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A primeira papinha a gente nunca esquece…

introdução alimentar

imagem: shutterstock

 

O bebê nasce e você amamenta, às vezes, precisa complementar com fórmula e tudo isso (amamentar, fazer mamadeira, saber a quantidade ideal, a temperatura ideal, o horário ideal) já é bem complicado de ajustar e se adaptar e daí, antes mesmo que você possa começar a cantar vitória, chega a hora da primeira papinha!

A verdade é que, com a introdução alimentar, inicia-se uma nova fase na vida da mãe e do bebê, por mais que você já estivesse “craque” na arte de alimentar o seu filho com o seu leitinho (ou a fórmula), com as papinhas é tudo novo de novo!

Quando o pediatra me liberou para iniciar a papa de frutas para o Pedro eu nunca imaginaria que seria tão complicado: escolher fruta, lavar casca, descascar, amassar, escolher um pratinho, uma colher ideal, babador, melhor lugar para comer…

Mesmo com o apoio do pediatra, apetrechos sofisticados e toda a informação que pude encontrar, a primeira papinha não foi como eu imaginava! O Pedro não abriu a boquinha assim que viu a colher, não ficou sentado quietinho, não comeu tudinho…

As dúvidas foram surgindo e me deixando muito insegura! Será que eu estava iniciando na idade apropriada? Será que era normal ele recusar a papinha? Será que eu havia higienizado o suficiente? Será que estava bem amassado?

Como sempre, o primeiro filho é o nosso “test drive” e com a Cacá foi tudo bem diferente! Baseada nestas duas experiências, vou listar aqui um “esquema” para você se sentir mais segura e iniciar com menos traumas!

Quando?

Normalmente é o pediatra quem vai te indicar a melhor idade para iniciar a introdução alimentar mas, via de regra, o normal é que a indicação seja por volta de 4-6 meses de vida! Se o bebê é amamentado exclusivamente, normalmente os pediatras esperam até os 6 meses, se ele já recebe a complementação com fórmula, alguns indicam aos 4 meses.

Com o Pedro, iniciei aos 4 meses e posso dizer pra vocês que a experiência foi muito mais complicada do que com a Cacá, que eu iniciei aos 6 meses. O motivo é bem simples: aos 4 meses os bebês ainda não se sentam sozinhos, não sustentam a cabeça por muito tempo e daí, imagine colocar um babador num pescocinho meio mole? Alimentar um bebê reclinado que vira a cabeça e derrama tudo no carrinho?

Eu não sou pediatra mas, garanto pra vocês que iniciar a introdução alimentar aos 6 meses é muito mais fácil e melhor recomendado! Aos 6 meses os bebês já se sentam sozinhos ou quase sozinhos, conseguem sustentar a cabeça e o risco de engasgos é bem menor. A Cacá nunca engasgou, o Pedro engasgou 1 vez e eu quase morri do coração!

Fora isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde (MS) também recomendam a introdução alimentar apenas aos 6 meses de vida do bebê pois, nesta fase, o organismo do bebê está mais maduro para lidar com possíveis infecções ou reações alérgicas decorrentes dos novos alimentos.

Se o seu pediatra recomendou a introdução alimentar antes dos 6 meses, converse com ele sobre estas dúvidas e a real necessidade de introduzir novos alimentos na rotina do bebê.

O que?

O pediatra ou uma nutricionista também podem te auxiliar sobre o que oferecer para o bebê neste primeiro momento. A prática comum é iniciar com a papinha “doce” de fruta, para que o bebê aceite melhor a nova consistência, já que está habituado ao sabor adocicado do leite materno.

As frutas mais comuns usadas nesta fase são: banana prata, maçã, mamão, pêra, entre outras. As frutas devem ser lavadas, descascadas e depois, amassadas com um garfo, o melhor é que você nunca triture os alimentos, o bebê precisa aprender a “mastigar” com a gengiva e por isso, a papinha não pode estar muito líquida e nem muito cheia de “pedaços”. A consistência deverá ser pastosa e granulosa, sem risco de engasgo mas, que possa ser “mastigada” na gengiva.

Depois de pelo menos 1 semana com a fruta (ou quando o bebê já estiver habituado), inicie a papa salgada; para este primeiro momento, misture poucos ingredientes como: batata e cenoura, mandioquinha, chuchu….

A consistência da papinha é a mesma da fruta mas, no caso da papa salgada, você pode deixá-la aquecida. Para as frutas e para a papa salgada, o ideal é que você teste um tipo de cada vez e aguarde pelo menos 4 dias antes de tentar algo novo assim, você poderá observar se o bebê apresentou alguma reação àquele ingrediente. As reações podem ser: diarréia, coceira, vermelhidão, irritabilidade…

Para ver cardápios e mais dicas da nutricionista para esta fase de introdução alimentar, clique AQUI e se você começou a alimentação e o coco do bebê está saindo esquisito e te deixando em pânico, clica AQUI para ver os tipos de coco para cada tipo de comidinha!

Como?

O ideal é que você escolha um lugar para o bebê comer que será o lugar habitual por exemplo, um cadeirão ao lado da mesa de jantar, ou no carrinho do lado da mesa e etc…

Se você habituá-lo a se alimentar sentado no sofá, ou no bouncer, ou enquanto brinca com alguma coisa, ele ficará condicionado a isso e futuramente, a hora de comer poderá se tornar uma “guerra”! Então, desde cedo, é legal mostrar ao bebê que, a hora de comer é uma hora especial, que requer a atenção dele e a sua e por isso, desligue a TV, o tablet e celular e concentre-se com ele.

Depois de escolher o lugar, escolha os acessórios! Babadores, muitos babadores, pratinhos plásticos, colheres adequadas ao tamanho da boquinha do bebê e sempre cheque a temperatura da comida antes de oferece-la ao bebê.

Para fazer isso, você coloca um pouquinho da comida na parte interna do pulso, deve estar aquecida sem “queimar”. Evite assoprar a comida do bebê, o ideal é preparar com antecedência e deixar esfriar naturalmente, ao assoprar você pode transmitir bactérias da sua boca para a comida dele, como por exemplo, as causadoras de cáries!

Com babador, pratinho e colher em mãos, é hora de oferecer a papinha! Lembre-se, esta será a primeira vez na vida que seu bebê terá contato com algo deste tipo, até então, ele só conhecia a consistência, sabor e temperatura do leite então, é normal que ele ache tudo muito estranho!

Coloque uma pequena porção na colher e toque com a papinha na boquinha dele, pode ser que ele tenha o instinto imediato de abrir a boquinha e aceitar a comida neste caso, coloque só um pouquinho lá dentro, pra ele sentir a consistência, temperatura e sabor. Deixe-o experimentar, observe como ele “mastiga” com a gengiva e engole.

Se ele não abrir a boquinha ao toque da colher, você pode ensiná-lo a fazer isso! Sente-se de frente para ele e, com a colher em punho, abra a sua boca para mostrar a ele o que espera que ele faça, a tendência é que o bebê imite a sua atitude e abra a boca. Ao abrir, coloque um pouquinho da papinha na boquinha e espere, tenha calma!

Pode ser que ele cuspa, pode ser que não volte a abrir a boca, pode ser que comece a chorar ou, pode ser que ele queira por a mão na colher e depois, colocar na boca ele mesmo. Deixe-o experimentar, deixe-o sentir as texturas e sensações, se ele se recusar a abrir a boca de novo e começar a chorar, não insista!

