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Febre Amarela: tudo o que você precisa saber

Parece que a triste tradição do verão brasileiro é sofrer com o bendito do mosquito Aedes Aegypti e as novidades que ele sempre traz! Este ano ele não decepcionou, e o que tem deixado todo mundo de cabelo em pé é a Febre Amarela!

Quem tem crianças em casa, já fica naquela tensão! E por aqui não foi diferente…

Como vocês sabem (contei neste post AQUI), nós acabamos de nos mudar para uma nova casa, em uma área mais cheia de VERDE, NATUREZA, FLORESTA…

Aqui no nosso condomínio inclusive, tem uma área de preservação ambiental, onde é possível fazer trilhas e caminhadas na mata e avistar saguis e macacos bugios, coisa linda! Delícia de vida ao ar livre para as crianças, né?

Só que tá meio complicado!

Quando me dei conta da junção “mini floresta” + macacos + mosquitos me deu um mini pânico! Será que eu tô vivendo em uma área potencialmente perigosa?

Mas calma!

Antes de pirar, resolvi me informar sobre a doença, seus meios de transmissão e prevenção e também, sobre as áreas de risco e como fazer para se proteger. Estar informada é sempre a melhor maneira de proteger toda a família e por isso, decidi compartilhar com vocês um tira dúvidas elaborado pelo Hospital Santa Joana e respondido pela Dra. Rosana Richtmann, infectologista da instituição.

Olha só:

  • Como a doença é transmitida?

Muito comum na América do Sul e Central, além de alguns países da África, a Febre Amarela é uma arbovirose, ou seja, uma doença causada por um vírus da família Flaviviridae, a mesma da Dengue e do Zika e transmitido por meio da picada de mosquitos em áreas urbanas e silvestres.

A transmissão se dá exclusivamente pela picada dos mosquitos Haemagogus e Sabethes, no ciclo silvestre, e Aedes Aegypti, no meio urbano. Uma pessoa não transmite a doença diretamente para outra.

  • Qual a melhor forma de prevenção?

A principal medida preventiva é a imunização por meio da vacinação, que é altamente eficaz.

  • Quais são os sintomas provocados pela Febre Amarela?

As manifestações mais leves da doença incluem febre alta de início súbito, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias.

Apesar de menos frequente, a forma mais grave da doença pode causar cansaço intenso, insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados) e hemorragias, podendo levar a morte.

  • Qual é o tratamento para a doença?

Ainda não existe um medicamento que atue diretamente no vírus, por isso, o paciente diagnosticado deve ser hospitalizado para tratar os sintomas com reposição de líquidos e monitoramento da atividade hepática e renal.

  • Quem deve tomar a vacina na cidade de São Paulo?

Nesse primeiro momento, a atenção está voltada  para a população da Zona Norte da cidade, onde há maior possibilidade de contato com os mosquitos que transmitem a doença. As ações de prevenção devem ser aumentadas progressivamente ao longo dos próximos meses.

  • Existe alguma restrição?

Por se tratar de uma vacina de vírus vivo atenuado, existe um risco de complicações em pacientes mais vulneráveis. Fazem parte deste grupo:

– Gestantes

– Mães que amamentam bebês com menos de 6 meses de idade (pois existe o risco de transmitir o vírus pelo leite)

– Bebês com menos de 9 meses

– Pessoas imunodeprimidas em razão de doença ou tratamento (quimioterapia, radioterapia, por exemplo)

– Alérgicos a proteína do ovo

  • De que forma as gestantes e demais pacientes vulneráveis podem se proteger?

Como primeira medida de segurança, esse grupo deve evitar as áreas de mata da cidade, especialmente a região do Horto Florestal. Caso isso não seja possível, existem algumas outras formas de se proteger:

  • Optar por roupas claras, pois cores vibrantes atraem o mosquito;
  • Usar manga comprida e calça comprida, cobrindo principalmente as pernas e os pés (pois os mosquitos costumam voar baixo)
  • Usa repelente diariamente – essa dica é especialmente importante para gestantes, para evitar outras doenças como Dengue e Zika;
  • No caso de bebês com menos de 2 meses, quando o uso do repelente não é indicado, a recomendação é usar um mosquiteiro em volta do berço e manter o ambiente fechado e fresco.

 

  • Que complicações a doença pode ocasionar durante a gravidez? E para o bebê?

Como a resposta imunológica da mulher é modificada durante a gestação, muitas doenças infecciosas acabam sendo mais graves para as gestantes. No caso da Febre Amarela, caso ocorra a manifestação grave da doença, os efeitos podem ser fatais, tanto para mãe quanto para o bebê.

Diferentemente de doenças como o Zika, não há nenhuma indicação científica que a febre amarela durante a gravidez cause sequelas ou problemas congênitos no bebê.

  • Quem já é vacinado precisa repetir a dose?

Não é necessário. Segundo orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil adotamos a dose única da vacina.

Para complementar as respostas da Dra. Rosana, outras respostas de dúvidas que têm surgido por aí:

  • Onde se vacinar?

Os postos de saúde públicos da cidade e do Estado oferecem a vacina gratuitamente. Quem preferir, pode optar pelas clínicas de vacinação particulares.

  • Existe diferença entre a vacina oferecida gratuitamente e a vacina da clínica particular?

A vacina oferecida nos postos de saúde são fabricadas pelo Instituto Butantã e não comercializadas para instituições privadas por isso, as clínicas particulares oferecem vacinas desenvolvidas por outros laboratórios (como o Sanofi, por exemplo, que fabrica na França). Ambas as vacinas têm a mesma eficácia e duração, 10 anos.

  • O que é a tal da vacina “fracionada”?

Por causa da alta procura pela vacina, o Ministério da Saúde decidiu fracionar a dose da vacina assim, a vacina que antes era suficiente para apenas 1 pessoa, agora servirá para 3 pessoas.

Este fracionamento não causa falta de eficácia na vacina, apenas diminui o tempo de imunização. Ao invés de ter validade de 10 anos, a fracionada terá validade de 8 anos.

Outro empecilho da vacina fracionada, é que ela não é válida para vistos de viagens internacionais de destinos onde ela é requerida (como Cuba, por exemplo). Porém, é bom lembrar que, as vacinas fracionadas serão aplicadas a partir de fevereiro/2018 quando entramos em campanha de imunização.

As vacinas que estão nos postos AGORA, são as de dose única e inteira!

  • Não estou encontrando a vacina, o que devo fazer?

Ligar para os postos de saúde e clínicas mais próximas para se informar sobre o recebimento de novas doses e manter aqueles cuidados básicos de verão: não deixar água parada e usar muito repelente!

Aqui em casa, apesar de nossa região não ser considerada “de risco”, já decidimos que vamos vacinar a família inteira! Como ainda não consegui encontrar a vacina disponível, combinei com as crianças que devem evitar entrar nas trilhas e áreas de mata fechada que tem por aqui e todos os dias antes de eles saírem para brincar, eu besunto a galera de protetor solar e repelente!

