Categorias Saúde

Tosse infantil: dicas e cuidados

Chega esta época do ano e quem tem crianças pequenas em casa já sabe: lá vem os resfriados, as gripes, a coriza, a tosse…

tosse infantil

Aqui em casa, com o Pedro sofrendo de muitas alergias e com asma, eu virei quase uma especialista em tosse infantil!

Foram tantas noites sem dormir ao lado da cama dele, chorando pra ele parar de tossir, tantas idas e vindas em consultórios, exames, hospitais, laboratórios…

Hoje, com o Pedro aos 9 anos, as crises de asma dele já estão muito mais controladas! Passamos de muitas crises ao longo do ano para apenas 1, e olhe lá! E é sempre nesta época do ano!

Apesar de estar “calejada” neste assunto, toda vez que a crise vem e eu vejo meu pequeno-grande cabisbaixo e tossindo sem parar, meu coração aperta e dá uma angústia!!

Eu me lembro do tempo em que ele era mais novo e não conseguia me dizer o que sentia e ao mesmo tempo, eu não conseguia explicar pra ele porque ele sofria! A gente se sente tão pequena e impotente… O maior sufoco!

Foi pensando nisso que resolvi reunir aqui algumas dicas e cuidados que aprendi ao longo destes anos, olha só:

  • Cebola no quarto, sim ou não?

Há estudos que comprovam que a cebola tem o poder de capturar do ambiente micróbios e outras substâncias nocivas, o que pode ajudar a deixar o ambiente do quarto da criança com um ar mais puro (embora mais fedido!). Como mãe, nunca usei a cebola como tratamento da tosse, sabe? Sempre usei o truque como apoio para um tratamento orientado pelo médico!

  • Pomada no peito ou no pé, ajuda?

Todos os médicos que eu já consultei com o Pedro sempre disseram que NÃO! Além disso, as pomadas não são indicadas para menores de 4 anos, podem transformar uma tosse alérgica em tosse com secreção (o que significa maior irritação das vias aéreas) e causar alergias de pele. Eu nunca usei!

  • Inalação pra tudo?

Sim! Segundo os médicos do Pedro, a hidratação das narinas, mucosas e do corpo em si é sempre o melhor remédio para combater a tosse e outras condições clínicas então, faça inalação com soro, abuse do vapor do banho, ofereça muita água para a criança!

  • Umidificador no quarto, é super necessário?

Ajuda muito porém, é preciso lembrar que o umidificador não deve ficar ligado a noite inteira para não umedecer demais o quarto! O truque é ligar um pouco antes de a criança ir dormir para deixar o ambiente bem fresquinho para a hora do sono.

  • Quais xaropes oferecer? Mel, própolis, chá quente?

Os pediatras das crianças nunca receitaram xaropes “para tosse” porque sempre disseram muito claramente que não se deve tratar a tosse, já que ela é uma defesa natural do organismo. O melhor é identificar a causa da tosse e tratar a causa! O pediatra poderá receitar xaropes específicos para causas como alergias, inflamações, infecções…

  • Como saber se a tosse é alérgica? Como identificar o que causa a alergia?

A tosse alérgica costuma ser seca, ou seja, ela não vem acompanhada de muco ou catarro. Ela pode ser persistente e você vai perceber quando ela fica mais forte: de manhã quando a criança brinca em cima do tapete, de noite quando deita em seu travesseiro, quando sai na rua… Cada um destes momentos da tosse vão te ajudar a identificar os fatores que causam a alergia: os ácaros do tapete ou do travesseiro, a fumaça da rua, um produto de limpeza do banheiro, um ingrediente da hora do almoço… Se você quiser ter certeza da causa, pode realizar um exame laboratorial que testa muitos agentes causadores de alergias e depois, passar a evitá-los.

  • E se a tosse tiver muco e catarro?

Normalmente é sinal de infecção, pode ser uma gripe, um resfriado… A minha dica como mãe é, sempre que você estiver insegura, procure ajuda médica! Uma gripe simples com um catarro forte e que demora muito a passar pode ser uma pneumonia, uma tosse com febre pode ser uma bronquiolite ou seja, são tantas coisas que o melhor mesmo é ir ao médico. O de verdade, e não o Dr. Google, hein?

  • Como identificar a asma?

No caso do Pedro, descobrimos que ele é asmático com a ajuda de uma médica alergologista-pneumologista. Uma especialista em pulmões e alergias! Além de exames clínicos e histórico familiar, fizemos exames laboratoriais e de capacidade pulmonar e depois disso tudo, iniciamos um tratamento que durou 1 ano com medicamentos para fortalecer os pulmões dele. Passado o período de tratamento, ele passou a ter uma “bombinha” de resgate e os medicamentos de crise.

O Pedro foi diagnosticado aos 3 anos e meio e depois dos 5 anos, as crises diminuíram muito chegando ao quadro de hoje em dia (ele tem 9 anos) com apenas 1 crise por ano e olhe lá! A expectativa é que, na vida adulta, a condição asmática desapareça completamente sendo que, pode reaparecer quando ele for velhinho!

A asma não tem cura, tem tratamento! Mas nunca foi motivo para ele deixar de levar uma vida normal e fazer todas as atividades que qualquer outra criança faz! Inclusive atividades físicas e de maior esforço pulmonar como natação, corrida…

  • Toda tosse pode ser asma?

Não! A tosse pode ser causada por muitas coisas, inclusive refluxo gastro, sinusite….

  • E se o meu filho for diagnosticado com asma, como eu vou saber quando a tosse é da asma, quando é da gripe?

Na minha experiência, o tempo e a observação do meu filho me fizeram aprender a detectar! A tosse da crise asmática é bem seca mesmo, eu já sei como ele fica, como fica seu olhar… Assim como também reconheço a tosse com muco ou catarro e apenas sentindo o cheiro de longe já sei se é um resfriado simples ou uma gripe mais forte!

Calma! Você vai conseguir ajudar o seu filho quando ele precisar, pode ter certeza!

Além de todas estas dicas sobre a tosse e as doenças respiratórias desta época do ano, acho que é sempre bom lembrar que:

  • febre persistente por mais de 3 dias precisa ser acompanhada pelo médico!
  • febre maior do que 39 graus é motivo para correr no hospital, sim!
  • não medique o seu filho sem acompanhamento médico! O que funcionou para uma amiga pode dar muito errado com o seu pequeno!
  • Se há outros sintomas além da tosse, como febre, diarréia, dores, vômito e afins, vá ao médico!
  • Na dúvida, sempre vá ao médico! Sempre!

“O outono é sempre igual, as folhas caem no quintal…” e as mães sofrem pra burro! Mas acredita em mim, conforme eles crescem, vão ficando com suas defesas mais fortes e vai ficando mais fácil! Amém!

Neste link AQUI tem uma matéria super explicativa do Dr. Drauzio Varella sobre a tosse, suas causas e tratamentos. Vale a pena dar uma olhada!

Se você tiver qualquer outra dúvida sobre a asma, pode me perguntar que eu prometo que respondo rapidinho, ok?

Bjs! ;)

 

Categorias Saúde

Vermelhidão, bolinhas e coceira nas dobrinhas do bebê, o que pode ser?

derma3

De repente, aquele bebê rechonchudo, cheio de dobrinhas e sorrisos, aparece com o rostinho vermelho e irritado, depois surgem umas bolinhas nas dobrinhas do bebê e você logo pensa que pode ser o frio, ou o calor, passa um creminho qualquer e…nada!

Daí, as bolinhas aparecem na barriga, nas coxas, depois nas dobrinhas dos bracinhos e atrás dos joelhos e você fica pensando: o que pode ser isso? Alergia? Da fralda? Da roupinha que eu vesti nele? Do sabonete? Do shampoo?

Identificar os causadores de irritações na pele dos bebês e crianças, não é tarefa fácil e foi assim que eu me senti, quando aconteceu isso com o Pedro. Fiquei perdida!

Primeiro, achei que fosse frio, reforcei no hidratante e protetor solar, mas apareceram umas bolinhas, e eu pensei que a “culpa” fosse do hidratante! Quando chegou o verão, o sofrimento aumentou!

Com o suor nas dobrinhas do meu pequeno rechonchudo, as bolinhas e vermelhidão aumentaram, ele ficava irritado, se coçava e às vezes, acabava por se machucar de tanto coçar!

Já sem conseguir “dar um jeito” naquela coceira toda, levei o pequeno para uma avaliação com o pediatra e então, ele me contou o que é a dermatite atópica. Uma doença de pele que, não é contagiosa, mas não tem cura!

Cerca de 15% da população mundial sofre de dermatite atópica e muitas vezes, ela simplesmente não é diagnosticada ou, é confundida com alergias específicas de alguns produtos ou tecidos.

