Categorias Vida de Mãe

Quando eles crescem…

Quando a gente nasce no “mundo mãe” a primeira coisa que a gente já descobre é que a partir daquele momento, suas decisões nunca mais serão suas! Elas serão pra sempre influenciadas pelo o que é melhor para os filhos, e nem sempre isso significa que elas sejam exatamente o que você queria.

Viver no mundo mãe significa fazer concessões o tempo todo, estar sempre em último lugar na lista de prioridades mas então, acontece uma coisa: eles crescem!

Eles crescem e você vai se tornando cada vez mais “acessório”, você ainda é a pessoa que proporciona tudo o que eles precisam: casa, comida, roupa, suporte emocional e até carinho mas agora, a relação deixa de ser tão desproporcional.

Quer dizer, se você estiver fazendo um bom trabalho, os seus filhos vão precisar cada vez menos de você. Eles saberão se vestir, se alimentar, se proteger, se defender… E sim, tudo isso é otimo! É para isso que você tem se esforçado desde o primeiro minuto que nasceu no mundo mãe!

Mas se eles já não precisam tanto assim de você, o que fazer com você mesma?

O preço que se paga pelas decisões tomadas lá atrás, onde você priorizou as necessidades deles ao invés das suas, vai depender de como você equilibrou esta balança!

No meu caso, eu decidi sair de um emprego formal, com 8h de trabalho por dia, carteira assinada e benefícios para empreender, fazer as coisas no meu tempo, no ritmo que eu conseguia conciliar maternidade e trabalho.

Abri mão dos meus sonhos profissionais de especializações e mestrado, deixei de viajar o mundo, diminui o tamanho do sonho de quem eu poderia ser para focar em ser feliz com o que eu era naquele momento, e com tudo o que eu já tinha.

E eu fui muito feliz nestas escolhas, eu sou feliz! Não me arrependo de nada mas, agora preciso ressignificar tudo!

Encontrar um equilíbrio entre as coisas que eu deixei de fazer e que hoje me fazem falta, com tudo o que sou hoje por causa das minhas escolhas e tudo o que preciso ser (ou continuar sendo) daqui pra frente.

Eu já descobri que muitas das coisas que eu deixei de fazer e pensei que poderia retomar, hoje não fazem mais sentido. E também sei que meus filhos cresceram mas ainda precisam de mim, eu não to desistindo nem abandonando.

A questão é que pra mim não basta ser a mãe motorista, a mãe cofrinho, a mãe cozinheira, a mãe lavadeira… E também não me interessa exigir dos meus filhos qualquer tipo de reconhecimento forçado ou recompensa por tudo o que fiz, o que faço e farei por eles.

Fiz porque os amo com uma paixão que até então, eu jamais imaginaria que pudesse existir, e continuarei amando e fazendo por toda a minha vida e além.

Ainda que ser mãe seja a coisa que eu mais amo ser e fazer nesta vida, a verdade é que a maternidade não me define. Talvez nunca tenha definido e a cada dia percebo que talvez, nunca deva definir.

Porque por mais que ser mãe seja o trabalho mais difícil, edificante e fascinante que um ser humano possa experimentar, para ser mãe é preciso antes ser ALGUÉM.

Alguem com coragens, medos, sonhos, desejos… Alguém que aceite renascer no mundo mãe e encarar esta nova realidade e todo o seu tornado de transformações físicas e emocionais. E se você não for alguém antes disso, não será capaz de ser nada durante e nem depois.

Ser mãe e esperar que esta “função” te indique os caminhos por si só, pode funcionar nos primeiros anos, mas se você não tiver o seu baú já cheio das coisas que você era,  pode sofrer um vazio avassalador conforme a balança da relação mãe-filhos for se equilibrando.

Equilibrio….