Aos poucos, no dia a dia, com paciência e cuidado, ele vai aceitando experimentar! Lembre-se que, nesta fase, a papinha é o “complemento” dos nutrientes que ele já recebe através do leite materno ou fórmula por isso, nada de desespero!

Para ver uma lista de produtinhos que facilitam a hora da papinha clica AQUI.

Quanto?

Daí ele está aceitando a papinha mas, você não tem certeza se a quantidade que ele está comendo está suficiente. Bom, isso só quem pode dizer para você é o bebê!

Com as frutas, meia banana prata amassadinha comida inteira nas primeiras tentativas está mais que suficiente, se ele quiser apenas 2 ou 3 colheradas, está bom também! O mesmo vale para as papas salgadas, as quantidades são de 100g ou 4 colheres de sopa logo, muitas mini colheres de bebê.

Se ele comer tudinho, ótimo! Se ele comer só 3 ou 4 colheres, tudo bem também! Mantenha o foco de que, além da comidinha ele ainda vai tomar o leitinho e então, está tudo certo! Desconfie apenas se, nas consultas mensais seu bebê não estiver ganhando o peso adequado ou crescendo dentro do esperado, neste caso, você e seu pediatra deverão decidir qual o melhor caminho para garantir que o bebê se alimente e cresça saudável.

O essencial nesta fase de introdução alimentar é ter muita PACIÊNCIA, estar segura de que está tudo bem e de que todo mundo passa por isso. Se o seu bebê se recusa a experimentar qualquer coisa, se ele vomita, se chora ao engolir ou se você desconfia de alguma coisa, converse com o seu pediatra!

É normal a fase ser difícil, é normal o bebê não aceitar logo de primeira, é normal ele não comer tudinho, é normal ele querer colocar a mão em tudo, é normal ele se sujar e sujar você! Aproveite para tirar muitas fotos deste momento delicioso e que vai te encher de saudades!

Bjs ;)

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Pick eater: ela só come amarelo!

imagem: Pinterest

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Aqui em casa a questão da alimentação sempre foi um problema, por mais que eu tentasse fazer tudo sempre “certinho”, a verdade é que, o Pedro e a Cacá sempre me deram um baile!

Começou com o Pedro, sempre beliscando, nunca comendo de maneira “substancial” e me deixando apavorada! Só depois de muitas consultas com pediatra, nutricionista, exames de sangue e tudo mais que eu consegui aceitar que, ele comia de pouquinho, mas várias coisas e isso era bom, ele é uma criança que topa experimentar e isso é o mais difícil de se conseguir.

Com a Cacá, as coisas são ao contrário, ela sempre foi de “bater um pratão”, desde que este pratão fosse composto apenas por: arroz + feijão! É desesperador ver esta criança recusar qualquer tipo de outra coisa: carne, frango, legumes, verduras…

Aos poucos consegui incluir nas refeições dela legumes como: batata, milho, chuchu e espinafre (a única coisa verde que ela topa) e descobri que a minha filha é uma pick eater de primeira!

Crianças pick eater são aquelas que têm preferência por cores e texturas e só comem assim, por exemplo, a Cacá só come legumes amarelos e em pedaços, ela ama batata mas, não come purê, ela não gosta da textura, ela come milho em grãos, mas não come creme de milho e por aí em diante.

Ter uma criança pick eater não é nada fácil, por mais que possa parecer ok ela amar arroz e feijão, ela precisa das vitaminas e nutrientes que só se encontra em um prato diversificado e então, por mais que eu odeie pensar que estou “enganando” a minha filha, a única forma que encontrei para fazê-la comer as outras coisas que ela precisa foi, disfarçando os alimentos ou, tornando-os lúdicos.

Já contei pra vocês neste outro post AQUI as receitas que fazem sucesso aqui em casa, todas simples, fáceis e baratas e hoje, vou contar pra vocês como eu estou disfarçando os temperos na comida. Aqui em casa eu optei pelos temperos naturais, além de serem obviamente mais saudáveis, acho importante que as crianças aprendam a reconhecer aromas e sabores e fico em pânico com o teor de sódio dos temperos prontos.

A Cacá não come nada verde ou que faça “creck” ao morder, o que praticamente todos os temperos fazem, né? Por isso, olha só os meus truques:

Disfarçando temperos:

  • Alho: eu uso muito aqui em casa o alho amassadinho in natura ou, o alho desidratado. No caso da Cacá o alho tem a vantagem de ser “branco-amarelado” mas, para evitar que ele faça “creck”, eu amasso bem amassadinho pra ela não ouvir o barulhinho.
  • Cebola: eu amooo cebola, para conseguir fazer as crianças comerem a cebola nas comidas eu ralo! Passo a cebola inteira no ralador e pronto! Quando quero sentir o sabor bem acentuado, eu faço a parte pra mim com rodelas inteiras.
  • Verdinhos: eu evito usar os verdinhos (orégano, salsinha, cebolinha) em coisas brancas, tipo, arroz, macarrão, molhos brancos e etc. Coloco apenas nas comidas onde eles ficam “camuflados” como, o feijão, molho vermelho, molho de carne e etc.

A questão dos temperos foi até relativamente fácil de resolver, mas fazê-la topar comer legumes e verduras é um pouco mais complicado…

Olha só os legumes e verduras que eu consegui fazê-la comer e como:

  • Espinafre: é o único verdinho que ela topa quando eu faço o “Espinafre do Popeye” (receita AQUI)
  • Chuchu: ela come ele refogadinho na cebola e alho amassadinhos com sal, deixo picadinho bem pequeno e molinho, na verdade, ela confunde com batata! hehehehe
  • Cenoura: ela topa se estiver raladinho e cozido junto com o “Arroz de Coelho” (receita AQUI)
  • Abobrinha: consigo fazê-la comer quando eu descasco (tirando a parte verde) e pico bem pequeninho e refogo junto com a carne moída.

Por falar em carnes, olha como eu consegui fazê-la comer algumas:

  • Carne vermelha: ela só come carne moída então, eu aproveito para colocar na carne o chuchu ou a abobrinha e deixo cozinhar bem pra ficar super molinhos. Ela também topa almôndegas e hamburguinhos caseiros (receita AQUI) quando fazemos juntas, acho que a parte de “colocar a mão na massa” desperta a vontade de comer o que ela mesma criou.
  • Carne branca: frango nunca foi um problema tão grande, como ele é “branco” ela topa comer picadinho, desfiado ou grelhadinho. Para os peixes, ela só come o Saint Peter à milaneza (receita AQUI) porque fica tudo “amarelo” e também aceita o atum no macarrão (receita AQUI) porque o molho branco disfarça a cor amarronzada dele.

Não é fácil ter que adaptar todo o cardápio da casa por causa das preferências de uma criança mas, optei por ter refeições tranquilas e sem dramas tentando contornar esta fase dela. Claro que, eu só topei isso porque tenho certeza que ela está bem: dentro da faixa de crescimento e peso adequadas, livre de anemia e qualquer outra coisa.

Descobrir se você também tem um pick eater em casa, pode te ajudar a planejar as refeições e acabar com as brigas em casa. Para descobrir isso, observe as preferências alimentares do seu filho, vá anotando o que ele recusou, o que aceitou e depois, cruze as informações. A preferencia pode ser por cor, textura, aparência…

Aqui no blog, já fizemos um post bem completinho com todas as informações sobre o que é um pick eater, se você está desconfiada, dá uma olhada AQUI.