Para conseguir deixar o seu pequeno livre deste incômodo, é preciso entender o que é a dermatite, como ela é causada e especialmente, como evitar e controlar as crises.

Aqui em casa, somos campeões em lidar com esta “bendita” e por isso, vou compartilhar com vocês tudo o que aprendi na prática desta vida de mãe de alérgico!

1 – Como descobrir se é ou não é dermatite?

A primeira coisa a fazer é observar esta vermelhidão e estas bolinhas. A dermatite costuma “dar as caras” logo nos primeiros meses de vida do bebê e justamente por causa de suas peles super delicadas, confundimos a “danada” com alergia de tecidos, fraldas, cremes…

As bolinhas da dermatite aparecem primeiro no rosto do bebê, depois na barriga e nas coxas e então, nas dobras dos braços, atrás dos joelhos, pescoço, nuca…

A criança não fica com o corpo inteiro cheio de bolinhas, elas aparecem nestes lugares específicos, causam coceiras e irritação e mais nenhum outro sintoma associado como febre, diarréia, vomito, apatia, etc.

Para ter certeza que as bolinhas do seu bebê ou criança são dermatite, consulte o seu pediatra ou dermatologista.

2 – O que causa a dermatite?

Na verdade, não existe uma causa específica e nem se sabe ao certo como ela se originou. O que se sabe é que ela é uma doença hereditária , crônica e não contagiosa que pode aparecer ou piorar em crises causadas por condições emocionais e ambientais.

3 – Dá para evitar a dermatite?

Não tem como evitar! Se a mãe ou o pai da criança tiverem qualquer tipo de alergia ou doença respiratória, as chances da criança também ter aumentam em até 50%, por isso, a única coisa que se pode fazer é aprender a evitar e controlar as crises.

4 – E como tratar, controlar e evitar estas crises?

Alguns fatores são conhecidos como causadores de crises, são eles:

  • poeira e ácaros,
  • detergentes e produtos de limpeza;
  • lã e tecidos sintéticos;
  • temperaturas baixas e frio intenso;
  • altas temperaturas e suor;
  • pele seca;
  • alguns tipos de alimentos;
  • infecções e
  • estresse emocional.

Todo mundo que sofre com algum tipo de alergia, seja alimentar ou de tecidos, cheiros e afins sabe que, para descobrir quem é o causador das crises é preciso muita observação então, se você notar bolinhas no bebê ou criança, a primeira coisa a fazer é uma lista com os tecidos que ele teve contato, as comidas e bebidas que ingeriu e observar o lado emocional dele.

Somente com esta observação bem detalhada e a experimentação de possibilidades, é que será possível identificar e afastar estes causadores de crises do dia a dia do seu pequeno.

Além disso, você pode fazer como eu e tomar precauções simples no dia a dia de vocês:

  • evite produtos de limpeza com cheiros muito fortes no ambiente da criança, prefira os neutros;
  • retire pelúcias, tapetes, cortinas e outros acumuladores de poeiras;
  • mantenha a pele da criança sempre hidratada aplicando cremes e loções de alto poder de hidratação sempre após o banho;
  • prefira tecidos naturais e respiráveis que não causem muita transpiração ou atrito com a pele da criança;
  • tenha uma pomada ou creme de emergência para aplicação em casos de crise, que alivia a irritação causada pela coceira e ajuda a controlar a crise devolvendo a saúde da pele na região afetada. As pomadas imunomoduladoras são muito boas e tem menos efeitos colaterais. Converse com seu médico sobre a possibilidade de usar este medicamento, indicado para crianças e adultos.

Viver com alergias não é fácil, eu confesso! Mas pode ser amenizado com muita informação e o uso de produtos seguros e modernos, consulte sempre seu medico para conhecer estas opções.

E saiba também que, nem tudo é má notícia! Conforme as crianças crescem, as crises tendem a diminuir e apenas 40% dos pacientes adultos continuam a apresentar sintomas!

Hoje, Pedro aos 8 anos, já sabe exatamente quais tecidos, produtos e alimentos evitar e qual a sua pomadinha “do coração” para parar com aquela coceirinha!

Então, bem-vindo inverno e xô bolinhas! ;)

tag

 

 

 

 

Este conteúdo foi oferecido pela LEO Pharma. A LEO Pharma oferece soluções de saúde em mais de 100 países. Com objetivo de facilitar que as pessoas cuidem de suas condições de pele, a LEO Pharma tem dedicado décadas de pesquisa e desenvolvimento para fornecer produtos e soluções para tratamentos de doenças de pele.

Categorias Saúde

Vacina contra o medo e o Dia Mundial da Meningite

Eu não sou do tipo medrosa com médicos e afins, sabe? Se preciso tomar uma injeçao, colher sangue, fazer um exame ou até mesmo, uma cirurgia, vou lá, faço e pronto! Ok, vou confessar que o mesmo não vale para dentista! Hehehe

Seguindo este padrão, quando engravidei, eu não me assustei com a quantidade de exames novos e diferentes que precisei fazer, eu sempre tive uma convicção: tudo o que for para o bem da minha saúde, tô dentro!

Daí, o Pedro nasceu, e precisou ir para a UTI, foi a primeira vez que eu tive medo de médicos e hospitais. Talvez o medo não tenha sido do “médico e do hospital”, eu tive medo de ver o meu bebê ali, tão indefeso, tão pequeno, com tantas coisas em volta, com tanta parafernália barulhenta, recebendo tantas “picadinhas” por dia, eu tive medo, muito medo!

Mas o medo daqueles dias de UTI me fez descobrir exatamente qual o tipo de mãe que eu seria, ou que eu gostaria de ser. Eu seria uma mãe que não mediria esforços para garantir a boa saúde do meu filho, uma mãe que não permitiria que este medo privasse as alegrias de uma infância.

Viemos com ele pra casa e, logo na primeira consulta com o pediatra, já vieram todas as recomendações de cuidados e agendamento de vacinas. Eu me assustei de novo! Quantas vacinas aquele pequenino precisaria tomar! Mais picadas, de novo! :/

Respirei fundo e engoli o choro porque, eu entendi que as vacinas eram a única coisa que poderiam afastar de vez o meu medo! Eu sabia que precisava fazer isso pelo meu filho afinal, o que é uma picadinha diante de tantas doenças horríveis que estão a espreita por aí?

Uma destas doenças terríveis é a Meningite e especialmente hoje, no Dia Mundial da Meningite, eu queria dividir com vocês uma história de vida que mostra bem como esta doença pode ser devastadora (para evitar o reload, clique para assistir direto no YouTube):

Eu confesso pra vocês que, como mãe, não tem como assistir este video e não se emocionar! Tanto por me colocar no lugar desta outra mãe, como por me orgulhar de ver o filho dela superar tantos obstáculos!

Infelizmente, a história do Andrey não é uma raridade, todos os anos cerca de 1 milhão de pessoas são infectadas pela meningite em seus vários tipos. E o maior grupo de risco está justamente entre as crianças de 0 a 5 anos.

Com sintomas muito comuns a varios tipos de doenças (febre, dores de cabeça, musculares, etc) a meningite ataca rápida e certeira e, quando não descoberta e tratada a tempo, pode levar a pessoa infectada a morrer em cerca de 24h!

A melhor maneira de se proteger contra a meningite é se vacinando e por isso, eu vou aproveitar para compartilhar com vocês (de novo) o calendário de vacinação indicado pela Sociedade Brasileira de Pediatria. A meningite assusta sim, mas no Brasil, já existem vacinas para prevenir os principais e mais perigosos tipos desta doença que “atacam” por aqui:

calendario vacinasfonte: Casa de Vacinas GSK

Para saber mais sobre onde encontrar todas as vacinas e entender como funciona cada uma delas, acesse o site: www.casadevacinasgsk.com.br

Aqui em casa, vacinar as crianças é o meu jeito de garantir que eu também “me vacine” contra o medo! E por isso, estou sempre atenta e lembrando todo mundo desta nossa maior e mais importante defesa!

2016 é o ano em que nosso país celebra a festa maxima dos esportes com os jogos olímpicos por aqui então, vamos atender ao chamado do Dia Mundial da Meningite, e agir!

Corre pegar a carteirinha das crianças e conferir se está tudo em dia, aproveita para colocar as suas vacinas em dia também afinal, toda mãe conhece bem os “ciclos de doenças familiares”, quando uma doença passa de um irmão para o outro, para a mãe, para o pai… Bora proteger a família inteira!

E que histórias como a do Andrey se tornem cada vez mais raras, que as nossas lágrimas com ele, e com todos os outros campeões sejam apenas de alegria e orgulho!

