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7 coisas a fazer antes de engravidar

tentativa de engravidar

Estar grávida é sem dúvida um milagre, um mistério da vida! Se você parar para observar muito detalhadamente o conjunto de “coisas” que precisam estar muito alinhadas para que a concepção aconteça, certamente vai concordar comigo.

E assim como é da natureza dos milagres e mistérios, engravidar não é uma coisa que você possa controlar, não acontece só porque você quer. Falo por experiência própria, eu já sofri bastante na vida de “tentante” assim como, também conheci outras mulheres que decidiram que era a hora de engravidar e pah, logo no primeiro mês de tentativas, conseguiram!

Se você chegou neste momento da vida em que decidiu ser mãe, decidiu engravidar, vou listar aqui 7 coisas a fazer antes de engravidar. Antes de começar, quero deixar bem claro que, esta lista não inclui fatores financeiros, emocionais, morais, sociais, etc. que podem influenciar a sua decisão.

A minha listinha de coisas a fazer antes da chegada do bebê, inclui coisas simples, do cotidiano, que dizem respeito a você se sentir fisicamente plena e emocionalmente preparada para esta fase linda que vai chegar. Vamos lá?

1 – Faça um check up de saúde!

Claro que, se você engravidar “sem querer”, qualquer dificuldade de saúde que você possa ter sem saber, se tornará irrelevante e eu conheço muita gente que prefere não saber. Mas, a verdade é que, durante a gravidez, nosso corpo muda completamente!

O coração e pulmões fazem esforços dobrados, certos alimentos que antes eram inofensivos, passam a fazer mal, gripes e resfriados se complicam, a pressão arterial muda… Se você está planejando engravidar, não custa nada ir fazer um check up geral, pra ter certeza que está tudo bem!

E se você já tem alguma coisa (tipo hipertensão, diabetes, asma…) já converse com seu médico sobre os seus planos para que vocês decidam juntos como seguir com os tratamentos e cuidados já que, os remédios nesta fase também são proibidos e super controlados!

2 – Melhore os seus hábitos alimentares!

Comer bem é fundamental para manter todos os órgãos do seu corpo em pleno funcionamento, comer bem também influencia no seu sono, estresse e irritabilidade e é claro, comer bem vai influenciar diretamente na sua saúde, nas probabilidades de você sofrer além do necessário com as alterações do corpo durante a gravidez.

Se você não tem hábitos muito bons, comece a mudança agora! Bons hábitos alimentares não são adquiridos da noite para o dia, você precisa insistir na mudança para que seu corpo se adapte e comece a responder ao “tratamento”.

Aproveite para incluir na sua nova rotina alimentar, alimentos que contém vitaminas importantes para você e o bebê durante a gestação, como o ácido fólico e o ferro, por exemplo.

3 – Comece a tomar vitaminas!

Se você já conversou com seu médico sobre o seu desejo de engravidar e está tudo ok com a sua saúde, converse com ele sobre a possibilidade de incrementar a sua alimentação com suplementação de vitaminas específicas para esta fase.

O ácido fólico, por exemplo, é encontrado em baixa quantidade nos alimentos e pode levar até 3 meses para começar a fazer algum “efeito” no seu organismo. Ele é fundamental para o desenvolvimento do feto, a ausência dele está diretamente relacionada a má formações no bebê.

4 – Durma bem!

Eu poderia te dizer que este conselho é por causa das poucas horas de sono que você terá quando o bebê nascer mas, ele também serve para diminuir o seu estresse, seu nível de ansiedade, evitar dores de cabeça e não bagunçar o seu metabolismo.

Se você é como eu, notívaga, não tem problema! Desde que você durma pelo menos 8h por dia e esteja descansada de verdade! Lembre-se: estar descansada, com a cabeça leve, e sem ansiedades também influencia nas tentativas!

5 – Beba muita água!

Se você ainda não tem o hábito de ingerir 2l de água por dia, esta é uma boa hora para começar! Durante a gestação, você pode reter mais líquido do que o comum, sentir as juntas do corpo inchadas e doloridas e por isso, se você estiver com o corpo bem hidratado, sentirá estes “efeitos colaterais” com menor intensidade!

Além disso, é normal você se sentir mais cansada, esbaforida e salivando já que o seu coração estará trabalhando dobrado, o peso do seu corpo aumentará e seus esforços serão maiores. Algumas grávidas sentem muita salivação e a única coisa que melhora é beber água!

Manter este hábito é muito importante no pós parto também afinal, quanto mais hidratada você estiver, mais leite terá para o seu bebê!

6 – Faça uma lista de coisas “a fazer” antes do bebê! (e as realize!)

Pense em tudo o que você deixou para fazer, nas coisas que se acumularam e que você não vai conseguir realizar com o seu barrigão, o cansaço e os cuidados da gravidez. Pode ser aquela reforma no quartinho que será do bebê, aquela viagem a dois que você planejou, planejou e não tirou do papel, aquela faxina nos armários…

Por aqui, quando estava na minha fase tentante, reformei o que precisava da casa e especialmente, o quarto que seria do bebê. Isso foi importante pra mim porque, me ajudou a tirar o foco da ansiedade das tentativas e eu percebi que ter feito tudo antes, foi muito importante, já que eu precisei de repouso no final do gestação e se tivesse aguardado, não poderia ter feito.

7 – Informe-se e comece os preparativos!

Agora que você já cuidou da saúde, já conversou com o médico, já decidiu as coisas que precisa fazer antes, que tal se informar sobre a gravidez, período fértil e todas estas coisas?

Por mais que você ache que sabe como os bebês são feitos, vai por mim, até que você esteja nesta fase de tentante e depois grávida, você não imagina quantos pormenores existem neste milagre! Por isso, esteja informada!

