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Cursos de idiomas para crianças: sim ou não?

Um pouco antes de o Pedro nascer eu conheci a Maya, uma garotinha linda, de 5 anos que tem um pai suíço e uma mãe francesa. Ela nasceu nos Estados Unidos, e estavam todos morando no Brasil.

A Maya falava com o pai em alemão, com a mãe em francês e comigo e outras pessoas de fora, em ingles e já estava arriscando um pouquinho de português. Eu me lembro que, quando eu vi aquela garotinha tão pequena, falando e entendendo tantas línguas, com tão pouca idade eu pensei: “caramba, isto deve dar uma confusão na cabecinha dela!”.

Na época, eu não tinha filhos e obviamente, o que eu sabia sobre crianças era aquilo que toda pessoa que não tem filhos sabe sobre eles: eles são incríveis, mas só conseguimos entender o quão incríveis eles são, quando temos a oportunidade de ver crescer e se desenvolver, bem de pertinho, um destes serzinhos.

Conversei com o pai da Maya (que fala português fluentemente) sobre como eu estava abestalhada de ver aquela pequenina falando tantos idiomas, e perguntei se isto não era confuso pra ela. Ele me disse que, para ela era super natural já que, desde que nasceu ela ouvia os idiomas maternos e paternos dentro de casa, ela aprendeu a falar já falando em mais de 1 idioma, e por isso, não tinha dificuldade alguma.

A Maya realmente era uma garotinha (hoje mocinha, rs!) incrível mas, sua capacidade de aprender vários idiomas com tanta facilidade não é uma excusividade dela. Naquela época eu não sabia que, as crianças dos 2 aos 4 anos de idade têm maior facilidade no aprendizado de vários idiomas porque, como estão justamente na fase em que estão aprendendo a se comunicar, seus cérebros estão mais “abertos” e atentos a todas as novas palavras que surgem.

As crianças desta fase ainda não conhecem e nem sabem falar corretamente a maioria das palavras da lingua nativa por isso, pra ela “tanto faz” se o que ela escuta é português, ingles, frânces ou alemão. Ela simplesmente aprende como dizer aquilo e grava em seu cérebro, com a maior naturalidade, como parte de seu desenvolvimento natural.

Além disso, fisicamente, nesta idade nosso aparelho fonador (boca e lingua) ainda está em desenvolvimento e por isso, além de aprender os idiomas com maior facilidade, a criança também os aprende sem sotaques ou vícios de linguagem.

Depois de conhecer a Maya e sua família meio “nômade” (atualmente eles moram em um principado que fica entre a Alemanha, a Suíca e a Áustria) eu fiquei com esta “coisa” da facilidade do aprendizado de idiomas na cabeça.

Eu mesma aprendi a falar inglês muito cedo porque, minha mãe era professora de inglês e, além de nos matricular em cursos regulares de inglês, que eu e minhas irmãs frequentávamos depois da escola, ela também dava aulas particulares na minha casa para estrangeiros que falavam inglês e queriam aprender português e assim, lá em casa as pessoas estavam sempre conversando nas 2 línguas: português e inglês, o que facilitou muito pra mim quando precisei profissionalmente do inglês e também, quando fui aprender meu terceiro idioma, o espanhol.

Quando o Pedro nasceu e eu comecei a pensar em escola e atividades extra-curriculares para ele, eu tinha certeza que precisava incluir o estudo de um segundo idioma na vida dele desde cedo, optei pelo inglês pois, é o idioma mais falado no mundo mas, uma coisa é você idealizar o seu filho aprendendo a falar inglês e outra coisa, é como isso funciona na prática.

Daí, na hora de matricular o meu pequeno no curso de inglês, me surgiram muitas dúvidas, que eu acho que são as mais comuns de todas as mães, e antes de ter certeza de que isso seria mesmo bom para ele, eu fui sanar as minhas dúvidas com especilalistas e pedagogos.

Dá uma olhada na minha listinha de perguntas!

Será que aprender inglês ao mesmo tempo em que está aprendendo português não vai gerar uma confusão na cabecinha dele? Será que ele não vai confundir as palavras?