O medo, a gente vacina! ;)

#meufuturocampeao #juntoscontraameningite #vençaameningite

tag

Categorias Saúde

Concurso Meu Futuro Campeão

concurso gsk

Pedro e Cacá, meus campeões! <3

Eu não sei dizer se o que mais me emocionou nesta vida de mãe (até agora) foi ouvir as primeiras palavras de Pedro e Cacá ou vê-los dar os primeiros passos!

Quando se é mãe, cada pequena conquista dos nossos filhos é uma vitória imensa e aprendemos a ser felizes pelo sucesso deste outro, que é uma parte nossa, mas ao mesmo tempo, tão únicos e incríveis!

É um misto de sentimentos muito louco e é claro que, em tempos de “flashes” para todos os lados, a primeira coisa que toda mãe coruja faz é sair clicando! Cada sorriso, cada gracinha, cada passinho, cada olhar…

Estimular as crianças a darem passos cada vez maiores, a se desenvolverem, praticarem esportes e atividades físicas, também é uma preocupação de saúde, além de ser um orgulho!

Aqui em casa, Pedro e Cacá sempre foram muito livres e estimulados a praticarem o esporte que preferirem! Até agora, já rolou futebol, basquete, natação, ballet e esportes radicais como, skate e patins (ai meu coração! rs)!

E foi pensando nesta mistura de emoções, responsabilidade e saúde, que a embaixadora da causa contra a meningite no Brasil, a fotografa Simone Silvério, em parceria com a GSK e os nossos atletas paralímpicos, criaram uma ação mega legal: O Concurso “Meu Futuro Campeão”!

O concurso, que começa a valer às 0h do dia 21/03/16 e tem validade até as 23h59 do dia 24/04/16 tem a proposta de estimular muitos cliques do seu “futuro campeão” praticando esportes!!

Vai funcionar assim:

  • Faça uma foto do seu filho/a (de 0 a 11 anos) praticando algum esporte ou, com a temática (para o caso dos menorzinhos) e compartilhe no Instagram ou Twitter usando a hashtag #MeuFuturoCampeao
  • Todas as fotos compartilhadas com a # vão aparecer no site http://bit.ly/meufuturocampeao
  • As 2 fotos vencedoras ganharão um ensaio lindo com a Simone Silvério, no estúdio dela aqui em SP, (quem for de fora, ganha também passagem e hospedagem para vir até aqui) e um IPad
  • Os resultados serão divulgados no site http://bit.ly/meufuturocampeao no dia 02/05/16

A Simone Silvério e o pessoal da GSK serão a comissão julgadora das fotos do concurso, vai ser demais ver as fotinhos dos seus campeões, participem muitoooooo! Pode marcar quantas fotos quiser!! Hehehe

Para maiores informações e ver o regulamento completo, acesse o site www.casadevacinasgsk.com.br/meufuturocampeao

E aí, bora participar? O difícil vai ser controlar o dedo com a quantidade de cliques lindos que nós, mães corujas, tiramos dos pequenos todos os dias, né? Hihihi

Bjs ;)


 

Concurso Meu Futuro Campeão. Concurso Meu Futuro Campeão. Participação válida da 0h do dia 21/03/16 até as 23h59min do dia 24/04/16 (horário oficial de Brasília), mediante a publicação no Instagram ou Twitter de uma fotografia de uma criança – com até 11 anos de idade – que retrate a temática “prática de esportes” utilizando a #MeuFuturoCampeão.

Para maiores informações, consulte o Regulamento no site casadevacinasgsk.com.br/meufuturocampeao.

CERTIFICADO DE AUTORIZAÇÃO CAIXA NO 3-0348/2016.


tag

Categorias Saúde

Super poderes de mães

Ainda me lembro nitidamente da primeira vez que senti na pele a dor de ver um filho doente. O Pedro tinha cerca de 5 meses quando, de repente, apareceu uma febre daquelas altas!

Eu nem sabia direito o que era uma febre, não tinha a menor ideia de quando e quanto uma febre poderia ser perigosa ou indicar alguma coisa mais séria. Só sabia que, naquele momento, tudo o que eu queria era ter o super poder de tirar dele qualquer dor, doença ou mal estar, de fazer sumir com um beijo ou um sopro, de fazer ele ficar bem…

Mas a gente sabe que isso não existe, né?

Os super poderes de mães são, infelizmente, limitados – apesar de extraordinários. E toda mãe sabe que nossa melhor defesa é a informação e a prevenção!

Foi pensando nisso tudo que aceitei o convite da GSK para participar de um evento muito importante, que aconteceu aqui em São Paulo. O lançamento da campanha “Meu futuro campeão” é uma ação que convida mães, pais e sociedade para conversar sobre a meningite, uma doença séria, que pode matar ou causar sequelas irreversíveis, mas que tem como prevenir!

Para dar início à ação, conheci a história de cinco dos nossos campeões paralímpicos, todos acometidos pela doença ainda na infância e, hoje, guerreiros inspiradores de superação e força!

Paraolimpíadas 2016

Blogueiras e atletas paralímpicos, porta-vozes da causa!

Para explicar o que é a meningite, qual a sua gravidade e como prevenir, também esteve no evento a Dra. Isabela Ballalai, que é presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações – SBIM, e fez uma apresentação alarmante dos dados da doença no Brasil e no mundo.

A doença meningocócica é causada por uma bactéria, a N. meningitidis ou meningococo, e a primeira coisa muito importante a saber sobre ela é que existem 5 sorogrupos importantes no Brasil: s os A, B, C, W e Y e todos eles podem ainda ser classificados em sorosubtipos. Ou seja, o “inimigo” é quadrilha organizada!!

De rápida evolução, a doença meningocócia é difícil de diagnosticar e, sem o tratamento adequado, pode levar o paciente à morte em até 48h!
Os principais sintomas da doença são:

– febre alta
– dores de cabeça
– manchas vermelhas pelo corpo
– rigidez de nuca
– apatia

Com sintomas tão comuns à vários tipos de doenças e viroses, o diagnóstico torna-se difícil e a demora dele é uma das causas da letalidade da doença. Em menores de 12 meses, que são o grupo mais vulnerável, ainda há o agravante de que não dá para checar a rigidez da nuca!

Aqueles pacientes que conseguem sobreviver à doença, podem sofrer sequelas como: amputação de membros, cegueira, surdez, danos cerebrais e dificuldades de aprendizagem.

Eu não sei vocês, mas eu, como mãe, quando escuto tudo isso, penso em 2 coisas primordiais: 1 – como esta doença é transmitida? e 2 – como faz para se prevenir?

A Dra. Isabela explicou que, a doença meningocócica é transmitida por meio da saliva, tosse e espirro e, o mais alarmante, na minha opinião, é que os transmissores da doença podem ser pessoas que possuem a bactéria dentro de si e não adoecem. Assim, não sabem que a possuem e apenas a transmitem!

Além dos bebês, crianças até 4 anos, adolescentes e adultos jovens (de 9 a 25 anos) também são grupos de risco, tanto como vítimas quanto como potenciais transmissores da doença.

No Brasil, tivemos casos recentes de surtos da doença. Quem se lembra da corrida às clínicas e postos de saúde atrás da nova vacina de meningite, que aconteceu há poucos meses?

Pois é, a melhor maneira de prevenir a meningite é mantendo hábitos de higiene como lavar sempre as mãos, não compartilhar objetos pessoais como talheres, garrafas etc, e se vacinando!

Hoje em dia, já estão disponíveis no Brasil as vacinas dos sorogupos ABCWY , inclusive, a vacina contra a meningite B e seus mais de 1000 sorosubtipos, que é o tipo de meningite que mais faz adoecer crianças e jovens em todo o mundo!

Confesso que saí do evento pensando em checar as carteirinhas de vacinação das crianças e correr para o laboratório mais próximo! Apesar de Pedro e Cacá já estarem grandinhos (ele 8 anos e ela, 6 anos) e com suas carteirinhas em dia, também aprendi com a Dra. Isabella, que as vacinas precisam de reforços, mesmo nos mais velhos!

Outro dado que me chamou muita atenção neste dia é que, a meningite, por estar presente em todo o mundo, acomete muitos viajantes desavisados e desprevenidos! Nós somos uma família viajante, vocês sabem, e este alerta me fez ter a certeza de que, papai e mamãe, também precisam ser vacinados, afinal, todos nós estamos suscetíveis à doença, dentro ou fora do país!

E como é uma causa de importância mundial, ela conta com a fotógrafa Anne Geddes (aquela das fotos newborn mais lindas do mundo!) como embaixadora global.

A Anne, que também esteve no evento, nos apresentou os ensaios que fez com crianças e jovens de todo o mundo, sobreviventes da doença, para chamar atenção para a importância da prevenção.