Desde os meus primeiros passos no mundo mãe eu já tinha sacado que a grande charada da coisa toda era Equilibrio. Ser quem e porque eu sou, aceitando as mudanças, aprendendo coisas novas, descobrindo novos horizontes, agregando, “metamorfoseando”…

Do lugar onde enxergo tudo agora, percebo claramente onde eu pesei a mão, onde me sabotei, onde fui egoista, onde fui corajosa, onde me permiti viver e planejar menos. Ser mãe é função eterna, eu nunca mais vou sair do mundo mãe, e nem quero.

Mas quero de volta as minhas asas, a cuca fresca, a alma leve, quero permitir que este amor apaixonante que o ser mãe me trouxe me faça flutuar sem medo pelas coisas que quero ver, ser e fazer.

Hoje eu sei que ser mãe precisa ser mais que apenas suprir necessidades, e não pode ser nunca  apenas renúncia. Antes eu achava que sabia definir o tal “ser mãe” mas os anos me mostraram que ser mãe não se define.

Apenas somos, num aprendizado infinito, numa recriação e co-criação em ciclos que se encerram e recomeçam sem fim. Talvez isso seja a vida, e eu sei que to na beira de fim de ciclo e desejando muito que o próximo seja gentil com as escolhas que eu fiz até aqui.

Quem você é para ser mãe? Quem você vai ser além de mãe?

Categorias Moda

Começando um Armário Cápsula: JEANS

Quem já me acompanha faz tempo sabe que, fazem quase 2 anos que eu adotei para a minha vida o Armário Cápsula!

Tem muitos posts por aqui falando sobre o que é, por que, como, e dicas de passo a passo. Pra quem perdeu, clica neste link AQUI

E quem também me acompanha no Instagram (vai lá gente! É o @bagagemdemae) sabe que eu sempre compartilho os looks e dicas por lá, né? Também respondo todas as dúvidas do direct e dos comentários por lá!

No mês passado, fui mexer no armário para organizar tudo para a meia estação, tirar as coisas que não usei e não vou usar, lavar e colocar pra tomar um ar  algumas outras… e daí que me lembrei de uma questão que sempre me perguntam: quantas calças precisa ter? Quantos jeans? Quais são os modelos “chave” em um armário cápsula?

Então, como eu sempre digo, não existe um número exato e cristalizado. O armário cápsula é muito mais sobre reduzir e facilitar do que sobre números, sabe? Mas pra facilitar, resolvi compartilhar as minhas calças jeans, as únicas que sobraram no meu armário e que eu uso muito e combinam com tudo!

É claro que, eu tenho outras calças que não são jeans e que fazem parte do meu armário cápsula mas, hoje eu quero focar no que é jeans. Porque jeans é aquilo, né? Ou a gente ama, ou odeia!

E eu não sei vocês mas eu, tinha muitas calças aqui que ás vezes, tinham a mesma modelagem mas mudavam de cor, ou eram da mesma cor mas, mudavam de modelagem e no fim, das 20 calças que eu tinha, eu usava apenas 4, que foram as que ficaram!

Estes meus modelos “eleitos” são aqueles que eu percebi que me deixavam sempre segura ao usar, são confortáveis, são fáceis de coordenar com partes de cima e com sapatos, e podem ser usados em todas as ocasiões.

Skinny

A calça skinny é sem dúvida a coringona do armário! Combina com tudo, é confortável, vai para qualquer lugar e qualquer ocasião, dá pra usar de tênis, chinelo, salto, bota…

O conceito de modelo skinny é aquele em que as pernas da calça ficam bem justinha, fechando nas canelas como um funil. Como o modelo fica bem ajustado, eu prefiro sempre as skinny com lycra e fujo de lavagens como a estonada, que imita o couro mas é muito mais dura e limita movimentos.

Gosto dos modelos em tonalidades jeans mais escuras, não sei explicar mas sou apaixonada por jeans escuro então, você quase nunca vai me ver indicar um jeans mais claro, o que não significa que não dê certo no seu armário, ok?

Skinny black

O conceito ainda é o mesmo, calça bem ajustada nas pernas fechando nas canelas como funil mas, na tonalidade preta ou seja, com o jeans tingido de preto, ela pode ficar mais social.