Mas procure por informações confiáveis, sites especializados como o BabyCenter Brasil, Bebe.com e similares, que passam informações com credibilidade e de especialistas e é claro, blogs bacanas que contam as experiências pessoais de outras mães, como este aqui! hehehe

Também pode ser legal entrar em grupos de “tentantes” no Facebook e baixar aplicativos como o OvuView (gratuito e para sistemas Android) ou o Love Cycles, que está disponível para todos os sistemas (Android, IOS, Microsoft, etc), é gratuito e tem versão em português.

Neste aplicativos, você controla todo o seu período menstrual, inclui lembretes e alarmes, anotações, seu humor do dia, remédios que esteja tomando, fica sabendo quais as datas mais prováveis para engravidar e consegue programar as tentativas!

app de ovulação ovuview

O OvuView mostra as datas mais prováveis para engravidar!

aplicativo de ovulação

O LoveCycles

Outra coisa que pode te ajudar, são os “palitinhos” que indicam se você está mesmo no período fértil, o funcionamento é parecido com o dos testes de gravidez: você faz xixi no potinho, coloca o palitinho e descobre se aquele é realmente seu dia fértil!

teste de ovulação

Você encontra de várias marcas, dos mais simples ao digital. O teste pode ser feito com xixi ou saliva! ;)

Então é isso, a parte de ser tentante deveria ser a mais gostosa de toda esta maratona para se tornar mãe então, se me permitem um último conselho: cuidem da saúde e curtam muito este momento. Vai dar saudade! hehehe

Bjs ;)

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Rinite, asma e alergias durante a gravidez: como prevenir e tratar?

Desde que me lembro, sempre convivi com a bendita da rinite! Cresci na base do soro fisiológico, inalação, lencinhos na bolsa/mochila até que, na adolescência, passei a carregar comigo um frasco de descongestionante nasal pra cima e pra baixo!

Quando engravidei, além de todas as transformações óbvias do corpo e da mente, a minha rinite companheira de vida também passou a ficar muito mais “atacada”. Era como se eu acordasse e dormisse em crise, ainda que eu estive me cuidando e mantendo distância de tudo o que eu já sabia que causava as crises.

rinite na gravidez

Por precaução, antes de apelar para o meu descongestionante de sempre, resolvi consultar a minha médica para ter certeza de que aquilo não faria mal ao bebê. A minha surpresa foi que, a médica disse que não, eu não podia usar aquele produto!

Pra mim foi uma surpresa porque era o meu medicamento habitual e eu sempre o considerei inofensivo mas, a médica me explicou que os descongestionantes nasais têm em suas fórmulas vasoconstritores. E o que é isso?

Bom, durante uma crise de rinite, alergia, gripes ou resfriados, as veias do nosso nariz se dilatam muito, fazendo com que a gente sinta esta dificuldade de respirar, a sensação de estar com o nariz sempre entupido. Os vasoconstritores atuam exatamente nestas veias, fazendo com que elas desinchem e dando a sensação de alívio.

O problema é que estes vasoconstritores podem cair na sua corrente sanguínea e causar alterações de pressão e outros problemas cardíacos. Quando grávidas, nosso coração já está trabalhando “dobrado”, nossa pressão já pode sofrer pequenas alterações por conta disso então, não é indicado fazer uso de mais nada que possa agravar esta situação.

Mas e agora, como viver com esta rinite mega atacada e o meu barrigão? Sim porque, respirar com o barrigão já é mais complicado afinal, o espaço para a expansão dos pulmões diminuiu, e o esforço do coração está maior então, com o agravante de ter o nariz entupido, não há grávida que aguente!

Na minha época, a solução foi voltar aos cuidados da fase de criança: manter longe de mim tudo o que possa causar reações alérgicas (poeira, pelos, pólen, etc), fazer a higiene nasal várias vezes ao dia e inalação com soro fisiológico.

alergias na gravidez

Se além da rinite você também tem asma, é bom saber que, a sua “bombinha” habitual pode não ser ideal para usar durante a gravidez e, segundo o Dr. Diener Frozimédico alergista responsável pelo projeto social “Viver sem Alergia”, o ideal é que você converse com seu médico para elaborarem um plano de tratamento diário.

Este plano deverá modificar os seus medicamentos para outros mais seguros, de doses diárias e que previnam o surgimento de crises e assim, diminuam as chances de você precisar da “bombinha de resgate”, aquela da crise, que normalmente tem teor de medicamento muito mais forte!

Além da rinite, outras alergias também podem aparecer nesta época de inverno, já que o tempo seco e a poluição são super favoráveis a isso. Na gravidez, as alterações hormonais podem causar ressecamento da pele e outras irritações e por causa disso, é muito importante estar com a pele bem hidratada.

Eu sempre sofri com a dermatite atópica (tadinho do Pedro, puxou tudo isso de mim! snif) e durante a gravidez, besuntar o meu corpo inteiro de cremes era mais do que medo das “assustadoras” estrias! Ter a pele bem hidratada é a única defesa para quem sofre com alergias de pele porém, durante a gravidez, não é qualquer creme que podemos passar.

O ideal é que você use um creme que seja específico para esta fase, com hidratação intensa, perfume e ingredientes suaves. Peça recomendação do seu médico, os meus prediletos para esta fase (e que eu uso ainda hoje) são estes aqui:

cremes estrias

E eu lembrei de tudo isso agora porque, o inverno parece que finalmente chegou e aqui em casa, já estamos, eu e o Pedro, a dupla do nariz vermelho! Ninguém merece! :/

Pode até parecer frescura mas, quem sofre de alergias, sabe bem como é horrível esta sensação de não estar “funcionando direito” e, durante a gravidez, a atenção e o cuidado precisam ser redobrados sim, em tudo!

Antes de se medicar, consulte sempre o seu médico! Você pode até pensar que o produto é inofensivo, e pode ser que ele seja mesmo, desde que você não estivesse grávida! Afinal, este é mesmo um estado de “graça”, “interessante”, “embaraçoso” e todos os outros nomes que já usaram por aí.