Como ela mesma disse “as fotos não têm a intenção de chocar, elas têm a intenção de mostrar a superação, destas crianças e de suas famílias e também, têm a intenção de dizer ao mundo que nenhuma outra criança precisa passar por isso!”

Anne geddes

A fotógrafa Anne Geddes, embaixadora global da causa!

Anne geddes

Amber, precisou amputar partes dos 4 membros…

image

As irmãs Sophie e Ellie, uma cuida da outra com tanto amor! Foi a imagem que mais me emocionou!

image

Harvey, precisou amputar partes dos membros inferiores…

image

Julio, nosso representante brasileiro na galeria emocionante da Anne! Segundo ela, quando perguntou a ele como gostaria de ser retratado, ele disse que queria ser O Pensador!

image

Bernadette, uma princesa que precisou amputar partes dos membros inferiores…

Eu estou muito feliz e honrada de poder fazer parte desta causa, de ser uma das porta vozes e poder transmitir para todas vocês tudo o que eu for aprendendo sobre esta doença e como preveni-la.

Como eu disse lá em cima, seria muito bom se os nossos super poderes de mães incluíssem habilidades de cura mas, já que estes opcionais não vieram no pacote “maternidade,” o maior super poder que podemos usar para proteger os nossos filhos é a informação e a prevenção.

E aí, super mães, ativar? Bora proteger os nossos “futuros campeões”? #vençaameningite

Para saber mais sobre a meningite, acesse o site Casa de Vacinas da GSK

Bjs ;)

tag

 

Categorias Saúde

É gripe ou é dengue?

 

Em tempos de epidemia de Dengue e as outras doenças que o mosquito inimigo trouxe com ele, não é difícil se desesperar diante de um quadro que inclua: febre, dores nas articulações, dores de cabeça…

Foi o que aconteceu comigo na semana passada! Pedro estava ótimo quando de repente, amuou em um canto, ficou irritado, olhos inchados… Fui checar e senti ele super quente, coloquei o termômetro e, batata! Febrão de quase 39!!! /0\

Ele também começou a se queixar muito de dores nas articulações dos braços, joelhos, fundo dos olhos, dor de cabeça… A primeira coisa que pensei foi: Meu Deus, será que é Dengue?

Sim porque, por mais que eu tome todo cuidado aqui em casa, que tenha repelente elétrico em todas as tomadas e mande eles pra escola com repelente no corpo todo, a verdade é que, o maldito do mosquito voa, né? Portanto, pode estar em qualquer lugar!

Tentei controlar a febre e a dor com antitérmico recomendado pelo pediatra, dei banho mas, não adiantava, a febre não cedia! Quando bateu 12h de febre alta sem conseguir controlar, corri pro PS com ele, rezando forte pra quem não fosse febre, zika ou chikunguya.

Lá no PS, o pediatra de plantão o avaliou, contei o que estávamos fazendo pra amenizar as dores e controlar a febre e ele disse que estávamos agindo certinho, como não havia outros sintomas associados, o pediatra descartou dengue e outras doenças mais sérias e então, eu questionei: como podemos saber quando é dengue e quando não é, já que os sintomas são tão parecidos, inicialmente?

O pediatra me explicou que, somente um médico pode descartar doenças mais sérias, através de avaliação clínica e exames laboratoriais mas, em casa, você pode estar atenta aos seguintes sinais:

  • Há manchas vermelhas pelo corpo da criança?
  • As secreções nasais apresentam pontos vermelhos, de sangue?
  • Há qualquer tipo de sangramento ou outros sintomas como diarreia, vômito, desmaios?

É sempre bom lembrar que, não é só a dengue que apresenta sintomas iniciais parecidos com gripes e resfriados, doenças mais sérias, como a meningite, por exemplo, também podem começar assim e a meningite pode matar em 24h ou deixar sequelas irreversíveis! É de deixar qualquer mãe de cabelo em pé, né?

Felizmente, Pedroca estava apenas com uma gripe bem forte (que acabou passando pra família inteira) e nestes anos de maternidade, tenho adotado as seguintes medidas em casos de pequenos doentinhos por aqui:

  • ao perceber a febre, pergunto se eles estão sentindo qualquer outra coisa;
  • observo se há outros sintomas associados, checo a pele em busca de manchas avermelhadas, verifico rigidez de nuca, observo se há diarreia ou sangramentos, e também olho o aspecto do catarro (se está claro, muito amarelo, se tem presença de sangue etc);
  • observo o estado geral deles, se estão caidinhos, com reações atípicas etc;
  • controlo a febre e dores com o antitérmico e analgésico recomendados pelo nosso pediatra;
  • anoto tudo: a primeira febre, a hora, o remédio, a quantidade etc. para mostrar para o médico;
  • Se a febre não cede em no máximo 12h, vou para o PS!

Somente nós, como mães, podemos dizer se nossos filhos estão com comportamento atípico ou não, e se o seu coração de mãe está preocupado, não espere! Procure logo o seu pediatra ou vá para o PS!

Crianças menores de 5 anos, são as mais vulneráveis a complicações decorrentes de doenças respiratórias e por isso, se você tem um bebê com febrão e outros sintomas, não espere mesmo! Depois de passar por alguns sufocos com os meus pequenos, posso dizer pra voces com muita certeza, é melhor ir pro hospital “a toa” do que esperar em casa!

Agora estamos todos nos recuperando por aqui, a gripe passou de um pra outro e eu espero que vá embora de uma vez mas, nesta época do ano, ninguém está imune, né?

Por isso, bom mesmo é manter aqueles velhos e bons hábitos de higiene e saúde:

  • lavar sempre as mãos ao chegar da rua, antes de comer ou preparar alimentos;
  • beber bastante água;
  • manter o ar em circulação dentro de casa;
  • nao compartilhar objetos pessoais, mesmo entre os irmãos e a família (é difícil, eu sei!) e
  • ingerir muita vitamina C in natura! Laranja, limão, morango, kiwi, algumas verduras escuras como espinafre, brócolis, couve, rúcula e também, bastante tomate!

Que o bichinho da gripe vá embora logo daqui, e nem passe perto por aí! Oremos!!! /\

bjs ;)

Categorias Saúde

Por que os olhos do bebê mudam de cor?

 

 

Durante a gravidez, todas nós passamos horas da nossa “doce espera” (de 8 meses e 1 século, hehehe!), imaginando como será o rostinho do bebê. Super normal nos pegarmos tentando decifrar do ultrassom o tipo de boca, nariz, olhos, se “puxou” alguma característica da mãe ou se tem mais coisas do pai…

Uma das coisas que é sempre uma surpresa, é a cor dos olhos do bebê! Comigo aconteceu assim: Pedro nasceu com os olhos de um cinza bem escuro e depois, foram ficando castanhos e até ele completar 6 meses, os olhos dele já eram exatamente da mesma cor dos meus: castanho escuro!

A Cacá nasceu com os olhos bem azuis, um azul escuro e depois, os olhos foram esverdeando, ficaram cor de mel e hoje, são da mesma cor dos olhos do pai, um castanho claro. Mas por que será que os olhos do bebê mudam de cor?

Segundo a oftalmologista Daena Leal, do Hospital de Olhos de Pernambuco (HOPE), isto acontece porque, a íris (que é a parte que tem cor, nos olhos) vai aumentando a sua pigmentação com o passar das semanas após o nascimento do bebê.

Na íris é que está a célula melanócita, responsável pela produção de melanina, que é quem também determina a cor da nossa pele e cabelo. Segundo a médica, “ás vezes, realmente temos a impressão do olhinho ser claro. Porém, quando vamos examinar e aproximamos a luz, percebemos a cor real.”

A melanina depende da incidência de luz então, a exposição ao sol, que os olhinhos do bebê receberem, pode influenciar na cor que eles terão. Estas mudanças costumam ocorrer até os 6 meses de vida e depois, não mudam mais.

Além da melanina, a genética também é outro fator decisivo na hora da “mãe natureza” escolher a cor dos olhos do bebê. Uma boa pista para saber como serão os olhinhos do pequeno, é observar a cor dos olhos dos pais.

Os olhos castanhos são, cientificamente, caracterizados como tendência “dominante” e por isso, muitos casais em que apenas 1 deles tem os olhos claros, acabam por ter filhos com olhos escuros ou, acontece uma mescla, filhos com olhos claros e filhos com olhos escuros. Tudo depende da maravilhosa e criativa fábrica do DNA, quando está “montando” este novo ser humano!