A hora da alimentação precisa ser um momento de prazer e descobertas, mesmo disfarçando as coisas na comida dela, eu não abro mão de oferecer os alimentos coloridos e principalmente, de comer os alimentos coloridos na frente dela. Observar a família toda comendo de maneira diversificada também faz parte do aprendizado dela e é muito importante.

Tenho fé que isto é fase e, daqui a pouco ela já começa a aceitar experimentar as outras coisas, vamos lá amigas, segura na minha mão, respira fundo e mantra comigo: vai passar, vai passar, vai passar…

Bjs ;)

 

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Pode colocar achocolatado na mamadeira do bebê?

achocolatado na mamadeira

imagem: weheartit

Antes de responder esta pergunta, vamos a algumas considerações…

Até os seis meses de vida, os bebês devem ser alimentados exclusivamente com leite materno, a partir dos 6 meses é que a introdução de alimentos deve começar, mantendo o aleitamento materno. Aqui no blog você encontra muitas dicas sobre introdução alimentar, clica neste link AQUI.

Se você está pensando no desmame e quer tirar o bebê do peito para a mamadeira, saiba que o ideal é passar do peito direto para o copinho. Fazendo isso você evita 2 coisas:

  1. Problemas ortodônticos, da fala e risco de obesidade que o uso da mamadeira pode causar .
  2. Ter que passar pela fase de “tirar” a mamadeira da vida da criança.

Na teoria, sabemos que isto tudo aí é o ideal, mas na prática nem sempre é o que acontece! Aqui em casa aconteceu assim: o Pedro nasceu prematuro e precisou ficar internado na UTI. Durante o dia eu amamentava, depois corria pra ordenha pra tirar leite para as mamadas da madrugada. Mas tive muita dificuldade neste começo da amamentação e quase não saia leite, então o hospital complementava a amamentação com fórmula infantil na mamadeira.

Quando finalmente viemos pra casa, tentei por 2 meses alimentá-lo exclusivamente com leite materno, mas ele não estava ganhando peso e o pediatra achou melhor não arriscar e decidimos entrar com a complementação de novo. Eu amamentei o Pedro até os 6 meses de vida (quando ele passou a rejeitar o peito e me fez chorar por 1 semana me sentindo a pior mãe do mundo), sempre complementando com a fórmula infantil na mamadeira. Você pode conhecer toda a minha história de amamentação com bicos invertidos AQUI.

A fórmula infantil normalmente é indicada pelo pediatra. Entre os muitos tipos existentes no mercado, é comum o médico indicar aquela que apresentou maior êxito com o maior número de mini-pacientes – ou seja, ele vai indicar aquela que garantiu um ganho de peso adequado sem reações alérgicas ou intestinais para os bebês.

Então, para responder a pergunta acima, primeiro precisamos entender que tipo de “leite” o seu filho está tomando e em qual fase da vida ele está!

As fórmulas infantis são o tipo de “leite” mais indicado para bebês até 12 meses, isso porque são produzidas com todos os nutrientes, vitaminas, minerais, ferro, cálcio e tudo mais que o bebê precisa para crescer e se desenvolver de forma sadia. A maior parte delas está livre de açúcar e gorduras e são formuladas de maneira a minimizar os riscos de alergias alimentares.

Se você já teve a oportunidade de experimentar uma destas fórmulas deve ter percebido que elas tem um sabor muito similar ao do leite materno (adocicado) e, por isso, não há necessidade de acrescentar mais nada. Aliás, ao acrescentar achocolatado, farinhas ou água em excesso você pode estragar a fórmula. Isto porque ela foi testada e aprovada com aquela quantidade indicada na embalagem de água, ao não respeitar estes valores você não terá a garantia de que seu bebê está ingerindo tudo de bom que a fórmula possui.

A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda que, bebês antes de 12 meses não ingiram o leite de vaca. Ele é mais gorduroso, pobre em vitaminas e pode desencadear alergias alimentares. Se o seu bebê já tem 12 meses e você quer trocar a fórmula infantil pelo leite de vaca, preste atenção:

  • A quantidade de leite de vaca ingerida pela criança não deve ultrapassar os 700ml por dia;
  • Evite acrescentar achocolatado ou qualquer outro tipo de mistura que contenha açucar no leite da criança. O ideal é que ela só tenha contato com estes alimentos a partir dos 24 meses e de forma moderada;
  • Se a sua criança não toma o leite de vaca puro e você precisa acrescentar o achocolatado, ele não pode passar de 1 colher pequena por copo.

Pode parecer chatice falando assim mas os hábitos alimentares adquiridos na infância se refletem por toda a vida. Ensinar as crianças a comer direito e fazer escolhas conscientes é nosso dever também. A obesidade é uma doença perigosa que pode trazer diabetes, hipertensão e mais uma porção de coisas que irão privar as nossos filhos de uma vida plena e feliz.

*No Brasil, 15% da população obesa é de crianças, 3 milhões destas crianças têm menos de 10 anos e o sudeste tem o pior número do país, concentrando 12% destas crianças. É alarmante!

O Pedro tomou mamadeira com fórmula até os 2 anos. A partir desta idade, passei a oferecer a mamadeira com leite de vaca acrescentado de achocolatado e só consegui “tirar”o hábito da mamadeira quando ele já estava com 5 anos! Contei esta história toda AQUI.

A Catarina mamou no peito sem complementação até os 10 meses de vida. Depois também foi para a mamadeira com fórmula até os 2 anos e depois, leite de vaca com achocolatado. Com a Cacá consegui tirar a mamadeira antes, pois ela entrou na onda do irmão e largou ao mesmo tempo que ele, aos 3 anos.

Não é fácil tirar a mamadeira da vida deles. Ela acaba se tornando uma substituta do peito da mãe, é ela que acalma, que faz dormir etc. e eu sei que no meio de tantas tarefas e coisas para se preocupar, às vezes, a única coisa que queremos é praticidade e isso a mamadeira traz mas, eu me arrependo de ter permitido por tanto tempo, tive dificuldade para sumir com elas daqui e o Pedro ficou com os dentes tortos e a fala prejudicada :(

Portanto, para responder de forma simplista a pergunta lá de cima: não, não pode! A não ser que o seu bebê já tenha mais de 12 meses e esteja tomando o leite de vaca!

E aproveitando que estamos falando de leite de vaca e fórmulas infantis, é bom saber que, a fórmula infantil não é a mesma coisa que o leite integral em pó. Se estiver escrito na embalagem “leite em pó integral”, é leite de vaca em pó, só isso! Eu sei que as fórmulas infantis são mais caras e na hora da compra do mês, faz a gente parar na prateleira e pensar: por que pagar 2x o preço do “leite em pó” só porque o pediatra disse que é bom?

Mas a questão é justamente esta, leite em pó é diferente de fórmula infantil, é bom saber direitinho o que a gente tá comprando, né?

#ficadica

Bjs ;)

*Fonte: Dados do IBGE e Sociedade Brasileira de Endocrinologia

Consulta: Site da Sociedade Brasileira de Pediatria, setor de nutrologia pediátrica

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Como escolher frutas, verduras e legumes.

Por Paola Preusse,

Imagem Pinterest

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Todo mundo sabe que para uma alimentação ser bacana e saudável, precisamos variar na ingestão de frutas, verduras e legumes. Porém, não é qualquer pessoa que sabe ir até a feira ou supermercado e escolher corretamente estes itens. Vários fatores influenciam para que sua escolha seja certa e eles ofereçam os nutrientes corretamente.