A gravidez é linda e mágica, ela muda você com o mundo e para o mundo, e muda o mundo com e para você. Pensa nisso e se cuida!

bjs ;)

PS: o projeto social “Viva sem Alergia” atende pacientes na Baixada Fluminense, região metropolitana do Rio de Janeiro, de maneira gratuita. Lá, os pacientes podem realizar consultas e exames, identificar suas alergias e, se constatada a asma, eles também recebem o tratamento e bombinhas gratuitamente.

Conheça mais sobre o projeto no site: http://vivasemalergia.blogspot.com.br

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Dores na coluna durante a gravidez: como prevenir e tratar

 

 

Eu #soudessas que sempre sofre muito com dores nas costas durante o período de TPM e menstrual, antes de engravidar ficava imaginando se, por acaso, isso poderia significar que estas dores se agravariam durante a gravidez, já que eu sempre ouvia dizer que as grávidas têm muitas dores nas costas. Fui investigar…

Antes de engravidar, consultei a minha ginecologista e ela me explicou que, as dores que muitas mulheres sentem nas costas neste período, são decorrentes das mudanças hormonais e do trabalho do útero, que se contrai causando cólicas e dores musculares, nas costas e pernas.

Quer dizer, não é porque eu sofria de intensas dores nas costas durante o período menstrual, que automaticamente estaria fadada a sofrer com elas durante os 9 meses de gestação, já que os motivos das dores nas costas durante a gestação, são outros!

Segundo a minha ginecologista e obstetra, Dra. Eliana Zucchi, as dores na coluna durante a gestação acontecem porque o centro de gravidade do corpo muda, o barrigão faz com que a coluna e pernas precisem de maior esforço para se equilibrar e, se você não tiver alguns cuidados de postura, alimentação e até mesmo, vestuário, estas dores podem piorar.

Além disso, durante a gravidez, nosso corpo é inundado de hormônios, que acabam por deixar as articulações e ligamentos mais “soltos”, é o que os médicos chamam de embebimento gravídico.

Causado pela ação da progesterona, este distúrbio causa instabilidade na coluna, pernas, joelhos, tornozelos, pés e até mesmo, nas mãos e braços. Por causa disso, mais o fator “novo tamanho” que precisamos nos adaptar, é que as grávidas precisam de cuidado e atenção redobrada para evitar pequenos tombos, tropeços, etc. (eu que o diga! A maior pata do universo, que tem 1,72m de altura e calça sapatos tamanho 35! Imaginem a instabilidade!!).

Parece tudo ruim, né? Mas, tem como prevenir estas dores durante a gravidez com alguns hábitos simples como:

  • Praticar exercícios físicos com regularidade;
  • Evitar o ganho de peso em excesso;
  • Evitar sapatos de salto alto;
  • Evitar passar muitas horas de pé ou sentada;
  • Incluir pequenas caminhadas no seu dia a dia;
  • Estar sempre atenta à sua postura e
  • Evitar levantar-se da cama de uma só vez, colocando toda a força do movimento na coluna;

Quando engravidei do Pedro, ao contrário do que eu temia, não senti nenhuma dor nas costas, até estar na metade do segundo trimestre. Comecei a sentir umas “fisgadinhas” na coluna, logo acima do bumbum, notei que a minha dor no pulso, fruto de tendinite desenvolvida no trabalho, voltou a doer ao menor esforço e então, percebi que o tal embebimento gravídico estava em ação!

Para aliviar as minhas dores, que se tornaram intensas à medida em que avançava para o terceiro trimestre de gravidez, eu usei estes truques aqui:

  • Passei a evitar ficar muito tempo em pé ou, muito tempo sentada! Incluí uma caminhada leve de pelo menos 20 minutos todos os dias na minha rotina. Eu ia até a padaria, até o sacolão….
  • Aprendi a dormir com travesseiros entre as pernas, na altura dos joelhos e outro baixinho debaixo da barriga. Este hábito eu carrego até hoje, e alivia muito qualquer dor para dormir!
  • Compressas de água quente e gelada também aliviam quando a dor está muito intensa! Eu colocava 1 por 30 minutos e depois trocava pelo outro. Banhos quentes, com o jato do chuveiro caindo exatamente na lombar aliviava muito!
  • Abandonei saltos e passei a amar sapatilhas!

A fisioterapeuta Vanessa Marques, especialista em Obstetrícia, também dá algumas dicas ótimas para evitar as dores musculares deste período:

  • Ao se levantar da cama, evite dar um impulso de frente! Isso evita a sobrecarga de força na coluna, você deve fazer assim: vire-se de lado, coloque os pés para fora da cama e use os braços para impulsionar o corpo pra cima assim, ao invés de forçar a coluna, você usa a força dos braços!
  • Quando já estiver na posição sentada, aproveite para fazer alguns alongamentos antes de se levantar: abra e feche as mãos, gire-as abertas e fechadas para os lados direito e esquerdo. Alongue pescoço e ombros griando a cabeça para o lados, jogando os ombros para frente e para trás e rotacionando.

Quando engravidei da Cacá, fazer tudo isso de manhã com um outro filho pequeno pra cuidar, não era tão simples! Mas justamente porque eu precisava estar ativa e bem para conseguir carregar o Pedro no colo + o meu barrigão, trocar as fraldas dele, sentar para dar papinha, etc. é que eu procurei tomar outros cuidados de prevenção:

  • Me inscrevi em aulas de hidroginástica;
  • Fui muito mais cuidadosa com o ganho de peso, e ganhei exatamente 9kg;
  • Joguei as pernas pro alto! Eu sabia que estava dentro do meu limite de esforços o dia inteiro cuidando de mim + barriga + Pedro bebê e por isso, quando o marido chegava, eu jogava as pernas pro alto sem culpa! Também desencanei de cuidar de casa ou qualquer outro tipo de correria, a minha saúde era/é muito mais importante!