A minha amiga linda Marina, do blog Petit Ninos, tem esta experiência em casa! Ela, com os olhos castanhos e o marido, de olhos azuis, têm 3 filhos: Bárbara, Théo e Amelie. A Babi nasceu com os olhos azuis, Théo também e então, quando Marina esperava Amelie, era quase uma certeza que a caçula também teria os olhos azuis mas, a surpresa foi que Amelie, veio com os olhos castanhos!

blog petitninos

Théo, e seus olhos azuis e Baby Mel, com olhos de jabuticaba! <3

No caso da minha outra amiga linda Renata, do blog Formães, foi tudo ao contrário. A Rê tem os olhos cor de mel, quase esverdeados e o marido, tem os olhos castanhos, o primeiro filho, Miguel, tem os olhos castanhos iguais aos do pai e então, enquanto a Rê esperava o Murilo, tinha certeza que ele também teria os olhos do pai mas, a surpresa foi que ele chegou com os olhos azuis céu, diferente de toda a família!

blog formaes

Miguel e Murilo <3

Estes resultados dependem de cruzamentos genéticos da herança de características que estão dentro de cada um de nós. Como nunca saberemos exatamente qual é a nossa “fórmula” humana, a cor dor olhos dos bebês serão sempre uma surpresa!

Nesta tabela abaixo, algumas possibilidades de cruzamentos levando em conta fatores de características “dominantes” e recessivas:

cor dos olhos do bebe

Aqui em casa, a tabela funcionou certinho por enquanto, mas se eu tenho avós por parte de pai com olhos bem azuis, e o marido tem os pais com os olhos claros, será que meu próximo bebê teria olhos claros? Nunca saberemos os mistérios da “fábrica humana” mas, seja qual for a cor dos olhos do seu bebê, o importante é estar sempre atento à saúde oftalmológica de nossos pequenos!

Bebês precisam passar por consultas completas a cada 6 meses até os 2 anos de vida e, depois disso, pelo menos uma vez por ano. Também é importante proteger os olhinhos dos pequenos com óculos escuros que tenham lentes com fotoproteção, ensiná-los a não forçar os olhos contra a luz (solar ou artificial) e ter bons hábitos de higiene como, não esfregar os olhos com as mãos sujas, limpar com soro fisiológico e algodão limpo, as “remelas” da manhã e lavar com água corrente e limpa toda vez que, por descuido, escorrer ou espirrar algum tipo de produto, como shampoos, condicionadores, produtos de cabelo etc.

A cor mais linda dos olhos dos nossos pequenos é com certeza, o brilho do amor, da magia e da infância, concordam?

bjs ;)

 

Categorias Saúde

As 5 leis de Murphy da diarreia

Diarreia, caganera, cocô… Antes de ser mãe, a menção destas palavras podia te fazer torcer o nariz e soltar um ecaa!! mas, depois da maternidade, falar sobre coco, vomitos e outras coisitas, vai ser tão natural, que a gente já quase nem se importa!

A gente troca tanta fralda, mas tanta fralda, que o cocô e todos os óvnis que aparecem nelas, de vez em quando, vão se tornando familiares, a gente reconhece cada um deles, se torna CSI de fralda de filho e tudo vai muito bem, até que, a “kiridinha” da diarreia resolve aparecer, e jogar na sua cara as 5 Leis de Murphy da Diarreia:

1 – O piriri sempre, sempre, sempre acontece quando você está na rua com a criança, sem fraldas ou roupas extras!!

princesa disney

SOCORRRR….

2 – Sabe aquele macacão lindoooo e caroooo que você encomendou dos “estéites”e demorou 3 meses para chegar? Então, vai ser você vestir no bebê e… tcharam!! Olha a manchinha marrom atrás!!! #fail

the simpsons

Este mundo me assusta!!

3 – Não adianta o quanto você tenha organizado o trocador, preparado a água do banho, esterilizado todos os materiais ou colocado uma música zen pra este momento ser perfeito e tranquilo, vai ser você abrir a fralda, tirar debaixo da criança, pra vir o piriri! Daí, no desespero, você vai colocar ele na água e…. ele vai fazer coco na água também!

o rei leao

POR QUEEEEEE….

4 – Você vive tomando todo cuidado do mundo com frutinhas e verdurinhas que o bebê está começando a comer, um dia, ele vai cismar com uma uvinha do sacolão, vai chorar, insistir até que, você vai querer ser a mãe “DESENCANADA DE BOAS” e vai oferecer, bradando a legítima frase: o que não mata, engorda! Passa a uvinha na camiseta pra “limpar” e deixa o bebê mandar pra dentro, pois é, dia seguinte, tá lá o piriri, só pra te fazer sentir culpada até a morte!

the simpsons

5 – Daí, você resolve ir passear num dia lindo de sol, só você e o bebê, naquele parque, que você sabe que não tem banheiro decente e nem trocador mas, tem uma area verde tão linda, se precisar, você troca a fralda no carro, sem estresse! Então, este vai ser o dia em que VOCÊ vai ter o piriri, e não vai ter banheiro pra correr, nem ninguém pra olhar o bebê enquanto você procura um matinho e o jeito, vai ser entrar no carro, rezar para a Nossa Senhora do Transito Bom e emendar na novena pra Nossa Senhora do Aguenta até em casa! #quemnunca?

disney princess

Vou ali falecer e já volto…

Pois é, as Leis de Murphy da Diarreia são cruéis e apesar de a gente fazer piada, a diarreia é um assunto muito sério!

Ela não escolhe hora, lugar, classe social, religião, cor ou idade e, para os bebês e crianças menores de 5 anos, ela é a segunda maior causa de óbito infantil, no mundo!

No verão, época em que esta “kiridinha” costuma acontecer com maior frequência, é preciso redobrar os cuidados com a higiene pessoal e dos alimentos.

A diarreia é uma reação do nosso corpo à lesão na mucosa intestinal causada por bactérias, protozoários ou vírus, estes “inimigos invisíveis” podem estar em frutas e verduras mal lavadas, alimentos mal conservados, em banheiros não higienizados, em corrimãos de escadarias públicas ou até mesmo, no ar!

Para manter ela bem longe das crianças, nesta época do ano, preste atenção nestas dicas:

  • Lave muito bem frutas, verduras e legumes;
  • Mantenha os alimentos bem conservados, em baixas temperaturas;
  • Lave sempre as mãos antes de comer;
  • Tente evitar que as crianças levem à boca brinquedos, objetos, mãos e pés não higienizados!
  • Sempre lave as mãos antes de fazer a higienização do bebê, preparar alimentos e quando voltar da rua;
  • Se você estiver com diarreia, ou o seu bebê estiver, lave bem as mãos após as trocas ou uso do banheiro e não esqueça de higienizar o trocador ou a privada, ter um vidrinho de alcool em gel no banheiro pode facilitar!

E se você perceber que o piriri apareceu por aí, em você ou nas crianças, é bom saber que:

  • A diarreia pode durar de 1 a 14 dias, para saber se um “desarranjo” estomacal pode ser configurado como diarreia, observe se ela acontece de 3 a 4 vezes dentro de 24h.
  • A diarreia ocasiona a perda de líquidos e por isso, é importante repor e manter a hidratação em dia. Para os bebês, isso significa manter a amamentação normalmente, se você amamenta com exclusividade, não há necessidade de oferecer água para o bebê e para aqueles que já comem outras coisas, água e suquinhos são uma boa.
  • Aquela história de antigamente que dizia que, durante a diarreia você deve fazer uma dieta apenas de líquidos, não é verdade! Você pode manter a sua alimentação, e a das crianças, como habitual, desde que seja saudável!
  • Evite medicamentos que “prendem” a diarreia! É importante que ela possa “sair” e assim, as bactérias, protozoários ou vírus causadores dela, não se espalhem pelo seu corpo!
  • Para ajudar a recuperar a mucosa estomacal e diminuir o desconforto da diarreia, ingerir Zinco é muito importante. Você pode fazer isso através de alimentos como: peixes, ostras e legumes de cor verde porém, em casos de “crise”, é bom saber que já está disponível no mercado medicamentos como o BioZinc, do laboratório Aché, que tem uma quantidade concentrada de Zinco e age mais rapidamente na recupeação da mucosa estomacal. Este tratamento, recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), pode ser oferecido para crianças, grávidas e mulheres que amamentam. Lembre-se de consultar um médico para entender direito como funciona!

O maior perigo da diarreia é quando ela causa a desidratação, muitas vezes, por conta do desconforto da diarreia, as crianças ficam amuadas e deixam de se alimentar direito, além disso, muitas passam a vomitar e a combinação vômito + diarreia configura um quadro preocupante de perda de líquidos!

Para descobrir se o seu bebê ou criança está desidratado, esteja atenta à estes sinais:

Bebês:

  • Choro sem lágrimas;
  • Boca seca;
  • Fralda sem xixi;
  • Moleira funda;
  • Pele ressecada e com vinco;
  • Olhos fundos.