Quando as hortifrutis estão verdes ou maduras demais, alguns nutrientes acabam perdidos, aqueles machucadinhos podem conter contaminações e verduras amareladas e murchas vão durar menos em sua geladeira e cá entre nós, estes itens estão cada vez mais caros, não é?

Saber a época de cada hortifruti ajuda bastante na hora da economia e claro, a comprar sempre produtos fresquinhos e mais saudáveis pois, eles tem menos agrotóxicos. Olha só mês a mês a época das hortifrutis:

Janeiro
abacate, banana,coco verde, goiaba, limão taiti, mamão, manga, maracujá, pêra d’água, uva niágara, abobrinha, berinjela, jiló, milho-verde, pepino, pimentão, quiabo, tomate, vagem, batata inglesa, cenoura.

Fevereiro
abacate, banana, caqui, carambola, goiaba, limão taiti, maçã gala, mamão, maracujá, pinha, pêra willians, abobrinha, berinjela, milho-verde, pepino, pimentão, quiabo, tomate, vagem, batata inglesa, mandioca.

Março
abacate, banana, caqui, carambola, goiaba, limão taiti, maçãs gala e fuji, maracujá, pinha, tangerinas cravo e ponkan, pêra willians, abobrinha, berinjela, milho-verde, pepino, pimentão, quiabo, tomate, vagem, batata inglesa, cará, mandioca, mandioquinha.

Abril
abacate-, caqui, limão taiti, maçãs gala e fuji, pinha, tangerinas cravo e ponkan, pêra willians, chuchu, milho-verde, pepino, quiabo, vagem, batata inglesa, cará, cebola, mandioca, mandioquinha, acelga, agrião, alface, almeirão, brócolis, cebolinha, couve, couve-flor, chicória, espinafre, repolho, rúcula, salsa, salsão.

Maio
abacate, limão taiti, maçãs fuji e red, melão, morango, tangerinas cravo e ponkan, pera willians, chuchu, batata doce, cará, cebola, gengibre, mandioca, mandioquinha, rabanete, acelga, agrião, alface, almeirão, brócolis, cebolinha, couve, couve-flor, chicória, espinafre, repolho, rúcula, salsa, salsão.

Junho
laranja pêra, melão, morango, tangerinas cravo e ponkan, maçã red, pêra willians, chuchu, ervilha, batata doce, cará, cebola, gengibre, mandioca, mandioquinha, rabanete, acelga, agrião, alface, almeirão, brócolis, cebolinha, couve, couve-flor, chicória, espinafre, repolho, rúcula, salsa, salsão.

Julho
laranja pêra, melão,morango, tangerina murcot, ervilha, batata doce, gengibre, mandioca, mandioquinha, rabanete, acelga, agrião, alface, almeirão, brócolis, cebolinha, couve, couve-flor, chicória, espinafre, repolho, rúcula, salsa, salsão.

Agosto
abacaxi, caju, laranja pêra, melão, melancia, morango, nêspera, tangerina murcot, ervilha, beterraba, mandioca, mandioquinha, rabanete, acelga, agrião, alface, almeirão, brócolis, cebolinha, couve, couve-flor, chicória, espinafre, repolho, rúcula, salsa, salsão.

Setembro
abacaxi, caju, coco verde, jabuticaba, laranja pêra, melão, melancia, nêspera, ervilha, beterraba. Rabanete, acelga, agrião, alface, almeirão, brócolis, cebolinha, couve, couve-flor, chicória, espinafre, repolho, rúcula, salsa , salsão.

Outubro
abacaxi, banana, coco verde, goiaba, jabuticaba, mamão, melancia, nêspera, pêssego, abobrinha, berinjela, jiló, pimenta, beterraba, cenoura.

Novembro
abacaxi, ameixa, banana, coco verde, goiaba, mamão, melancia, nectarina, pêssego, abóbora, berinjela, jiló, pimentão, beterraba,cenoura.

Dezembro
ameixa, banana, coco verde, goiaba, mamão, maracujá, manga, nectarina, pêra d’água, pêssego, uva niágara, abóbora, berinjela, jiló, pimentão, tomate, vagem, cenoura.

Fonte: CEASA

Aproveite e leve seus filhos junto com você na feira. Já ajuda na apresentação e incentiva o consumo :)

Aproveite e leve seus filhos junto com você na feira. Já ajuda na apresentação e incentiva o consumo :)

Além da época de cada um deles, existem as dicas da “vovó” que são tiro e queda:

  • Abacaxi: Puxar uma folha do meio da coroa. Se sair fácil ele está pronto pra descascar e consumir
  • Quiabo: Se quebrar a pontinha, ele está molinho e terá menos baba
  • Limão e laranja: Quanto mais fina a casca, mais caldo vão ter. Ah! As laranjas mais suculentas são as médias para menores.
  • Melão: Aperte o melão nas extremidades, se ele ceder um pouco está maduro.
  • Abacate: Ele só amadurece depois de colhido. Se você sacudi-lo e o caroço estiver solto, significa que ele ainda vai amadurecer.
  • Tomate: Mesmo maduros devem ser firmes, ter a pele lisa e esticada, sem manchas nem furos
  • Maracujá: Os mais pesados são os que tem mais polpa.

Além dessas dicas, vale a pena ressaltar que as frutas e hortaliças próprias para consumo não devem apresentar:

  • Partes ou cascas amolecidas, mofadas, manchadas ou de cores alteradas;
  • Polpa amolecida com mofo;
  • Folhas, talos e raízes amolecidas ou com mofos;
  • Qualquer alteração da cor normal. Elas sempre tem que ser uniformes: cenoura tem que ser laranja por inteiro, assim como a casca do pepino inteira verde;
  • Qualquer modificação no cheiro característico;
  • Consistência alterada;
  • Perfurações e enrugamentos;
  • Folhas amareladas ou queimadas;
  • Excesso ou falta de umidade característica.

 

Espero tê-las ajudado!

Bjs,

Paola

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Como higienizar frutas e verduras

por Paola Preusse,

Imagem Pinterest

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De nada adianta uma refeição linda e toda saudável  se os alimentos não estão limpos e higienizados corretamente pois, uma alimentação saudável está além da escolha dos alimentos e nutrientes, precisamos também saber como escolher, preparar, manipular e armazenar os alimentos. Além disso, os cuidados com a higiene pessoal, do ambiente e dos próprios alimentos também são essenciais. Só água corrente não resolve quando falamos dos alimentos, assim como pra higienizar corretamente as mãos precisamos de sabonete e álcool gel, as hortifrutis precisam de uma atenção maior e higienização específica.

Vocês sabiam que as bactérias, sujeiras e agrotóxicos fazem muito mal pra nossa saúde? Existem bactérias que podem nos levar a morte e não é exagero. Aquelas larvinhas, minhoquinhas que por vezes vemos entre uma folha e outra podem sim ser nocivas.

Além das sujeiras e tudo o que falei acima, tem a quantidade de agrotóxicos que alguns alimentos recebem e nós precisamos lavá-los bem pra evitar que consumamos alimentos “sujos” ou contaminados.

Vocês podem falar:

– Mas como vamos cozinhar ou refogar as verduras, os microrganismos vão morrer.

