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Uma fábrica de amor – Parte II #Branditour

Contei pra voces neste outro post AQUI que, no começo deste mês, eu recebi um convite muito especial do pessoal da Brandili. Eu precisei dividir o post em 2 partes, para que vocês pudessem me conhecer um pouco melhor e entender PORQUE este convite foi tão especial assim.

Se você não leu o post anterior, eu sugiro que dê uma corridinha lá porque, este aqui vai estar cheio de referências de coisas que eu contei no post passado, ok?

Bom, então estava tudo certo, passagem comprada, eu cancelei outra viagem, reunião, tudo pra ir fazer a visita na fábrica da Brandili. Já tinha esquematizado tudo com o marido e a sogra, as crianças já estavam sabendo e tava tudo legal até que…Dois dias antes do embarque, parei o carro na porta da escola das crianças, atrasada como sempre, abri a porta e desci correndo, pisei em um buraco que estava na rua e, rompi 2 ligamentos do pé direito! /0\

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Ninguém merece esta botinha super fashion #sóqnão :(

A única coisa que eu pensei foi: e, agora? Como vou viajar? Fui no hospital no dia seguinte, eu ainda tinha esperanças de que não seria nada mas, na madrugada do mesmo dia, meu pé começou a doer muito e ficou enooorme! Passei o dia no hospital, recebi a notícia, a botinha e fiquei mega chateada! Eu não queria perder este passeio por nada!

Como tinha chegado em casa tarde, e tonta de tanto analgésico, achei melhor esperar o dia seguinte para pensar direito. Acordei de manhã e pensei: quer saber? Eu vou!

E fui!

No aeroporto eu já fiquei mega feliz quando descobri que, minhas parceiras de voo, saindo aqui de SP seriam a super querida Adri, Materniarte, que já é parceira de anos e a fofa da Marrie, Mamãe Plugada, que eu só conhecia e conversava via Instagram.

Pensem em 3 matracas quando se juntam? Passamos o voo inteiro matraqueando sem parar e as 2 lindas ainda me ajudaram pra caramba, com malas e coisas, já que eu estava no modo “Loreta Pererê”! hehehehe

No aeroporto de Santa Catarina, se juntou a nós a gatíssima da Bia Mendes, Agora que Sou Mãe e no hotel, encontramos a querida Camis, Mundo Ovo, que eu tava morrendo de saudades! Ou seja, a Brandili não poderia ter formado um time mais bacana de blogueiras!

Depois de fazer check in no hotel, subimos para um banho rápido já que, a querida Camila, do marketing da Brandili, ainda nos deu a honra de ser a nossa “guia turística” por Blumenau, e nos levou para conhecer a Vila Germânica, que estava toda linda decorada de Natal!

vila germanica blumenau

A Vila Germânica é onde acontecem as festas da cidade, como a Oktoberfest, por exemplo!

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Depois do passeio pela Vila, fomos jantar em um restaurante típico da região, o Eisenbahn Bierhaus e lá, se juntou a nós a última integrante do grupo, a Suh Riedger, do blog Vittamina.

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Mulherada nem tava feliz… hihihi

Daí, estávamos no maior bate papo, eu sendo trollada porque, não podia beber nada (por causa dos analgésicos) e muita risada quando, de repente, a Camila foi super sutil e nos “lembrou” que tínhamos que acordar cedo no dia seguinte! hahahaha (desculpa, tia Cá!)

Ok, concordamos em ir embora, mas quem disse que alguma de nós conseguiu parar de falar? Chegamos no lobby do hotel e continuamos mais meia hora de risadas e bate papo…

hotel

O resultado disso foi que, às 6h30 da manhã do dia seguinte, estávamos todas com cara de zumbi mas, prontas e ansiosas para pegar a estrada de novo, rumo a Apiúna, onde fica a fábrica da Brandili!