O último trimestre de gravidez é aquele famoso e conhecido último mês que dura 1 século! É uma mistura de ansiedade, cansaço, dores, medo, alegria, expectativas…

E eu adoraria poder dizer pra você que, depois que o bebê nascer, você nunca mais vai sentir dor nas costas mas, a verdade é que, ela será melhorada (já que os hormônios vão, aos poucos voltando ao normal) porém, vai continuar por aí!

Você vai pegar no colo, trocar fraldas, dar banho, abaixar pra pegar brinquedos, pra dar comida, pra ajudar a caminhar, correr atrás dele, dar uma de ninja pra tirar sujeiras que ele insiste em colocar na boca… No fim do dia, a dor nas costas vai estar sempre por aí, pode acreditar!

E por isso, se cuidar e manter bons hábitos de saúde é sempre fundamental afinal, apenas mães felizes podem criar filhos felizes! Pensa nisso, e se cuida!

bjs ;)

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É gripe ou é dengue?

 

Em tempos de epidemia de Dengue e as outras doenças que o mosquito inimigo trouxe com ele, não é difícil se desesperar diante de um quadro que inclua: febre, dores nas articulações, dores de cabeça…

Foi o que aconteceu comigo na semana passada! Pedro estava ótimo quando de repente, amuou em um canto, ficou irritado, olhos inchados… Fui checar e senti ele super quente, coloquei o termômetro e, batata! Febrão de quase 39!!! /0\

Ele também começou a se queixar muito de dores nas articulações dos braços, joelhos, fundo dos olhos, dor de cabeça… A primeira coisa que pensei foi: Meu Deus, será que é Dengue?

Sim porque, por mais que eu tome todo cuidado aqui em casa, que tenha repelente elétrico em todas as tomadas e mande eles pra escola com repelente no corpo todo, a verdade é que, o maldito do mosquito voa, né? Portanto, pode estar em qualquer lugar!

Tentei controlar a febre e a dor com antitérmico recomendado pelo pediatra, dei banho mas, não adiantava, a febre não cedia! Quando bateu 12h de febre alta sem conseguir controlar, corri pro PS com ele, rezando forte pra quem não fosse febre, zika ou chikunguya.

Lá no PS, o pediatra de plantão o avaliou, contei o que estávamos fazendo pra amenizar as dores e controlar a febre e ele disse que estávamos agindo certinho, como não havia outros sintomas associados, o pediatra descartou dengue e outras doenças mais sérias e então, eu questionei: como podemos saber quando é dengue e quando não é, já que os sintomas são tão parecidos, inicialmente?

O pediatra me explicou que, somente um médico pode descartar doenças mais sérias, através de avaliação clínica e exames laboratoriais mas, em casa, você pode estar atenta aos seguintes sinais:

  • Há manchas vermelhas pelo corpo da criança?
  • As secreções nasais apresentam pontos vermelhos, de sangue?
  • Há qualquer tipo de sangramento ou outros sintomas como diarreia, vômito, desmaios?

É sempre bom lembrar que, não é só a dengue que apresenta sintomas iniciais parecidos com gripes e resfriados, doenças mais sérias, como a meningite, por exemplo, também podem começar assim e a meningite pode matar em 24h ou deixar sequelas irreversíveis! É de deixar qualquer mãe de cabelo em pé, né?

Felizmente, Pedroca estava apenas com uma gripe bem forte (que acabou passando pra família inteira) e nestes anos de maternidade, tenho adotado as seguintes medidas em casos de pequenos doentinhos por aqui:

  • ao perceber a febre, pergunto se eles estão sentindo qualquer outra coisa;
  • observo se há outros sintomas associados, checo a pele em busca de manchas avermelhadas, verifico rigidez de nuca, observo se há diarreia ou sangramentos, e também olho o aspecto do catarro (se está claro, muito amarelo, se tem presença de sangue etc);
  • observo o estado geral deles, se estão caidinhos, com reações atípicas etc;
  • controlo a febre e dores com o antitérmico e analgésico recomendados pelo nosso pediatra;
  • anoto tudo: a primeira febre, a hora, o remédio, a quantidade etc. para mostrar para o médico;
  • Se a febre não cede em no máximo 12h, vou para o PS!

Somente nós, como mães, podemos dizer se nossos filhos estão com comportamento atípico ou não, e se o seu coração de mãe está preocupado, não espere! Procure logo o seu pediatra ou vá para o PS!

Crianças menores de 5 anos, são as mais vulneráveis a complicações decorrentes de doenças respiratórias e por isso, se você tem um bebê com febrão e outros sintomas, não espere mesmo! Depois de passar por alguns sufocos com os meus pequenos, posso dizer pra voces com muita certeza, é melhor ir pro hospital “a toa” do que esperar em casa!

Agora estamos todos nos recuperando por aqui, a gripe passou de um pra outro e eu espero que vá embora de uma vez mas, nesta época do ano, ninguém está imune, né?

Por isso, bom mesmo é manter aqueles velhos e bons hábitos de higiene e saúde:

  • lavar sempre as mãos ao chegar da rua, antes de comer ou preparar alimentos;
  • beber bastante água;
  • manter o ar em circulação dentro de casa;
  • nao compartilhar objetos pessoais, mesmo entre os irmãos e a família (é difícil, eu sei!) e
  • ingerir muita vitamina C in natura! Laranja, limão, morango, kiwi, algumas verduras escuras como espinafre, brócolis, couve, rúcula e também, bastante tomate!

