortopedista.

  • Como tratar a dor de crescimento?

Não há necessidade de tratamento específico já que, ela desaparece sozinha e dura pouco tempo porém, se a criança reclama muito, você pode aplicar massagens no local ou fazer compressas com água morna.

Nos casos de dores muito fortes, convém avaliar o tipo de atividade física que a criança está praticando e solicitar a prescrição médica de analgésicos. Outra coisa muito importante que funciona sempre, é colo!

Já que a dor de crescimento está associada a crises ou distúrbios emocionais, muito carinho e colo de mãe com certeza, vão fazer qualquer dor ir embora!

Fazer esta pesquisa me clareou muitas coisas por aqui, também me ajudou a entender que, as questões emocionais que eu já sabia que estávamos enfrentando (e que contei neste post AQUI) também podem ter reflexos físicos. E isso era uma coisa que eu não esperava!

A Cacá está bem, brincando e saltitante como sempre, mas canja de galinha e colo de mãe, nunca são em excesso, né?

Bjs! ;)

dor de crescimento

Mocinha comprida… <3

PS: este texto contou com a consultoria especializada da Clínica Infantil Reibscheid, veja o artigo completo sobre o tema neste link AQUI 

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Comentários

3 comentários via blog

  1. Rafa comentou em

    Nossa, muito interessante!!! Não sabia que essa dor poderia existir, já ia me preocupar achando que é alguma doença!

  2. Karin Petermann comentou em

    Oi Loreta,

    Meu marido passou por isso e ele dizia que sentia dificuldades para dormir. Meu filho mais velho ainda não apresentou sinais…. e talvez nem apresente, por que cada criança é de um jeito…
    De toda maneira, o artigo é muito importante pois a maioria dos pais não sabem como isso pode se tornar incomodo para a criança.

    Um abraço,
    Karin

  3. Tatiana R fonseca comentou em

    A pouco tempo fui em um neurologista devido a dores de cabeça. E o mesmo me falou que essAs dores na perma durante a infância é enxaqueca. Me disse que nem sempre a enxaqueca de resume a dor de cabeça. E que nna infância pode se resumir a dores nas pernas. Dr. owsvaldo couto