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Pra ajudar seu filho a aprender inglês

Ás vezes, por mais que os pais coloquem os filhos nos melhores cursos de inglês, treinem em casa, falem junto ou tenham facilidade com a segunda língua, os filhos não conseguem ou não se interessam em aprender o segundo idioma.

Aqui em casa era assim: a Cacá adorava e tinha a maior facilidade, o Pedro detestava!

Todo bimestre ele ficava de recuperação da bendita matéria, só de saber que era dia de aula de inglês, ele já mudava de humor, se retorcia na cadeira, bufava, fechava a cara e não tinha o menor interesse mesmo!

Claro que a escola, o método e a professora contam muito para melhorar a disposição do aluno em aprender inglês, e este ano ele está indo muito bem por conta desta mudança de escola que fizemos. Mas eu ficava sempre pensando o que é que os pais podem fazer para ajudar seu filho a aprender inglês?

Comecei a tentar algumas coisas por aqui e têm funcionado muito bem, por isso, resolvi compartilhar com vocês! \0/

1 – Aplicativos e joguinhos

Descobri um app muito bacana que é gratuito para IOS e Android e tem vários níveis de aulas, desde iniciante até quem está interessado em manter o segundo idioma vivo na cabeça com conversação diária. Este app é o DUOLINGO!

Todos os dias tem atividades, com imagens, sons, musiquinha, associações… Além de ler e responder as questões, as crianças também podem escutar como é que se fala e ao responder corretamente, vão ganhando pontos e avançando níveis. É como se fosse um joguinho e eles adoram justamente por isso!

Além do app, decidimos deixar os jogos de videogame com as instruções sempre em inglês assim, eles se esforçam para compreender o que precisam fazer e também, escutam e lêem em inglês quando os personagens dos jogos conversam ou explicam alguma coisa.

2 – Música

Usar a música como ferramenta de aprendizado é uma ótima estratégia! Aqui em casa eu uso de várias maneiras!

O Pedro é doido por Michael Jackson então, procuro com ele na internet as letras das músicas que ele mais gosta e depois, o desafio é traduzir para entender sobre o que fala a letra e aprender a cantar em inglês.

Outra coisa é usar outros artistas para brincar de karaokê. As crianças amam soltar a voz e eu descobri um canal no Youtube que tem vídeos novos todos os dias, sem os clipes (que ás vezes, são inadequados para as crianças), com a melodia e a letra. É o SING KING!

E se além de cantar as crianças também amam dançar, o maior sucesso aqui em casa é o JUST DANCE! Pra quem nunca ouviu falar, Just Dance é um jogo de coreografias de uma infinidade de músicas pop!

O desafio é dançar conforme a coreografia que pode ser de 1 só pessoa ou em grupo, além da coreografia, a música rola solta e a letra também! O Just Dance está disponível para consoles de videogames como XBOX, Nintendo, PlayStation, também dá pra jogar na Apple TV, no computador e smart tvs (usando o celular como controle de movimentos) ou, você pode apenas procurar no Youtube os vídeos (busque como “Just Dance 2018) e acompanhar as coreografias + música + letra sem pontuar. Diversão certa!

3 – Filmes

Além da música, uma coisa bem legal que a gente faz aqui em casa é assistir aos filmes queridinhos das crianças várias vezes e de jeitos diferentes!

Por exemplo, a primeira vez a gente assiste dublado, depois assiste com audio em inglês e legendas em português, depois com audio em português e legendas em inglês e depois, tudo em inglês. A diversão é conseguir ouvir a voz original daquele ator ou personagem de desenho, descobrir quais são os trejeitos e sotaques, os bordões, a risada…

4 – Cartinhas

Para treinar a escrita, eu escrevo muitos bilhetinhos para eles em inglês e eles escrevem de volta em inglês também. Nem sempre vem tudo certinho, mas é bacana de ver o esforço deles em traduzir o que eu escrevi e a tentativa de escrever em inglês também.

Nós sempre corrigimos juntos e eu explico como se lê, sem perceber, eles vão aprendendo gramática e colocando em prática no dia a dia!

5 – Utilidades do dia a dia

Um dos grandes desafio de aprender uma segunda língua é que, a falta de uso dela no dia a dia, faz com que a gente esqueça as palavras, não aprenda a pronunciar corretamente ou sinta vergonha de falar errado.

Aqui em casa eu sempre digo que o importante é se comunicar, e se você está tentando falar, isso já conta muito! Depois, tentamos incluir coisinhas simples no nosso dia a dia como: good morning! (bom dia!), Lunch time! (hora do almoço), I love you! (eu te amo!), see you later! (até mais tarde!), thank you! (obrigada!), sorry! (desculpa!), mom, dad, brother, sister e assim por diante.

Também vou nomeando as coisas e lugares da casa em inglês pra que eles não esqueçam e gravem na memória e assim, brincando, eles vão adquirindo vocabulário! ;)

Eu acredito muito que é super importante saber se comunicar em inglês na nossa sociedade atual. Independente do tipo de profissão que o seu filho pretende seguir, com o mundo todo tão conectado e a possibilidade de conhecermos novas pessoas, lugares, tecnologias e culturas com apenas um clique no celular, compreender o que se lê ou escuta é com certeza ampliar os horizontes dos nossos pequenos!

Vocês também pensam sobre isso? Me contem suas estratégias!

Bjs! ;)

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Porque os meus filhos não assistem ao YouTube

No início deste mês dei uma entrevista para o jornal O Estado de São Paulo falando sobre porque os meus filhos não assistem ao YouTube (veja a matéria clicando AQUI).

A gente no jornal!

Uma entrevista de 1 hora de duração mais 1 hora de sessão de fotos, se transformou em apenas 1 frase minha e a nossa foto estampando a matéria… Decidi escrever um post com os meus porquês e assim, contextualizar direito esta história!

A primeira coisa que eu preciso deixar muito claro, é que eu não sou CONTRA o YouTube, a tecnologia, a internet, etc.

Aliás, muito pelo contrário! Eu sou viciada em internet, comemoro toda nova conquista e avanço tecnológico da nossa sociedade e acredito de verdade que a internet tem o poder de aproximar, transformar, abrir horizontes, ensinar…

Mas com todo este poder (já diria o Tio Ben), também vem grandes responsabilidade e a verdade é que a DONA INTERNET não está lá muito responsável. Ou seríamos nós, que somos usuários, que estamos meio relapsos?

Talvez, o fato de estar aqui, neste ambiente, escrevendo um blog e presente nas redes sociais todos os dias há 7 anos, faça com que eu tenha uma noção maior de como a internet pode ser boa e ruim. Talvez a exposição – controlada – que faço dos meus filhos e da nossa vida em família tenha me ensinado o que sim, o que não e o que nunca dentro desta grande teia virtual.

Mas voltemos as crianças…

As redes sociais são para maiores de 18 anos não por acaso! Se nós, adultos, somos atraídos, motivados, tocados, traídos, amados, decepcionados e angustiados com tudo o que rola dentro das redes sociais, imagina as crianças?

E não se engane, o YouTube é nada mais do que mais uma rede social! Uma rede social poderosíssima, cheia de novidades, cheia de gente boa e cheia de gente que não tá nem aí pra nada!

Como aliás, é também o mundo real, certo?

Você deixaria o seu filho andar desacompanhado por um lugar que ele não conhece e lotado de pessoas que você também não sabe quem são? Se a resposta for não, então considere o mesmo para a internet!

Sim, eu também acho que o nosso amigo Google e o nosso amigo Zuckinha poderiam reforçar a segurança de suas poderosas redes sociais, eu também acho que deveria haver um crivo maior para as coisas que são postadas por lá e principalmente, acho que deveria haver maneiras de a gente se proteger e proteger as nossas crianças contra estes conteúdos inadequados.

Mas, a verdade é que com tanto conteúdo entrando a todo momento, os caras simplesmente não têm como monitorar tudo e garantir a segurança da coisa 100% então, acaba sobrando pra quem? Para os pais!

E você pode até achar isso muito injusto (assim como eu também acho), mas a real é que os pais são os responsáveis pela proteção e educação das crianças e por isso, eu acho sinceramente que é nossa obrigação saber por onde andam navegando as nossas crianças!

Aqui em casa, temos regras muito claras quanto ao uso da internet, TV, netflix e jogos eletrônicos. E, de novo, não se trata de ser contra a tecnologia ou os avanços que ela nos trouxe, se trata de tentar encontrar um equilíbrio saudável entre as coisas que eles precisam conhecer e descobrir tocando, imaginando, pensando, interagindo DE VERDADE e as coisas que eles podem absorver e aprender através do mundo virtual.

O Pedro está com 10 anos e a Catarina está com 8 anos, nenhum dos dois têm celulares (vou contar esta história em outro post), nenhum dos dois têm perfis em nenhuma rede social, eles não assistem nenhum canal no YouTube como se fosse um canal de TV ou um seriado da Netflix, eles não tem “ídolos” da internet, ou mesmo da TV.

E é um esforço diário para que eles se mantenham assim, e eu sei que isso não vai durar muito! Eu sei que a adolescência está batendo à minha porta e que a cada dia que passa, a “graça” da vida lá fora vai ficar cada vez mais “sem graça” mas, até lá… eu insisto! Eu coloco regras! Eu mostro opções! Eu apresento oportunidades e brincadeiras! Eu dou sugestões!

E não, eu não sou aquele tipo de mãe que está sempre disposta a brincar na rua com eles, a sentar no chão, correr e bater bola. Aliás, eu até me cobro por não ser tão ativa quanto gostaria!

E ainda assim, eles entendem as regras, aceitam, obedecem e preferem brincar lá fora do que “perder tempo” com os eletrônicos dentro de casa. Eles entendem que tudo tem hora e lugar, e isso só funciona hoje porque eu insisto desde muito cedo!

Nossas regras:

  • Redes Sociais são apenas para maiores de idade. Não há concessões quanto a isso!
  • Durante a semana, não pode Netflix, nem YouTube, nem videogame, nem joguinhos no celular!
  • TV só depois de todas as tarefas concluídas (lição de casa e tarefinhas que eles têm na própria casa como, arrumar os próprios quartos e lavar a louça do almoço dentro da nossa escala)
  • Há programas “de criança” e há programas “de adulto”. Normalmente, quando começa um filme ou programa na TV aparece a classificação etária. Eles já sabem ler e já sabem o que elas significam! Se uma coisa é para maiores de 18, eles mesmos mudam o canal sem nem perguntar! Quando é para maiores de 14 eles me perguntam! Mesmo quando a coisa é classificação Livre, eles perguntam pra ter certeza porque eu já proibi certos tipos de desenhos e seriadinhos que eram lotados de conteúdo discriminatório, abusivo, cheio de bullying e outras porcarias!