Que o bichinho da gripe vá embora logo daqui, e nem passe perto por aí! Oremos!!! /\

bjs ;)

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Coisas que os bebês podem fazer dentro da barriga

A gente nem se dá conta mas, são incríveis as coisas que os bebês podem fazer dentro da barriga da mãe! E tudo isso, todas estas fofuras maravilhosas, só são possíveis de apreciar graças ao ultrassom.

Toda vez que eu tinha exame marcado era uma alegria! Eu brincava que, se pudesse, compraria um aparelho daqueles só pra ficar olhando para o meu bebê, mas sabemos que, de nada adiantaria já que, na maioria das vezes, tudo o que vemos são borrões e só com as explicações do médico é que tudo aquilo ganha forma e se transforma no nosso bebê!

Estes dias vi um vídeo muito, muito, muito fofo de um ultrassom, olha só:

Primeiro eu fiquei incrédula, seria possível um bebê fazer isso dentro da barriga da mãe? Depois, me lembrei de todas as coisas incríveis que eu vi meus bebês fazerem dentro da minha barriga e fui pesquisar, o que mais podemos flagrar em um exame de ultrassom. Olha só:

  • Soluçar: a Cacá soluçava muito na minha barriga! No começo, eu estranhei o que eu imaginava serem pequenos “chutes”, estarem tão ritmados daí, em um ultrasom, vimos a pequena soluçando! O médico nos explicou que, entre o fim do primeiro trimestre e o início do segundo, é normal que os bebês solucem. É um movimento involuntário que serve para treinar o aparelho respiratório!
  • Bocejar, franzir a testa, abrir a boca: quem faz o ultrassom 4D consegue ver bem o bebê fazendo caretas, bico, bocejando, franzindo a testa e mais uma porção de movimentos faciais. Eles começam a fazer isso à partir da 24 semana, ou 5 meses.
  • Fazer xixi: calma! Não é o xixi de recém-nascido que você está imaginando! O líquido amniótico é composto 90% por xixi, isso porque, o bebê toma o líquido e depois, faz xixi, toma e faz xixi, vira um ciclo mas, fique tranquila, o “xixi” na verdade é água!
  • Chupar o dedo: no primeiro ultrassom “inteligível” do Pedro, ele estava chupando o dedo! À partir do 3 mês, ou 12 semanas, o bebê passa a fazer isso para fortalecer a musculatura facial e treinar a sucção que ele vai usar para mamar.
  • Bater palmas: toda grávida sabe que, os bebês movimentam braços, pernas e mãos. Podemos sentir eles se esticando, mudando de posição, chutando e tentando se movimentar dentro da barriga então, nada mais normal do que, eles conseguirem tocar as próprias mãozinhas! Claro que isso não significa que eles entendam o conceito de “bater palmas”, mas que eles são capazes de fazer isso, são sim!

A gravidez é pra mim um tema muito sagrado e especial! É tão fascinante observar como o nosso corpo é perfeito e mágico! Como todas as coisas vão se encaixando para gerar, formar e nutrir uma nova vida até que ela esteja pronta para viver aqui fora, fico fascinada!

Se você está grávida e contando as semanas para os exames de ultrasom e seus “encontros” com o bebê, saiba que não há um número específico de exames de ultrassom que você deve fazer.

O comum, é que se faça 1 entre 11 e 14 semanas (para detectar a quantidade de bebês, evolução, idade gestacional e etc), 1 com 20 semanas (a morfológica, super importante para avaliar o desenvolvimento do bebê e descartar ou detectar condições ou anomalias genéticas) e outra entre 34 e 37 semanas para avaliar a provável data de parto, líquido amniótico, posição fetal e etc.

Só o seu obstetra pode solicitar mais exames do que isso, se ele achar necessidade de acompanhar alguma coisa ou, se os exames que ele ver não tiverem resultados conclusivos.

Especialistas não conseguiram identificar qualquer dano que o ultrassom possa causar no bebê porém, convém não fazer mais exames do que o necessário. Para as mamães do tipo mega ansiosas, olha esta invenção:

bellabeat

O BellaBeat é conectado ao seu celular e, através de um aplicativo para Android ou iOS, registra os batimentos cardíacos do bebê, os chutes e promete fazer um registro dos nove meses de vida intra-uterina do bebê!

Ele não é 100% preciso e só um médico é capaz de avaliar se as movimentações e batidas do coração do bebê são normais, ou não.

Por isso, apesar de ser delicioso poder ouvir esta “música do coração”, acho sempre bom lembrar que, a gravidez já é normalmente um período cheio de dúvidas e ansiedades e não dá pra bitolar e perder esta fase tão gostosa, né?

O ultrassom é uma maravilha tecnológica que nos permite “ver” e “ouvir” o bebê, acompanhar seu crescimento, desenvolvimento, identificar qualquer dificuldade mas, com certeza ele não substitui o melhor dos encontros, aquele da primeira vez, do primeiro olhar, do primeiro toque, do primeiro chorinho… Indescritível! <3

Bjs ;)

Fontes:

babycenterbrasil,com.br

delboniauriemo.com.br

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Dificuldades para engravidar: a fertilização In Vitro

fertilizacao in vitro

O sonho de ser mãe, é possível! Imagem: Shutterstock

Nem todo mundo sabe mas, antes de engravidar do Pedro, eu sofri 2 abortos espontâneos (falei sobre eles AQUI) como é de se imaginar,eu sofri muito com estas perdas e entre o desespero e a ansiedade, decidi me informar sobre tudo relativo a infertilidade.

Além de procurar bons medicos e realizar uma série de exames, que eu prometo falarei sobre cada um em novos posts, também tive a oportunidade de pesquisar, estudar e me relacionar com outras mães que tinham dificuldades para engravidar.

Entre todas as “candidatas à mães” que conheci nas salas de espera em laboratórios por aí, as histórias que me deixavam mais surpresa e maravilhada eram sempre sobre a fertilização in vitro.

Uma técnica tão avançada, tão incrível e que consegue realizar o sonho de ser mãe de muitas mulheres desacreditadas!