Sim, alguns deles morrem com a temperatura, mas existem alguns que são imunes e precisariam de uma temperatura bem mais alta do que a que deixamos pra cozinhar, ou seja, elas não morrem e por isso é importante a higienização antes do preparo das refeições, mesmo dos alimentos que serão cozidos.

No mercado existem produtos adequados pra higienizar e esterilizar as hortaliças e frutas. O que eu uso em casa é um composto de cloreto de sódio e permanganato de potássio e vende em farmácias e supermercados. Existe também o hipoclorito de sódio, um dos mais usados em cozinhas profissionais.

A melhor forma de saber como usá-los, é seguir as instruções da embalagem.

Em relação ao preço, achei por R$ 5,60 em uma rede de farmácias e por R$ 8,79 em uma rede grande de supermercados.Normalmente este produto fica na área de hortifrutis.

Ah! Em posto de saúde eles distribuem gratuitamente este tipo de solução.

Este é fornecido em Postos de Saúde

Este é fornecido em Postos de Saúde

 

Caso prefira usar água sanitária ou vinagre, a receita é fácil:

Água Sanitária: Faça uma solução com água sanitária, uma colher de sopa para um litro de água. Deixe de molho por 15 minutos.

Vinagre: Duas colheres de sopa de vinagre para cada litro de água. Deixe de molho por 30 minutos.

Mas atenção: Leia no rótulo da água sanitária se ela é adequada para higienização de alimentos e em relação ao vinagre, ele apenas faz com que as larvas se desprendam das folhas, ele não as mata. Desta forma, ele deve ser usado como um complemento da higienização.

Quando esterilizamos de forma correta os alimentos, evitamos as chances de contaminação e conseqüentemente doenças como diarréia, hepatite A, E. Coli, cólera, rotavírus e noravírus, por exemplo.

 

Imagem Pinterest

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Higienização passo a passo:

  • Limpe a pia ou a superfície que você irá manipular os alimentos;
  • Retire as partes estragadas dos alimentos;
  • Lave folha a folha, unidade a unidade retirando todas as sujidades presentes, em água corrente e potável;
  • Prepare a solução clorada (siga sempre as instruções de uso na embalagem);
  • Coloque as hortifrutis de molho (em um recipiente de vidro ou de plástico, nunca de alumínio) na solução de acordo com o tempo indicado nas instruções da embalagem;
  • Enxágüe as hortifrutis em água corrente e potável pra retirar o excesso de cloro e possíveis sujidades;
  • Elimine o excesso de água, existem “secadores” de verduras, assim faz com que a folha dure por mais tempo;
  • Armazene-as de forma correta ou consuma.

Espero tê-las ajudado.

Beijos,

Paola Preusse

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De onde vem o leite?

Informe Publicitário

Você já parou pra pensar de onde vem todas as coisas que você compra pra comer lá do supermercado?

Eu preciso confessar que, com a rotina corrida do dia a dia, estas coisas me passam despercebidas. Liguei o automático de prestar atenção nos rótulos (informações nutricionais, validade e etc) e desliguei a parte “romântica” da coisa: o modo de produção.

Daí, o Pedro, na sua fase “super perguntadeira”, começou a ficar curioso a respeito de tudo o que a gente come: de onde vem o arroz, a batata, o feijão, o macarrão, o chocolate e é claro, o leite.

Como explicar para ele que o leite que sai da vaca vai parar numa caixinha?

Pensando nestas mães que talvez nunca tenham se perguntando, ou talvez já estejam pensando sobre isso faz tempo, a Nestlé convidou outras mães para responder e questionar tudo sobre a produção do leite Ninho. O Pedro amou esta história da vaquinha:

É sempre bom relembrar que por trás de uma caixinha de supermercado também existe toda uma relação humana, outras famílias envolvidas no processo de levar alimentos de qualidade para a nossa família.

Se você também tem dúvidas, ou tem um pequeno curioso por aí, acompanhe a série de videos “Saber tudo o que tem faz bem”  e fique sabendo tudo sobre produção, armazenamento, envase e etc.

Agora as idas ao supermercado estão recheadas de estórias sobre fazendas, plantações, vacas e galinhas. A dúvida da vez é: a vaca marrom faz o leite com chocolate e a preta o leite com café? Acho que ele tá precisando de um passeio numa fazenda!! Hahahaha

Bjs ;)

O MINISTÉRIO DA SAÚDE INFORMA: O ALEITAMENTO MATERNO EVITA INFECÇÕES E ALERGIAS E É RECOMENDADO ATÉ OS 2 (DOIS) ANOS DE IDADE OU MAIS

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Fontes de cálcio: muito além do leite de vaca

Por Paola Preusse

 

Imagem Pinterest

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Uma das dúvidas que mais temos em relação a alimentação é sobre a ingestão adequada de alguns  nutrientes. Alguns deles geram certas polêmicas, o que acaba transformando alguns alimentos em heróis ou vilões da história. Por exemplo, uma pessoa que não ingere leite, de qual alimento poderá retirar cálcio?

Eu sou uma pessoa que não gosta de leite, na realidade eu odeio leite de vaca ou qualquer outro tipo de leite, mas gosto de seus derivados. Costumo dizer que sou a perfeita rata.

Muitas mães, durante minha consultoria, demonstram certa preocupação com a baixa ingestão de leite dos familiares, principalmente das crianças que não aceitam leite ou fórmulas. Pra ajudar tudo isto, existem aqueles pediatras que seguem afirmando que apenas o leite é fonte de cálcio, assim como existem empresas alimentícias que se vangloriam sobre uma maior fonte de cálcio em sua fórmula.

Ok, concordo, ou melhor, afirmo que leite de vaca e seus derivados são uma excelente fonte de cálcio PORÉM, como seria o caso dos vegetarianos ou ainda das pessoas com alergia ao leite de vaca? Todas elas teriam deficiência de cálcio no organismo? Existem também as pessoas que como eu odeiam o leite em si, mas comem seus derivados. Será mesmo que precisamos do famoso leite de vaca?

Não, claro que não! Pois existem outras fontes ma-ra-vi-lho-sas de cálcio, olha só:

tabela de alimentos ricos em cálcio tabela de alimentos ricos em cálcio 2tabela de alimentos ricos em cálcio 3

Agora vamos falar em porções de alguns alimentos que são super fáceis de acrescentar no dia a dia em nossas refeições:

alimentos e porções ricos em cálcio

 Perceberam como existem alimentos que são fontes de cálcio além do leite de vaca?

Muito se fala sobre alta ou baixa ingestão de cálcio, mas muitas pessoas deduzem que estão comendo menos do que deviam sem ao menos saber quanto é que deve ser ingerido deste mineral.

Olha só a recomendação diária de cálcio para cada grupo:

necessidade diária de cálcio

Fonte: Institute of Medicine Dietary Reference Intake DRI, 2010

Como sempre falo, a variedade dos alimentos que você introduz na alimentação de seu filho e na sua também, é o mais importante. Está na hora de parar de acharmos que apenas um alimento pode ser fonte soberana de algum nutriente.

Variedade meu povo, variedade alimentar!

Beijos!

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Como fazer seu filho comer legumes

Por Paola Preusse,

criança que não come legumes e verduras

 

Verde escuro, verde claro, laranja, marrom, bordô são cores tão bonitas mas, que para muitas crianças causam repulsa  e isto acaba deixando as mães com os cabelos em pé, no nível máximo de desespero com a pergunta: Como fazer meu filho comer legumes e verduras? É, essa é uma pergunta mais que rotineira nas consultorias e na internet.