Mas com tantas regras, eles não usam aparelhos eletrônicos durante a semana?

Claro que usam! O Pedro, inclusive, tem lição de casa todos os dias através de um aplicativo da escola dele, algumas lições de casa solicitam que as crianças pesquisem temas na internet, eles fazem um cursinho de inglês (que eu adoro e depois vou falar mais sobre) através de um aplicativo no celular (meu e do pai) e assistem TV!

Mas quando estão nestes ambientes sabem quais são as “regras de navegação”:

  • Não pode jogar nada online com outros jogadores! Eu não tenho como saber quem está do outro lado, não tenho como saber que é uma criança de verdade que está no chat com os meus filhos!
  • Eu ensinei o Pedro a pesquisar no Google os temas da escola e o ensinei a reconhecer fontes confiáveis de pesquisa escolar.
  • Estou sempre supervisionando a navegação deles, os equipamentos eletrônicos têm travas de conteúdo adulto e palavras chaves.
  • Os celulares estão liberados para joguinhos (previamente aprovados por mim e pelo papai) quando estamos no carro, em alguma espera chatinha, etc.
  • O Pedro usa o celular para ouvir música antes de dormir somente às sextas a noite, porque vai poder acordar tarde no dia seguinte.

Se eles acham uma chatice? Se eles brigam e reclamam?

Vocês podem até achar que eu estou mentindo, mas eles nem ligam! E isso só é assim porque, como eu disse antes, desde muito pequenos coloquei estas regras que são inflexíveis então, eles se habituaram e sabem que não adianta discutir.

Ás vezes, eu até penso se estou sendo “chata” ou ditadora demais, mas nas vezes em que tentei ceder aqui ou ali, aconteceram episódios que apenas me mostraram que os meus filhos ainda não têm maturidade para certas coisas na vida virtual.

E eu sempre digo pra eles que, á medida em que forem crescendo, e mostrando que estão maduros o suficiente para lidar com as coisas que estão me pedindo, vão ganhando as “liberdades” que almejam.

É claro que eu sei que isso pode não durar por muito tempo, pode acontecer sim de eles se rebelarem, mas por enquanto está funcionando muito bem. Nosso relacionamento é construído com muita transparência! Eu nunca digo NÃO sem explicar o porque e sempre escuto as dúvidas e motivos deles antes de tomar uma decisão.

Mas eles sabem que as decisões são finais, e eu me mantenho firme neles porque, se tem uma coisa que aprendi nestes anos de maternidade, é que basta você demonstrar um pingo de hesitação que pronto! Batalha perdida!!

E com tanto conteúdo na internet, e no YouTube, como eu classifico o que NÃO PODE de jeito nenhum?

Tenho uma listinha de “proibidões”:

  • Canais que fazem unboxing de brinquedos ou qualquer outra coisa, não pode!
  • Canais em que os apresentadores falam palavrões, não pode!
  • Canais com qualquer apelo sexual, romantizado e assemelhados. Não pode!
  • Canais com conteúdo cheio de discriminação, bullying, trollagem, pegadinhas bobas etc. Não pode!
  • Canais de música com clipes muito sensualizados, não pode!
  • Canais com conteúdo violento, não pode!
  • Canais com youtubers que fazem um diário da vida cheio de “sabedoria” que não leva a nada e julgamentos pessoais, não pode!

E o que é que pode?

  • Canais que ensinam sobre ciências, tecnologia, História, curiosidades…
  • Canais de receitinhas
  • Canais de karaoke (eles amam!)
  • Canais de desenhos
  • Canais de video games com apresentadores educados!!

E quando surgem novidades e coisas que eles gostariam de assistir, eles me perguntam e assistimos juntos para que eu possa decidir se sim ou não. Foi o que aconteceu com o tal do KPOP que o Pedro me apresentou recentemente. Chato, mas inocente! hehehe

Talvez, um bom resumo de toda esta discussão seja: supervisione! Esteja atento! Esteja junto! Saiba o que o seu filho está pesquisando, assistindo, curtindo… Não permita que se abra um abismo entre vocês!

Interesse-se pelas coisas dele assim como ele se interessa pelas suas, e se ele perder o interesse em você, se reinvente! Se torne interessante de novo ao se interessar pelo o que ele se interessa!

É, eu sei! É trabalho de uma vida toda e parece que a gente não vai ter descanso nunca! Mas antes de pedir socorro, lembre-se que você pensou a mesma coisa quando não sabia que ele chorava de cólica, que achou que não conseguiria sobreviver ao desfralde, e pensou que ia morrer com a adaptação escolar! São fases!

Em qual delas você está agora? Me conta como é aí na sua casa!

Bjs! ;)

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Empreendedorismo para crianças

Antes de ser mãe, sempre que eu ouvia falar sobre cursos de liderança, especialização e coisas do tipo para crianças, torcia o nariz e dizia que nunca faria com os meus filhos este tipo de “pressão”. Acontece que, como quase tudo na vida de mãe, uma coisa é a teoria e outra coisa é a prática!

Desde o começo deste ano, Pedro e Cacá fazem o curso de empreendedorismo para crianças na escola, e não! Eu não coloquei eles no curso porque quero que sejam grandes empresários, ganhem muito dinheiro na vida, sejam bem sucedidos, socialites, youtubers famosos… (ops, péra!) kkkk

Quando chegou aqui em casa o convite para que as crianças participassem do curso, eu fui pesquisar com outras mães que já haviam passado pela experiência, e todas elogiaram!

Perguntei para as crianças se eles estavam interessados e, como tinham amiguinhos que já haviam feito antes e falaram bem, eles estavam empolgados para fazerem parte. Topei!

O curso de empreendedorismo desenvolve nas crianças habilidades essenciais que eles podem usufruir para futuros negócios, sim! Mas principalmente para a vida!

Autonomia, senso de coletividade e relações humanas, aprender a fazer, entender de onde vêm as coisas que consomem, como fazer, por que custa o que custa, ter noções financeiras e valorizar o trabalho são algumas das habilidades que o curso desperta e aprimora.

Na escola das crianças, o curso é desenvolvido em parceria com o SEBRAE, e qualquer escola (pública ou privada) pode oferecer este curso aos seus alunos. Basta acessar o site do SEBRAE neste link AQUI para entrar em contato e obter maiores informações.

A turma do Pedro elaborou do “zero” um plano de negócio para uma loja de bolos e sucos. Eles deram o nome da loja, criaram logotipo, decidiram que tipos de produtos venderiam, quanto custaria cada um, quem faria o que dentro do negócio…

Todos os alunos do curso são “sócios” do negócio, depois de definirem quanto custaria para colocar a “empresa” em operação, cada sócio contribuiu com um valor dividido igualmente entre todos. Os pais puderam ser os patrocinadores ou, no caso do Pedro e da Cacá, eles usaram o dinheiro da própria mesada para investir nos seus negócios.

A empresa da Cacá era uma lojinha de temperos naturais e, além do planejamento financeiro, estratégico e prático do negócio, eles precisaram plantar, cuidar e colher seus produtos para serem vendidos. Ou seja, também eram os produtores!

Cacá trabalhadora! <3

No final de semana, a escola cedeu seu espaço para que as “lojinhas” fossem montadas e todas as famílias foram prestigiar. Os “negócios” são divididos por ano escolar e assim, a escola se transformou numa espécie de “shopping” de pequenos (pequenos mesmo!) empreendedores.

O legal disso é que, as crianças acordaram cedo no sábado para irem “trabalhar”, cada um tomou o seu “posto” no negócio e, com as horas divididas entre os “sócios”, todos experimentaram todas as funções: atendente, caixa, panfletagem, vendedor, estoquista, embrulho…

Ao final de cada turno de trabalho na função, eles aproveitavam para prestigiar os negócios dos amigos e fazer compras! No final do mês, saberemos quanto cada empresa lucrou e os lucros serão divididos entre todos os sócios!

As crianças ficaram super felizes com a experiência, voltaram para casa orgulhosos de seus “trabalhos”, contando como seus estoques de produtos haviam esgotado tão rapidamente e fazendo planos com seus possíveis lucros.

Achei super válido e, pelo o que pude observar das crianças, o curso não foi cansativo, exigente e não gerou neles a automatização ou robotização dos processos. Este curso em parceria com o SEBRAE, é ministrado pelos próprios professores das crianças que foram capacitados previamente também pelo SEBRAE então, era tudo sempre muito familiar e aplicado ao dia a dia de sala de aula.

Se você também já torceu o nariz para cursos deste tipo, #ficadica: a gente pode sim, humanizar o capitalismo! hehehe ;)

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Dicas de segurança na internet para crianças

Semana que vem começam as férias escolares e é normal, nesta época, que as crianças fiquem mais tempo na vida on-line!

São aplicativos, sites de entretenimento, redes sociais, bate-papo com os amigos… Eu penso que não tem como mantê-los afastados de tudo isso, aliás, acho até que tentar fazer isso é negar aos nossos filhos o acesso a informação que é tão valiosa e construtiva!

Porém, acredito que é preciso sim impor regras e limites e principalmente, estar muito atento a segurança digital!

Conversei com alguns especialistas do aplicativo PSafe que me indicaram 6 dicas de segurança na internet para crianças. Olha só:

  1. Estabeleça limites de horários para utilização da internet

Durante as férias, é importante que as crianças tenham uma rotina equilibrada entre as horas on e off-line. Por isso, procure limitar o uso de dispositivos conectados para, no máximo, duas horas por dia e incentive seu filho a praticar esportes e brincar com os amigos ao ar livre. Esse cuidado é fundamental não só por evitar mais riscos de exposição na internet, mas também para não comprometer sua saúde.  De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o uso excessivo da internet pode influenciar no comportamento das crianças, ocasionando dificuldade em estabelecer relacionamentos fora do ambiente virtual e transtornos de sono e de alimentação.