Aliás, é sempre bom lembrar que a ordem é esta mesmo: protetor solar primeiro, espera alguns minutos para ser absorvido pela pele e depois, aplicar o repelente em spray ou gel. No caso do repelente, eu sempre opto por aqueles a base de ICARIDINA, que é o único princípio ativo que afasta o Aedes Aegypti e prefiro produtos de longa duração, que aguentam o pique das crianças e não saem no primeiro suor ou passada de mão. Já existem no mercado produtos muito seguros e indicados para bebês a partir de 6 meses!

Mãe tem que estar sempre atenta, né? Mas nada de entrar na neurose e deixar a família toda doida também! Se informe, se proteja, use repelente, vacine-se e bora curtir este verão!

Bjs! ;)

Acabaram os passeios na mata por aqui! :(

 

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Dor de Crescimento: o que é e como identificar

Desde o começo do ano a Cacá tem reclamado pra mim de dores nas pernas e pés, como eu já passei por isso pessoalmente e como mãe (na fase do Pedro), logo disse para ela que se tratava de dor de crescimento.

Ela, obviamente, me pediu maiores explicações sobre as tais dores e o que me chamou atenção e acendeu a minha luzinha de alerta, foi o fato de além das dores nas pernas e pés, ela também se queixar, ocasionalmente, de dores de cabeça ou de barriga.

Será que estas dores teriam relação, ou será que era preciso investigar melhor?

A primeira coisa que fiz, foi aplicar a experiência de mãe e observar melhor a minha pequena. As dores nas pernas e pés acontecem sempre no final do dia, a noite, nem sempre elas estão acompanhadas de dores de cabeça ou de barriga, não há inchaço ou vermelhidão nos locais em que ela afirma sentir dor, ela não tem febre, não deixa de brincar por causa das dores e tem a vida normal, sem apatia.

Estas indicações já me deixaram mais tranquila, já era possível descartar quase que 100% qualquer tipo de infecção ou inflamação, mas de toda forma, o fato de ela sentir dores de cabeça e de barriga, continuava a me incomodar.

Aproveitei uma das consultas com o pediatra para relatar estas queixas dela e então, ele me explicou que podia sim, acontecer de a “dor de crescimento” estar acompanhada de dores de cabeça ou de barriga.

E como ele mesmo descartou clinicamente qualquer outro motivo para as dores dela, resolvi pesquisar mais sobre a dor de crescimento, para me tranquilizar e tranquilizar vocês também!

Olha só o que descobri:

  • Quando as dores começam?

Entre 5 e 10 anos de idade, meninos e meninas podem começar a se queixar de dores nas pernas, pés, panturrilhas… Há uma incidência de 25% das crianças acometidas destas dores, e ela acomete igualmente meninos e meninas não havendo maior incidência por gênero.

  • O que é a dor de crescimento?

Apesar de ter este nome, não há comprovação científica de que elas estejam relacionadas ao “crescimento” de ossos e músculos. Apesar de a maioria dos pediatras utilizarem o termo “dor de crescimento”, sabe-se que é impossível que o crescimento dos membros inferiores (e superiores) possam causar dores, já que são muito lentos.

Entretanto, existem várias hipóteses sobre as prováveis causas das dores, entre elas: hereditariedade (pais que tiveram estas dores na infância, podem ter filhos com as mesmas dores) e crises ou distúrbios emocionais, que podem ser os próprios da idade (como a entrada em uma nova fase da vida) ou relacionados a acontecimentos específicos como o nascimento de um irmão, algum tipo de crise familiar, bullying na escola…

Estas questões emocionais são, na maioria das vezes, o que justifica a presença também de dores de cabeça e abdominais. Além disso, é claro que, se a criança está praticando atividades físicas em excesso, com certeza poderá apresentar estas dores nos membros.

  • Como identificar uma dor de crescimento de outras doenças ou condições?

As principais características das dores de crescimento são:

  1. Não interfere nas atividades diárias;
  2. Duração variável: alguns minutos a algumas horas;
  3. Melhora espontaneamente, sem medicação ou, com massagens locais;
  4. Intermitente, com períodos de melhora que variam de dias a semanas;
  5. Não é acompanhada de inchaço ou febre;
  6. Acontece principalmente no final do dia, á noite ou, a criança pode acordar com dor;
  7. Pode acontecer concomitante com dores de cabeça e abdominais.

As dores de crescimento não acontecem pela manhã e não são persistentes em um único ponto, não prejudicam as atividades das crianças, não causam apatia e não dificultam a mobilidade. Além disso, elas não causam febre, inchaço, vermelhidão ou dores nas costas. Se você observar estes sintomas, além das características das dores de crescimento, faz bem consultar um pediatra ou ortopedista.

  • Como tratar a dor de crescimento?

Não há necessidade de tratamento específico já que, ela desaparece sozinha e dura pouco tempo porém, se a criança reclama muito, você pode aplicar massagens no local ou fazer compressas com água morna.

Nos casos de dores muito fortes, convém avaliar o tipo de atividade física que a criança está praticando e solicitar a prescrição médica de analgésicos. Outra coisa muito importante que funciona sempre, é colo!

Já que a dor de crescimento está associada a crises ou distúrbios emocionais, muito carinho e colo de mãe com certeza, vão fazer qualquer dor ir embora!

Fazer esta pesquisa me clareou muitas coisas por aqui, também me ajudou a entender que, as questões emocionais que eu já sabia que estávamos enfrentando (e que contei neste post AQUI) também podem ter reflexos físicos. E isso era uma coisa que eu não esperava!

A Cacá está bem, brincando e saltitante como sempre, mas canja de galinha e colo de mãe, nunca são em excesso, né?

Bjs! ;)

dor de crescimento

Mocinha comprida… <3

PS: este texto contou com a consultoria especializada da Clínica Infantil Reibscheid, veja o artigo completo sobre o tema neste link AQUI 

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Puberdade Precoce

Fiz este post AQUI falando sobre esta nova fase de TWEENS que estamos aqui em casa e, algumas mães me mandaram mensagens perguntando se isto tinha alguma relação com a PUBERDADE PRECOCE.

Não, não tem! São coisas diferentes!

A puberdade precoce é uma disfunção do organismo que precisa de tratamento. Quando não diagnosticada e tratada, pode ocasionar dificuldades psicológicas e sociais para as crianças.

A fase chamada de puberdade inicia-se, normalmente, nas meninas entre 8 e 13 anos de idade, e nos meninos, entre 9 e 14 anos de idade. Nota-se que a criança está entrando nesta fase por causa das seguintes mudanças:

Nas meninas:

  • aparecimento de mamas e/ou pelos pubianos

Nos meninos:

  • Aumento dos testículos e/ou pênis, e/ou surgimento de pelos pubianos

Quando se nota estas mudanças físicas antes do período considerado “normal” (para meninas, 8 anos no mínimo e para meninos, 9 anos no mínimo) é preciso ficar atento e investigar a possibilidade de tratar-se de puberdade precoce.