Crianças:

  • Choro sem lágrimas;
  • Ausência de xixi;
  • Olhos fundos;
  • Boca seca;
  • Pele ressecada e com vinco;
  • Falta de rubor.

Um teste caseiro, chamado de teste periférico, também pode ajudar a descobrir se a criança está desidratada: feche a mão da criança e segure por 15 segundos, abra e espere o rubor (vermelhinho) voltar, isso deve acontecer em menos de 10 segundos, se demorar mais do que isso, a criança pode estar desidratada.

Além destes sinais, se você estiver com dificuldade para fazer a criança ingerir líquidos e a diarreia está persistente há mais de 3 dias, é hora de correr para o medico!

Sem a desidratação, a diarreia é uma coisa que, infelizmente, acomete a todos nós e, cuidando direitinho, com reposição de líquidos, Zinco e alimentação saudável, ela vai passar e deixar apenas, histórias tragicômicas que fazem parte da vida de mãe! ;)

#SerMãeNãoéBrincadeira #UnidosContraaDiarreiaInfantil

PS: informações e consultoria, Dra. Ana Escobar (pediatra) em palestra, 21/maio/15.  

BioZinc é um medicamento. Leia a bula. Consulte sempre o seu medico.

tag

 

 

Categorias Saúde

A maternidade e o Doutor Google

Às vezes, fico aqui pensando como era ser mãe antes da internet! Eu cresci nos anos 90, usei muito a Barsa para trabalhos escolares mas, desde a minha sétima ou oitava série do ensino fundamental, fui apresentada ao Google, e nunca mais precisei tocar nas aposentadas enciclopédias.

Quer dizer, eu praticamente cresci usando o Google como consultor de qualquer coisa que eu quisesse saber no mundo, claro que, com o tempo de uso da ferramenta, os estudos na escola e depois faculdade, a gente vai aprendendo a filtrar as informações que esta imensa e inesgotável biblioteca virtual nos apresenta, mas a bem da verdade é que o jargão “joga no Google!”, faz tanto sentido pra mim quanto “pergunta pra sua mãe!” deveria fazer para a minha mãe!

Nem quero entrar em outras histórias pessoais porque, o post hoje não é pra falar sobre isso mas, especialmente no meu caso, que nunca pude contar com a minha mãe para perguntar qualquer coisa relativa a maternidade, o “doutor Google” sempre foi conselheiro, rota, direção, janela do mundo…

Toda mãe que se preze, que já se aventurou em jogar uma dúvida qualquer no “doutor Google”, viveu a experiência de encontrar 1 milhão de informações desencontradas e de repente, perceber que uma dúvida pequenina, se transformou em uma angústia gigante digna de apocalipse zumbi!

É ou não é?

Eu percebi que consultar o “doutor Google” não era uma boa durante a gravidez do Pedro, depois de sofrer 2 abortos espontâneos antes da chegada dele (contei AQUI), eu praticamente dormia e acordava, durante os quase 9 meses de gestação, com medos e dúvidas na cabeça, e as consultas ao tão “prestativo” e “disponível doutor”, estavam me deixando cada dia mais nervosa, ansiosa e aumentando muito os grilos na minha cabeça!

Levei a maior bronca da minha obstetra que me proibiu de consultar o Google e assistir estes programas de gestação, parto e recém nascidos na TV. Ela disse que todos eles eram estrangeiros, traduzidos de qualquer jeito e com edições horrorosas e tendenciosas, enfim, não serviam para nada!

Segui o conselho dela mas, quando o Pedro nasceu, eu caí de novo nas garras do “doutor”, qualquer coisinha com o meu recém-nascido, lá ia eu perguntar para o “doutor Google” se era tudo normal, saía da frente dele quase 2 horas depois com uma lista imensa de perguntas para o pediatra, e mais confusa do que cego em tiroteio!

Depois de 8 anos de maternidade, e muita experiência como usuária de internet e mãe blogueira, era de se esperar que eu estivesse “vacinada” contra as armadilhas deste “doutor” maaaaassss, não é bem assim! :(

É óbvio que eu ainda uso muuuuito o “doutor Google” e, apesar de filtrar muito toda a informação que eu encontro, checar as fontes, comparar conteúdos e tudo mais, não estou imune de ficar com muito mais medo, angústia e dúvidas depois de uma “consultazinha” com este “doutor”.

Foi o que aconteceu há 3 meses…

O Pedro nasceu prematuro, passei os 3 primeiros anos da vida dele, preocupada com seu desenvolvimento depois, preocupada com seus problemas pulmonares (asma), depois com suas alergias, depois descobrimos a hérnia umbilical, depois tive medo de ele estar anêmico por causa da curva de crescimento e, em todos estes momentos, eu juro pra vocês que me mantive calma, controlada, e certa de que as informações que eu estava recebendo de especialistas (de verdade) eram as mais confiáveis (como realmente foram), sem a necessidade de checar nada com o “doutor Google”.

Mas desta vez, foi tudo diferente!

Há 3 meses, a professora do Pedro nos chamou na escola (eu e o pai) para uma reunião, ela queria falar sobre o desenvolvimento dele e uma outra coisa que a estava preocupando. Quando a gente recebe um chamado assim da professora, já fica com a pulga atrás da orelha, né?

Na reunião, ela nos contou que ele estava indo muito bem, compreendendo e apreendendo todos os conteúdos, que sua dificuldade com a fala (língua presa) estavam melhores graças ao acompanhamento da fonoaudióloga mas, que ela percebeu que ele tinha as mãos trêmulas.

Segundo ela, ele tremia muito para escrever as lições em seu caderno, na lousa e, às vezes, até mesmo em alguma brincadeira com os colegas. Ela achou melhor não comentar nada com ele pois, não queria constranger ele mas, ficou preocupada e decidiu nos perguntar se ele tinha algum tipo de problema neurológico ou coisa do tipo.

Muito antes de a professora nos chamar para falar sobre isso, eu já havia notado que ele tremia, às vezes, para fazer a lição de casa, às vezes, também tremia para colocar um suco no copo, acertar um objeto em algum espaço pequeno e etc.

Quer dizer, eu já o tinha visto tremendo as mãos mas, sempre em situações em que ele se encontrava sob pressão (na lição de casa, sendo observado por mim) ou quando a atividade exigia dele maior concentração e habilidade de coordenação motora fina específica (colocar o suco no copo e etc.) e por isso, julguei com a minha intuição de mãe, que se tratava apenas de ansiedade, normal a todos nós e ainda mais a ele, que tem uma personalidade super perfeccionista e minuciosa em tudo o que faz.

Mas quando a professora nos chamou para falar sobre isso, a pulga atrás da orelha virou um monstro de sete cabeças! Qual mãe não se abalaria ao ouvir as palavras DOENÇA NEUROLÓGICA a respeito de seu filho? Qual mãe não sairia correndo consultar o “doutor Google” desesperadamente?

Pois é…

Fui consultar o “doutor” e vejam bem o que me apareceu:

Captura de Tela 2015-08-30 às 22.06.53

Captura de Tela 2015-08-30 às 22.07.39

Esclerose múltipla, doença de Parkinson, Doença de Huttington, deficiência nutricional, doenças degenerativas no cérebro, doenças degenerativas na medula espinhal e mais um monte de coisas! Quase enlouqueci!

Aqui em casa, a “mais forte” e racional sou eu, o marido é mais “desesperado”, mas passional e daí, como vi que ele estava muito tenso com tudo isso, engoli o choro e resolvi criar uma estratégia “racional” para lidar com esta bomba que tinha acabado de cair na minha cabeça!

A primeira coisa que fiz foi marcar a consulta com o pediatra dele, eu já sabia que não conseguiria a consulta tão rapidamente, o pediatra é bem concorrido e, como eu previa, minha consulta foi agendada para quase 40 dias após a ligação. Neste meio tempo, resolvi passar a observar mais de perto o meu filho, ver quando, como e onde ele tremia, em qual situação se encontrava quando isso acontecia, e fui anotando para contar ao pediatra.

Ele tremia quando fazia lição de casa, as mãos tremiam quando ele apontava o lápis para o caderno mas, ao iniciar a escrita, o tremor sumia e a letra saía sempre linda e perfeita. Ele tremia para colocar o suco no copo, mas só se a jarra ou caixa de suco estivesse muito cheia e então, eu pensei que poderia ser o peso + a concentração. Ele tremia para levar um garfo à boca, mas só quando estava com pressa para sair da mesa, eu pensei que pudesse ser ansiedade…

Ele não tremia quando tocava bateria, segurando as baquetas, ele não tremia quando brincava de Lego, que possui peças bem pequenas e exigem maior concentração e coordenação motora fina, ele não tremia para desenhar à mão livre, ele não tremia para usar os pincéis, ele não tremia no jogo de botão e definitivamente, não tremia para jogar video game.