2. Oriente sobre os perigos de conversar com pessoas desconhecidas

Durante os períodos liberados para acesso à internet, é muito importante que o seu filho entenda os perigos de se comunicar com estranhos, uma vez que pode se tratar de uma pessoa mal-intencionada. Portanto, oriente para que, caso receba uma mensagem de uma pessoa desconhecida, não responda e avise você ou outro adulto imediatamente. Além disso, reforce a importância de falar apenas com amigos, familiares e colegas da escola, nunca fornecer informações pessoais e senhas e nem aceitar brindes ou prêmios oferecidos na internet.

3. Cuidado com jogos, filmes e vídeos online

As crianças adoram passar as férias utilizando dispositivos móveis, principalmente para acessar jogos, assistir filmes e vídeos online. Para evitar que elas tenham acesso a conteúdo inapropriado para suas idades, é recomendável verificar a classificação indicativa dessas atividades. Além disso, é importante orientar para que não realizem o download de jogos sem o seu acompanhamento, pois, além de poder causar prejuízos financeiros ao baixar jogos pagos, as opções de games existentes fora de lojas oficiais, como a Google Play, podem infectar o celular, permitindo com que hackers tenham acesso aos dados existentes nele.

4. Tenha instalada uma solução de segurança digital

Não é incomum que até mesmo adultos acreditem em falsos anúncios e promoções da internet e acabem caindo em golpes. Portanto, por mais que você oriente seu filho a ter um comportamento preventivo na internet, é importante ter em mente que um cérebro biológico não é capaz de se defender de um ‘cérebro eletrônico’. Por isso, para proteger a sua privacidade e a do seu filho, instale e mantenha atualizada uma solução de segurança específica para o dispositivo que está sendo utilizado para acessar a internet. O app gratuito PSafe DFNDR, por exemplo, disponibiliza diversas funções capazes de garantir a proteção da sua família.

5. Limite o acesso a páginas da internet

Quase 60% das crianças de seis a nove anos navegam na internet, na maioria das vezes, sem a companhia de outras pessoas, segundo a Fundação Telefônica Vivo. Dentre os adolescentes, esse número sobe para 76,5%. Caso você não consiga ter um acompanhamento próximo das atividades do seu filho no ambiente online, é possível diminuir os riscos de sua exposição ao limitar o acesso a páginas e conteúdos que considera inapropriados. Para isso, basta instalar um software capaz de bloquear esses links, autorizando apenas os que considera confiáveis. Além disso, antes de liberar o acesso, confira se a página oferece um cadeado próximo ao endereço, o que reforça sua segurança.

6. Alerte sobre a superexposição em redes sociais

 A publicação de fotografias e status pode revelar muitas informações pessoais. É preciso orientar seu filho para que, ao publicar imagens, tome cuidado para não mostrar detalhes como placas de carro, placas de rua ou até mesmo, durante o período escolar, o uniforme. Muitas pessoas mal-intencionadas utilizam as redes sociais para avaliar a vulnerabilidade de possíveis vítimas. Outra dica importante é ativar todas as configurações de privacidade para que a exposição das informações aconteça apenas para amigos e familiares.

Nesta vida de mães do século 21, não é só pensar nos perigos que estão lá fora, precisamos estar atentas aos perigos que entram na nossa vida e na dos nossos filhos através das telas que nos cercam!

Usando a tecnologia com cuidado e inteligência, ela é nossa grande aliada e cabe a nós, ensinar aos nossos filhos a tirarem o melhor proveito de tudo isso, né?

E aí, prontas para as férias?

Bjs! ;)

segurança digital para crianças

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Brincadeira de menino

Pode até parecer que estou repetitiva, que o tema do blog é só este mas, o assunto está tão na minha cabeça que acho natural que eu esteja prestando mais atenção nestas questões, sabe?

Olha só o que aconteceu aqui em casa…

Eu nunca nunquinha disse para os meus filhos “isto é brincadeira de menino” ou “isto é brincadeira de menina”. A medida em que eles foram crescendo, sempre estiveram brincando juntos, encontrando os mesmos desafios e dificuldades, sem nenhuma limitação por gênero.

Daí que, o Pedro sempre brincou de casinha com a irmã, de comidinha, de Barbie, de bonecas, de escolinha… e pra ele é muito natural participar destas brincadeiras com outras meninas também!

brincadeira de menino

As amiguinhas da Cacá também são amigas dele e como eles têm pouca diferença de idade (apenas 2 anos) os interesses deles são sempre muito parecidos!

Este final de semana, o Pedro e a Cacá desceram aqui no playground do condomínio para brincar com os amigos. Chegando lá, estavam apenas as meninas, 2 delas + a Cacá, e o Pedro era o único menino.

Como sempre, ele nem deu atenção a isso, se juntou a elas e começaram a brincar de fazer comidinhas com florzinhas e grama do jardim (o zelador ama #soquenão hehehe) e estava tudo bem!

Ficaram brincando assim, todos juntos e na paz por mais de 2h seguidas até que, um outro amiguinho da turminha resolveu aparecer por lá e daí, pronto! A transformação aconteceu!

O meu filho que sempre brinca com a irmã e as outras meninas de qualquer coisa, assim como elas sempre brincam com ele de tudo, de repente se transformou num machistinha dizendo coisas como: “esta brincadeira é de menininha!”,  “Isto é um saco!”,  “Você é uma boba!” e inclusive brigando e maltratando a irmã e as amigas!

Eu fico louca da vida!!

A gente tá aqui, diariamente educando, ralando, falando, corrigindo, explicando e dando exemplos para que os filhos sejam sementes do bem e vem as interferências externas para colocar todo o nosso trabalho a perder?

Vocês já tiveram esta sensação? De que o mundo inteiro está conspirando para que o seu trabalho como mãe seja um fracasso?

Sabe, eu sei que não sou perfeita! Eu sei que ás vezes posso tomar decisões erradas na educação dos meus filhos e sei que as outras mães podem concordar ou discordar de mim, mas eu também sei que estou sempre fazendo o meu melhor, que todas as vezes que errei foi tentando acertar usando tudo o que eu tenho de informação e capacidade!

Daí, vem o “mundo” envenenar o meu filho? Ah, não!

Quis entender direitinho a história e o por quê do comportamento do meu filho, ele contou a versão dele, a Cacá contou a versão dela e tudo ficou claro!

Quando o tal menino apareceu por lá, ele queria que todos fossem brincar do que ele queria brincar mas, todos estavam envolvidos com a brincadeira que já estava rolando e assim, não toparam a sugestão dele.

Não conseguindo persuadir toda a turma (composta por mais meninas que meninos) ele apelou para o único outro menino do grupo buscando um apoio de gênero e dizendo para o meu filho que aquela brincadeira lá era chata, era “de menina” e que ele não podia ficar brincando com “as menininhas”!

Ou seja, o garoto veio com o discurso machistinha, que ele provavelmente só está repetindo e nem entende o que significa de verdade, e tentou levar o meu filho para o lado negro da força!

Mas aqui não!

Depois de entender toda a história, fiz o Pedro e a Cacá caminharem na linha de raciocínio que mostrava pra eles todos os acontecimentos daquele momento e assim, ele mesmo chegou a conclusão sozinho de que, se deixou influenciar negativamente por um “amigo” que ao fazer este tipo de coisa com ele se provou não tão amigo assim!

E como resolver a questão?

Já que a atitude do Pedro e do “amigo” dispersaram a turminha e acabaram com a tarde de brincadeiras, o pai fez o Pedro ir bater de porta em porta, andar por andar, na casa de todas as amigas para pedir desculpas!

Desculpas aceitas, todos puderam descer para brincar mais um pouco! O garoto, irritado, subiu e não desceu mais e isso não foi motivo de alegria pra mim!

Porque eu penso que, este garoto passou o resto da tarde se sentindo sozinho, isolado, preterido… E eu não conheço a família dele para dizer se ele voltou pra casa e se divertiu por lá, se contou ou não contou aos pais o que aconteceu, se os pais dão a mesma importância que eu pra isso, ou mesmo se o próprio garoto sofreu de verdade!

A única coisa que eu sei com certeza é que, apesar de o garoto ter tentado envenenar o meu filho e carregá-lo para o lado negro, eu sei que ele é inocente! E já disse ao Pedro e a Cacá que, quando ele descer para brincar, eles não devem isolá-lo ou não falar com ele, mas convencê-lo a brincar com eles, do que eles estiverem brincando!

Eu confio nos meus filhos e sei que eles sabem reconhecer o que é uma brincadeira legal e o que é uma brincadeira que não é legal (claro que dentro de suas capacidades etárias emocionais) e por isso, acredito que se o garoto pode envenenar pro mal, eles também podem “envenenar” pro bem!

E ainda se partirmos do ponto de vista da sororidade, não é meu papel julgar o trabalho que a outra mãe está fazendo com este filho que tem este tipo de atitude. Mas é meu papel como mãe DOS MEUS FILHOS, mostrar a eles que o acolhimento e a compaixão podem ser as armas mais poderosas do mundo!

Criar filhos dentro de uma redoma seria com certeza muito mais fácil, mas isso é impraticável! O mundo está aí, tentando carregar todos eles para o lado negro, “atacando” as escolhas que fazemos como mães e tentando nos convencer que “é assim mesmo”, e eu sei que muitas vezes esta batalha diária parece estar perdida!

Mas toda vez que vejo meus pequenos cometerem atos espontâneos de generosidade e bondade, eu sinto que tudo vale a pena! E ser mãe é amar sem desistir!

Então, podem vir imperadores do mal, a Força é forte aqui em casa e vamos resistir! ;)

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Tipos de escolas: como escolher a melhor para o seu filho?

Quando a gente começa a pensar em escola para as crianças, escuta mil e um conselhos e fica sabendo de mil e um tipos de escolas: construtivista, montessoriana, waldorf… Mas na prática, o que é que cada uma destas linhas pedagógicas tem a oferecer? E qual delas é a melhor para o seu filho?

como escolher a melhor escola

Antes de mais nada, é bom saber que, seja qual for a linha pedagógica que a escola que você gostou/visitou diz seguir, todas as escolas no Brasil precisam seguir as Leis de Diretrizes e Bases que diz quais matérias/atividades são obrigatórias para cada ano escolar.

Mesmo que a escola seja bilíngue ou de matriz internacional, aqui no Brasil, ela precisará seguir estas diretrizes para que o certificado de conclusão de estudos, de cada ciclo do seu filho, seja válido!

Além disso, também acho bem importante lembrar que, quando se trata de crianças, educação e aprendizado, nada é estático! No dia a dia de uma escola, as linhas pedagógicas servem sim de base para a programação escolar mas, na prática, as escolas devem seguir no ritmo de seus alunos e professores, a educação se constrói sozinha e diariamente, as pessoas são sempre surpreendentes e podem (e devem) inovar e encontrar sempre novas soluções para velhos problemas.