“As crianças que apresentam desenvolvimento dos caracteres sexuais precocemente devem ser examinadas, e em muitos casos, precisam ser tratadas. O principal objetivo do tratamento é impedir que a criança chegue à puberdade antes do tempo desejado e possa, assim, manter seu desenvolvimento cronológico compatível  com a idade óssea. As crianças mais desenvolvidas do que colegas da mesma idade podem desenvolver problemas de ordem psicológica e social, como depressão e discriminação. O diagnóstico e o tratamento precoces impedem o desenvolvimento, e previnem estas consequências indesejáveis”,  alerta o Dr. Luis Eduardo Calliari, Professor Assistente da Faculdade de Ciências Médicas e Médico-Assistente do Departamento de Pediatria da Santa Casa de São Paulo.

Ainda segundo o Dr. Luis Eduardo, as causas da puberdade precoce podem ser:

  • Estar muito acima do peso recomendado para a sua idade e altura;
  • Ser exposta aos hormônios sexuais (estrogênio e testosterona) antes do tempo, por meio do uso de cremes, pomadas ou suplementos para adultos que contenham estes hormônios;
  • Tiver outras condições médicas, como Síndrome de McCune-Albright, hiperplasia  adrenal congênita e, em casos raros, hipotireoidismo;
  • Tiver recebido tratamento com radiação no sistema nervoso central, como os utilizados para tratar tumores, leucemia, entre outros.
  • Histórico familiar (apesar de ser importante ressaltar que isso não é regra! Apesar de os pais poderem carregar o gene para a puberdade precoce, não significa com certeza que os filhos a terão)

A puberdade precoce é 10x mais comum em meninas do que em meninos, e quando acontece com eles, pode indicar problemas mais sérios no sistema nervoso central, nos testículos ou nas glândulas suprarrenais.

E como se dá o diagnóstico?

O diagnóstico é realizado por um conjunto de informações, a partir do histórico clínico da criança, exame físico e testes complementares, como dosagem hormonal e exames de imagem como raio X de punho para avaliação da idade óssea e sua comparação com a idade cronológica.  Os médicos especializados são os pediatras e endocrinologistas pediátricos.

E qual o tratamento?

O tratamento da puberdade precoce depende de sua causa. Visa a regressão ou estabilização dos caracteres sexuais secundários e retorno do ritmo de crescimento da criança aos padrões considerados normais. Além disso, tem como objetivo também promover um ajuste psicossocial na criança, bem como alívio da ansiedade dos pais.  Com o monitoramento constante e tratamento adequados, a criança pode voltar a ter um crescimento e desenvolvimento compatíveis com sua idade cronológica.

Quem é que não se lembra daquela época da escola em que a melhor amiga já tinha um corpinho de “mulher” enquanto tudo o que a gente queria, era poder comprar o primeiro sutiã?

Ou dos meninos que ficavam estranhamente com os braços mais longos, as vozes finas e esquisitas e alguns, já tinham até “bigodinho”?

Esta fase de grandes transformações físicas também acarreta grandes dramas e traumas psicológicos e por isso, acho importante a gente estar sempre de olho e manter a porta aberta para o diálogo.

O amadurecimento físico e emocional é sempre diferente de criança para criança e por isso, como mães, somos as melhores pessoas no mundo para identificar quando uma coisa vai bem ou não vai.

Se você anda preocupada com alguns “avanços” dos pequenos, não hesite! Procure o seu pediatra e tire todas as suas dúvidas!

O profissional é a melhor pessoa para te responder se há motivos reais para a falta de sono, ou se você está exagerando na ansiedade!

E sim, eu sei que por nós, esticaríamos a infância por muuuuuito mais tempo! Mas não esquece de se colocar no lugar do seu pequeno e fazer o exercício de se lembrar como você também queria “crescer” logo, quando estava nesta fase da vida!

É importante aprendermos a controlar a nossa própria ansiedade e medo para conseguirmos transmitir segurança para eles. Assim, diminuímos também a ansiedade deles com respeito, apoio e carinho!

Não tem jeito! Eles estão crescendo e ainda que, ás vezes, eu sinta a maior falta daquele cheirinho de bebê por aqui, não posso negar que esta fase nova tem muitas coisas bacanas também!

E é claro que, assim como era na fase de bebê, é preciso continuar atenta cuidando e protegendo, tentando não exagerar e me lembrando que estou proibida de dizer a palavra “dodói”! hahahaha

Faz parte! ;)

 

puberdade precoce

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Tudo o que você precisa saber sobre Asma

Já falei algumas vezes por aqui que o Pedro tem asma, e diagnosticar a asma não é das coisas mais simples! Até a gente descobrir, foram noites e mais noites sem dormir, médicos e mais médicos me dizendo que era gripe, resfriado, alergia, rinite…

Para ajudar a desmistificar a asma, vou compartilhar com vocês uma entrevista com os médicos da Iniciativa Global Contra a Asma (GINA, no Brasil) com tudo o que você precisa saber sobre a asma!

asma infantil

O que é asma?

Asma é o nome científico para uma inflamação crônica das vias respiratórias. É uma doença que não tem cura pela sua origem alérgica e familiar; por isso, precisa ser acompanhada e tratada por toda a vida do paciente. Pode causar o estreitamento dos brônquios, provocando broncoespasmos e a obstrução do fluxo de ar. Em casos mais graves, pode haver o impedimento da passagem de ar pelo sistema respiratório.

Quais são os principais sintomas?
Os principais sintomas são a falta de ar, chiado no peito, aperto no peito, tosse seca e/ou persistente. Muitas vezes, pode ser confundida com gripes mal curadas ou bronquites simples. Uma das suas principais características é que os sintomas são recorrentes, ou seja, reaparecem conforme o asmático entra em contato com fatores agravantes.

O que causa a asma?
A doença não tem uma causa única. Mas pode ter origem alérgica (ácaro, perfume, mofo, poluição pode agravar os sintomas), familiar (as chances de alguém da mesma família ter a doença é maior). Estima-se que 80% dos casos são hereditários. “Há casos de asmáticos que nasceram com a doença, mas só descobrem na vida adulta”, afirma o pneumologista Rafael Stelmach.

Qual o cenário da asma no Brasil?
A falta de informações corretas e a conscientização por parte dos pacientes e dos próprios médicos estão entre as principais dificuldades para reduzir o número de mortes, hospitalizações e internações. Três pessoas morrem por dia no Brasil, é a quarta causa mais frequente de hospitalizações no SUS e a terceira quando se refere a crianças e jovens. Por isso, é fundamental divulgar informações corretas sobre a doença e os tratamentos disponíveis.

Quais são os tratamentos?
A asma é tratada de acordo com sua gravidade (intermitente e persistente) e controle (controlado ou não). Como é uma doença crônica, exige o uso contínuo de antiinflamatórios (classe dos corticóides), geralmente administrados em forma de bombinha, que servem para prevenir os sintomas e manter a qualidade de vida do paciente. Nos momentos de crise, no entanto, é preciso recorrer aos broncodilatores para dar um alívio respiratório, mas que não devem ser de uso contínuo, pois não combatem a inflamação. É fundamental não confundir o uso, pois os dois medicamentos são vendidos em forma de bombinhas. Adultos e crianças (acima e abaixo de 5 anos) têm doses diferentes de uso. Sempre consulte seu médico, pois o tratamento necessita de acompanhamento.