“O cérebro humano é capaz de aprender diversos idiomas e armazená-los de forma que cada um seja acessado independentemente, quando estimulado. O que acontece é que, durante o processo de aprendizado, uma criança pode misturar dois idiomas em uma mesma frase. Isso ocorre não porque ela está confundindo, mas porque ela está aprendendo da maneira correta. O cérebro escolhe sempre o caminho mais fácil e eficiente para realizar a tarefa que precisa. Se uma criança brasileira que está aprendendo inglês quer falar uma palavra e aquela palavra (em inglês) foi realmente aprendida e internalizada pela criança, o cérebro pode acessar a palavra em inglês de forma mais rápida que a palavra em português. Isso é parte do processo natural de aprendizado. Com o tempo, a criança aprende a usar cada idioma adequadamente.”

Será que aprender 2 idiomas irá atrapalhar o processo de alfabetização dele? Quer dizer, na hora de aprender a ler e escrever, sera que ele terá maiores dificuldades? 

“Não, pois cada idioma tem suas regras gramaticais que são ensinadas separadamente.  Em uma escola bilíngue, como o nome diz, ensinam-se duas línguas. Portanto, a gramática de português é ensinada em português, e a gramática de inglês, em inglês. Além disso, deve-se respeitar a ordem natural de aprendizado de um idioma, ou seja, seguir o mesmo caminho que percorremos em nossa primeira língua: primeiro, aprendemos a falar, depois, aprendemos a escrever o que já falamos, e por último, aprendemos as regras gramaticais do que já falamos e escrevemos! O aprendizado da gramática deve ser a última etapa do processo”

Será que ele vai esquecer o segundo idioma quando crescer ou será que ter aprendido enquanto criança, fará com que ele nunca mais esqueça? 

“Se o aprendizado é feito de forma apropriada e natural, o conhecimento pode ficar adormecido, mas não é esquecido. O aprendizado de idiomas é a melhor e mais saudável forma de se estimular o cérebro de um ser humano. Existem pesquisas que comprovam até que pessoas bilíngues tem menos chance de ter doenças mentais na terceira idade. A infância é a melhor época para se aprender idiomas, e é a fase que podemos ensinar a criança a gostar de aprender línguas, tornando-o, assim, um eterno aprendiz.”

Será que o fato de ele falar 2 idiomas, e eventualmente trocar algumas palavras em português por inglês, pode fazer com que ele sofra constrangimentos ou que fique traumatizado? 

“As crianças não apresentam qualquer tipo de resistência ou interferência no processo de aprendizado, o que torna o método natural, fácil e bastante prazeroso. Há transtornos apenas se o ensino ocorrer de forma inapropriada. O correto é ensinar de forma lúdica, leve e divertida, fazendo com que a criança não perceba que está aprendendo, e que se relacione com o novo idioma sempre como algo fácil e divertido”

Será que se ele aprender a falar inglês enquanto está aprendendo a falar português, pode fazer ele se desinteressar pelo português e esquecer como se fala a língua nativa?

“Este risco não existe. A língua materna é a língua do coração, a que a família fala e é a primeira que a criança vai aprender. Nada pode comprometer este aprendizado. O cérebro da criança tem a capacidade de acomodar todos os conhecimentos sem prejudicar um para garantir o outro. Crianças que aprendem inglês em sala de aula a partir dos dois anos não têm qualquer problema em relação à fala do idioma materno, pelo contrário! Estudos e experiências nos mostram que quem começa a aprender um segundo idioma passa a usar melhor seu primeiro idioma.” 

Será que ao querer ensinar 2 idiomas eu não estaria fazendo algum tipo de “pressão” que pode causar um atraso em seu desenvolvimento da linguagem?

“Isso depende muito da criança. Algumas crianças de pais que falam dois idiomas diferentes podem demorar um pouco mais que o normal para começar a falar, mas, quando começam, falam os dois idiomas fluentemente. Isso não é um problema, mas apenas uma acomodação maior do cérebro aos dois idiomas. Em se tratando de crianças que estão aprendendo um segundo idioma em sala de aula, este risco não existe. O que acontece é exatamente o contrário, ao aprender um segundo idioma, a criança fica ainda mais estimulada a falar.”