O que eu quero dizer com isso? Que pode ser que você escolha para o seu filho uma escola montessoriana e de repente, descubra que lá no ensino fundamental I ele terá avaliações iguais as que existem nas escolas tradicionais. Ou, que quando a escola te apresenta a grade escolar e te diz que a aula de música ou a de inglês são extras incríveis, na verdade, são apenas cursos que obrigatoriamente devem ser oferecidos.

Então, baseada na minha experiência de mãe, que já passou pela educação infantil e agora, está no final do fundamental I e ainda, nos meus conhecimentos da faculdade de licenciatura em História e em muita pesquisa por aqui, fiz um resumo dos tipos de linhas pedagógicas mais utilizadas no Brasil.

Incluí as minhas observações e impressões pessoais e algumas dicas para você considerar qual destas linhas tem mais a ver com o seu filho, com você e com a sua família!

Escola Tradicional

Na escola tradicional, o professor é a figura central, é ele quem diz aos alunos o que, como e onde aprender. O aluno recebe a informação e deve prosseguir com os conhecimentos adquiridos/memorizados sem fazer contestação, uma vez que ele somente será considerado certo se, seus resultados forem os esperados pelo professor.

Ou seja, na escola tradicional, o aluno deve seguir a linha de pensamento imposta pela escola e professor, para conseguir que seus resultados sejam considerados, ele precisa chegar às mesmas conclusões que o professor e estar de acordo com ele. Infelizmente, ainda é o método mais utilizado pelas escolas do nosso país.

As avaliações são feitas de maneira tradicional, com provas e pontuações a fim de que o aluno possa provar tudo o que conseguiu memorizar e assim, ser promovido ao próximo ano escolar. Ainda que ele não tenha de fato apreendido o conteúdo, basta que faça a pontuação mínima exigida.

É normalmente neste tipo de escola que você encontrará aquela grade curricular estática, onde não há espaço para aulas de música, artesanato ou qualquer outra coisa que estimule a criatividade e expressão dos alunos.

Escola Comportamentalista

Nesta linha pedagógica, o professor tem a tarefa de propor que os alunos cheguem ao comportamento e resultados esperados através de técnicas e materiais pré-determinados. É ele quem controlará o tempo que cada aluno deve levar para seguir os procedimentos e chegar aos resultados desejados.

O aluno é estimulado de maneira mecânica com recompensas por cada um dos objetivos alcançados. As avaliações também são tradicionais com pontuação mínima para se alcançar o próximo nível escolar.

É aqui que você provavelmente encontrará propostas curriculares que também envolvem gincanas matemáticas, jogos de competição e construção entre salas ou entre escolas, etc.

Escola Construtivista

Uma das mais faladas por aí, a escola construtivista propõe que cada aluno construa o seu proprio conhecimento. Aqui, os professores são apenas guias e cada criança será estimulada de acordo com suas próprias capacidades individuais de raciocínio e cognição.

O foco está no indivíduo e assim, as atividades costumam envolver muitas experiências práticas onde as crianças vivenciam o que aprendem e chegam às suas próprias conclusões. É nestas escolas que provavelmente você encontrará hortinha, aulas de artes livre, aulas de música e muitas outras do tipo que estimulam a criatividade.

Não há avaliações tradicionais, os professores montam relatórios individuais de acordo com o progresso de cada aluno, pontuando onde é necessário voltar e aprender mais um pouco e onde está tudo dentro da média da turma.

escola construtivista

Experimentações e experiências para chegar em conclusões individuais

Escola Montessoriana

Criada pela italiana Maria Montessori, a escola montessoriana prioriza o aprender a partir de experiências e observação. A individualidade da criança é levada em consideração e assim, as aulas oferecem muitas atividades práticas onde cada aluno deverá aprender e descobrir de acordo com seu ritmo.

As professoras instruem os alunos sobre quais atividades devem realizar mas, cada aluno é livre para realizar as experiências/brincadeiras que quiser inclusive, em quais turmas desejar estudar. Assim, as crianças de idades diferentes se misturam e ajudam umas às outras, estimulando a convivência e o “cuidar do próximo”.

Os alunos devem cumprir módulos obrigatórios para cada ciclo escolar mas, não há avaliações tradicionais. As professoras avaliam o progresso de cada criança retornando aos módulos em que ainda há necessidade de estímulo e aprendizado sem um ritmo comum a turma.

Na escola montessoriana você provavelmente encontrará propostas curriculares que incluem muitas atividades ao ar livre, experiências de “vida prática” (como por exemplo, brincar de casinha, fazer compras no mercadinho, atender ao telefone…) entre outras.

escola montessoriana

A roda montessori é uma prática comum onde os alunos contam coisas novas, compartilham idéias, dúvidas…

Escola Freiriana

Baseada nos ensinamentos de Paulo Freire, a pedagogia freiriana busca respeitar cada aluno em sua individualidade e ainda, dentro de seu contexto cultural e social. O cronograma escolar é construído individualmente de acordo com as necessidades individuais de cada aluno fazendo com que o aprender faça sentido para ele.

Na prática, há um grande despertar para as questões mais humanas e sociais, chegando-se a conclusões lógicas a partir de empatia e sociabilidade. Não há avaliações tradicionais.

A maioria das escolas que utilizam este método oferecem apenas a educação infantil já que, ele é mais voltado para a alfabetização.

Escola Waldorf

Na escola Waldorf, os ciclos são divididos em sete anos e cada ciclo terá um foco específico que respeita a fase de vida do indivíduo. Ou seja, na educação infantil, o foco será o desenvolvimento cognitivo, o fazer e descobrir com as mãos e assim, as crianças terão aulas de culinária, marcenaria, costura, artesanato…

Os professores são tutores que propõem atividades mas, respeitam o ritmo de cada aluno avaliando seu progresso individual e a capacidade de mudar de ciclo. Não há pressa e não há cobrança, algumas escolas não têm nem horários pré-definidos, sendo levado em conta o tempo de cada um e o desejo de estar na escola para aprender.

É aqui onde você provavelmente encontrará propostas curriculares que incluem aulas de cerâmica, mosaico, culinária, artesanato, horta, canto, dança…

escola waldorf

Liberdade para se expressar! Não tem uniforme, não tem horário, tem muito pé no chão e experimentação!

Escola de Tendência Democrática

Baseada na Escola Summerhill, da Inglaterra, a escola de tendência democrática não tem um currículo escolar comum a todos os alunos. Cada série terá uma quantidade de matérias/cursos e cada aluno escolherá quais pretende cursar.

As aulas incluem experimentações, debates, projetos, leituras e não há avaliações tradicionais. Ao final de cada curso, o aluno deverá apresentar trabalhos ou projetos que demonstrem tudo o que aprendeu daquele conteúdo estudado.

escola de tendencia democratica

A escola Summerhill na Inglaterra. Cada aluno escolhe o que estudar!

Aqui em casa, eu comecei com uma escola montessoriana. Para a fase da educação infantil das crianças, fiz esta escolha pois, julguei muito mais importante que as crianças começassem em um ambiente onde seus ritmos, capacidades e preferências fossem respeitados e apreciados, do que colocá-los em escolas que já os obrigassem a aprender um método rígido que poderia futuramente, tosar iniciativas.

Claro, isto é a minha opinião e a escolha que eu fiz para mim e a minha família! Eu nunca tive a necessidade de provas com notas para me provar fisicamente o quanto meus filhos sabem ou não, disto ou daquilo. Eu sei exatamente onde estão as excelências e as dificuldades de cada um deles, e me sinto mais segura com uma escola que tenha professores que também se preocupem e observem estas individualidades.

Quando o Pedro atingiu o primeiro ano do ensino fundamental I (para não esquecer, o fundamental I vai do primeiro ao 5 ano escolar, o fundamental II do sexto ao nono ano e depois, temos o ensino médio de 3 anos), optamos por uma escola mista.

Na nova escola, as diretrizes são construtivistas mas, com algumas atividades montessorianas (de vida prática), experiências comportamentalistas (mais técnicas) e avaliações ao final de cada bimestre como na escola tradicional.

Na nossa experiência, este misto tem sido muito bom! Ao mesmo tempo em que o Pedro e a Cacá aprendem os conteúdos exigidos para a idade e para a vida em sociedade, também tem suas individualidades respeitadas, aprendem com experiências reais, socializam e humanizam situações e eu acho que estão sendo adequadamente preparados.

E quando eu digo “preparados”, não estou querendo dizer para a faculdade ou um emprego, estou querendo dizer preparados para a vida, porque esta sempre foi a minha maior preocupação. Agora estamos indo para uma nova mudança: Pedro a Cacá começarão a estudar em uma escola bilíngue!

E por quê eu fiz esta escolha? E por quê agora?

O curso de idioma (inglês) é obrigatório no currículo escolar das escolas brasileiras e por isso, sempre esteve presente em todas as escolas das crianças, desde a montessoriana até a atual. Eu sempre achei lindo vê-los aprendendo a cantar em inglês, dizer as cores, os nomes das coisas e tinha muita fé que aos poucos, de tanto ouvir e falar, o inglês seria incluído em suas vidas sem grandes dificuldades.

Acontece que, o Pedro começou a ter alguma dificuldade com a matemática e assim, focamos em ajudá-lo com esta matéria e ele passou a se sentir muito sobrecarregado, ignorando completamente as aulas de inglês da escola até chegar em um ponto que ele simplesmente não conseguia mais acompanhar a turma.

Ao perceber isso, resolvi incluí-lo em curso de inglês a parte na esperança de que, em novo ambiente, com novas propostas de exercícios e atividades, ele voltasse a demonstrar interesse pelo estudo do segundo idioma e funcionou, por um tempo!

Como não há necessidade de comprometimento com o cursinho de inglês, ele passou a levar “de qualquer jeito” exatamente como faz com as aulas de inglês da escola e, financeiramente, pagar para a criança ignorar completamente as aulas, não é lá muito inteligente, né?

E eu sei que o Pedro não funciona na pressão, ou seja, eu sei que não adianta brigar ou exigir nada dele nas aulas de inglês, ele precisa gostar, precisa se interessar e por isso, minha nova aposta é a escola bilíngue!