Qual a diferença entre asma e bronquite?
A bronquite é um termo genérico para a inflamação dos brônquios, que é o sistema de canais que levam o ar para o dentro do pulmão. Existem vários tipos de bronquite – e a asma é uma delas. Diferente dos outros tipos, a asma não tem cura, mas que se tratado corretamente faz com que o paciente tenha uma vida normal.

Qual a relação da asma e rinite?
Geralmente, a rinite (inflamação na mucosa do nariz) e a asma estão associadas. Cerca de 80% dos asmáticos têm rinite (causa, espirros, coceira no nariz, obstrução nasal e secreção). As duas doenças são inflamatórias e têm causas comuns. “Quem não tratar a rinite pode agravar a asma”, afirma o alergista Fábio Morato Castro, do Hospital das Clínicas.

Existe algum exame que faça um diagnóstico?
Um clínico geral pode diagnosticar a doença conforme os sintomas apresentados pelo paciente, basta lembrar da recorrência de sintomas e a predisposição alérgica. Sim, existe um exame específico chamado função pulmonar (espirometria), que mede a capacidade do sopro do paciente. O exame é importante para avaliar a gravidade da asma e seu tratamento.

Existe prevenção contra asma?
Para quem mora em grandes cidades é praticamente impossível ficar longe de poluição, ácaro, fumaça – e outros agentes alérgicos que provocam a crise de asma. Mas é importante manter a limpeza do ambiente doméstico, principalmente o quarto, para evitar acúmulo de poeira (ácaro). Outros cuidados são: não ter fumantes dentro de casa, evitar uso de produtos de limpeza com cheiros fortes, ambientes com umidade e animais, principalmente no quarto de dormir.

Asma tem cura?
Assim como diabetes, a asma não tem cura. O mais comum é o paciente ter a doença e não ter sido diagnosticado corretamente. Em casos mais severos, o asmático pode parar na UTI com quadros de insuficiência respiratória. Por isso, é importante fazer o diagnóstico quanto antes para realizar o tratamento adequado.

A asma pode matar?
Sim. Em casos graves e sem tratamento, o paciente pode ter uma inflamação aguda que leva ao fechamento total dos brônquios do pulmão. Três pessoas morrem por asma no Brasil todos os dias.

A Asma é uma doença séria, que não tem cura e mata 3 pessoas por dia no Brasil! Mas tem tratamento e controle! Se você desconfia da tosse persistente do seu pequeno, se desconfia de um chiado no peito, procure um especialista!
Um médico pneumologista ou alergologista é o mais indicado para diagnosticar e só ele poderá indicar o tratamento mais adequado para o seu pequeno.
No dia 21/06, dia em que inicia oficialmente o inverno por aqui e época do ano em que os casos de asma pioram, também é o Dia Nacional de Combate a Asma e o GINA criou uma campanha para alertar sobre a doença e oferecer informações para prevenção e tratamento.
Dá uma olhada no video aqui:
Para ter mais informações sobre a asma e ajudar a espalhar estas informações, conheça também a pagina oficial do GINA no Facebook clicando AQUI
Mães informadas são mães empoderadas, e mães empoderadas criam filhos mais saudáveis! Se informe, se empodere e ajude a empoderar outras mães também!
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Tosse infantil: dicas e cuidados

Chega esta época do ano e quem tem crianças pequenas em casa já sabe: lá vem os resfriados, as gripes, a coriza, a tosse…

tosse infantil

Aqui em casa, com o Pedro sofrendo de muitas alergias e com asma, eu virei quase uma especialista em tosse infantil!

Foram tantas noites sem dormir ao lado da cama dele, chorando pra ele parar de tossir, tantas idas e vindas em consultórios, exames, hospitais, laboratórios…

Hoje, com o Pedro aos 9 anos, as crises de asma dele já estão muito mais controladas! Passamos de muitas crises ao longo do ano para apenas 1, e olhe lá! E é sempre nesta época do ano!

Apesar de estar “calejada” neste assunto, toda vez que a crise vem e eu vejo meu pequeno-grande cabisbaixo e tossindo sem parar, meu coração aperta e dá uma angústia!!

Eu me lembro do tempo em que ele era mais novo e não conseguia me dizer o que sentia e ao mesmo tempo, eu não conseguia explicar pra ele porque ele sofria! A gente se sente tão pequena e impotente… O maior sufoco!

Foi pensando nisso que resolvi reunir aqui algumas dicas e cuidados que aprendi ao longo destes anos, olha só:

  • Cebola no quarto, sim ou não?

Há estudos que comprovam que a cebola tem o poder de capturar do ambiente micróbios e outras substâncias nocivas, o que pode ajudar a deixar o ambiente do quarto da criança com um ar mais puro (embora mais fedido!). Como mãe, nunca usei a cebola como tratamento da tosse, sabe? Sempre usei o truque como apoio para um tratamento orientado pelo médico!

  • Pomada no peito ou no pé, ajuda?

Todos os médicos que eu já consultei com o Pedro sempre disseram que NÃO! Além disso, as pomadas não são indicadas para menores de 4 anos, podem transformar uma tosse alérgica em tosse com secreção (o que significa maior irritação das vias aéreas) e causar alergias de pele. Eu nunca usei!

  • Inalação pra tudo?

Sim! Segundo os médicos do Pedro, a hidratação das narinas, mucosas e do corpo em si é sempre o melhor remédio para combater a tosse e outras condições clínicas então, faça inalação com soro, abuse do vapor do banho, ofereça muita água para a criança!

  • Umidificador no quarto, é super necessário?

Ajuda muito porém, é preciso lembrar que o umidificador não deve ficar ligado a noite inteira para não umedecer demais o quarto! O truque é ligar um pouco antes de a criança ir dormir para deixar o ambiente bem fresquinho para a hora do sono.

  • Quais xaropes oferecer? Mel, própolis, chá quente?

Os pediatras das crianças nunca receitaram xaropes “para tosse” porque sempre disseram muito claramente que não se deve tratar a tosse, já que ela é uma defesa natural do organismo. O melhor é identificar a causa da tosse e tratar a causa! O pediatra poderá receitar xaropes específicos para causas como alergias, inflamações, infecções…

  • Como saber se a tosse é alérgica? Como identificar o que causa a alergia?

A tosse alérgica costuma ser seca, ou seja, ela não vem acompanhada de muco ou catarro. Ela pode ser persistente e você vai perceber quando ela fica mais forte: de manhã quando a criança brinca em cima do tapete, de noite quando deita em seu travesseiro, quando sai na rua… Cada um destes momentos da tosse vão te ajudar a identificar os fatores que causam a alergia: os ácaros do tapete ou do travesseiro, a fumaça da rua, um produto de limpeza do banheiro, um ingrediente da hora do almoço… Se você quiser ter certeza da causa, pode realizar um exame laboratorial que testa muitos agentes causadores de alergias e depois, passar a evitá-los.

  • E se a tosse tiver muco e catarro?