Ás vezes, você precisa ir para o trabalho ou alguma ocasião mais “formal” e não tem uma calça de alfaiataria, a skinny black super dá certo!

Você pode usar com salto e blazer, terninhos, casacos, blusinhas mais finas, brilho, paetê… e ela continua sendo uma calça skinny que você também pode usar com camiseta e tênis!

Boyfriend

A idéia de jeans boyfriend é que você estaria usando a calça do “namorado” ou seja, ela tem o gancho mais baixo (como nos modelos jeans masculinos), é mais soltinha nas pernas e afunila na canela, mas não muito, não como  na skinny, por exemplo.

A cintura costuma ser sempre “no lugar”, ou melhor, na altura do umbigo e pode ser como  esta minha, que é destroyed (rasgada), ou não!

Eu amo a calça boyfriend porque ela deixa o look mais despojado, é mais larguinha, mais confortável… ao mesmo tempo que você pode usar com all star, se colocar uma sandália de salto vai ficar chique descompromissada! Adoro!

Flare

A calça flare é a minha calça de ficar “arrumadinha”! hehehe

Tem uma modelagem que lembra as silhuetas dos anos 60/70 e costuma ter a cintura alta e ser ajustada até os joelhos e depois, abrem com boca em sino.

Eu sempre acho que ela dá um up no look, deixa a simetria do corpo mais interessante, alonga as pernas e mesmo que você esteja usando com camiseta, vai ficar arrumada! A única coisa inconveniente dela, é que precisa usar sempre com salto.

Pelo menos eu acho, né? Porque como a boca abre em formato de sino, se você estiver com um sapato baixo, a calça vai arrastar no chão e dar a impressão de que está te achatando e daí, o efeito pernas alongadas já era! :/

Eu também prefiro as modelagens em jeans mais escuro e gosto sem lycra porque, os modelos flare com lycra deixam o caimento da calça mais leve e eu prefiro que, neste caso, ela seja mais pesada e reta, sem muita mobilidade, sabe?

Pra quem precisa de uma ideia de número de peças, uma boa proporção é imaginar que para cada parte de baixo você tenha 5 partes de cima. Se você estiver fazendo isso bem certinho, vai perceber que as partes de cima são cambiáveis ou seja, cada parte de baixo tem 5 partes de cima mas, você pode trocar estas partes de cima porque tudo coordena com tudo.

Seguindo esta linha de raciocínio, se eu tenho 4 calças jeans com 5 partes de cima para cada, teria um total de 20 peças. Dá pra começar a organizar o armário cápsula por aí! ;)

Vou mostrar lá no instagram as minhas outras partes de baixo, as calças que não são jeans e também fazem parte do meu “acervo” e dá pra usar em todas as estações do ano! Aproveita pra ir me seguir lá e quem tiver dúvidas, manda por aqui ou por lá que eu vou juntando tudo e faço post depois, ok?

Quem também está fazendo o armário cápsula? Me mostrem suas escolhas para esta nova estação!

Bjs! ;)

Categorias Vida de Mãe

Dica de organização: Cardápio Mensal

Uma das tarefas da vida de mãe que eu considero mais cansativa, é cozinhar para a família! Pensa bem: você é responsável por alimentar todo mundo, por decidir o que precisa ser comprado, como precisa ser armazenado e ainda, se esta comida é “boa” (nutricionalmente falando). É muito trabalho, nénão?

Eu precisava muito de uma maneira de facilitar todo este processo, alguma coisa que me poupasse horas e horas pensando o que fazer para o jantar, que me fizesse comprar no supermercado de maneira mais consciente e assim, econômica e também, queria muito parar de jogar tanta comida fora e por isso comecei a fazer aqui em casa o Cardápio Mensal!