Na nova escola, também de diretrizes mistas e prioritariamente construtivista, ele terá as mesmas matérias e aprendizados que tem hoje, só que com o inglês sendo falado diariamente. Além disso, estou incluindo novos cursos que ele ama como, robótica, judô, natação e informática que também são todos em inglês e assim, espero que ele se sinta mais estimulado e motivado a aprender a língua.

Pode ser que dê tudo errado e ele passe a odiar a escola e a língua, mas eu estou apostando no poder da “cuca fresca” de criança para absorver o conhecimento e confio na pedagogia e na forma lúdica em que isto acontecerá no novo ambiente escolar.

Aliás, isto me lembra da coisa mais importante que você precisa considerar na hora de escolher a melhor escola para o seu filho: você precisa confiar na escola que você escolheu! Se você confiar no método, nos professores, na organização e principalmente, no seu filho e em você, vai dar tudo certo!

E não se esqueça, além de escutar a escola e conhecer o ambiente, é bacana ouvir outras mães sobre suas experiências com o método que você está pensando em adotar para o seu filho. Se você está em dúvida e eu puder ajudar, manda a pergunta aqui no comentário, tá?

E quem tiver uma experiência bacana (ou não) em qualquer uma destas metodologias pedagógicas, compartilha com a gente também!

Bjs ;)

 

Categorias Vida de Mãe

7 Cursos extracurriculares diferentes para crianças

E um novo semestre vem aí! Não sei se é só comigo mas, parece que este ano está voando! Quando percebo que já estamos entrando na metade final de 2016, até assusta!

Com a chegada do novo semestre, também é hora de pensar em rematrículas ou quem sabe, finalmente matricular os pequenos em cursos extra-curriculares que eles andaram pedindo ou, que você enrolou até agora para correr atrás!

Pra te ajudar, fiz uma lista com 7 cursos extracurriculares diferentes que vão muito além de aulas de inglês, futebol ou balé. São cursos que estimulam o lado criativo, emocional, sensorial, ajudam as crianças a trabalhar em equipe, socializar, compreender e aprender a lidar com emoções e muito mais!

Música

School of Rock

Já falei sobre a escola de rock que nós amamos neste post AQUI e vou indicar de novo! Com filiais em SP capital e também no interior, a proposta da School of Rock é ensinar música respeitando as potencialidades individuais de cada um.

Com turmas a partir de 3 anos, as crianças aprendem a tocar instrumentos, a cantar, a brincar de roda e até formam uma banda! Saiba mais sobre as aulas acessando o site deles AQUI

aulas de bateria para crianças

Robótica

Super Geeks

O Pedro vivia me pedindo para aprender a criar robôs, e a proposta da Super Geeks é exatamente esta: as crianças fazem cursos que ensinam a programar, criar jogos de videogame, robôs e muito mais. Com unidades espalhadas pelo país, acesse o site deles AQUI para saber mais!

aulas de programação para crianças

Artesanato

Love Blankie

Pedro e Cacá adoram mexer na minha caixinha de costuras e eu já ensinei a eles como dar pontinhos e pregar botões. Na Love Blankie, crianças a partir de 6 anos aprendem a dar os primeiros pontinhos, criar modelinhos e também é possível aprender crochê e tricô.

Acesse o site deles AQUI para conhecer mais!

aulas de costura para crianças

Culinária

Minichefs Escola de Gastronomia

Aqui em casa as crianças amam se meter na cozinha comigo ou o papai! Fazer biscoitos e receitinhas, ser ajudantes de cozinha é uma verdadeira brincadeira para eles. A proposta da Minichefs é justamente esta, que as crianças aprendam receitinhas e melhorem sua relação com a comida aprendendo a preparar alimentos.

Para conhecer melhor a escola, acesse o site deles AQUI

aulas de culinaria para crianças

Circo

Galpão do Circo

Cama elástica, trapézio, malabares, tecido acrobático e palhaçadas, no Galpão do Circo, as crianças são apresentadas as artes circenses e aprendem todos estes truques incríveis além de desenvolverem suas capacidades sensoriais, motoras, criativas e lúdicas.

Acesse o site deles AQUI para conferir os horários e tipos de cursos.

aulas de circo para crianças

Teatro

Escola Recriarte

Aulas de teatro ajudam as crianças a desenvolverem habilidades cognitivas, motoras, estimulam o trabalho em equipe, a socialização, a praticar a empatia e liberar a criatividade. A Escola Recriarte oferece cursos livres para crianças e também profissionalizantes, para aqueles em fase adolescente que já sonham com os palcos!

Acesse o site AQUI para conhecer melhor a escola!

aulas de teatro para crianças

Multidiscilplinar

Oficina Toka

Sabe quando você fica imaginando um espaço onde você poderia colocar as crianças para aprender atividades prazerosas e assim, cobrir o tempo em que você não está em casa e não gostaria que eles ficassem ociosos?

Então, a Oficina Toka tem exatamente esta proposta! Com cursos como marcenaria, cerâmica, capoeira, dança, violino e muitos outros, a idéia é que cada família faça o seu horário e o curso que desejar. As crianças são livres para escolher e os pais adaptam os horários de acordo com suas necessidades.

Acesse o site AQUI para saber maiores informações!

aulas extracurriculares para crianças

Durante a minha infância, minha mãe que sempre trabalhou muito, preenchia os horários do meu dia com atividades extra-curriculares que me fizeram aprender uma gama enorme de coisas, conhecer muitas novas pessoas fora do meu círculo escola-casa e com certeza, tudo isso me fez crescer muito e faz parte de quem eu sou hoje.

Como mãe, hoje posso ver que ela deu uma “exagerada” porque precisava trabalhar e não tinha com quem eu ficasse, eu gostaria de ter passado mais tempo com ela mas, também reconheço que, com equilíbrio e dentro do desejo e das possibilidades de cada família, os cursos extracurriculares são sim muito importantes para as crianças!

O que vocês pensam sobre isso? As crianças por aí estão matriculadas em algum?

Me contem!

Bjs ;)

Categorias Vida de Mãe

10 coisas que toda professora adoraria que você ensinasse ao seu filho

 

volta as aulas

Você fica maluca quando as crianças estão de férias em casa, se vira nos 30 e rebola muito para conseguir entrete-los nestes poucos mais de 30 dias? Entao, imagina se eles fossem no mínimo 10, com a mesma idade, mesmas necessidades, medos…

Pois é, é claro que, as professoras de educação infantil estão preparadas (ou deveriam estar) para lidar com estas turminhas de maneira muito mais fácil do que você, mas isso não significa que você pode “largar” todo o trabalho pra ela!

Estava conversando com uma amiga que é professora da educacao infantil, e ela me contou que, algumas pequenas atitudes dos pais, algumas pequenas vivências dos filhos em casa, antes de iniciar na escola, fazem muita diferença para o desenvolvimento das crianças.

Este papo me fez pensar em como as professoras devem ver, ouvir e sentir coisas das crianças que nós, como pais, e por estarmos tão envolvidos com os nossos filhos, simplesmente deixamos passar.

Fiz uma verdadeira “cata” de bate papo com todas a minhas amigas e conhecidas que são professoras e descobri as 10 coisas que toda professora adoraria que você ensinasse para o seu filho, antes de matricula-lo na escola!

Para garantir a não exposição destas professoras, não vou mencionar seus nomes ou escolas onde lecionam, também estou tomando como base, crianças que iniciam a vida escolar de acordo com a lei brasileira, que recomenda matricular as crianças a partir dos 4 anos.

Quer ver só o que elas têm a pedir pra você?

1- ” Ensine seu filho a amarrar os cadarços, ou mande-o para a escola com tênis de velcro!”

Uma coisa tão simples mas que, segundo as professoras, faz muita diferença no dia a dia! Imagina estar preocupada em amarrar os cadarços de pelo menos 10 crianças durante o período das aulas, para garantir que elas não se machuquem? Facilite a vida das professoras, a sua e a do seu filho, ensine-o a amarrar ou, compre tênis com fecho de velcro!

Algumas dicas para ensinar a amarrar, como a corda nas pernas e o sapato no papelão podem ajudar e, outra coisa bem bacana, são os cadarços de silicone. Funcionam bem com qualquer modelo de tênis e tem em várias cores! ;)

2 – “Aprender a dividir e ser solidário é uma coisa que eles aprendem pelo exemplo!”

Todas as crianças passam por uma fase “egoísta”, uma fase em que sentem mesmo dificuldade em dividir suas coisas. Mas como tudo nesta vida de criança, os pais precisam ensinar os filhos a controlarem estes sentimentos, e o jeito mais eficaz de ensinar, é pelo exemplo!

Mesmo que ele seja filho único, ver você dividir com amigos e parentes, ensiná-lo a fazer isso com os avós, tios etc. com certeza já vai colocá-lo no “caminho” para compreender que é importante saber dividir. Imagina uma sala de aula com 10 crianças de 4 anos que não aceitam trocar de brinquedos uns com os outros?

3 – “Ensine o seu filho que ele pode pedir ajuda!”

Algumas crianças são mais “independentes” outras, simplesmente não aprenderam a “pedir ajuda” falando, elas aprenderam que chorar resolve todas as coisas! Pense que, a primeira “comunidade” que o seu filho vai frequentar, será a sala de aula, como ele vai se virar lá dentro se você não ensinar a ele como pedir ajuda quando precisar?

A professora não conhece as caretas, choros e necessidades do seu filho só de “olhar pra ele”, como você faz afinal, ela o está conhecendo agora, você o conhece por toda a vida!

4 – “Ensine para o seu filho que você vai voltar para buscá-lo! Ensine-o a confiar!”

A maioria das crianças que entram na escola pela primeira vez, choram muito para ficar por lá. Elas têm medo, e é completamente compreensível! Você também deve se lembrar da primeira vez que entrou em alguma escola, o frio na barriga, o medo da nova professora, dos colegas diferentes…

Para os pequeninos, este medo é ainda pior, eles não sabem o que esperar, não sabem como lidar com este sentimento e então, vira aquela choradeira, aquele drama, e sofre a criança, sofre a mãe, sofre a professora…

Uma coisa que funcionou aqui em casa, foi deixar a Cacá na casa da avó por alguns período antes do início das aulas. Eu conversava com ela, explicava que ela ficaria por algumas horas mas, que logo eu estaria de volta. Fui aumentando gradativamente os períodos até, chegar a 4h sem problemas.

Claro que, casa de vó é diferente afinal, a criança já conhece a avó e vai ficar por lá com mais facilidade mas, a questão aqui é ensiná-la a confiar na sua palavra, ensinar que você vai, mas volta!