Normalmente é sinal de infecção, pode ser uma gripe, um resfriado… A minha dica como mãe é, sempre que você estiver insegura, procure ajuda médica! Uma gripe simples com um catarro forte e que demora muito a passar pode ser uma pneumonia, uma tosse com febre pode ser uma bronquiolite ou seja, são tantas coisas que o melhor mesmo é ir ao médico. O de verdade, e não o Dr. Google, hein?

  • Como identificar a asma?

No caso do Pedro, descobrimos que ele é asmático com a ajuda de uma médica alergologista-pneumologista. Uma especialista em pulmões e alergias! Além de exames clínicos e histórico familiar, fizemos exames laboratoriais e de capacidade pulmonar e depois disso tudo, iniciamos um tratamento que durou 1 ano com medicamentos para fortalecer os pulmões dele. Passado o período de tratamento, ele passou a ter uma “bombinha” de resgate e os medicamentos de crise.

O Pedro foi diagnosticado aos 3 anos e meio e depois dos 5 anos, as crises diminuíram muito chegando ao quadro de hoje em dia (ele tem 9 anos) com apenas 1 crise por ano e olhe lá! A expectativa é que, na vida adulta, a condição asmática desapareça completamente sendo que, pode reaparecer quando ele for velhinho!

A asma não tem cura, tem tratamento! Mas nunca foi motivo para ele deixar de levar uma vida normal e fazer todas as atividades que qualquer outra criança faz! Inclusive atividades físicas e de maior esforço pulmonar como natação, corrida…

  • Toda tosse pode ser asma?

Não! A tosse pode ser causada por muitas coisas, inclusive refluxo gastro, sinusite….

  • E se o meu filho for diagnosticado com asma, como eu vou saber quando a tosse é da asma, quando é da gripe?

Na minha experiência, o tempo e a observação do meu filho me fizeram aprender a detectar! A tosse da crise asmática é bem seca mesmo, eu já sei como ele fica, como fica seu olhar… Assim como também reconheço a tosse com muco ou catarro e apenas sentindo o cheiro de longe já sei se é um resfriado simples ou uma gripe mais forte!

Calma! Você vai conseguir ajudar o seu filho quando ele precisar, pode ter certeza!

Além de todas estas dicas sobre a tosse e as doenças respiratórias desta época do ano, acho que é sempre bom lembrar que:

  • febre persistente por mais de 3 dias precisa ser acompanhada pelo médico!
  • febre maior do que 39 graus é motivo para correr no hospital, sim!
  • não medique o seu filho sem acompanhamento médico! O que funcionou para uma amiga pode dar muito errado com o seu pequeno!
  • Se há outros sintomas além da tosse, como febre, diarréia, dores, vômito e afins, vá ao médico!
  • Na dúvida, sempre vá ao médico! Sempre!

“O outono é sempre igual, as folhas caem no quintal…” e as mães sofrem pra burro! Mas acredita em mim, conforme eles crescem, vão ficando com suas defesas mais fortes e vai ficando mais fácil! Amém!

Neste link AQUI tem uma matéria super explicativa do Dr. Drauzio Varella sobre a tosse, suas causas e tratamentos. Vale a pena dar uma olhada!

Se você tiver qualquer outra dúvida sobre a asma, pode me perguntar que eu prometo que respondo rapidinho, ok?

Bjs! ;)

 

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Vermelhidão, bolinhas e coceira nas dobrinhas do bebê, o que pode ser?

derma3

De repente, aquele bebê rechonchudo, cheio de dobrinhas e sorrisos, aparece com o rostinho vermelho e irritado, depois surgem umas bolinhas nas dobrinhas do bebê e você logo pensa que pode ser o frio, ou o calor, passa um creminho qualquer e…nada!

Daí, as bolinhas aparecem na barriga, nas coxas, depois nas dobrinhas dos bracinhos e atrás dos joelhos e você fica pensando: o que pode ser isso? Alergia? Da fralda? Da roupinha que eu vesti nele? Do sabonete? Do shampoo?

Identificar os causadores de irritações na pele dos bebês e crianças, não é tarefa fácil e foi assim que eu me senti, quando aconteceu isso com o Pedro. Fiquei perdida!

Primeiro, achei que fosse frio, reforcei no hidratante e protetor solar, mas apareceram umas bolinhas, e eu pensei que a “culpa” fosse do hidratante! Quando chegou o verão, o sofrimento aumentou!

Com o suor nas dobrinhas do meu pequeno rechonchudo, as bolinhas e vermelhidão aumentaram, ele ficava irritado, se coçava e às vezes, acabava por se machucar de tanto coçar!

Já sem conseguir “dar um jeito” naquela coceira toda, levei o pequeno para uma avaliação com o pediatra e então, ele me contou o que é a dermatite atópica. Uma doença de pele que, não é contagiosa, mas não tem cura!

Cerca de 15% da população mundial sofre de dermatite atópica e muitas vezes, ela simplesmente não é diagnosticada ou, é confundida com alergias específicas de alguns produtos ou tecidos.

Para conseguir deixar o seu pequeno livre deste incômodo, é preciso entender o que é a dermatite, como ela é causada e especialmente, como evitar e controlar as crises.

Aqui em casa, somos campeões em lidar com esta “bendita” e por isso, vou compartilhar com vocês tudo o que aprendi na prática desta vida de mãe de alérgico!

1 – Como descobrir se é ou não é dermatite?

A primeira coisa a fazer é observar esta vermelhidão e estas bolinhas. A dermatite costuma “dar as caras” logo nos primeiros meses de vida do bebê e justamente por causa de suas peles super delicadas, confundimos a “danada” com alergia de tecidos, fraldas, cremes…

As bolinhas da dermatite aparecem primeiro no rosto do bebê, depois na barriga e nas coxas e então, nas dobras dos braços, atrás dos joelhos, pescoço, nuca…

A criança não fica com o corpo inteiro cheio de bolinhas, elas aparecem nestes lugares específicos, causam coceiras e irritação e mais nenhum outro sintoma associado como febre, diarréia, vomito, apatia, etc.

Para ter certeza que as bolinhas do seu bebê ou criança são dermatite, consulte o seu pediatra ou dermatologista.

2 – O que causa a dermatite?

Na verdade, não existe uma causa específica e nem se sabe ao certo como ela se originou. O que se sabe é que ela é uma doença hereditária , crônica e não contagiosa que pode aparecer ou piorar em crises causadas por condições emocionais e ambientais.

3 – Dá para evitar a dermatite?

Não tem como evitar! Se a mãe ou o pai da criança tiverem qualquer tipo de alergia ou doença respiratória, as chances da criança também ter aumentam em até 50%, por isso, a única coisa que se pode fazer é aprender a evitar e controlar as crises.

4 – E como tratar, controlar e evitar estas crises?

Alguns fatores são conhecidos como causadores de crises, são eles:

  • poeira e ácaros,
  • detergentes e produtos de limpeza;
  • lã e tecidos sintéticos;
  • temperaturas baixas e frio intenso;
  • altas temperaturas e suor;
  • pele seca;
  • alguns tipos de alimentos;
  • infecções e
  • estresse emocional.