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meu crachá, personalizado pra entrar na fábrica! Que amor! <3

Nosso primeiro compromisso na fábrica foi, mais um, café da manhã com os diretores, para conhecer melhor a história da Brandili, como ela foi criada e por que o lema “amor pela criança” é tão importante para eles.

Quando o Eduardo (um dos diretores) começou a contar que a fábrica foi criada pelo Seu Carl e Dona   Lili, que vieram de fora para construir a sua família, criar “bons frutos”, ajudar a fazer crescer aquela comunidade que os havia acolhido, eu instantaneamente me identifiquei! Afinal, Seu Carl e Dona Lili nada mais são do que, avós, como os meus, que vieram, com força de trabalho, amor no coração e respeito ao próximo para construir seus sonhos e suas famílias. Já amei mais ainda!

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Conhecendo a história da Brandili!

Depois deste momento muito “família”, hora de testar a minha “botinha” e percorrer a fábrica toda para conhecer tudinho, e ver de perto como este “amor pela criança” se transforma em produtos para os nossos filhos.

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Prontas para o tour!

Começamos a visita pela área onde é recebida a malha, que vem da tecelagem. Eu nunca imaginaria que ela chega para a malharia do jeito que chega. Pensem em um tecido bem duro, com variações de cores e asperezas, é assim que a malha de algodão chega na malharia. Crua, e precisando de muitos beneficiamentos para se transformar em um tecido gostoso que possa virar roupa.

O Eduardo, que nos acompanhou em todo o tour, nos disse uma coisa que me fez pensar e olhar a roupa de outro ponto de vista: a malha é um tipo de material que está vivo, quer dizer, ele tem muitas variáveis já que, vem de uma planta, o algodão e como sabemos, nenhuma planta é exatamente igual a outra e por isso, um mesmo fio de tecido pode ter cores, durezas, pesos, asperezas e mais uma porção de coisas diferentes e também é por isso que, com o passar do tempo, percebemos as roupas encolherem, desbotarem, desgastarem, etc, porque ela está viva! Não é muito louco isso?

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Ainda do setor de beneficiamento da malha, o técnico químico da Brandili,, nos explicou que a malha pode chegar plana (e por isso, pronta para ser beneficiada, tingida e etc) ou, ela pode chegar tubular (imaginem uma “manga” de blusa contínua) e então, ela precisará passar pelo processo de abertura para que possa ser beneficiada, tingida, cortada, etc, etc.

A malha passa por muitas máquinas e processos diferentes: ela é lavada, amaciada, aquecida, esticada, tingida, lavada de novo, retingida, lavada de novo, aquecida, e depois passa pela secagem. Algumas malhas recebem tratamentos específicos, como é o caso da malha de moletom.

Sabe quando a gente vai comprar um conjuntinho de moletom para as crianças e a vendedora já diz: “este é FLANELADO por dentro, este não!” e daí, esta coisa do FLANELADO faz um custar mais caro do que o outro? Então, na verdade, a malha de moletom não tem nada de FLANELADA, o que faz com que ela fique “fofinha” por dentro é uma máquina de beneficiamento que se chama Peluciadora. Em teoria, qualquer malha de moletom poder ficar “fofinha”, desde que a malharia se importe com esta diferença e invista neste maquinário, que vai garantir maior conforto para quem vai usar a roupa, no caso, os nossos filhos!

peluciamento

Depois que cada tecido passou pelo seu tipo de beneficiamento específico, ele é numerado, e estocado para ser testado pelo laboratório de controle de qualidade.

controle de qualidade

Tecidos prontos para serem testados!

A segunda etapa da nossa visita foi, justamente, conhecer o setor de qualidade, que é uma das principais preocupações da Brandili. No laboratório de testes, amostras de cada um dos rolos de tecidos são testadas em todos os aspectos possíveis: se a cor está no tom certo, se a fixação de cor está boa, se o tecido tem o peso e espessura adequados, se ele pode encolher ou alargar, como ele se comporta na lavagem doméstica e mais um monte de outras coisas. Tudo isso para garantir que, a roupa que você está levando para casa vai durar bastante, vai ser confortável, não vai soltar aquele monte de tinta na hora da lavagem, não vai encolher de repente e nem alargar e ficar toda “desmilinguida”.