Funciona assim:

Todo início de mês eu olho no calendário quantas segundas, terças, quartas e assim por diante teremos naquele mês. Depois, determino um “tema” para cada dia da semana, por exemplo: segunda-feira é o “dia sem carne”, terça-feira é o “dia da carne vermelha”, quarta-feira é o “dia da massa”, quinta-feira é o “dia do frango”, sexta-feira é o “dia do peixe”, sábados e domingos  são os dias que só o papai cozinha então, deixo mais ou menos planejado coisas que ele gosta de fazer e aperitivos mais descompromissados (churrasco, lanche, pizza…)

Com os temas dos dias definidos eu começo a pensar no cardápio, se terei 4 segundas-feiras no mês, vou precisar pensar em 4 pratos sem carne e assim por diante, dependendo da quantidade de dias da semana daquele mês e o tema de cada dia.

Com os pratos definidos, coloco tudo organizado no cardápio semanal (igual ao da foto aí de cima) e pronto! Este será o meu “guia” da semana e da lista de compras!

Sim porque, o cardápio ajuda a otimizar a lista de compras já que, você vai colocar na lista a quantidade exata de ingredientes e isso vai te ajudar muito a economizar nas compras e vai diminuir o desperdício de comida!

Pra facilitar ainda mais, eu olho no meu cardápio as coisas que posso deixar prontas e congeladas, por exemplo, nós fazemos nosso próprio  molho de tomate caseiro e como sempre tem massa no cardápio, já deixo alguns potinhos de molho congelados. Também separo as porções de carnes na quantidade certa que serão usadas para cada dia da semana e congelo em potinhos, assim na hora de descongelar, eu não preciso fazer a mais e nem corro o risco de ver a comida estragar na geladeira.

Para os legumes e verduras, gosto de comprar aqueles já picados e cozidos congelados in natura. O sabor fica fresquinho, não perde nutrientes e dá para fazer pequenas porções sem perder nada.

Comer mais em casa do que fora, comer mais coisas que cozinhamos do que fabricadas e especialmente, comer sem glúten (por causa da minha intolerância), é um desafio para todas as famílias mas, definitivamente vale muito a pena! Tanto economicamente quanto para a nossa saúde e para a qualidade de vida!

Cozinhar em casa significa a oportunidade de passar um tempo em família, transmitir o que sabemos para os pequenos, aprender com eles, dar muitas risadas, criar laços e guardar memórias afetivas que vão durar pra sempre! <3

Vocês também têm dicas que facilitam a vida corrida de mãe? Compartilha aqui nos comentários ou nas nossas redes sociais!

Bjs! ;)

Categorias Passeios e Viagens

Férias em São Paulo: que tal levar as crianças para pisar em uvas?

Este ano, por causa da mudança de casa e tudo mais, vamos passar as férias em São Paulo mesmo. Mas isto não significa que não vamos nos divertir muito!

O que não falta na nossa cidade (e cidades próximas) são opções de lazer e diversão para todas as idades! E pensando numa experiência super diferente para toda a família, demos a largada nas diversões indo participar da pisa da uva na Quinta do Olivardo!

A Quinta do Olivardo fica na região de São Roque, bem pertinho da capital (menos de 100km), na famosa Rota do Vinho. A quinta, que é produtora de vinhos e suco de uva com plantação própria, oferece a oportunidade de embarcar para Portugal e suas tradições sem nem precisar sair do Brasil.

Quinta do olivardo

De janeiro a fevereiro, época de colheita da uva, a Quinta do Olivardo oferece a oportunidade de uma imersão na cultura portuguesa de lá do início dos tempos, com músicas típicas, trajes típicos, comida boa e muita diversão!

O embarque para a “terrinha” já começa na entrada da Quinta! Em meio às parreiras, uma verdadeira vila portuguesa com comidinhas típicas, mesinha, lojinha, armazém, restaurante e brincadeiras já dão a dica de que você vai querer mesmo passar o dia por aqui.

Quinta do olivardo

O clima de Portugal é embalado por música típica e fados portugueses, que te fazem querer cantar e sorrir o tempo inteiro! Além disso, ainda há a possibilidade de passeio a cavalo, brincar numa tirolesa gigante, passear de pedalinho e no parquinho.

Tudo pra você passar um dia inteirinho se divertindo muito por lá!

Mas estávamos lá para a pisa da uva, certo?