5 – “Deixe o seu filho mexer com pincéis, lápis de cor, tintas..”

Ter contato com materiais de arte ajuda o seu filho a desenvolver habilidades cognitivas e motoras além disso, quando ele estiver na escola, já estará familiarizado com os materiais e ferramentas e será muito mais produtivo nas aulas. Sem frustrações!

6 – “Não pode agredir, simples assim!”

Pior do que ter um filho mordido pelo coleguinha, é ser a mãe da criança que morde! Violência não é uma resposta aceitável para nada, e isso precisa ser ensinado em casa! Se você não deseja que seu filho volte da escola mordido por alguém, não deixe que seu filho morda ninguém!

E não, não acontece porque a “tia” não estava olhando, acontece porque as crianças, que ainda não aprenderam a se comunicar de maneira efetiva através da linguagem, tem a tendência em “dizer” o que querem usando seus corpos. Pode ser abraçando, beijando, sorrindo, desenhando pra você ou, pode ser mordendo e batendo. O que você prefere? ;)

7 – “Se você pretende mandar um lanche saudável para a escola, tenha certeza que seu filho come isto em casa!”

Vou replicar o relato da professora aqui: “Muitas vezes, algumas mães acham que a hora certa para começar a pensar em alimentação equilibrada, é mandando coisas saudáveis na lancheira, coisas que a criança nunca comeu antes e não come em casa, isto nunca dá certo!”

Quando esta professora me disse isso, fiquei pensando: é tão óbvio, né? Como você vai querer mandar cenourinha baby na lancheira da criança e esperar que ela se alimente se, em casa, você nunca oferece uma saladinha? Fica meio complicado, né?

Se é para fazer, faça direito! Comece a mudança alimentar em casa, ensine a criança a comer de forma equilibrada, desenvolva o paladar dela antes de querer fazer isso com a lancheira e depois, colocar a culpa na professora por a criança não estar comendo!

8 – “Ensine seus filhos que não é não!”

Puxa, falar sobre limites é muito delicado! Crianças precisam de limite, assim como precisam de rotina e regras. Isto é a base da primeira infância para que elas se sintam seguras o suficiente para pensar e fazer do jeito delas, a medida em que forem crescendo. Acho que todas as dicas anteriores, poderiam se resumir nesta: não é não!

Não pode bater! Não pode morder! Não pode pegar o brinquedo do amigo! Não pode sair da sala sem avisar! Não pode sair correndo no meio da atividade…

9 – “Dê noções de higiene ao seu filho antes de enviá-lo à escola!”

Escovar os dentes após as refeições, não pode ser uma coisa que a criança faz só na escola, dar descarga, não comer comida do chão, lavar as mãos antes de comer… Ter noções de higiene é uma questão de saúde, do seu filho e dos coleguinhas da classe!

10 – “Ensine seu filho a falar!”

Pode parecer besteira mas, ensinar a falar quer dizer, ensinar a se comunicar, usar as palavras! Muitas coisas na nossa vida são facilitadas se nos comunicamos, se usamos as palavras! Pedir desculpas, dizer que não gostou de alguma coisa, dizer que está feliz, que está triste, que quer ir ao banheiro… Ensine o seu filho a se comunicar, isso vai facilitar, e muito, a vida dele!

Depois deste papo com as professoras, percebi que muitas coisas, são na verdade um exercício de empatia. Quando você se coloca no lugar do outro, e observa de outro ponto de vista, entende que pequenos detalhes que você ignora em casa, fazem muita diferença na vida em sociedade e no fim, quem passa pelas maiores dificuldades, são os nossos filhos mesmo!

Não vi nada de exagero nestes “pedidos” das professoras, acho que precisamos sempre lembrar que a educação dos nossos filhos funciona muito melhor quando família e educadores trabalham em conjunto por isso, uma coisa precisa complementar a outra!

Conhecer 1 milhão de escolas, pagar a escola mais cara, encher as crianças de 1001 atividades extra-curriculares e outras coisas não vai mudar nada se você não fizer a “sua parte” em casa antes de mandar os pequenos para lá! Pensa nisso! ;)

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A primeira recuperação escolar a gente nunca esquece!

 

Este ano de 2015 foi um ano “lutado”, viu! Tanto eu, quanto as crianças, sentimos o impacto do “furacão 2015”, que revirou as nossas vidas, trouxe mil novos desafios e abalou até a vida escolar do Pedro, dando de presente a primeira recuperação escolar da vida dele!

Ele, que estava na segunda série do ensino fundamental I, começou o ano se assustando com a nova rotina de lição de casa todos os dias, provas bimestrais, trabalhos, apresentações e no segundo semestre, sofreu o susto e o medo do bullying escolar (depois vou contar melhor aqui) e no final do ano, ganhou “de presente” uma prova de recuperação de matemática.

Antes de contar pra vocês sobre esta “aventura” do Pedroca, deixa eu falar sobre escolas, métodos de avaliação e o que eu penso sobre tudo isso…

Na minha escola “ideal”, as crianças não deveriam passar nunca pela pressão de fazer estas provas tradicionais de múltipla escolha em que, na maioria das vezes, ao invés de aprenderem, elas simplesmente decoram as respostas certas, sem saberem exatamente o que aquilo ali significa.

No meu mundo “ideal”, as escolas e professoras fariam avaliações diárias, respeitariam o ritmo das crianças e as apoiariam a desenvolver aquelas matérias ou habilidades em que demonstram maior interesse ou curiosidade. No meu mundo ideal seria assim, mas na prática, não é!

Você pode até me dizer que existem escolas e métodos assim, e existem mesmo mas, também existem 2 outras verdades: as escolas mais “liberais” que aplicam o método montessori ou waldorf à risca, custam muito mais do que eu poderia pagar e outra coisa, ao avaliar os prós e contras de manter meus filhos em escolas “liberais” ou tradicionais, tive que optar pelo “menor dano” e encontrar alguma coisa que estivesse “no meio do caminho”.

Eu explico…

A escola dos meus filhos é uma escola construtivista, por teoria, super liberal e “desprendida” das tradições escolares. Além disso, ela também é adepta de algumas práticas do método montessori durante a educação infantil, seguindo a linha de raciocínio no método de ensino e avaliação de Maria Montessori, que ensinou a respeitar as individualidades e desenvolvimento de cada criança, integrar as idades, capacidades e deixar as crianças descobrirem “sozinhas” a vida prática e como as coisas funcionam.

Porém, apesar de ser uma escola que começou fundamentada nestes princípios, os pais (acreditem ou não) à partir da primeira série, começaram a cobrar da coordenação pedagógica alguma coisa mais “palpável” para ter certeza de que seus filhos estavam progredindo na vida escolar.

Eu sinceramente, sou capaz de compreender um pai/mãe que deseja que a escola dê respostas sobre a evolução de seus filhos, eu compreendo você “cobrar” por aquilo que está pagando, eu compreendo você não ter tempo para estar “em cima” da criança e checar todos os dias o que ela aprendeu de novo mas, desculpem, entender não é concordar!

Pra mim, é simplesmente ponto pacífico “estar lá” para os meus filhos, isso significa que eu acompanho sim, diariamente, tudo o que eles comem, vestem, assistem, cantam, aprendem, choram, etc. E não, não é porque eu tenho ajuda ou coisa do tipo, só eu e minha família sabemos o quanto eu “rebolo” pra conseguir “estar lá” por eles.

Por isso, acho que esta coisa da necessidade de um modelo “palpável” que prove que seu filho está evoluindo na escola, seria completamente desnecessária se cada um dos pais conhecesse e acompanhasse seu filho de pertinho porém, como disse antes, quem sou eu para julgar, não é mesmo?

O que posso fazer diante de tudo isso é, escolher da melhor maneira para os meus filhos e optar pela “lei do menor dano” o que, neste caso, significa que sim, eu aceitei que meus filhos fossem avaliados no método escolar tradicional, mas não aceito que eles decorem conteúdo, que façam provas como robozinhos e que não compreendam nada daquilo que está na prova!

Pra mim, mais importante do que tirar um 10 em uma prova, é eu ter a certeza de que meu filho sabe aquele conteúdo, mesmo porque, venhamos e convenhamos, uma prova não “prova” nada! A criança (ou qualquer pessoa) sob a pressão de um tempo determinado para responder questões pré-determinadas, pode muito bem errar tudo e isso não significa que ela não sabe nada daquilo!

Pra mim, uma prova, seja ela de qual matéria for, só prova a capacidade de auto controle e de trabalhar sob pressão de uma pessoa, não prova necessariamente se ela sabe fazer tabuadas, separar sílabas ou conhece a tabela periódica, por exemplo.

Mas, voltando ao caso do Pedro, ele estava na segunda série, as provas se tornaram mais “sérias” e agora, ele precisava atingir certa média em cada uma das matérias para conseguir ser promovido à próxima série.

Todos os dias eu faço lição de casa com o Pedro, todos os dias ele me faz as perguntas mais difíceis de serem respondidas, todos os dias ele me surpreende com desenhos, esquemas, histórias, idéias e planos super elaborados e que me provam que sim, meu filho está aprendendo muito!

Está apreendendo o conteúdo ensinado em sala e mais do que isso, ele também compreende como este conhecimento pode ser aplicado, sendo assim, não! Eu não preciso de uma prova para me dizer que ele sabe fazer multiplicação, separar sílabas, conhecer as estações do ano e outras coisas.

Ok, agora você pode até estar pensando que eu sou destas mães super protetoras que acham que o filho é sempre o máximo em tudo que faz e sim, eu sou sim e todas as mães deveriam ser! O que não significa que eu desconheça as falhas do meu filho, as coisas que ele precisa melhorar, as coisas que  ele precisa aprender ou mesmo, não me faz ficar cega para a hora em que ele precisar ser repreendido.

Ter orgulho do meu filho não significa que eu não dê limites a ele, e um dos limites que ele aprende todos os dias é respeitar os mais velhos e as normas da sociedade em que ele está inserido. Mas não é respeitar por respeitar, eu explico o porque de cada uma das regras, eu respondo a todas as milhões de perguntas que ele faz sobre cada uma das coisas que ele pode ou não pode fazer, eu garanto que ele saiba bem o porque de cada uma das regras existirem e também garanto que, ao conhecer cada uma delas, ele possa um dia pensar em mudá-las, vai saber?