O laboratório de testes, também testa os bordados, apliques e estampas das peças, para ter certeza que nenhuma parte poderá se soltar e causar risco de asfixia, que as tintas utilizadas não causarão alergias nas crianças e que nada na peça poderá machucar ou irritar a pele da criança ou, limitar seus movimentos e o brincar.

laboratorio

No laboratório de controle de qualidade, mil testes para garantir que você está mesmo levando o melhor pra casa!

Na terceira parte da visita, chegou a hora de conhecer “onde a mágica acontece”! A área de confecção, onde as peças são cortadas, estampadas, bordadas, costuradas, embaladas e seguem para a expedição.

Primeiro, conhecemos as máquinas que fazem o corte dos tecidos, lembram do quartinho de costura da minha avó e de como ela me ensinou a desenhar moldes, aplicar ao tecido e depois costurar? Então, era como se eu estivesse entrando no “quartinho” dela, só que mil vezes aumentado!

A máquina que corta as peças, é uma automatização deste processo de modelagem, as peças já saem nos tamanhos e formatos certinhos para receberem a próxima etapa de confecção: estampar o que for estampar, bordar o que for bordar e seguir para a costura de todos os pedaços deste quebra cabeças, para formar uma peça de roupa imaginada pela equipe de criação da Brandili.

corte e montagem

As peças saem prontinhas para a próxima etapa, sem precisar de todo o trabalho da modelagem do tecido.

Depois da máquina de corte, fomos conhecer a área de estamparia e quando eu conheci o “Carrossel”, preciso confessar pra vocês que fiquei com os olhos marejados. Eu só ficava pensando: meu pai precisava ver isso!

O “Carrossel” é uma atomatização do silk screen, que o meu pai fazia, no Carrossel cabem 8 telas de uma vez e assim, o processo de pintura de cada uma das cores de uma mesma peça, é mais rápido e eficiente. Oito braços passam a tinta de acordo com a cor daquela tela, e oito braços fazem a secagem para o tecido seguir para a próxima tela.

Mas antes destas telas entrarem no Carrossel, elas são criadas manualmente, e testadas em mesas de Silk, exatamente igual o meu pai fazia! <3

carrossel

O Carrossel atrás da gente, as telas, iguais às do meu pai, o teste na mesa manual e a máquina em funcionamento.

A Brandili compra ou desenvolve em seu próprio laboratório químico as tintas e tonalidades que serão usadas nas estampas. A máquina, o Carrossel, é quem faz aquelas estampas “fofinhas” que chamamos de 3D e aquelas outras com brilhos etc.

Da emoção da estamparia, hora de conhecer o processo de aplicação de bordados, costura de bolsos, peças, apliques, mais controle de qualidade, embalagem e finalmente, partir para a expedição!

bordado montagem

No setor de bordados, todas as peças que recebem apliques (como os lantejoulas e strass, por exemplo) passam ainda pela etapa de finalização que, coloca na parte interior um tecido de proteção, para garantir que os apliques não incomodem ou machuquem a criança. Cada setor de costura é responsável por uma pecinha do “quebra cabeças”: tem as meninas que costuram as calças, as que fazem os bolsos, as que fazem as barras, as que costuram as mangas, as que fazem os franzidos e babados, as que finalizam com as etiquetas e no fim desta linha de produção, 2 conferentes olham cada centímetro da peça antes de liberar para que sejam embaladas e cheguem ao estoque central.