Me agarrei na minha intuição de mãe que me dizia que aquilo não era nada, que podia ser só ansiedade mesmo, alguma insegurança ou coisa do tipo mas, toda noite, depois que ele dormia, eu ia lá, no quarto dele, me sentava na beirada da cama e chorava baixinho, pedindo a Deus que não permitisse que ele sofresse, que passasse por osmose pra mim, qualquer coisa que pudesse machucar o meu pequeno.

Nestes 40 dias de sufoco, eu alternava entre dias em que estava especialmente segura e tranquila, e dias em que estava com muito medo mesmo! O marido, chorava escondido no cantinho, preocupado, tenso, estressado…

Finalmente chegou o dia do pediatra, o que pensamos que seria um alívio, virou nova tortura! Na avaliação clínica, ele nos disse que não encontrava nenhum sinal de qualquer doença neurológica e que o tremor das mãos dele eram muito suaves e comuns mas, ele não era especialista e por isso, nos encaminhou para um neurologista infantil.

Saí do consultório mais angustiada do que entrei, meu lado racional sabia que o médico estava certo em não emitir uma opinião 100% acertada, já que ele não era mesmo especialista mas, meu lado mãe, gritava de raiva por ele não ter me dado conforto e nem ter dito o que eu queria ouvir: “seu filho não tem nada, ele é perfeito e saudável!”

Marquei a consulta com o neurologista ainda no carro, mais 1 semana de espera! No dia da consulta, o neurologista o avaliou clinicamente, fez alguns testes, aproveitou que estávamos todos lá (eu, papai, Cacá e Pedro) e fez uns testes com todos nós, no final, nos disse que achava que se tratava do que chamam de tremores hereditários.

São leves tremores nas mãos, de causa desconhecida mas que, é transmitido geneticamente e não evolui ou atrapalha em nada a vida de quem o possui. O tremor continua igual por toda a vida, podendo se agravar em momentos de ansiedade, tensão ou estresse e desaparecer na fase adulta.

Lá no consultório, descobrimos que todos nós, da família, temos um leve tremor nas mãos, até mesmo a Cacá. De toda forma, o médico pediu um exame de ressonância magnética de crânio para descartar qualquer suspeita de anormalidade e nos deixar mais tranquilos.

Depois desta consulta, saí um pouco mais aliviada mas, eu sabia que só ficaria completamente tranquila depois do exame e por isso, passei pela nova peregrinação: encontrar um laboratório que fizesse a ressonância magnética de crânio em crianças.

Eu não queria que meu filho sofresse com nenhum tipo de exame doloroso e, se não houvesse alternativa, queria que ele fizesse isso no melhor lugar possível. Recorri ao “doutor Google” de novo para entender o que era e como funcionava um exame de ressonância magnética, descobri que ele é bem menos nocivo do que um raio X, por exemplo, e apesar de delicado, é bem simples. Prometo falar mais detalhadamente sobre ele em outro post! ;)

Escolhi o laboratório, marquei o exame, mais 15 dias de espera, mais 15 dias velando o sono do pequeno, mais 15 dias chorando de madrugada, mais 15 dias tentando ser forte e usando a minha máscara de “tá tudo bem!”, e bora me afundar no trabalho e nos preparativos da festa de aniversário dele, para ocupar a cabeça!

No dia do exame, coração na boca, dor de barriga, dor de cabeça, angústia, e o sorriso no rosto tentando transmitir toda paz, tranquilidade, serenidade e segurança pra ele. O hospital que escolhemos é especialista em crianças, e toda a sua equipe também, graças a isso, o Pedro não precisou ser sedado para o exame e a equipe foi super paciente com todas as perguntas e “remelexos” do meu pequeno.

Lá no exame, nós esperávamos que o técnico já pudesse nos dizer se estava vendo algo anormal, mas descobrimos que teríamos mais alguns dias de sufoco pela frente já que, a avaliação é feita por um médico neurologista que emite um laudo após análise do exame.

Com a nossa insistência, o técnico nos disse que não percebeu nada de anormal, mas que deveríamos esperar pelo laudo. Mais 10 dias…

Neste tempo eu fiquei pensando, claro que, se aparecesse alguma coisa neste exame, se fosse confirmado alguma doença no meu filho, eu continuaria a amá-lo como sempre e lutaria com todas as minhas forças para fazer tudo o que eu pudesse e não pudesse para que ele ficasse bem, para que não sofresse.

Resolvi encarar tudo desta forma: eu tinha certeza, no fundo da minha alma e do meu coração de mãe, de que não era nada mas, se por acaso o meu amor (ou o meu medo) estivessem me confundindo, eu lutaria pelo meu filho, eu encararia de frente qualquer que fosse o obstáculo e pronto! Estava resolvido, chega de sofrer!

Tão fácil falar, tão fácil planejar, tão difícil colocar em prática….

Um dia antes do resultado do exame, eu já havia mandado uns 2 emails para o laboratório pedindo o laudo, a atendente foi bem delicada quando me pediu que aguardasse pelo prazo combinado… No dia certo, recebi via email o laudo, estava no trânsito, recebi a notificação no celular, parei no farol, vi que era do laboratório, estacionei o carro e resolvi abrir ali mesmo o documento anexo.

No laudo médico, algumas palavras difíceis e complicadas mas, no final o tão esperado “nenhuma anormalidade encontrada”, estava lá!

UUUUUUUFAAAAAA!!!

Comecei a chorar ali mesmo e precisei de uns 10 minutos para me recompor, liguei para o marido para dar a notícia, ele estava no meio de uma reunião e também precisou de 10 minutos para respirar e tirar das costas este elefante colorido que estávamos carregando!

Marcamos o retorno no neurologista, ele avaliou o exame, refez algumas avaliações clínicas, alguns testes com o Pedro e nos disse para ficarmos tranquilos, voltarmos anualmente para acompanhamento e é claro, procurá-lo caso acontecesse alguma outra coisa.

O que eu aprendi com tudo isso?

Que mães precisam ter nervos de aço, cabeça lúcida e coragem de Hércules para exercerem a maternidade! Que o “doutor Google” não é uma fonte confiável de referências e informações e por isso, sempre cheque as fontes consultadas e quando se tratar de saúde, procure um médico, por favor!

Que escrever um blog é muita, muita responsabilidade porque eu sei que, este texto aqui, também estará fazendo parte da grande enciclopédia do “doutor Google” e por isso mesmo, eu resolvi escrevê-lo.

Se você chegou até aqui por que está preocupada com algum tipo de tremor ou doença neurológica do seu filho (ou sua), por favor, entenda que este é um relato pessoal de uma experiência que eu vivi, que nenhuma pessoa é igual a outra e que somente um médico especialista poderá te ajudar, de verdade!

Para as minhas leitoras e seguidoras de sempre, me desculpem o longo texto, eu quis contar assim, timtim por timtim pois, foram vocês que me deram tanto carinho e apoio lá pelo instagram (@bagagemdemae) nestes dias em que eu estava com toda esta dor no meu peito! Eu precisava explicar direito o que estava acontecendo e principalmente, precisava agradecer todo o amor que eu e o Pedroca recebemos, muito obrigada mesmo! <3

E agora, bola pra frente! Porque eu tenho certeza que este não será o último susto nesta jornada longa, louca, desafiadora e deliciosa que é a maternidade!

Bjs ;)

Captura de Tela 2015-08-30 às 23.11.43

Filhote amado, por você, toda a minha vida e o que mais eu puder oferecer! Moya dusha <3

Categorias Saúde

Icterícia no recém nascido: o que é e por que acontece

 

caca

Cacá, minha amareladinha mais linda! hihihi <3

Já contei por aqui que, para conseguir engravidar do Pedro precisei fazer alguns tratamentos, nada muito sério mas, foi uma gestação toda planejada e cheia de cuidados e intercorrências. Passei os quase 9 meses de gravidez morrendo de medo de que alguma coisa pudesse acontecer com o meu bebê e quando ele nasceu, prematuro, precisou ficar na UTI e eu sofri muito!

Por causa de tudo isso, eu simplesmente resolvi (com muita dor no coração) que não engravidaria novamente, apesar de sempre ter sonhado com um casal, eu não queria passar por nada daquilo de novo, e achei melhor agradecer muito pelo filho tão desejado que eu já tinha e mais tarde, adotar outra criança.