Quanto maior a criança fica, mais ela detesta o “arco-íris” do prato e acabam comendo só o branco, marrom e amarelo (arroz, feijão e batata) e o macarrão.

Existem alguns fatores que precisamos observar para entender o porque de a criança não querer comer e também, prestar atenção quais são os alimentos excluídos do prato. Pode ser por causa da textura, cor e o  sabor.

Costumo dizer e orientar o seguinte: a criança não precisa comer TODAS as verduras, mas precisa comer de forma variada. Um exemplo, seu filho não come escarola, MAS come couve, espinafre, almeirão, ou seja, ele come verduras. A mesma coisa com os legumes e também as frutas.

O que não vale é ele só comer batata, mandioquinha, mandioca e de resto nada mais.

No caso das crianças que não aceitam de jeito nenhum, é interessante mesmo com a recusa, ter a oferta de forma calma e sem chantagens. Faça os legumes e verduras, ofereça pra eles, coma servindo como exemplo e tenha calma! Caso eles não aceitem no começo, insista como se fosse a introdução alimentar de quando eles eram bebês, muitas vezes funciona. Outra coisa é alternar a forma de preparo e apresentação.

Tem várias formas de picar os legumes e com isso já muda a apresentação: Abobrinha pode ser raladinha, em rodelas, em cubos, assim como a cenoura e tantos outros.

Tentou tudo e não, seu filho realmente não come nenhuma verdura, nenhum legume, vamos pro “esconde-esconde” da comida.

– Use caldo de legumes e verduras caseiro pra cozinhar o arroz, o feijão e até mesmo o macarrão: Vitaminas e minerais se perdem na água da cocção, ou seja, a água que você cozinha seus legumes e verduras é a parte mais nutritiva da receita.

– Faça molho de tomate com legumes,  vegetais e turbine o macarrão de seu pequeno: Cenoura e berinjela são ótimas pra tirar a acidez do tomate, além de enriquecer com betacaroteno. cobre e outras vitaminas e minerais. Se colocar verduras verdes escuras acrescenta ferro, fibras e outras “coisitas más”.

Caldo de Legumes caseiro

Imagem Pinterest: Misture os legumes que seu filho não come, ferva com as verduras e temperos por 10 minutos, coe e substitua a água pelo caldo de legumes na cocção de arro, macarrão e feijão :)

Imagem Pinterest: Misture os legumes que seu filho não come, ferva com as verduras e temperos por 10 minutos, coe e substitua a água pelo caldo de legumes na cocção de arroz, macarrão e feijão :)

Ingredientes:

  • 1 cenoura
  • 1 berinjela
  • 1 abobrinha
  • 1 mandioquinha
  • 1 xícara de alho poró
  • 1 maço de brócolis
  • 1 cebola
  • 2 dentes de alho
  • 3 folhas grandes de couve
  • ervas naturais à gosto (salsinha, cebolinha, salvia, orégano)

Modo de fazer:

Higienize e pré prepare cada ingrediente da forma correta, cozinhe todos eles em panela tampada por 10 minutos. Coe o caldo e guarde em vidro pra usar na cocção dos alimentos preferidos de seu filho.

Molho de Tomate enriquecido com cenoura, couve e caldo de carne caseiro

Ingredientes:

  • 1kg de tomates maduros
  • 1 cebola pequena
  • 1 cenoura grande
  • 1 xícara de Caldo de carne caseiro
  • 3 folhas de couve (ou 7 cubos de couve congelada)
  • Salsinha, cebolinha, alho (tempero à gosto)

Modo de preparo:

Higienize bem os tomates, cenoura (antes de descascar), salsinha, cebolinha e a couve.

Retire as sementes do tomate, descasque a cenoura e a pique.

Bata o tomate com o caldo de carne no liquidificador, acrescente a cebola, cenoura, salsinha e a couve.

Na panela, frite o alho e jogue o molho batido.

Deixe “apurar” até o molho ficar consistente.

 

Hambúrguer Caseiro

Imagem Pinterest - A polpa da abobrinha e berinjela irão se misturar com os resto dos ingredientes e não irão ter suas cores destacadas depois de assado o hambúrguer :)

Imagem Pinterest – A polpa da abobrinha e berinjela se misturará com os resto dos ingredientes e não deixará suas cores destacadas depois de assado o hambúrguer :)

Ingredientes:

  • 500g de carne moída (sempre peço pra moer 2 vezes)
  • 1 ovo caipira
  • 1/2 xícara de abobrinha cozida sem casca amassada (tipo purê)
  • 1/2 xícara de polpa da berinjela cozida e amassada (tipo purê)
  • 1 xícara de chá de farinha de aveia
  • ½ xícara de chá de quinua em flocos
  • Cebola, alho, salsinha à gosto
  • 1 colher de café ou menos de sal marinho

Modo de preparo:

Misture bem todos os ingredientes até formar tipo um bolo.

Faça bolinhas pequenas e reserve por uns 15 minutos.

Abra as bolinhas fazendo o formato de hambúrguer.

Leve ao forno pré aquecido em temperatura média até dourar ou estar no ponto bem passado.

Pode fazer como rocambole de carne também.

Gelatina Enriquecida

Ingredientes:

  • 1 sache de gelatina sem sabor
  • 1 copo de suco de uva integral sem açúcar
  • 1 copo de água de cozimento da beterraba (quente)
  • 1 copo de água gelado.

Modo de preparo:

Dissolva a gelatina de acordo com as instruções do fabricante, acrescente os ingredientes líquidos e leve pra geladeira.

Suco de frutas com verduras

Ingredientes:

  • 3 fatias de abacaxi
  • Suco de 2 laranjas pêra
  • 1/2 xícara de rúcula picada
  • 5 folhas de hortelã

Modo de preparo:

Bata tudo no liquidificador e adoce à gosto

O suco fica uma delícia e super refrescante. Pode falar que é do Hulk rs.

Mas lembrem-se: o mais importante é nunca deixar de oferecer e servir como exemplo. Esconder os legumes e verduras supri a necessidade de nutrientes porém, não melhora o hábito alimentar das crianças e é isso que precisamos cuidar e investir com todas as forças.

Beijos,

Paola

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Ceia para crianças: o que oferecer antes de dormir

Por Paola Preusse,

alimentação e sono da criança

Café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia. Ceia? Sim! a ceia é uma das refeições “normais” do dia, aquela feita algumas horas depois do jantar antes de dormir. Mas o que será que devemos comer nesta refeição? O que as crianças precisam comer antes de dormir?

Muito mais comum do que deveria ser a maioria dos bebês e crianças fazem todas as suas refeições na escola por causa da necessidade dos pais em trabalhar fora. Por mais que a escola tenha o melhor e mais adequado cardápio, por uma questão de logística os horários das refeições são totalmente diferentes da rotina “normal” de uma casa.

A maioria das escolas servem o almoço entre 10:30 – 11:30, pra agilizar a saída e entrada de alunos no período da tarde e o jantar entre 15:30 – 16:30 pra dar tempo de organizar a cozinha pro dia seguinte, carga horária dos funcionários e horário de saída das crianças.

Com este horário, as crianças que almoçam e/ou jantam na escola acabam chegando em casa no horário que seriam destas refeições, e aí? O que fazer? Dar 2 vezes a mesma refeição? Como fazer pra criança criar o hábito de comer em casa e gostar do sabor da comida de casa?  Uma maneira é fazer um lanche em família ao chegar em casa e caprichar nas outras refeições, como o café da manhã.