O setor de expedição da Brandili é pioneiro na automatização, com um robô mestiço, metade japonês e metade holandês, as peças seguem em caixas que são organizadas pelo robô em seus “endereços” dentro do estoque. Conforme entram os pedidos de expedição, o robô busca exatamente aquela caixa, com aquelas peças, espera que as funcionárias despachem exatamente a quantidade solicitada do pedido para dentro de bandejas que depois, jogam as peças em caixas que já estão registradas em códigos de barras que contém todos os dados do pedido, endereço, quantidade, valor etc. É simplesmente incrível! Eu fiquei louca de vontade de poder me transformar em Homem Formiga só pra pegar uma carona com a caixa e ver em qual “endereço” ela me levava no gigantesco estoque!

expedição

Reparem todas boquiabertas com a tecnologia!! /0\

Antes de dar tchau para a fábrica e ir conhecer a loja para fazer umas comprinhas #quemnunca? Uma fotinho para registrar esta visita incrível!

fabrica andressa tchau

Obrigada pelo carinho, suas queridas!

loja

Na loja, quase não estávamos felizes em fazer comprinhas! rsrsrs

De Apiúna, pegamos a estrada de novo para voltar a Blumenau e conhecer a equipe de marketing e criação da Brandili, mas antes, uma paradinha na cidade de Timbó, para almoçar às margens do Rio Benedito no delicioso restaurante Thapyoka.

thapyoka restaurante

Almoçando com esta vista linda!

Pé na estrada de novo e, bora pra Blumenau conhecer toda a equipe de criação e marketing que a gente já adora sem nunca ter visto pessoalmente!

Lá na sede administrativa da Brandili, as equipes de marketing e criação nos explicaram como funciona a pesquisa para a criação de cada uma das peças. Como elas pensam nas referências de moda aplicadas em roupas infantis que, precisam ser lindas, lúdicas, divertidas mas, acima de tudo, confortáveis, feitas para brincar e que transmitam todo o “amor pela criança” em que ela foi pensada e trabalhada.

Conhecemos em primeira mão as coleções que ainda vão chegar nas prateleiras para o Alto Verão e Verão 2016, entendemos de onde vieram as inspirações, vimos algumas ilustradoras criarem “ao vivo” as estampas e desenhos exclusivos da marca e entendemos cada detalhe e diferença entre os tipos de coleções que estão dentro do mundo Brandili: Mundi, Brandili e Licenciados.

criaçao

Com a equipe querida de criação!

caca bailarina

Uma das minhas escolhas para a Cacá, vcs acham que ela amou? Sim ou com certeza? <3

No final do dia, despedidas gostosas, beijos e abraços nestas queridas todas que fazem a Brandili, nas blogueiras que não estão em SP e vemos tão pouco e uma certeza: não, eu não estava enganada! A Brandili faz roupa de criança, para criança, pensada na criança, com muito amor pela criança, com muito respeito pelos pais destas crianças e com muita responsabilidade com seus colaboradores e comunidade.

Muito obrigada Brandili, pela oportunidade desta visita que, pra mim, foi simplesmente emocionante! Uma oportunidade que eu nunca imaginei que teria na vida, um sonho que ficou guardado no meu baú de memórias de infância e que sem saber, vocês simplesmente realizaram! Amo muito mesmo, de verdade! <3

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E pra todas vocês que me acompanham por aqui, um muito obrigada super especial também, são vocês que me motivam e me fazem acreditar que, com muito trabalho e amor, a gente consegue sim, tudo o que a gente quiser!

Super beijos ;)

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Comentários

4 comentários via blog

  1. Talita Rodrigues Nunes comentou em

    Tenho certeza de que extrapolasse as expectativas da Brandili, Loreta! Teu post ficou muito mais que publicidade, é emoção pura! Adorei!

    1. Loreta Berezutchi respondeu Talita Rodrigues Nunes em

      Oi Talita, hahahaha, e nem foi publicidade, foi amor mesmo!! É muito, muito legal ir ver de pertinho como estas coisas são feitas! Eu amei, já era fã da marca, agora sou mais ainda! Bjs ;)

  2. Elaine comentou em

    Eu quero conhecer a fabrica nossa deve ser muito legal.

  3. Renata Louzada comentou em

    Adorei a matéria!!! Parabéns!!