Bom, depois de todas as minhas dúvidas respondidas, eu tive certeza que ensinar um segundo idioma para o meu filho seria ótimo mas daí, vem a segunda questão: onde ensinar isso pra ele?

Quer dizer, para que o aprendizado do segundo idioma fosse uma coisa bacana, natural, lúdica e que realmente fizesse bem para o meu filho, ele precisava ser feito por profissionais dedicados e competentes, com métodos eficazes que tornam o aprendizado prazeroso, de forma lúdica, respeitando o ritmo da criança e despertando nela o interesse em aprender.

Para garantir que a escola de idiomas do meu filho seria tudo isso, eu observei o seguinte na hora de escolher:

1 – Para que o aprendizado seja o mais natural possível, as aulas precisam ser 100% em inglês. Como eles estão aprendendo a falar, será natural para eles conhecer o nome das coisas e objetos em inglês e para isso, é necessário que o professor seja fluente em inglês, que pronuncie as palavras corretamente, que use canções, brincadeiras, objetos lúdicos e faça do aprendizado um momento de brincadeira.

2 – Para que o aprendizado dê certo, é preciso fazer sentido para a criança aprender aquilo, é preciso que esteja dentro de um contexto muito bem definido e daí, entra a importância da metodologia e didática utilizadas em aula. Quanto mais envolvido o aluno estiver, através de jogos, brincadeiras, musicas, estórias, projetos, entre outros, mais natural será para ele aprender aquele idioma.

3 – Ficar o tempo todo preocupado em traduzir tudo o que é feito em sala de aula é um erro comum de muitos cursos de idiomas e também, dos pais que, para checar se o filho está aprendendo alguma coisa, ficam pedindo para a criança dizer como é que se diz isso ou aquilo em inglês. Ter professores fluentes, capacitados e especialistas no ensino de um segundo idioma para crianças faz muita diferença, e os pais podem checar o aprendizado pedindo às crianças que ensinem à eles palavras novas, canções e etc.

Claro que, encontrar todas estas qualidades em uma escola de idiomas não é coisa fácil, não é coisa que se ache em qualquer escola e por isso, eu conheci e recomendo a The Kids Club 

A escola britânica, líder mundial em franquias, está presente em diversos países da Europa, Ásia e America do Sul. No Brasil, onde está desde 1994, tem mais de 100 unidades espalhadas por quase todos os Estados e o Distrito Federal.

A The Kids Club tem um método de aprendizagem diferenciado, especializado em crianças à partir de 2 anos, com materiais lúdicos, divertidos e que transformam os alunos em crianças que gostam de aprender de verdade.

the kids club

uma aula em uma das unidades The Kids Club

Para saber onde está a unidade The Kids Club mais próxima de você, conheça o site da escola clicando AQUI. E aproveita para fazer a matrícula de 2016 antecipada e ganhar 1 ano de PlayKids para o seu filho + 3 meses!

playkids

Aprender um segundo idioma durante a infância melhora as capacidades cognitivas, de raciocínio e concentração da criança, Além disso, o segundo idioma pode ajudar o seu filho a falar melhor a língua nativa, já que a linguagem não será mais um grande mistério pra ele.

Aqui em casa, Pedro e Cacá estão matriculados em cursos de inglês regulares apos as aulas, é uma delícia ouvir a Cacá dizendo “I Love you so much!” e ouvir o Pedro cantando junto com o rádio, no carro, suas musicas “rock” prediletas!

Eu recomendo! E vocês? Têm mais dúvidas sobre isso ou têm experiências para compartilhar? Me contem tudo!

Bjs ;)

PS: esta matéria contou com a colaboração de Sylvia de Moraes Barros, especialista no ensino de idiomas para crianças à partir de 2 anos.

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Comentários

2 comentários via blog

  1. Simone gp comentou em

    Muito legal… Também pretendo matricular milha filha. Qual idade você colocou os 2?

    1. Loreta Berezutchi respondeu Simone gp em

      O Pedro entrou na escola aos 3 anos e já começou, a Cacá aos 4 anos! ;)