Assim que chegamos, fizemos um check in infantil onde as crianças foram identificadas com pulseiras e crachás e ganharam seus “trajes típicos”: boina para os meninos e lencinho na cabeça para as meninas.

Quinta do olivardo

Depois, as crianças são divididas em grupos por idade e por monitores e seguem em direção às parreiras, sendo guiados por “trabalhadores” com trajes típicos, instrumento musicais, bandeiras e muita cantoria. Iguaizinho antigamente!

Com suas tesourinhas e cestinhas, as crianças vão colhendo as uvas direto das parreiras. E elas estavam lindas e docinhas, impossível resistir!

 

Depois da colheita, as uvas são despejadas no lagar, uma espécie de tanque de pedra onde elas serão pisadas até escorrer pela bica e serem processadas para virarem vinho e suco.

Tudo isso com muita animação e cantoria típica ao vivo! A alegria é simplesmente contagiante!!

Depois de tanto trabalho, é hora de comer, né? O restaurante da Quinta oferece o famoso bacalhau português nas mais deliciosas variações.

Bacalhau à Lagareiro! Delicia!!

E para as crianças, há a opção de menu Kids com frango ou carne, o almoço das crianças está incluso no ingresso para participar da pisa além disso, eles ganham canecas para tomar suco de uva a vontade o dia inteiro!

E depois do almoço é impossível resistir aos doces portugueses! Nós fomos de rabanada com sorvete e é claro, o pastelzinho de Belém!

Pastel de Belém! Apenas maravilhoso!

Quem curtiu a idéia e quer ir lá conhecer também, ainda dá tempo de participar da pisa em família! Ela acontece em todos os sábados de janeiro e no primeiro de fevereiro!

Presta atenção nas infos:

Quinta do Olivardo

km 4 da Estrada do Vinho, São Roque, SP, acesso pelo km 58,5 da rodovia Raposo Tavares (SP – 270)

Dias 13, 20 e 27 de janeiro e 3 de fevereiro

horario: das 10h30 às 16h30

Valores: R$ 220,00 com almoço incluso. Crianças até 8 anos não pagam e até 12 anos pagam meia.

Reservas: (11) 4711-1100 ou (11) 4711-1923

Nós amamos a experiência e recomendamos muito esta imersão cultural e gastronômica tão pertinho de São Paulo! Obrigada ao Olivardo e toda a sua família por todo o carinho e atenção com cada um dos visitantes da quinta. Isso faz toda a diferença!

Bora pisar na uva?

bjs! ;)

Categorias Saúde

Febre Amarela: tudo o que você precisa saber

Parece que a triste tradição do verão brasileiro é sofrer com o bendito do mosquito Aedes Aegypti e as novidades que ele sempre traz! Este ano ele não decepcionou, e o que tem deixado todo mundo de cabelo em pé é a Febre Amarela!

Quem tem crianças em casa, já fica naquela tensão! E por aqui não foi diferente…

Como vocês sabem (contei neste post AQUI), nós acabamos de nos mudar para uma nova casa, em uma área mais cheia de VERDE, NATUREZA, FLORESTA…

Aqui no nosso condomínio inclusive, tem uma área de preservação ambiental, onde é possível fazer trilhas e caminhadas na mata e avistar saguis e macacos bugios, coisa linda! Delícia de vida ao ar livre para as crianças, né?

Só que tá meio complicado!

Quando me dei conta da junção “mini floresta” + macacos + mosquitos me deu um mini pânico! Será que eu tô vivendo em uma área potencialmente perigosa?

Mas calma!

Antes de pirar, resolvi me informar sobre a doença, seus meios de transmissão e prevenção e também, sobre as áreas de risco e como fazer para se proteger. Estar informada é sempre a melhor maneira de proteger toda a família e por isso, decidi compartilhar com vocês um tira dúvidas elaborado pelo Hospital Santa Joana e respondido pela Dra. Rosana Richtmann, infectologista da instituição.

Olha só:

  • Como a doença é transmitida?