Todo mundo que sofre com algum tipo de alergia, seja alimentar ou de tecidos, cheiros e afins sabe que, para descobrir quem é o causador das crises é preciso muita observação então, se você notar bolinhas no bebê ou criança, a primeira coisa a fazer é uma lista com os tecidos que ele teve contato, as comidas e bebidas que ingeriu e observar o lado emocional dele.

Somente com esta observação bem detalhada e a experimentação de possibilidades, é que será possível identificar e afastar estes causadores de crises do dia a dia do seu pequeno.

Além disso, você pode fazer como eu e tomar precauções simples no dia a dia de vocês:

  • evite produtos de limpeza com cheiros muito fortes no ambiente da criança, prefira os neutros;
  • retire pelúcias, tapetes, cortinas e outros acumuladores de poeiras;
  • mantenha a pele da criança sempre hidratada aplicando cremes e loções de alto poder de hidratação sempre após o banho;
  • prefira tecidos naturais e respiráveis que não causem muita transpiração ou atrito com a pele da criança;
  • tenha uma pomada ou creme de emergência para aplicação em casos de crise, que alivia a irritação causada pela coceira e ajuda a controlar a crise devolvendo a saúde da pele na região afetada. As pomadas imunomoduladoras são muito boas e tem menos efeitos colaterais. Converse com seu médico sobre a possibilidade de usar este medicamento, indicado para crianças e adultos.

Viver com alergias não é fácil, eu confesso! Mas pode ser amenizado com muita informação e o uso de produtos seguros e modernos, consulte sempre seu medico para conhecer estas opções.

E saiba também que, nem tudo é má notícia! Conforme as crianças crescem, as crises tendem a diminuir e apenas 40% dos pacientes adultos continuam a apresentar sintomas!

Hoje, Pedro aos 8 anos, já sabe exatamente quais tecidos, produtos e alimentos evitar e qual a sua pomadinha “do coração” para parar com aquela coceirinha!

Então, bem-vindo inverno e xô bolinhas! ;)

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Este conteúdo foi oferecido pela LEO Pharma. A LEO Pharma oferece soluções de saúde em mais de 100 países. Com objetivo de facilitar que as pessoas cuidem de suas condições de pele, a LEO Pharma tem dedicado décadas de pesquisa e desenvolvimento para fornecer produtos e soluções para tratamentos de doenças de pele.

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Vacina contra o medo e o Dia Mundial da Meningite

Eu não sou do tipo medrosa com médicos e afins, sabe? Se preciso tomar uma injeçao, colher sangue, fazer um exame ou até mesmo, uma cirurgia, vou lá, faço e pronto! Ok, vou confessar que o mesmo não vale para dentista! Hehehe

Seguindo este padrão, quando engravidei, eu não me assustei com a quantidade de exames novos e diferentes que precisei fazer, eu sempre tive uma convicção: tudo o que for para o bem da minha saúde, tô dentro!

Daí, o Pedro nasceu, e precisou ir para a UTI, foi a primeira vez que eu tive medo de médicos e hospitais. Talvez o medo não tenha sido do “médico e do hospital”, eu tive medo de ver o meu bebê ali, tão indefeso, tão pequeno, com tantas coisas em volta, com tanta parafernália barulhenta, recebendo tantas “picadinhas” por dia, eu tive medo, muito medo!

Mas o medo daqueles dias de UTI me fez descobrir exatamente qual o tipo de mãe que eu seria, ou que eu gostaria de ser. Eu seria uma mãe que não mediria esforços para garantir a boa saúde do meu filho, uma mãe que não permitiria que este medo privasse as alegrias de uma infância.

Viemos com ele pra casa e, logo na primeira consulta com o pediatra, já vieram todas as recomendações de cuidados e agendamento de vacinas. Eu me assustei de novo! Quantas vacinas aquele pequenino precisaria tomar! Mais picadas, de novo! :/

Respirei fundo e engoli o choro porque, eu entendi que as vacinas eram a única coisa que poderiam afastar de vez o meu medo! Eu sabia que precisava fazer isso pelo meu filho afinal, o que é uma picadinha diante de tantas doenças horríveis que estão a espreita por aí?

Uma destas doenças terríveis é a Meningite e especialmente hoje, no Dia Mundial da Meningite, eu queria dividir com vocês uma história de vida que mostra bem como esta doença pode ser devastadora (para evitar o reload, clique para assistir direto no YouTube):

Eu confesso pra vocês que, como mãe, não tem como assistir este video e não se emocionar! Tanto por me colocar no lugar desta outra mãe, como por me orgulhar de ver o filho dela superar tantos obstáculos!

Infelizmente, a história do Andrey não é uma raridade, todos os anos cerca de 1 milhão de pessoas são infectadas pela meningite em seus vários tipos. E o maior grupo de risco está justamente entre as crianças de 0 a 5 anos.

Com sintomas muito comuns a varios tipos de doenças (febre, dores de cabeça, musculares, etc) a meningite ataca rápida e certeira e, quando não descoberta e tratada a tempo, pode levar a pessoa infectada a morrer em cerca de 24h!

A melhor maneira de se proteger contra a meningite é se vacinando e por isso, eu vou aproveitar para compartilhar com vocês (de novo) o calendário de vacinação indicado pela Sociedade Brasileira de Pediatria. A meningite assusta sim, mas no Brasil, já existem vacinas para prevenir os principais e mais perigosos tipos desta doença que “atacam” por aqui:

calendario vacinasfonte: Casa de Vacinas GSK

Para saber mais sobre onde encontrar todas as vacinas e entender como funciona cada uma delas, acesse o site: www.casadevacinasgsk.com.br

Aqui em casa, vacinar as crianças é o meu jeito de garantir que eu também “me vacine” contra o medo! E por isso, estou sempre atenta e lembrando todo mundo desta nossa maior e mais importante defesa!

2016 é o ano em que nosso país celebra a festa maxima dos esportes com os jogos olímpicos por aqui então, vamos atender ao chamado do Dia Mundial da Meningite, e agir!

Corre pegar a carteirinha das crianças e conferir se está tudo em dia, aproveita para colocar as suas vacinas em dia também afinal, toda mãe conhece bem os “ciclos de doenças familiares”, quando uma doença passa de um irmão para o outro, para a mãe, para o pai… Bora proteger a família inteira!

E que histórias como a do Andrey se tornem cada vez mais raras, que as nossas lágrimas com ele, e com todos os outros campeões sejam apenas de alegria e orgulho!

O medo, a gente vacina! ;)

#meufuturocampeao #juntoscontraameningite #vençaameningite

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Concurso Meu Futuro Campeão

concurso gsk

Pedro e Cacá, meus campeões! <3

Eu não sei dizer se o que mais me emocionou nesta vida de mãe (até agora) foi ouvir as primeiras palavras de Pedro e Cacá ou vê-los dar os primeiros passos!

Quando se é mãe, cada pequena conquista dos nossos filhos é uma vitória imensa e aprendemos a ser felizes pelo sucesso deste outro, que é uma parte nossa, mas ao mesmo tempo, tão únicos e incríveis!

