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Aos 35…

Engraçado como tudo pode mudar de um ano para o outro, né? Eu sempre gostei de fazer aniversário! Não por causa de festas ou presentes, mas porque eu penso que o dia do seu aniversário é o único dia dos outros 365 dias do ano, que é só seu! Não importa quantas milhões de pessoas também façam aniversário no mesmo dia que você, pra cada uma delas é um dia só dela e pronto!

Birthday Girl!

No ano passado, eu não gostei…

Não é que eu estivesse infeliz ou que, de repente, tivesse perdido a graça do dia… É que no ano passado eu preferi ficar escondida, recolhida curando uma grande, grande dor no coração. Fruto de uma decepção com uma amiga…

Porque eu sempre fui destas, homem nenhum nunca me magoou, nunca permiti que nenhuma paixonite me tirasse do prumo, sabe? (não que eu nunca tenha sofrido por amor e estas coisas) mas as amigas… ah, quantas vezes eu já sofri por me decepcionar com pessoas em quem eu confiava!!

E no ano passado eu estava em “processo de recuperação”, porque eu também sou destas que sempre deixa tudo muito claro, que vai atrás, conversa, explica, expõe o que tá sentindo, escuta, dá uma segunda, terceira, quarta, quinta chance… mas quando estas chances se esgotam, eu vou pra uma espécie de UTI emocional.

Fico arrasada mesmo! Devastada! No chão!

E daí, vou me recuperando, aos pouquinhos, no meu tempo, respeitando meu prazo de sofrer, de compreender e de me libertar!!

Foi doloroso! Me escondi, chorei, sofri, mal disse, bloqueei e excluí da minha vida, das minhas listas, das minhas redes sociais…

Mas passou!

E agora, neste dia de hoje, aos 35 anos, eu estou feliz de novo por fazer aniversário! Feliz porque entendi que tá tudo bem precisar passar por este processo todo. Que está tudo bem ser quem eu sou, do jeito que eu sou, está tudo bem me amar assim mesmo!

Porque eu acho que é este o grande aprendizado deste último ano pra mim: me amar, me respeitar, entender meus limites e não tentar mudar quem sou para agradar ou me enquadrar em nada!

Por muito tempo, eu achei que pensar assim era puro egoísmo! Porque a gente precisava tentar conviver bem com as pessoas ao nosso redor e isso significa tosar um pouco quem a gente é, engolir alguns ~muitos~ sapos…

Mas hoje eu sei que não é bem assim!

Egoísmo é tentar enfiar goela abaixo das pessoas o que a gente é e como queremos que as coisas sejam feitas, é olhar só pra gente sem empatia ou solidariedade com quem está a nossa volta!

Respeitar quem você é, se amar, entender seus limites e ser gentil com os outros, ainda que eles não te compreendam, é necessário para que consigamos oferecer as mesmas coisas para as outras pessoas.

Quem não se ama e não se respeita é incapaz de amar e respeitar ao próximo! Parece complicado, mas na verdade é bem simples!

Eu não tenho a pretensão de dizer que finalmente atingi a tal maturidade, ainda tenho uma estrada bem longa a percorrer. Mas acho que aprendi, finalmente, que sou digna de amor e carinho, que preciso começar por mim mesma e que se alguém não quer ser meu amigo, tá tudo bem!

A culpa não é minha, nem do outro, não é de ninguém! Não existem culpados!

Certas pessoas se esbarram na vida e participam por um período umas das vidas dos outros apenas para ensinar alguma coisa, ou apenas por acaso. Nem tudo precisa ser problematizado, romanceado, analisado…

Eu aprendi a olhar a vida com mais leveza, a aceitar aquilo que vem e aquilo que vai! E com este olhar, eu entendi que no ano que passou, enquanto sofria por algo que deixou o meu coração sangrando, deixei de olhar outras coisas que foram também importantes e dignas de alegria e satisfação.

Acho que assim é a vida!

Mas persistir no erro é apenas mostrar pra ela que ainda não estamos prontos e assim, cair de novo na mesma dolorosa lição! E eu aprendi sim!

Aos 35, posso dizer com honestidade e clareza que nunca na minha vida fui tão feliz, nunca me senti tão leve, livre, plena, amada e em paz com as minhas escolhas!

Nestes 35 eu tenho muito o que comemorar, eu já tinha antes, eu sei! Mas agora enxergo com mais clareza, como se o choro do passado tivesse lavado os meus olhos para que eu pudesse finalmente ver!

Disse hoje de manhã no instagram (segue lá @bagagemdemae) que eu até tenho saudades da bunda durinha, disposição e peitos olhando pra cima de quando eu tinha 20 anos. Mas não trocaria nenhuma destas coisas por quem eu sou agora!

Afinal, ter 30 e poucos é ter o corpo que você conquistou, a alma que você calejou e dinheiro no bolso para comprar suas próprias “brusinhas” e pagar suas próprias baladas! (e tudo bem se você está nesta idade e ainda esta insatisfeita com algum destes itens!)

Então que venha mais um ano, que venham novas amigas, novas descobertas, algumas decepções (porque sim, elas são necessárias) e muitas, muitas alegrias! Que eu possa rir mais das coisas, aceitar o que não posso mudar e ter força e sabedoria para mudar o que for preciso.

Hoje é meu aniversário, e eu tô feliz da vida!

Meus melhores presentes sempre!

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