Parece muito complexo, mas não é! Quando você cria os seus filhos dentro de um contexto de diálogo, amor e compreensão, eles sabem que podem fazer todas as perguntas e podem conhecer os seus limites e respeitá-los, ao invés de temê-los. Mas é claro que isto é o que eu faço dentro da minha casa, e meus “domínios” param por aí!

Eu sei que meus filhos não vão viver pra sempre debaixo da minha asa e por isso, eu invisto nesta educação em casa para garantir que eles saibam conviver na sociedade lá fora, não é nada certo na vida de mãe, e é óbvio que eu tenho meus momentos de medo, mas o que mais eu posso fazer além de dar o meu melhor e ter fé de que isso será o suficiente?

Voltando a escola, durante todo o ano o Pedro trouxe lição de casa, fizemos juntos, aprendemos juntos, rimos juntos, choramos juntos e perdemos a paciência juntos. Tiveram dias em que ele simplesmente não queria estudar, não queria fazer tal coisa porque era chata, porque já sabia, porque estava cansado…

Primeiro, eu me preocupei, mas me lembrei de quando eu me sentia do mesmo jeito e minha mãe me forçava a fazer o que não queria, no fim, eu não entendia nada, fazia por fazer e ia mal nas provas do mesmo jeito então, adotei outra estratégia.

Ao invés de brigar com ele para estudar as matérias e lições que cairiam nas benditas provas, eu dei um aviso: ok, você não quer estudar não precisa, mas saiba que você vai fazer prova amanhã e, se a sua nota vier ruim, não importa o quanto você saiba e não importa que eu sei que você sabe, ter a média é uma REGRA da escola para você conseguir passar de ano então, você quem sabe!

Na primeira vez, ele aceitou este meu “desafio” e resolveu fazer as provas sem estudar, foi bem em todas elas e eu fiquei orgulhosa! Disse pra ele que por mim estava tudo ótimo, porque eu não precisava daquele papel para saber que ele sabia e, que se ele quisesse continuar a fazer as provas sem estudar, tudo bem, desde que ele compreendesse que precisava sempre tirar as notas para ter média.

Na segunda vez, ele levou na brincadeira e daí, vieram as bombas! Ao ler as provas, percebi que tudo o que ele errou, era o que ele já sabia e então, perguntei se ele não achava melhor estudar antes de fazer as provas, só pra relembrar e não acontecer isso de novo.

Ele então, criou seu próprio método de estudos: só estudava para as provas que ele sabia que esquecia ou confundia alguma coisa, para as outras em que ele se sentia mais seguro, me disse que não estudaria mais. Ok, eu concordei mais uma vez e então, ele recuperou as notas que havia ido mal e foi mal nas matérias que ia bem.

O que estava acontecendo?

Pode até parecer muita responsabilidade para um garoto de 8 anos mas, eu só persisti na minha estratégia porque tinha certeza de tudo o que ele estava fazendo e estava acompanhando muito de perto. Com os novos resultados “invertidos”, perguntei pra ele o que ele achava que estava acontecendo de “errado”.

Ele me disse que na hora da prova ficava com pressa, porque tinha medo de não dar tempo daí, acabava respondendo de qualquer jeito, pulava questões, deixava outras incompletas e esquecia muitas coisas então, a primeira coisa que eu fiz foi conversar com a professora para entender se realmente, o tempo estava muito apertado.

Com a conversa, descobri que o tempo estava ok, que ela inclusive, dava uma segunda chance para todos aqueles que não conseguiam entregar a tempo então, sugeri ao Pedro um processo para se acalmar durante as provas: o que você acha de estudarmos juntos, mesmo as matérias que você já sabe pra eu te ajudar a se lembrar das coisas? 

Ele topou, começamos a estudar assim, só as coisas que ele me dizia que se confundia e então, desenhávamos, contávamos estórias e fazíamos mil coisas com aquele tema específico para garantir que ele havia compreendido bem e estivesse pronto para responder. Depois, eu ensinei a ele a respirar fundo, ficar calmo, ler a prova com atenção e responder primeiro as coisas que ele sabia com certeza, pra se concentrar nas mais complicadas por último.

As provas voltaram melhores mas, quando chegou a tabuada de matemática, o problema ficou sério! Nas lições de casa eu descobri que ele não sabia a tabuada decorada, mas sabia fazer as continhas de palitos e compreendia o que “multiplicar” significava, isso pra mim sempre foi o mais importante.

A outra questão sobre a tabuada, especificamente, é que eu, pessoalmente, sempre tive muita raiva de as pessoas exigirem de mim que simplesmente decorasse uma sequência de números. Entenda, eu sei que a tabuada é essencial para conseguir resolver problemas de multiplicação mas, eu considero compreender o que é a multiplicação muito mais importante do que simplesmente decorar uma sequência numérica, até hoje eu não sei a tabuada decorada, mas sei fazer contas de multiplicação, nunca fiquei de recuperação e nunca fui reprovada, nem na escola e nem em nenhum vestibular que me prestei a fazer.

Por causa disso tudo, pra mim era muito difícil aceitar uma prova em que o meu filho precisava seguir uma sequência numérica “vazia” sem nenhum conteúdo por trás disso, sabe? Era muito, muito complicado exigir dele que seguisse uma REGRA que eu sempre quebrei, que eu nunca liguei e que eu considero desnecessária, e agora?

Ser mãe é passar por cima dos seus próprios limites pelo bem dos filhos, e isso significa os seus limites ideológicos e até o que você sabe ou não sabe de matemática! Para conseguir ajudar o meu filho, eu pensei muito em como ensinar a tabuada pra ele, eu sabia que jamais sairia da minha boca a palavra “decorar a tabuada”, eu precisava ENSINAR e isso é mais difícil do que decorar, mas faz muito mais sentido pra mim!

Sofremos juntos mas, conseguimos! Ensinei ele a fazer os pauzinhos no papel direito e sempre que houvesse dúvidas, ensinei a somar a sequência de números e ele ficou tão bom nisso, que a tabuada dele não parava no “10”, ele continuava até cansar, porque havia virado uma diversão!

As lições de casa e trabalhos estavam ótimos, ele estava tirando de letra, nas brincadeiras em casa, ele catava uma folha e ficava fazendo multiplicações e contas de mais e menos só para se distrair e daí, veio a prova, e daí, ele me disse que não estudaria a tabuada porque ele já sabia, e eu sabia que ele sabia e ele não estudou e então… tirou 4,5!

Ele praticamente errou a prova toda! E o pior, ele errou coisas que eu sabia que ele sabia e que ele mesmo sabia que sabia, eu não conseguia entender, onde nós estávamos errando? O Pedro é uma criança super amorosa, mas também é super exigente com ele mesmo e quando as coisas dão errado assim, ele fica nervoso, se cobra e não quer ouvir cobrança de mais ninguém ou seja, fica quase impossível conversar com ele.

Debaixo de muito choro e briga, combinamos que estudaríamos mais as tabuadas e contas para a próxima prova, ele ainda tinha uma chance de recuperar, precisava tirar pelo menos 5 para ter a média e então, ele topou. Estudamos praticamente todos os dias, veio a prova e… ele tirou 3,5!

Socorrooo!!

Eu nem precisei brigar com ele, ele mesmo “desistiu”, reconheceu que seu “método” de estudos para as provas estava falhando e me pediu para começarmos tudo do zero, pra ele entender direito e mais do que isso, pra ele se sentir seguro para responder na prova.

Recomeçamos, ele cedeu e voltou a fazer os pauzinhos, eu reforcei que ele não precisava fazer com pressa e expliquei o que significava ser reprovado na escola: todos os seus amigos avançam uma série e você não, você vai precisar estudar tudo de novo tudo isso que já estudou, só por causa de uma tabuada!

Já sabíamos que ele ficaria de recuperação de matemática e estávamos torcendo para que fosse só desta matéria, os resultados finais vieram e realmente, a primeira recuperação era de matemática! Lá vamos nós, mais uma prova, mais uma semana intensa de estudos e daí, veio a prova e… ele tirou 10!

\0/\0/\0/

O que eu aprendi com tudo isso? Que ensinar o meu filho a persistir, resistir, tentar de novo e de novo e de novo e treinar muito para alcançar objetivos é tão importante quanto alimentar e mantê-lo saudável!

O que ele aprendeu com isso? Que ele pode errar sim, mas que ele também pode acertar, que reconhecer que seus métodos podem ser falhos e procurar se aperfeiçoar também faz muito bem, que a conquista, a vitória “suada”, o objetivo alcançado depois de tanto empenho, traz um prazer incomparável!

Eu continuo odiando provas, continuo com a certeza de que meu filho sabe muito mais do que um 10 possa significar, mas continuo fazendo o que posso fazer: me dedicando, ensinando, acompanhando e garantindo que ele cresça compreendendo que mais importante do que qualquer nota que alguém dê pra ele, é ele ter certeza do que ele sabe, do quanto é amado, do quanto é precioso e único e de que aprender, nunca é demais!

Ufa! Vem terceira série, estamos prontos! ;)

Categorias Vida de Mãe

Cursos de idiomas para crianças: sim ou não?

Um pouco antes de o Pedro nascer eu conheci a Maya, uma garotinha linda, de 5 anos que tem um pai suíço e uma mãe francesa. Ela nasceu nos Estados Unidos, e estavam todos morando no Brasil.

A Maya falava com o pai em alemão, com a mãe em francês e comigo e outras pessoas de fora, em ingles e já estava arriscando um pouquinho de português. Eu me lembro que, quando eu vi aquela garotinha tão pequena, falando e entendendo tantas línguas, com tão pouca idade eu pensei: “caramba, isto deve dar uma confusão na cabecinha dela!”.

Na época, eu não tinha filhos e obviamente, o que eu sabia sobre crianças era aquilo que toda pessoa que não tem filhos sabe sobre eles: eles são incríveis, mas só conseguimos entender o quão incríveis eles são, quando temos a oportunidade de ver crescer e se desenvolver, bem de pertinho, um destes serzinhos.

Conversei com o pai da Maya (que fala português fluentemente) sobre como eu estava abestalhada de ver aquela pequenina falando tantos idiomas, e perguntei se isto não era confuso pra ela. Ele me disse que, para ela era super natural já que, desde que nasceu ela ouvia os idiomas maternos e paternos dentro de casa, ela aprendeu a falar já falando em mais de 1 idioma, e por isso, não tinha dificuldade alguma.