É um misto de sentimentos muito louco e é claro que, em tempos de “flashes” para todos os lados, a primeira coisa que toda mãe coruja faz é sair clicando! Cada sorriso, cada gracinha, cada passinho, cada olhar…

Estimular as crianças a darem passos cada vez maiores, a se desenvolverem, praticarem esportes e atividades físicas, também é uma preocupação de saúde, além de ser um orgulho!

Aqui em casa, Pedro e Cacá sempre foram muito livres e estimulados a praticarem o esporte que preferirem! Até agora, já rolou futebol, basquete, natação, ballet e esportes radicais como, skate e patins (ai meu coração! rs)!

E foi pensando nesta mistura de emoções, responsabilidade e saúde, que a embaixadora da causa contra a meningite no Brasil, a fotografa Simone Silvério, em parceria com a GSK e os nossos atletas paralímpicos, criaram uma ação mega legal: O Concurso “Meu Futuro Campeão”!

O concurso, que começa a valer às 0h do dia 21/03/16 e tem validade até as 23h59 do dia 24/04/16 tem a proposta de estimular muitos cliques do seu “futuro campeão” praticando esportes!!

Vai funcionar assim:

  • Faça uma foto do seu filho/a (de 0 a 11 anos) praticando algum esporte ou, com a temática (para o caso dos menorzinhos) e compartilhe no Instagram ou Twitter usando a hashtag #MeuFuturoCampeao
  • Todas as fotos compartilhadas com a # vão aparecer no site http://bit.ly/meufuturocampeao
  • As 2 fotos vencedoras ganharão um ensaio lindo com a Simone Silvério, no estúdio dela aqui em SP, (quem for de fora, ganha também passagem e hospedagem para vir até aqui) e um IPad
  • Os resultados serão divulgados no site http://bit.ly/meufuturocampeao no dia 02/05/16

A Simone Silvério e o pessoal da GSK serão a comissão julgadora das fotos do concurso, vai ser demais ver as fotinhos dos seus campeões, participem muitoooooo! Pode marcar quantas fotos quiser!! Hehehe

Para maiores informações e ver o regulamento completo, acesse o site www.casadevacinasgsk.com.br/meufuturocampeao

E aí, bora participar? O difícil vai ser controlar o dedo com a quantidade de cliques lindos que nós, mães corujas, tiramos dos pequenos todos os dias, né? Hihihi

Bjs ;)


 

Concurso Meu Futuro Campeão. Concurso Meu Futuro Campeão. Participação válida da 0h do dia 21/03/16 até as 23h59min do dia 24/04/16 (horário oficial de Brasília), mediante a publicação no Instagram ou Twitter de uma fotografia de uma criança – com até 11 anos de idade – que retrate a temática “prática de esportes” utilizando a #MeuFuturoCampeão.

Para maiores informações, consulte o Regulamento no site casadevacinasgsk.com.br/meufuturocampeao.

CERTIFICADO DE AUTORIZAÇÃO CAIXA NO 3-0348/2016.


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Super poderes de mães

Ainda me lembro nitidamente da primeira vez que senti na pele a dor de ver um filho doente. O Pedro tinha cerca de 5 meses quando, de repente, apareceu uma febre daquelas altas!

Eu nem sabia direito o que era uma febre, não tinha a menor ideia de quando e quanto uma febre poderia ser perigosa ou indicar alguma coisa mais séria. Só sabia que, naquele momento, tudo o que eu queria era ter o super poder de tirar dele qualquer dor, doença ou mal estar, de fazer sumir com um beijo ou um sopro, de fazer ele ficar bem…

Mas a gente sabe que isso não existe, né?

Os super poderes de mães são, infelizmente, limitados – apesar de extraordinários. E toda mãe sabe que nossa melhor defesa é a informação e a prevenção!

Foi pensando nisso tudo que aceitei o convite da GSK para participar de um evento muito importante, que aconteceu aqui em São Paulo. O lançamento da campanha “Meu futuro campeão” é uma ação que convida mães, pais e sociedade para conversar sobre a meningite, uma doença séria, que pode matar ou causar sequelas irreversíveis, mas que tem como prevenir!

Para dar início à ação, conheci a história de cinco dos nossos campeões paralímpicos, todos acometidos pela doença ainda na infância e, hoje, guerreiros inspiradores de superação e força!

Paraolimpíadas 2016

Blogueiras e atletas paralímpicos, porta-vozes da causa!

Para explicar o que é a meningite, qual a sua gravidade e como prevenir, também esteve no evento a Dra. Isabela Ballalai, que é presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações – SBIM, e fez uma apresentação alarmante dos dados da doença no Brasil e no mundo.

A doença meningocócica é causada por uma bactéria, a N. meningitidis ou meningococo, e a primeira coisa muito importante a saber sobre ela é que existem 5 sorogrupos importantes no Brasil: s os A, B, C, W e Y e todos eles podem ainda ser classificados em sorosubtipos. Ou seja, o “inimigo” é quadrilha organizada!!

De rápida evolução, a doença meningocócia é difícil de diagnosticar e, sem o tratamento adequado, pode levar o paciente à morte em até 48h!
Os principais sintomas da doença são:

– febre alta
– dores de cabeça
– manchas vermelhas pelo corpo
– rigidez de nuca
– apatia

Com sintomas tão comuns à vários tipos de doenças e viroses, o diagnóstico torna-se difícil e a demora dele é uma das causas da letalidade da doença. Em menores de 12 meses, que são o grupo mais vulnerável, ainda há o agravante de que não dá para checar a rigidez da nuca!

Aqueles pacientes que conseguem sobreviver à doença, podem sofrer sequelas como: amputação de membros, cegueira, surdez, danos cerebrais e dificuldades de aprendizagem.

Eu não sei vocês, mas eu, como mãe, quando escuto tudo isso, penso em 2 coisas primordiais: 1 – como esta doença é transmitida? e 2 – como faz para se prevenir?

A Dra. Isabela explicou que, a doença meningocócica é transmitida por meio da saliva, tosse e espirro e, o mais alarmante, na minha opinião, é que os transmissores da doença podem ser pessoas que possuem a bactéria dentro de si e não adoecem. Assim, não sabem que a possuem e apenas a transmitem!

Além dos bebês, crianças até 4 anos, adolescentes e adultos jovens (de 9 a 25 anos) também são grupos de risco, tanto como vítimas quanto como potenciais transmissores da doença.

No Brasil, tivemos casos recentes de surtos da doença. Quem se lembra da corrida às clínicas e postos de saúde atrás da nova vacina de meningite, que aconteceu há poucos meses?

Pois é, a melhor maneira de prevenir a meningite é mantendo hábitos de higiene como lavar sempre as mãos, não compartilhar objetos pessoais como talheres, garrafas etc, e se vacinando!

Hoje em dia, já estão disponíveis no Brasil as vacinas dos sorogupos ABCWY , inclusive, a vacina contra a meningite B e seus mais de 1000 sorosubtipos, que é o tipo de meningite que mais faz adoecer crianças e jovens em todo o mundo!