A fertilização in vitro é como um ultimo recurso em questão de “tratamentos” para engravidar, somente após minuciosa investigação da infertilidade do casal é que o medico encaminhará para a fertilização in vitro.

Ao contrario do que muitas pessoas pensam, o índice de sucesso desta técnica é de até 40% e se compara ao índice de sucesso da natureza, já que não é em todo ciclo que a mulher engravida naturalmente.

Uma vez diagnosticada a necessidade deste tratamento, a mulher seguirá um passo a passo que funciona assim:

1 – Indução da ovulação: a mulher recebe medicamento específico via subcutânea (injeções) para estimular a produção de óvulos, esta estimulação é acompanhada por exames de ultrasom que indicam quando os folículos (as bolsinhas que carregam os óvulos) estão em tamanho ideal para serem “colhidas”.

2 – Coleta de óvulos: Após a identificação da maturação dos folículos, a mulher irá para a clínica de fertilidade escolhida e fará a aspiração destes folículos. A aspiração acontece por via intravaginal com a mulher sedada. Leva apenas alguns minutos para início e fim do procedimento.

3 – Cultivo embrionário: Após a coleta, o laboratório realizará a fecundação destes óvulos com o esperma já recolhido (que pode ser do casal ou doado), estes óvulos fecundados serão observados dia após dia e qualificados de acordo com sua capacidade de divisão e chances de desenvolvimento. Os melhores embriões são escolhidos para a transferência e os outros, com pouca probabilidade de desenvolvimento, serão descartados. Este processo leva até 5 dias.

4 – Transferência embrionária: no quinto dia após a coleta, a mulher voltará a clínica ou laboratório e realizará a transferência dos embriões ou implantação uterina. A quantidade de embriões transferidos varia de medico para medico sendo o mais comum, no máximo 4 por tentativa.

Para saber mais detalhadamente cada um dos passos deste processo e ver em video como funciona a fecundação in vitro, acesse este link AQUI 

Depois da transferência realizada, a mulher deverá esperar 20 dias para confirmar a gestação através de exame de sangue e ultrassonografia.

As dúvidas mais comuns sobre FIV são:

Funciona logo na primeira tentativa?

Nem sempre, isso varia de organismo para organismo. A media é que o tratamento aumente as chances de sucesso a partir da segunda tentativa.

A fertilização in vitro levará a gestação de gêmeos ou trigêmeos?

O mais normal é que aconteça a gemelaridade sim, devido ao número de embriões implantados.

A gravidez que acontece através da fertilização in vitro é uma gravidez de risco?

Não, normalmente trata-se de uma gravidez como qualquer outra com todos os cuidados de qualquer outra. Claro que, há casos e casos, se a mulher tem alguma outra necessidade de acompanhamento ou histórico de doença anterior deverá ter mais cautela.

O bebê nascido da fertilização in vitro tem a saúde mais “frágil” ou alguma outra complicação?

Não! Ele terá as mesmas chances de adoecer que qualquer outro bebê, deste mesmo casal teria se fosse concebido naturalmente. Ele será um bebê normal como qualquer outro.

A fertilização in vitro é um método seguro e eficaz para garantir que mulheres que sonham ser mães alcancem estes sonhos, hoje fico feliz em saber que, pelo menos 3 amigas que fiz durante a minha época de exames e mais exames, são mães também e estão felizes da vida! :)

Fonte: Sociedade Brasileira de Reprodução Humana

 

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Brindes de final de ano, como ficam as grávidas e lactantes?

sabores do vinho

Os brindes do evento de lançamento da rede Topmothers foram servidos pela Sabores do Vinho. Lambrusco San Piero, delicioso! Foto: Viridiana Brandão

Época de festas de final de ano, todo mundo planejando compras, viagens a ceia e as grávidas e lactantes se perguntam: será que eu também posso brindar?

Para as grávidas, o Ministério da Saúde recomenda zero consumo de álcool, mas alguns médicos são mais flexíveis e permitem que a grávida consuma no máximo 1 taça de vinho pequena ou 240ml de bebida alcoólica, ou seja, dá pra brindar à meia noite sim!

Para as mães que amamentam, há as seguintes opções:

  • ordenhar o leite antes de consumir a bebida alcoólica e oferecer ao bebê no copinho ou mamadeira;
  • Dar um intervalo de 2 horas entre o ultimo consumo de álcool e a mamada para garantir que o álcool tenha saído do seu organismo. Nesta pausa, beba bastante água para eliminar mais depressa o álcool e se possível, consuma o álcool sempre acompanhado de alguma coisa para comer, assim ele sai logo da sua corrente sanguínea.

Com planejamento e cuidado, todas as mães podem (e merecem) brindar e participar da festa sim! E para ajudar na escolha dos melhores vinhos, harmonizações e sabores, eu recomendo a Sabores do Vinho.

Uma empresa familiar que surgiu da paixão de um pai e um filho pelos vinhos, lá no site, alem de oferecer rótulos do mundo tudo, escolhidos a dedo com garantia de procedência, qualidade e entregar para todo o país, é possível conhecer um pouco mais de cada um a partir de descrições simples e úteis para quem não é nenhum enólogo.

Eu, que adoro vinhos e não sou nenhuma expert, fiz as minhas escolhas para estas festas:

saboresdovinho

Doce: Quara, Branco, Argentina. Vinho adocicado ideal para acompanhar sobremesas ou brindes nas tardes de verão. Adoro bem geladinho!

Iniciados: Arte Noble, Chile, Argentina. Cabernet Sauvignon que dá aquela “amarradinha” na boca e fica delicioso para acompanhar carnes vermelhas e massas com molho vermelho. Minha escolha para a ceia de Natal.