A Maya realmente era uma garotinha (hoje mocinha, rs!) incrível mas, sua capacidade de aprender vários idiomas com tanta facilidade não é uma excusividade dela. Naquela época eu não sabia que, as crianças dos 2 aos 4 anos de idade têm maior facilidade no aprendizado de vários idiomas porque, como estão justamente na fase em que estão aprendendo a se comunicar, seus cérebros estão mais “abertos” e atentos a todas as novas palavras que surgem.

As crianças desta fase ainda não conhecem e nem sabem falar corretamente a maioria das palavras da lingua nativa por isso, pra ela “tanto faz” se o que ela escuta é português, ingles, frânces ou alemão. Ela simplesmente aprende como dizer aquilo e grava em seu cérebro, com a maior naturalidade, como parte de seu desenvolvimento natural.

Além disso, fisicamente, nesta idade nosso aparelho fonador (boca e lingua) ainda está em desenvolvimento e por isso, além de aprender os idiomas com maior facilidade, a criança também os aprende sem sotaques ou vícios de linguagem.

Depois de conhecer a Maya e sua família meio “nômade” (atualmente eles moram em um principado que fica entre a Alemanha, a Suíca e a Áustria) eu fiquei com esta “coisa” da facilidade do aprendizado de idiomas na cabeça.

Eu mesma aprendi a falar inglês muito cedo porque, minha mãe era professora de inglês e, além de nos matricular em cursos regulares de inglês, que eu e minhas irmãs frequentávamos depois da escola, ela também dava aulas particulares na minha casa para estrangeiros que falavam inglês e queriam aprender português e assim, lá em casa as pessoas estavam sempre conversando nas 2 línguas: português e inglês, o que facilitou muito pra mim quando precisei profissionalmente do inglês e também, quando fui aprender meu terceiro idioma, o espanhol.

Quando o Pedro nasceu e eu comecei a pensar em escola e atividades extra-curriculares para ele, eu tinha certeza que precisava incluir o estudo de um segundo idioma na vida dele desde cedo, optei pelo inglês pois, é o idioma mais falado no mundo mas, uma coisa é você idealizar o seu filho aprendendo a falar inglês e outra coisa, é como isso funciona na prática.

Daí, na hora de matricular o meu pequeno no curso de inglês, me surgiram muitas dúvidas, que eu acho que são as mais comuns de todas as mães, e antes de ter certeza de que isso seria mesmo bom para ele, eu fui sanar as minhas dúvidas com especilalistas e pedagogos.

Dá uma olhada na minha listinha de perguntas!

Será que aprender inglês ao mesmo tempo em que está aprendendo português não vai gerar uma confusão na cabecinha dele? Será que ele não vai confundir as palavras?

“O cérebro humano é capaz de aprender diversos idiomas e armazená-los de forma que cada um seja acessado independentemente, quando estimulado. O que acontece é que, durante o processo de aprendizado, uma criança pode misturar dois idiomas em uma mesma frase. Isso ocorre não porque ela está confundindo, mas porque ela está aprendendo da maneira correta. O cérebro escolhe sempre o caminho mais fácil e eficiente para realizar a tarefa que precisa. Se uma criança brasileira que está aprendendo inglês quer falar uma palavra e aquela palavra (em inglês) foi realmente aprendida e internalizada pela criança, o cérebro pode acessar a palavra em inglês de forma mais rápida que a palavra em português. Isso é parte do processo natural de aprendizado. Com o tempo, a criança aprende a usar cada idioma adequadamente.”

Será que aprender 2 idiomas irá atrapalhar o processo de alfabetização dele? Quer dizer, na hora de aprender a ler e escrever, sera que ele terá maiores dificuldades? 

“Não, pois cada idioma tem suas regras gramaticais que são ensinadas separadamente.  Em uma escola bilíngue, como o nome diz, ensinam-se duas línguas. Portanto, a gramática de português é ensinada em português, e a gramática de inglês, em inglês. Além disso, deve-se respeitar a ordem natural de aprendizado de um idioma, ou seja, seguir o mesmo caminho que percorremos em nossa primeira língua: primeiro, aprendemos a falar, depois, aprendemos a escrever o que já falamos, e por último, aprendemos as regras gramaticais do que já falamos e escrevemos! O aprendizado da gramática deve ser a última etapa do processo”

Será que ele vai esquecer o segundo idioma quando crescer ou será que ter aprendido enquanto criança, fará com que ele nunca mais esqueça? 

“Se o aprendizado é feito de forma apropriada e natural, o conhecimento pode ficar adormecido, mas não é esquecido. O aprendizado de idiomas é a melhor e mais saudável forma de se estimular o cérebro de um ser humano. Existem pesquisas que comprovam até que pessoas bilíngues tem menos chance de ter doenças mentais na terceira idade. A infância é a melhor época para se aprender idiomas, e é a fase que podemos ensinar a criança a gostar de aprender línguas, tornando-o, assim, um eterno aprendiz.”

Será que o fato de ele falar 2 idiomas, e eventualmente trocar algumas palavras em português por inglês, pode fazer com que ele sofra constrangimentos ou que fique traumatizado? 

“As crianças não apresentam qualquer tipo de resistência ou interferência no processo de aprendizado, o que torna o método natural, fácil e bastante prazeroso. Há transtornos apenas se o ensino ocorrer de forma inapropriada. O correto é ensinar de forma lúdica, leve e divertida, fazendo com que a criança não perceba que está aprendendo, e que se relacione com o novo idioma sempre como algo fácil e divertido”

Será que se ele aprender a falar inglês enquanto está aprendendo a falar português, pode fazer ele se desinteressar pelo português e esquecer como se fala a língua nativa?

“Este risco não existe. A língua materna é a língua do coração, a que a família fala e é a primeira que a criança vai aprender. Nada pode comprometer este aprendizado. O cérebro da criança tem a capacidade de acomodar todos os conhecimentos sem prejudicar um para garantir o outro. Crianças que aprendem inglês em sala de aula a partir dos dois anos não têm qualquer problema em relação à fala do idioma materno, pelo contrário! Estudos e experiências nos mostram que quem começa a aprender um segundo idioma passa a usar melhor seu primeiro idioma.” 

Será que ao querer ensinar 2 idiomas eu não estaria fazendo algum tipo de “pressão” que pode causar um atraso em seu desenvolvimento da linguagem?

“Isso depende muito da criança. Algumas crianças de pais que falam dois idiomas diferentes podem demorar um pouco mais que o normal para começar a falar, mas, quando começam, falam os dois idiomas fluentemente. Isso não é um problema, mas apenas uma acomodação maior do cérebro aos dois idiomas. Em se tratando de crianças que estão aprendendo um segundo idioma em sala de aula, este risco não existe. O que acontece é exatamente o contrário, ao aprender um segundo idioma, a criança fica ainda mais estimulada a falar.”

Bom, depois de todas as minhas dúvidas respondidas, eu tive certeza que ensinar um segundo idioma para o meu filho seria ótimo mas daí, vem a segunda questão: onde ensinar isso pra ele?

Quer dizer, para que o aprendizado do segundo idioma fosse uma coisa bacana, natural, lúdica e que realmente fizesse bem para o meu filho, ele precisava ser feito por profissionais dedicados e competentes, com métodos eficazes que tornam o aprendizado prazeroso, de forma lúdica, respeitando o ritmo da criança e despertando nela o interesse em aprender.

Para garantir que a escola de idiomas do meu filho seria tudo isso, eu observei o seguinte na hora de escolher:

1 – Para que o aprendizado seja o mais natural possível, as aulas precisam ser 100% em inglês. Como eles estão aprendendo a falar, será natural para eles conhecer o nome das coisas e objetos em inglês e para isso, é necessário que o professor seja fluente em inglês, que pronuncie as palavras corretamente, que use canções, brincadeiras, objetos lúdicos e faça do aprendizado um momento de brincadeira.

2 – Para que o aprendizado dê certo, é preciso fazer sentido para a criança aprender aquilo, é preciso que esteja dentro de um contexto muito bem definido e daí, entra a importância da metodologia e didática utilizadas em aula. Quanto mais envolvido o aluno estiver, através de jogos, brincadeiras, musicas, estórias, projetos, entre outros, mais natural será para ele aprender aquele idioma.

3 – Ficar o tempo todo preocupado em traduzir tudo o que é feito em sala de aula é um erro comum de muitos cursos de idiomas e também, dos pais que, para checar se o filho está aprendendo alguma coisa, ficam pedindo para a criança dizer como é que se diz isso ou aquilo em inglês. Ter professores fluentes, capacitados e especialistas no ensino de um segundo idioma para crianças faz muita diferença, e os pais podem checar o aprendizado pedindo às crianças que ensinem à eles palavras novas, canções e etc.

Claro que, encontrar todas estas qualidades em uma escola de idiomas não é coisa fácil, não é coisa que se ache em qualquer escola e por isso, eu conheci e recomendo a The Kids Club 

A escola britânica, líder mundial em franquias, está presente em diversos países da Europa, Ásia e America do Sul. No Brasil, onde está desde 1994, tem mais de 100 unidades espalhadas por quase todos os Estados e o Distrito Federal.

A The Kids Club tem um método de aprendizagem diferenciado, especializado em crianças à partir de 2 anos, com materiais lúdicos, divertidos e que transformam os alunos em crianças que gostam de aprender de verdade.

the kids club

uma aula em uma das unidades The Kids Club

Para saber onde está a unidade The Kids Club mais próxima de você, conheça o site da escola clicando AQUI. E aproveita para fazer a matrícula de 2016 antecipada e ganhar 1 ano de PlayKids para o seu filho + 3 meses!

playkids

Aprender um segundo idioma durante a infância melhora as capacidades cognitivas, de raciocínio e concentração da criança, Além disso, o segundo idioma pode ajudar o seu filho a falar melhor a língua nativa, já que a linguagem não será mais um grande mistério pra ele.

Aqui em casa, Pedro e Cacá estão matriculados em cursos de inglês regulares apos as aulas, é uma delícia ouvir a Cacá dizendo “I Love you so much!” e ouvir o Pedro cantando junto com o rádio, no carro, suas musicas “rock” prediletas!

Eu recomendo! E vocês? Têm mais dúvidas sobre isso ou têm experiências para compartilhar? Me contem tudo!

Bjs ;)

PS: esta matéria contou com a colaboração de Sylvia de Moraes Barros, especialista no ensino de idiomas para crianças à partir de 2 anos.

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