Confesso que saí do evento pensando em checar as carteirinhas de vacinação das crianças e correr para o laboratório mais próximo! Apesar de Pedro e Cacá já estarem grandinhos (ele 8 anos e ela, 6 anos) e com suas carteirinhas em dia, também aprendi com a Dra. Isabella, que as vacinas precisam de reforços, mesmo nos mais velhos!

Outro dado que me chamou muita atenção neste dia é que, a meningite, por estar presente em todo o mundo, acomete muitos viajantes desavisados e desprevenidos! Nós somos uma família viajante, vocês sabem, e este alerta me fez ter a certeza de que, papai e mamãe, também precisam ser vacinados, afinal, todos nós estamos suscetíveis à doença, dentro ou fora do país!

E como é uma causa de importância mundial, ela conta com a fotógrafa Anne Geddes (aquela das fotos newborn mais lindas do mundo!) como embaixadora global.

A Anne, que também esteve no evento, nos apresentou os ensaios que fez com crianças e jovens de todo o mundo, sobreviventes da doença, para chamar atenção para a importância da prevenção.

Como ela mesma disse “as fotos não têm a intenção de chocar, elas têm a intenção de mostrar a superação, destas crianças e de suas famílias e também, têm a intenção de dizer ao mundo que nenhuma outra criança precisa passar por isso!”

Anne geddes

A fotógrafa Anne Geddes, embaixadora global da causa!

Anne geddes

Amber, precisou amputar partes dos 4 membros…

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As irmãs Sophie e Ellie, uma cuida da outra com tanto amor! Foi a imagem que mais me emocionou!

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Harvey, precisou amputar partes dos membros inferiores…

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Julio, nosso representante brasileiro na galeria emocionante da Anne! Segundo ela, quando perguntou a ele como gostaria de ser retratado, ele disse que queria ser O Pensador!

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Bernadette, uma princesa que precisou amputar partes dos membros inferiores…

Eu estou muito feliz e honrada de poder fazer parte desta causa, de ser uma das porta vozes e poder transmitir para todas vocês tudo o que eu for aprendendo sobre esta doença e como preveni-la.

Como eu disse lá em cima, seria muito bom se os nossos super poderes de mães incluíssem habilidades de cura mas, já que estes opcionais não vieram no pacote “maternidade,” o maior super poder que podemos usar para proteger os nossos filhos é a informação e a prevenção.

E aí, super mães, ativar? Bora proteger os nossos “futuros campeões”? #vençaameningite

Para saber mais sobre a meningite, acesse o site Casa de Vacinas da GSK

Bjs ;)

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É gripe ou é dengue?

 

Em tempos de epidemia de Dengue e as outras doenças que o mosquito inimigo trouxe com ele, não é difícil se desesperar diante de um quadro que inclua: febre, dores nas articulações, dores de cabeça…

Foi o que aconteceu comigo na semana passada! Pedro estava ótimo quando de repente, amuou em um canto, ficou irritado, olhos inchados… Fui checar e senti ele super quente, coloquei o termômetro e, batata! Febrão de quase 39!!! /0\

Ele também começou a se queixar muito de dores nas articulações dos braços, joelhos, fundo dos olhos, dor de cabeça… A primeira coisa que pensei foi: Meu Deus, será que é Dengue?

Sim porque, por mais que eu tome todo cuidado aqui em casa, que tenha repelente elétrico em todas as tomadas e mande eles pra escola com repelente no corpo todo, a verdade é que, o maldito do mosquito voa, né? Portanto, pode estar em qualquer lugar!

Tentei controlar a febre e a dor com antitérmico recomendado pelo pediatra, dei banho mas, não adiantava, a febre não cedia! Quando bateu 12h de febre alta sem conseguir controlar, corri pro PS com ele, rezando forte pra quem não fosse febre, zika ou chikunguya.

Lá no PS, o pediatra de plantão o avaliou, contei o que estávamos fazendo pra amenizar as dores e controlar a febre e ele disse que estávamos agindo certinho, como não havia outros sintomas associados, o pediatra descartou dengue e outras doenças mais sérias e então, eu questionei: como podemos saber quando é dengue e quando não é, já que os sintomas são tão parecidos, inicialmente?

O pediatra me explicou que, somente um médico pode descartar doenças mais sérias, através de avaliação clínica e exames laboratoriais mas, em casa, você pode estar atenta aos seguintes sinais:

  • Há manchas vermelhas pelo corpo da criança?
  • As secreções nasais apresentam pontos vermelhos, de sangue?
  • Há qualquer tipo de sangramento ou outros sintomas como diarreia, vômito, desmaios?

É sempre bom lembrar que, não é só a dengue que apresenta sintomas iniciais parecidos com gripes e resfriados, doenças mais sérias, como a meningite, por exemplo, também podem começar assim e a meningite pode matar em 24h ou deixar sequelas irreversíveis! É de deixar qualquer mãe de cabelo em pé, né?

Felizmente, Pedroca estava apenas com uma gripe bem forte (que acabou passando pra família inteira) e nestes anos de maternidade, tenho adotado as seguintes medidas em casos de pequenos doentinhos por aqui:

  • ao perceber a febre, pergunto se eles estão sentindo qualquer outra coisa;
  • observo se há outros sintomas associados, checo a pele em busca de manchas avermelhadas, verifico rigidez de nuca, observo se há diarreia ou sangramentos, e também olho o aspecto do catarro (se está claro, muito amarelo, se tem presença de sangue etc);
  • observo o estado geral deles, se estão caidinhos, com reações atípicas etc;
  • controlo a febre e dores com o antitérmico e analgésico recomendados pelo nosso pediatra;
  • anoto tudo: a primeira febre, a hora, o remédio, a quantidade etc. para mostrar para o médico;
  • Se a febre não cede em no máximo 12h, vou para o PS!

Somente nós, como mães, podemos dizer se nossos filhos estão com comportamento atípico ou não, e se o seu coração de mãe está preocupado, não espere! Procure logo o seu pediatra ou vá para o PS!

Crianças menores de 5 anos, são as mais vulneráveis a complicações decorrentes de doenças respiratórias e por isso, se você tem um bebê com febrão e outros sintomas, não espere mesmo! Depois de passar por alguns sufocos com os meus pequenos, posso dizer pra voces com muita certeza, é melhor ir pro hospital “a toa” do que esperar em casa!

Agora estamos todos nos recuperando por aqui, a gripe passou de um pra outro e eu espero que vá embora de uma vez mas, nesta época do ano, ninguém está imune, né?

Por isso, bom mesmo é manter aqueles velhos e bons hábitos de higiene e saúde:

  • lavar sempre as mãos ao chegar da rua, antes de comer ou preparar alimentos;
  • beber bastante água;
  • manter o ar em circulação dentro de casa;
  • nao compartilhar objetos pessoais, mesmo entre os irmãos e a família (é difícil, eu sei!) e
  • ingerir muita vitamina C in natura! Laranja, limão, morango, kiwi, algumas verduras escuras como espinafre, brócolis, couve, rúcula e também, bastante tomate!

Que o bichinho da gripe vá embora logo daqui, e nem passe perto por aí! Oremos!!! /\

bjs ;)