Daí, no meio da loucura da rotina de uma mãe de bebê, não reparei que já fazia um bom tempo que eu estava com a menstruação atrasada. Eu nem cogitei uma nova gravidez, na minha cabeça, seria simplesmente impossível engravidar novamente de maneira natural e por isso, fiquei preocupada, achando que estava com algum outro problema de saúde.

Resolvi fazer um teste de farmácia só por desencargo de consciência mesmo e então, o resultado foi super positivo! Eu ainda estava incrédula, fiz o exame de sangue e ele acusou um Beta Hcg altíssimo, o que me deixou desesperada imaginando serem gêmeos!

Corri para o ultrassom e descobri que eu não estava grávida, estava MUITO grávida de 11 semanas! /0\ Parece aqueles episódios de “eu não sabia que estava grávida” mas gente, eu estava acima do peso, sentia náuseas e enjoos direto por causa da minha gastrite, vivia cansada por correr atrás do Pedro (que tinha cerca de 1 ano e meio) e por isso, nunca imaginaria uma nova gravidez!

Mas lá estava ela, minha pequena princesa, linda, grande, perfeita e crescendo dentro da minha barriga. A gravidez da Cacá correu sem nenhuma intercorrência, tudo bem e tranquilo, eu tive tempo e calma para fazer tudo o que era preciso e esperei por ela sem pressa, sem a ansiedade do primeiro filho.

Quando me aproximei das 36 semanas, comecei a ficar com uma pontinha de medo. Tinha medo de ela ser apressadinha como o Pedro e acabar nascendo prematura, eu não queria passar por tudo aquilo de novo e principalmente, eu não queria que ela sofresse nenhuma dificuldade aqui do lado de fora.

Todos os dias eu conversava com a minha barriga e pedia pra ela esperar, pra chegar nas 40 semanas, pra não ter pressa e então, com 39 semanas e 4 dias ela resolveu nascer!

Lá no hospital, eu fiquei meio apavorada, não sei explicar direito, de repente, me deu um medo absurdo de acontecer alguma coisa comigo e o Pedro ficar sem mãe, depois fiquei com medo de acontecer alguma coisa com o Pedro, que estava na casa da minha sogra e por último, comecei a ficar desesperada imaginando que a Cacá poderia nascer e ir para a UTI também, fiquei tão em pânico que a minha pressão caiu e eu desmaiei, foi tenso!

Passado este estresse, ela nasceu! Linda, grande, com 2,970kg e 48cm, completamente saudável e perfeita, com pulmões bem fortes e um choro alto e bravo!

Nas primeiras horas que fui para o quarto, fiquei torcendo para ela vir logo, e ela veio! Tudo estava indo bem até que, na mamada da madrugada, ela não veio, ao invés disso, recebi uma ligação do berçário me pedindo para ir até lá conversar com o pediatra… gelei!

Chegando lá, ele me explicou que a Cacá não desceria para o quarto pois, estava com a icterícia muito alta e precisaria ficar no banho de luz. Meu coração despedaçou!

Apesar de saber que não era nada super grave pois, o Pedro também havia tido icterícia quando nasceu, eu não entendi por que ela precisaria ficar no banho de luz, já que o Pedro não precisou de nada disso. Pedi para o pediatra do hospital me explicar aquilo direitinho e depois, ainda pedi mais explicações para a minha obstetra porque, sabe como é mãe, né? Já tava achando que era tudo culpa minha!

A icterícia em recém nascidos é super comum, mais de 50% dos bebês ficam “amareladinhos” nos primeiros dias de vida, não há nada de grave e não é preciso se desesperar porém, é preciso o acompanhamento do pediatra.

Quando o Pedro nasceu, o nível de icterícia dele estava dentro do considerado “normal”, ou seja, acima de 5 mg/dl (miligrama por decilitro de sangue) o que a torna visível mas, abaixo do considerado “perigoso” (à partir de 12 mg/dl) e por isso, ele não precisou do “banho de luz” ou, fototerapia.

“A icterícia aparece no bebê saudável quando o sangue fica com excesso de uma substância chamada bilirrubina, que é produzida pelo organismo durante o processamento dos glóbulos vermelhos de que ele não precisa mais. Os recém-nascidos tendem a ter níveis de bilirrubina elevados porque possuem hemácias extras em seu corpo, e seu fígado ainda não consegue metabolizar a bilirrubina.”*

*fonte: BabyCenter Brasil

Para reconhecer se o seu bebê tem icterícia, observe os seguintes sinais:

  • Para os bebês nascidos a termo (ou seja, após as 37 semanas) a icterícia costuma surgir no segundo ou terceiro dia de vida;
  • Para os prematuros, a icterícia aparece entre o quinto e sétimo dia de vida;
  • Para saber se o amarelado do seu bebê é icterícia, faça o seguinte teste: pressione levemente o peito do bebê, se a pele ficar amarelada quando você parar de fazer pressão, ele provavelmente está com icterícia. Entre em contato com seu pediatra ou, retorne ao hospital em que o bebê nasceu para que seja feito o exame de sangue.
  • Para bebês com a pele mais escura, observe se há amarelado na gengiva e nos olhos.

Apesar de ter este nome esquisito, a icterícia não costuma ser grave, apenas em casos raríssimo e de falta de assistência é que podem surgir problemas neurológicos decorrentes da icterícia. No caso do Pedro, a icterícia apareceu tardiamente, já que ele foi um bebê prematuro, e pudemos tratá-lo apenas com alguns minutos de sol todos os dias. Já no caso da Cacá, ela apareceu dentro do prazo esperado e estava bem mais forte do que no Pedro, com 13 mg/dl, o que já é considerado alto e por isso, há a necessidade do tratamento com fototerapia.

As causas da icterícia são a falta de capacidade do fígado em processar o excesso de bilirrubina e também, algumas condições genéticas, como por exemplo:

  • Bebês asiáticos têm mais tendência a ter icterícia e
  • A incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o bebê.

No nosso caso, o que resultou a icterícia foi justamente o raríssimo caso de incompatibilidade sanguínea entre mãe e bebê, eu tenho tipo sanguíneo O+ e as crianças, nasceram com o tipo sanguíneo do pai, B+. Quando digo raríssimo, não é porque é difícil de encontrar mães e bebês com tipos sanguíneos como os nossos mas, nem toda mãe e bebê com estes tipos sanguíneos estarão fadadas a sofrer com os níveis elevados de icterícia, é realmente bem raro de acontecer.

De toda forma, com assistência e cuidado a icterícia não é grave e passa sem maiores transtornos. A Cacá precisou fazer a fototerapia intensiva, este tratamento consiste em manter o bebê em um bercinho, só de fralda, com os olhos protegidos e recebendo a iluminação direta de luzes fluorescentes.

Não dói nada e costuma ser bem tranquilo, já que os recém nascidos dormem durante boa parte do tempo, eles nem percebem que estão ali, ficam apenas irritados com os olhos vendados quando acordam para mamar e há o inconveniente da picadinha da agulha para a coleta de sangue, que é necessária para acompanhar a evolução do tratamento.

Vou confessar pra vocês que, a primeira vez que fui ver a Cacá na fototerapia, eu me assustei com ela de olhos vendados, depois peguei no colo, amamentei e já devolvi para o bercinho iluminado pois, quanto mais tempo ela passasse debaixo da luz, mais rápido sairia de lá.

Eu sofri muito quando o médico me deu a notícia de que ela não teria alta junto comigo, apesar de saber que ela estava bem, ninguém merece voltar pra casa sem o bebê, e pela segunda vez, né?

Depois que tive alta, fiquei “acampada” na recepção do hospital pois, queria garantir que a Cacá seria amamentada toda vez que chorasse, fiz isso durante todo o dia até que, de noite, o Pedro deitou no meu colo e me pediu para ir pra casa, ele queria descansar.

Meu coração ficou partido de ver o meu pequeno, também bebê, ali todo de “qualquer jeito” no sofá do hospital, naquele momento entendi que, agora como mãe de dois, eu precisava fazer escolhas mais acertadas, e que levassem em consideração o bem estar dos dois.

Como a Cacá estava bem assistida dentro do hospital, concordei em ir embora! Antes, passei no banco de leite e tirei todo o leite suficiente para ela mamar de madrugada, na manhã do dia seguinte, eu já estava lá de volta e no final do dia, finalmente ela teve alta!

Foi um sufoquinho e deu um belo de um susto sim, mas no final, deu tudo certo! Quem me segue por aqui, sabe que a Cacá está aí, linda, princesa, forte e saudável!

Se você desconfia que seu bebê pode estar com icterícia, procure seu médico com urgência e se ele já foi diagnosticado e está sob tratamento, fica calma! A icterícia assusta mas, passa rápido e sem sequelas para a vida do pequeno!