Brindar: Gancia Pêssego, Itália, Espumante. Bem geladinho, adocicado, uma mistura de moscatel com pêssego ideal para acompanhar as refeições e para brindar. Minha escolha para o Réveillon.

Quem quiser experimentar estes e outros rótulos, pode aproveitar a parceria da Sabores do Vinho com o blog. Coloque o código TOPMOTHERS ao final da compra e ganhe 10% de desconto!

Com planejamento e cuidado, grávidas e mães podem sim comemorar com muito timtim! Bora?

Bjs ;)

 

Fontes consultadas:

ministeriodasaude.org.br

Babycenterbrasil.com

Sociedade Brasileira de Pediatria

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Categorias Saúde

Mitos da amamentação

por Paola Preusse,

mitos da amamentação

 

Amamentação sempre vem junto com alguns mitos, medos, angústias, alegrias, conforto e desconfortos. Muito se fala e muitas vezes, o exagero ou os famosos mitos da amamentação tomam conta da nossa cabeça, todo mundo conhece um “remedinho”, uma dica, uma receita e não é bem assim que as coisas funcionam.

Antes de seguir qualquer pitaco ou palpite, a mãe precisa acreditar que seu leite é sim suficiente e é o melhor alimento para o seu bebê até os 6 meses. O fato de ele chorar, nem sempre está associado a “fome”, ele pode estar chorando simplesmente porque quer colo, está assustado ou qualquer outro incomodo.

O único sinal de que o leite materno pode não estar sendo suficiente é o bebê não estar ganhando peso (muito peso) e crescendo. Vejo muitas mães desesperadas porque, ao invés do bebê ter ganhado 1 quilo, ganhou “apenas” 500g e muitas vezes, o próprio pediatra dá o aval para este desespero!

Para acabar (ou tentar acabar) com todas estas “neuras” de mãe sobre a amamentação, vou tentar responder as principais dúvidas, baseada em minha experiência de mãe que amamenta há 2 anos.

Livre demanda ou de 3 em 3 horas?

O leite é produzido durante a mamada enquanto o bebê suga, ou seja, quanto mais o bebê mama, mais leite nós temos. Por isso, adotar a livre demanda é tão importante, além do fato de que ninguém nunca perguntou pro bebê de quantas em quantas horas ele sente fome pra estipular que, assim como nós, eles precisam se alimentar a cada 3 horas.

O tamanho do peito influencia na capacidade de amamentar?

Ao contrário do que dizem, o tamanho do peito da mãe não significa a sua capacidade de amamentar. O peito não precisa parecer que vai explodir, vazar leite pra significar que temos leite. Pasmem, meu peito nunca vazou ou pareceu explodir e amamento faz 2 anos. Pensa assim, nosso peito é uma fábrica de leite e não um “armazenador” de leite.

Existe algum “remédio” que aumenta a produção de leite?

Além da mamada em livre demanda o único “remédio” natural e sem contra indicação é água! Beba muita água, hidrate-se bem e voce verá que a sua produção só vai aumentar. Já tive casos de pacientes que só conseguiram ordenhar o leite após a ingestão de 2 litros de água.

E aqueles remédios de farmácia que muita gente indica? Funcionam? Fazem mal?

Quando estamos amamentando é preciso tomar muito cuidado com qualquer tipo de medicação. A maioria deles tem contra-indicações e reações, para ter certeza do que estou falando, leia sempre a bula e nunca se auto medique! Pode fazer mal tanto para você quanto para o seu bebê.

E a “cerveja preta”, aumenta mesmo o leite?

Gente, cerveja tem álcool e álcool não combina com amamentação, pois ele impregna no leite materno e cai no organismo do bebê rapidinho. Quanto mais cedo o contato do bebê com o álcool, mais chances dele ter problemas com tal substância no futuro, como por exemplo, problemas hepáticos e de alcoolismo.

E canjica?

9 entre 10 pessoas antigas corre fazer canjica pra mãe que está amamentando, mas estudos não mostram que alimento algum tem influência na produção do leite e no seu aumento.

De novo, corre beber água, amamenta em livre demanda que seu peito fica cheio de leite.

Para sua amamentação ser sucesso, você precisa beber bastante água (no mínimo 2 litros por dia, o que é fácil porque amamentar dá sede) ficar relaxada e descansada. Ok, eu sei que esta parte é mais difícil, mas tente deitar junto com seu bebê em algumas sonecas e esqueça um pouco das outras tarefas e amamente em livre demanda, pois quanto mais o bebê suga, mais leite é produzido!

Gostaria de deixar claro que independente de amamentar ou não, todas nós somos mães excelentes para os nossos filhos porém, informação correta precisa ser transmitida. Caso você tenha optado por não amamentar ou não conseguiu amamentar, não se martirize! Só não caia nestas orientações equivocadas que existem por aí! ;)

Pra quem quer mais informações, estes links são super úteis:

Como Amamentar
Aleitamento Materno Solidário
Beijos,

 

Categorias Saúde

Exames pré-natais: cardiotocografia

Quando descobrimos a gravidez, descobrimos com ela um “mundo” de exames que nem imaginávamos existir! É ultra-som, exames de sangue, exames de toque, exames de urina e exames assim, como a cardiotocografia que monitoram a saúde do coração do bebê!

Durante a gravidez, não tem coisa mais gostosa neste mundo do que poder ouvir o coraçãozinho daquele serzinho que você carrega dentro de você e que, mesmo sem nunca ter visto a carinha, já amamos mais que tudo na vida!