Muito comum na América do Sul e Central, além de alguns países da África, a Febre Amarela é uma arbovirose, ou seja, uma doença causada por um vírus da família Flaviviridae, a mesma da Dengue e do Zika e transmitido por meio da picada de mosquitos em áreas urbanas e silvestres.

A transmissão se dá exclusivamente pela picada dos mosquitos Haemagogus e Sabethes, no ciclo silvestre, e Aedes Aegypti, no meio urbano. Uma pessoa não transmite a doença diretamente para outra.

  • Qual a melhor forma de prevenção?

A principal medida preventiva é a imunização por meio da vacinação, que é altamente eficaz.

  • Quais são os sintomas provocados pela Febre Amarela?

As manifestações mais leves da doença incluem febre alta de início súbito, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias.

Apesar de menos frequente, a forma mais grave da doença pode causar cansaço intenso, insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados) e hemorragias, podendo levar a morte.

  • Qual é o tratamento para a doença?

Ainda não existe um medicamento que atue diretamente no vírus, por isso, o paciente diagnosticado deve ser hospitalizado para tratar os sintomas com reposição de líquidos e monitoramento da atividade hepática e renal.

  • Quem deve tomar a vacina na cidade de São Paulo?

Nesse primeiro momento, a atenção está voltada  para a população da Zona Norte da cidade, onde há maior possibilidade de contato com os mosquitos que transmitem a doença. As ações de prevenção devem ser aumentadas progressivamente ao longo dos próximos meses.

  • Existe alguma restrição?

Por se tratar de uma vacina de vírus vivo atenuado, existe um risco de complicações em pacientes mais vulneráveis. Fazem parte deste grupo:

– Gestantes

– Mães que amamentam bebês com menos de 6 meses de idade (pois existe o risco de transmitir o vírus pelo leite)

– Bebês com menos de 9 meses

– Pessoas imunodeprimidas em razão de doença ou tratamento (quimioterapia, radioterapia, por exemplo)

– Alérgicos a proteína do ovo

  • De que forma as gestantes e demais pacientes vulneráveis podem se proteger?

Como primeira medida de segurança, esse grupo deve evitar as áreas de mata da cidade, especialmente a região do Horto Florestal. Caso isso não seja possível, existem algumas outras formas de se proteger:

  • Optar por roupas claras, pois cores vibrantes atraem o mosquito;
  • Usar manga comprida e calça comprida, cobrindo principalmente as pernas e os pés (pois os mosquitos costumam voar baixo)
  • Usa repelente diariamente – essa dica é especialmente importante para gestantes, para evitar outras doenças como Dengue e Zika;
  • No caso de bebês com menos de 2 meses, quando o uso do repelente não é indicado, a recomendação é usar um mosquiteiro em volta do berço e manter o ambiente fechado e fresco.

 

  • Que complicações a doença pode ocasionar durante a gravidez? E para o bebê?

Como a resposta imunológica da mulher é modificada durante a gestação, muitas doenças infecciosas acabam sendo mais graves para as gestantes. No caso da Febre Amarela, caso ocorra a manifestação grave da doença, os efeitos podem ser fatais, tanto para mãe quanto para o bebê.

Diferentemente de doenças como o Zika, não há nenhuma indicação científica que a febre amarela durante a gravidez cause sequelas ou problemas congênitos no bebê.

  • Quem já é vacinado precisa repetir a dose?

Não é necessário. Segundo orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil adotamos a dose única da vacina.

Para complementar as respostas da Dra. Rosana, outras respostas de dúvidas que têm surgido por aí:

  • Onde se vacinar?

Os postos de saúde públicos da cidade e do Estado oferecem a vacina gratuitamente. Quem preferir, pode optar pelas clínicas de vacinação particulares.

  • Existe diferença entre a vacina oferecida gratuitamente e a vacina da clínica particular?

A vacina oferecida nos postos de saúde são fabricadas pelo Instituto Butantã e não comercializadas para instituições privadas por isso, as clínicas particulares oferecem vacinas desenvolvidas por outros laboratórios (como o Sanofi, por exemplo, que fabrica na França). Ambas as vacinas têm a mesma eficácia e duração, 10 anos.