Pra uma criança que faz o jantar às 16:30 e dorme entre 20:30 – 21:00 existe a necessidade de fazer outra refeição antes de dormir, é aí que entra o lanche da noite ou mais conhecido como ceia. Desta forma unimos o comer em casa com os pais ao hábito desta refeição.

A ceia não deve ser responsável em “encher” o estômago da criança pra ela não acordar durante a noite querendo mamar ou tomar leite e sim, em nutrir e ter os nutrientes que por alguma reação no organismo ajudam a relaxar e preparar o corpo pra noite de sono.

O fato da criança acordar a noite pra se alimentar não necessariamente tem haver com fome, pode ser uma necessidade de aconchego.

Vamos pro lado fisiológico da coisa:

 alimentação e sono da criança

 

– Existem alimentos que são ricos em triptofano, um aminoácido que é percursor da serotonina, que é o hormônio que baixa o estresse do organismo, o tal hormônio da felicidade e bem estar.

Baixando o estresse do organismo, inicia-se o relaxamento e pronto! Podemos (e vamos) dormir melhor.

– Carboidratos complexos (os integrais) estimulam a liberação de insulina que auxilia a remoção na corrente sanguínea de substâncias que competem com o triptofano, ou seja, ajudam na absorção do triptofano.

– Vitamina B6 e magnésio também ajudam na produção da serotonina.

– Quando dormimos, o metabolismo desacelera, por isso refeições pesadas com opções de alimentos gordurosos e de difícil absorção são ruins e atrapalham o sono.

Agora pra simplificar, veja só os alimentos que são fonte de cada nutriente que falei acima, assim fica mais fácil escolher e elaborar o cardápio da ceia:

 

alimentação e o sono da criança

 

Olha só uma opção de cardápio:

alimentação e sono da criança

 

Além de saber o que oferecer antes de dormir é importante saber o que temos que evitar:

– Carboidratos simples: pão simples, açúcar refinado são exemplos clássicos.

O carboidrato simples quando entra no organismo dá um “boom” imediato de energia, com isso atrapalha a função indutora de sono do triptofano.

– Cafeína: presente nos chocolates, alguns refrigerantes, chás pretos, é um estimulante, aumenta a adrenalina no organismo e interfere diretamente no sono.

– Gorduras: são de difícil absorção e atrapalham o processo do sono.

Espero ter ajudado!

Boa noite pra todas as crianças e mamães!

Beijos,

Paola

PS: Este post foi escrito por mim e publicado originalmente no Maternidade Colorida.

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Introdução Alimentar dos bebês: Orientações e dicas

por Paola Preusse,

Clara e sua primeira experiência com algo diferente de leite materno

Clara e sua primeira experiência com algo diferente de leite materno

 

Uma das maiores dúvidas das mães é como deve ser feita a introdução alimentar dos bebês. Quando e quais alimentos são permitidos, como oferecer suco, água, fruta ou papa salgada são dúvidas frequentes das mães e acreditem, mães de segunda ou terceira viagem também precisam de ajuda pois, muita coisa mudou de antigamente. Por isso hoje vou dar dicas e orientações de como inciar esta fase tão esperada.

Alguns Pediatras não seguem totalmente as últimas recomendações do Manual de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria e isso ajuda a confundir ainda mais as cabeças das mães que vão atrás de tudo que é informação com a vizinha, Dr. Google, grupos de alimentação no face e assim por diante.

Minhas orientações são baseadas nas recomendações do Manual e de estudos recentes, afinal, área da saúde não é algo estático e graças à Deus pessoas estudam e as coisas evoluem.

– Porque esperar 6 meses pra Introduzir os alimentos sólidos para os bebês:
Antigamente a recomendação era iniciar a introdução dos alimentos aos 4 meses porém, isso mudou e agora a indicação é que seja feita aos 6 meses. Infelizmente muitos profissionais não respeitam essa importante mudança, unidos a falta de atualização e ao desespero de muitas mães voltarem ao trabalho por causa do fim da licença maternidade.

Olha só algumas razões pra você esperar até os 6 meses pra introduzir a alimentação de seu bebê:

1. O intestino do bebe precisa estar desenvolvido

Os intestinos são a parte do corpo que filtra, peneirando as substâncias potencialmente perigosas e permitindo os nutrientes saudáveis. Nos primeiros meses, esse sistema de filtração é imaturo. Entre 4-6 meses o revestimento interno do intestino do bebê passa por um processo de desenvolvimento chamado fechamento, onde o revestimento se torna mais seletivo sobre o que pode ou não passar.  Por volta de 6-7 meses de idade, os intestinos do bebê estão maduros e capazes de filtrar os alérgenos mais ofensivos. Por isso que é tão importante esperar a introdução de alimentos sólidos particularmente se existe uma historia de alergia alimentar na família do bebê, o que demonstra uma tendência do bebê em desenvolver alergias também, e prestar muita atenção quando oferecer os alimentos aos quais outros membros da familia são alérgicos.

2. Bebês jovens tem reflexo de propulsão da língua

Nos primeiros 4 meses, a língua tem um reflexo de propulsão para proteger os bebês contra engasgo.

Quando qualquer substância incomum é colocada na língua, automaticamente empurra para fora e não para dentro. Até os 6 meses de idade esse reflexo diminui gradualmente, dando ao primeiro cereal ou fruta uma chance de entrar no estômago e não ser rejeitado pelo reflexo da língua. Não somente essa parte inicial do trato digestivo (língua, boca) não está pronta para sólidos, como também a parte final (estômago e intestinos) também não estão “prontos”.

3. O mecanismo de engolir do bebê é imaturo

Outra razão para não ter pressa na introdução de alimentos sólidos é que a língua e o mecanismo de engolir podem não estar prontos para funcionar juntos.

O bebê não tem um bom controle da mastigação e a direção para engolir, o que vai ser desenvolvido entre 4-5 meses de idade. Nessa fase o bebê desenvolve a habilidade de mover a comida do começo da boca para o fundo ao invés de deixar a comida flutuar em todo lugar e cuspir boa parte disso. Antes dos 4 meses de idade, o mecanismo de engolir do bebe é feito para trabalhar com sugar, mas não mastigar.

4. Bebês precisam ser capazes de sentar

É importante que o bebê se sente num cadeirão de comer, uma habilidade que a maioria dos bebês desenvolvem por volta de 5-7 meses. Segurar um bebê na posição tradicional de mamar não é a melhor maneira de introduzir papinhas, porque seu bebê vai achar que vai ser amamentado (ou tomar mamadeira) e vai achar que algo esta errado e vai provavelmente rejeitar a comida.

5. Bebês novos não são capazes de mastigar


Dentes raramente aparecem antes de 6-7 meses, outra evidência forte de que os bebês muito novinhos são designados para sugar e não mastigar. Nos estágios pré-dentes, entre 4-6 meses, bebês tendem a babar, e a saliva que ele baba é rica em enzimas, que ajudarão a digerir as comidas sólidas que virão em breve.

6. Bebês com mais de 6 meses gostam de imitar pais ou quem cuida deles

Por volta dos 6 meses de idade, bebês gostam de imitar o que vêem. Eles vêem você comer um legume e desfrutar com isso. Eles querem pegar um garfo e fazer o mesmo.

Pra ver o artigo completo, clique AQUI.