A cardiotocografia é um exame que permite que o médico acompanhe os batimentos cardíacos do bebê e assim, possa avaliar sua saúde, oxigenação e muito mais. Para entender direitinho como funciona, pedi ajuda para a enfermeira obstetra do Amparo Maternal, Lecy dos Santos Merighe. Olha só:

1. Como funciona o exame de cardiotocografia e quem precisa fazer?

“O exame de cardiotocografia é um exame realizado através de dois transdutores fixados sobre o abdome materno através de cintas elásticas. Permite avaliar a frequência cardíaca fetal, em tempo real, e dinâmica uterina (contrações), por registro gráfico. São realizados em gestantes, na fase final da gestação, por volta de 36 semanas ou, se detectado alguma anormalidade durante a ausculta dos batimentos cardíacos fetais, durante a consulta do pré-natal ou ainda se a gestante apresenta alguma doença ou complicação.”

2. Qual é a importância da cardiotocografia? Que tipo de problemas ele pode indicar ou evitar?

“Tem como importância a detecção de qualquer anormalidade relacionada ao bem estar fetal. Ele pode indicar sinais de diminuição de oxigênio ofertada ao bebê.”

3. O que é cardiotocografia intraparto? Toda gestante precisa fazer?

“Cardiotocografia intraparto é aquela realizada durante o período do trabalho de parto. Toda gestante deve realizar o exame para que se avalie a vitalidade fetal e como o bebê se comporta durante as contrações.”

cardiotoco

É assim que a gente fica no exame, só curtindo a “música” do coração!

Além das respostas da Lecy, eu posso dizer por experiência própria que, a cardiotocografia é um procedimento não invasivo, indolor e que a única reação que você terá serão os olhos cheios de lágrimas com o som mais maravilhoso que você poderia ouvir na vida: as batidas do coração do seu bebê!

Com tudo isso, deu pra perceber que este é um exame mega importante, né? Por isso, o Amparo Maternal, hospital onde a Lecy atende, e que é uma instituição que se dedica a atender e cuidar de mães, gestantes e bebês em estado de vulnerabilidade social, 10o% gratuito, está com uma campanha de crowdfunding (ou vaquinha, para os íntimos! rs) para angariar fundos e comprar dois equipamentos cardiotocógrafos. Olha a fofura de vídeo da campanha:

Se você nunca participou de uma campanha de “vaquinha”, conheça todo o Projeto Tum Tum clicando no site da campanha. Lá você vai ter mais informações sobre o Amparo Maternal, o exame e como funcionam as doações.

E se você está grávida e vai passar por este exame, fique tranquila que ele é um daqueles exames bons da gestação. E também fique grata, por ter acesso a este cuidado que tantas mães e bebês precisam, e não podem pagar!

Vai lá doar! #ficadica

Bjs ;)

Categorias Saúde

Taxa de disponibilidade no parto: saiba o que é e diga não!

por Ricardo Yamasaki,

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Estamos de olho!! 0.0 Imagem: weheartit

Atualmente tudo virou negócio. Até na mais representativa forma de trazer a vida, que é o parto, descobriram como se ganhar dinheiro. E em negócio sempre há: o que sustenta uma prática comercial, aqueles que enfrentam tal prática e até, aqueles que barganhem sobre ela. Estamos do lado daqueles que enfrentam tal prática comercial.

A prática comercial dá conta de que os pais terão de pagar um valor “extra” caso queiram determinado médico para realizar o parto. Leia-se por “determinado médico”, aquele médico que acompanhou a mãe desde o início da gravidez. Este valor extra que muitos planos de saúde cobram, chama-se “Taxa de Disponibilidade”, que garante que o médico que atendeu a grávida durante os meses de gestação seja o responsável pelo parto.

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ooooiiii??? Tá errado issaê, hein??? >:(

Alguns hospitais cobram de R$ 2 mil a R$ 4 mil para ter a presença do médico escolhido pela família no momento do parto.
A Justiça do Estado do Espírito Santo, por exemplo, proibiu a Unimed Vitória de cobrar essa taxa de clientes dos planos de saúde da empresa. A juíza destacou em sua decisão que as pessoas já arcam com gastos referentes a planos de saúde e, portanto, esse taxa deveria ser coberta pela seguradora.

Além disso, a juíza entendeu que a escolha do médico não era mera vaidade da família, mas sim uma decisão que envolve riscos à saúde do bebê e da mulher, pois o médico que atendeu a grávida na fase de pré-natal tem amplo conhecimento do histórico da gravidez e seus riscos. O plano de saúde sustenta que não existe lei impeça ou libere a “Taxa de Disponibilidade”. E realmente não há.

O próprio Conselho Federal de Medicina (CFM), considera que o cliente do plano deve sim pagar caso queira escolher o médico.
No entanto, três órgãos são radicalmente contra o pagamento de taxa por parte de cliente de planos. São eles: a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e o Procon-SP.
Basicamente, estes órgãos entendem que essa prática (Taxa de Disponibilidade) caracteriza-se comércio, frisando que a medicina tem como dever primordial e superior a saúde dos envolvidos, no caso a gestante e o bebê.

Caso você não aceite pagar a taxa, entre em contato com o plano de saúde e com o hospital. Não havendo acordo, acione a Justiça.
Em redes públicas de saúde, a gestante também pode acionar a Justiça caso queira ser atendida pelo médico que a atendeu durante o pré-natal.

É… Conheço “gente” que maltrata gente por dinheiro, por “empreendimentos”, por “negócios”…
Coitado ele ainda não descobriu que é miserável! Miserável de espírito.

Bilionário sou eu:

Preparei um bolo com a minha filha. Ensinei a ela o valor de um abraço. Contei com ela as estrelas. Recebi cócegas. Contei uma história inventada. Minha esposa perguntou como foi meu dia. Cantei alto no chuveiro. Recitei uma poesia baixinho. Contemplei um beija flor parado no ar. Acelerei minha moto dentro do viaduto. Mexi com um cachorro na rua. Agradeci a Deus pela comida na mesa e pelo chuveiro quente. Reguei as plantas de casa. Andei descalço e acabei de ganhar um beijo inesperado. Ufa.

Ricardo Augusto Yamasaki, advogado, pai da Soraya e contra a taxa de disponibilidade