Para começar, aos 6 meses:

– Começar pela fruta ou pela papa principal (salgada):
Os bebês já estão acostumados com o sabor mais adocicado por causa do leite materno ou fórmula, desta forma, iniciar pelas frutas pode ser mais fácil na aceitação.
Comece com as frutas mais doces e “básicas” como banana, pêra, maçã. Ofereça repetidamente a mesma fruta por 3 dias seguidos no mínimo e observe se tem alguma reação alérgica.

As frutas ditas “proibidas” são o abacaxi por ser alérgico e causar aftas em algumas pessoas e o morango por causa da quantia de agrotóxicos, mas se for orgânico não vejo problema.

Ao meu ver, as frutas mais cítricas e azedas devem ser introduzidas conforme o bebê se acostuma mais com a novidade em sua alimentação.

Recomendo que os bebês fiquem 1 semana comendo só a fruta 1 vez por dia, pra depois introduzirmos a papa principal, também 1 vez por dia.

Espere mais 1 semana e introduza a fruta no lanche da tarde e o jantar.

Fica mais ou menos assim:

 

Como começar: Ofereça aos poucos e gradativamente os novos alimentos.

Como começar: Ofereça aos poucos e gradativamente os novos alimentos.

 

– Como fazer e oferecer a Papinha Principal:
Gente, fazer a papinha é a coisa mais fácil do mundo, eu adorava fazer as papinhas da Clara e em um dia já fazia várias opções, congelava e ela não comia nada repetido.

A papinha deve ser feita com todos os grupos dos alimentos, assim você proporciona a ingestão dos nutrientes necessários para o desenvolvimento do bebê.
Olha só esta tabela, é só escolher 1 alimento de cada coluna e fazer a papinha:

O que não pode faltar na Papa Principal de seu bebê

O que não pode faltar na Papa Principal de seu bebê

 

Pra temperar, abuse dos temperos caseiros como cebola, alho, salsinha, cebolinha, orégano, coentro, tomilho, manjericão.
Eu recomendo cozinhar os ingredientes separadamente, com pouca água, panela fechada pra não perder as vitaminas hidrossolúveis (as que se dissipam na água durante o cozinmento), sem sal na água.

Depois de tudo cozido, amasse com o garfo, sem triturar, liquidificar, peneirar, misture e tempere.
Uma forma bem bacana é também temperar os ingredientes separadamente pra apresentar os sabores e texturas unicamente aos bebês.

– Leite de vaca e derivados:
Esse grupo de alimentos só é indicado após aos 12 meses, pois é um grupo alimentar altamente alérgico. Ou seja, queijo, iogurte, leite, requeijão, danone, petit suisse NÃO é apropriado para os bebês antes de 12 meses.
Quer ler mais sobre o leite de vaca???

Olha só textos bacanas pra entender o porque esperar:

Composição do Leite e seu Valor Nutricional – Michel A. Wattiaux – Babcock Institute. http://babcock.wisc.edu/sites/default/files/de/pt/de_19.pt.pdf
Ingestão de nutrientes e estado nutricional de crianças em dieta isenta de leite de vaca e derivados – Medeiros et al. – Jornal de Pediatria http://www.scielo.br/pdf/jped/v80n5/v80n5a06.pdf

– Sucos, chás e água:

Este é um ponto que causa o maior alvoroço na hora da introdução alimentar afinal, quem nunca ouviu de um Pediatra pra começar com o famoso suco de laranja lima?

Pois é, essa era a recomendação antigamente, mas também mudou.

Atualmente estudos mostram que a ingestão de sucos está associada a Diabetes tipo 2 e tem todo um embasamento científico por trás desta teoria, ou melhor, recomendação.
Quando fazemos suco com a fruta, ingerimos mais Frutose (açúcar natural da fruta), perdemos as fibras contidas nas frutas in natura e com isso temos um pico de índice glicêmico. Quando aumentamos o índice glicêmico, liberamos mais insulina e por aí vai.
Outro fator é a importância do bebê conhecer as frutas, sua textura, seu sabor real.
Resumindo: SUCOS e chás só DEPOIS DE 1 ANO.

Água já pode ser oferecida, em caso de aleitamento materno, não tem tanta importância no quesito hidratação, mas é importante a criação do hábito de beber água.

– Qual a quantia os bebês devem comer:
Bom, vamos relembrar o que eu sempre digo:
Nós pais somos responsáveis pelo o que nossos filhos vão comer e eles responsáveis pela quantidade que vão ingerir.

Nós não sabemos quanto cabe no estômago deles e precisamos respeitar o limite deles.

É normal começar com 1 colher de sopa e aos poucos ir aumentando gradativamente, conforme for melhorando a aceitação.

Não se desesperem com a quantia que eles comem e sim evitem dar industrializados e um monte de coisa desnecessárias (bolacha maria, biscoito polvilho, petit suisse e assim por diante).

– Açúcar:

Açúcar em excesso é responsável por causar diabetes, sobrepeso, obesidade e tudo que vem junto com essas doenças.

Os bebês não sabem o que é azedo, doce ou salgado e cabe a nós introduzirmos os novos sabores.
O bebê não sabe que abacate sem açúcar é ruim, quem sabe somos nós, ou seja, NÃO precisa dar AÇÚCAR antes de 2 anos pra nenhum bebê e criança, principalmente açúcar de adição.

Não colabore pra que seu filho seja mais nova “formiguinha” do pedaço.

Deixe ele descobrir com o tempo esse tipo de coisa. Além do mais, segundo o Manual da Sociedade Brasileira de Pediatria, açúcar só é indicado após 2 anos.

Vale a pena ressaltar que produtos industrializados são ricos em açúcar, leia nos rótulos a quantia de carboidratos e tenha um pouco de noção do quanto açúcar você oferece pro seu filho mesmo sem saber.

Sucos industrializados, engrossantes, petit suisse, gelatina, biscoitos, bolachas e até mesmo as fórmulas infantis são ricas em açúcar.


– Entenda a sujeira desta fase e se jogue:

INTRODUÇÃO ALIMENTAR DE BEBÊS 2

Sujou? Limpa e relaxe .... deixe seu bebê descobrir aos poucos a delícia de comer, os sabores, texturas, temperaturas dos alimentos.

Sujou? Limpa e relaxe …. deixe seu bebê descobrir aos poucos a delícia de comer, os sabores, texturas, temperaturas dos alimentos.

Mães, dar papinha suja, bebês querem colocar as mãos na comida, na fruta.

Deixe-os explorarem esta fase, ofereça alguns alimentos nas mãozinhas deles e os deixem descobrir as texturas.

Sou totalmente contra os alimentadores, pois você bloqueia o momento de descoberta do bebê.

Fique sempre por perto, engasgar faz parte da fase de ser bebê, por isso precisa sempre estar ao lado do bebê enquanto ele come.
RESUMINDO e meus maiores conselhos e orientações:

 

Paciência, escolha correta dos alimentos é a chave pro sucesso da Introdução Alimentar de seu filho.

Paciência, escolha correta dos alimentos é a chave pro sucesso da Introdução Alimentar de seu filho.

 

Lá no Maternidade Colorida postei todas as receitas que fiz de papinha pra Clara, é super fácil de achar e o melhor, mais fácil ainda de fazer, dá pra congelar e ter opções variadas pra semana toda.

Boa sorte nesta nova e deliciosa fase :)

Beijos,

Paola

(Este post também foi publicado no Maternidade Colorida no dia 23/11/13)