  • O que é a tal da vacina “fracionada”?

Por causa da alta procura pela vacina, o Ministério da Saúde decidiu fracionar a dose da vacina assim, a vacina que antes era suficiente para apenas 1 pessoa, agora servirá para 3 pessoas.

Este fracionamento não causa falta de eficácia na vacina, apenas diminui o tempo de imunização. Ao invés de ter validade de 10 anos, a fracionada terá validade de 8 anos.

Outro empecilho da vacina fracionada, é que ela não é válida para vistos de viagens internacionais de destinos onde ela é requerida (como Cuba, por exemplo). Porém, é bom lembrar que, as vacinas fracionadas serão aplicadas a partir de fevereiro/2018 quando entramos em campanha de imunização.

As vacinas que estão nos postos AGORA, são as de dose única e inteira!

  • Não estou encontrando a vacina, o que devo fazer?

Ligar para os postos de saúde e clínicas mais próximas para se informar sobre o recebimento de novas doses e manter aqueles cuidados básicos de verão: não deixar água parada e usar muito repelente!

Aqui em casa, apesar de nossa região não ser considerada “de risco”, já decidimos que vamos vacinar a família inteira! Como ainda não consegui encontrar a vacina disponível, combinei com as crianças que devem evitar entrar nas trilhas e áreas de mata fechada que tem por aqui e todos os dias antes de eles saírem para brincar, eu besunto a galera de protetor solar e repelente!

Aliás, é sempre bom lembrar que a ordem é esta mesmo: protetor solar primeiro, espera alguns minutos para ser absorvido pela pele e depois, aplicar o repelente em spray ou gel. No caso do repelente, eu sempre opto por aqueles a base de ICARIDINA, que é o único princípio ativo que afasta o Aedes Aegypti e prefiro produtos de longa duração, que aguentam o pique das crianças e não saem no primeiro suor ou passada de mão. Já existem no mercado produtos muito seguros e indicados para bebês a partir de 6 meses!

Mãe tem que estar sempre atenta, né? Mas nada de entrar na neurose e deixar a família toda doida também! Se informe, se proteja, use repelente, vacine-se e bora curtir este verão!

Bjs! ;)

Acabaram os passeios na mata por aqui! :(

 

Categorias Vida de Mãe

Papai Noel não existe! O ano em que contei a verdade…

Este ano contei ao Pedro e a Catarina que Papai Noel não existe! Sim, tive que fazer isso! E antes que vocês achem que eu sou uma doida detonadora de sonhos infantis, deixa eu explicar…

Nos último 3 ou 2 natais, Pedro e Cacá têm ficado cada vez mais curiosos sobre o bom velhinho e como ele faz certas coisas…

Apesar de todas as minhas “enroladas” sobre como ele entra em lareiras e em casas que não têm lareira, sobre o porquê de haverem tantos comerciais de brinquedos na TV se o Papai Noel não compra presentes e sim, fabrica em sua fábrica mágica; ou sobre como ele tem renas mágicas e mais velozes que o The Flash que conseguem entregar todos os presentes para TODAS as crianças do mundo em apenas uma noite… a verdade é que eles já estavam grandinhos e não queriam mais “se fazerem enganar”…

Quando eu escutei algumas amigas com filhos mais velhos contando como e quando haviam contado aos seus filhos que o Papai Noel não existe, eu achei aquilo um exagero!

Disse para mim mesma e para todos que quisessem ouvir que, eu jamais contaria para os meus filhos! Simplesmente porque não via necessidade disso!

Quer dizer, eu mesma não me lembro de a minha mãe ter me contado nada sobre isso! Não lembro nem quando foi que percebi que o Papai Noel não existia, pra mim estava muito claro que eu simplesmente cresci e entendi a verdade e pronto! Sem conversas longas, sem necessidade de explicações!

Mas tive que fazer ao contrário!

Além das desconfianças e da investigação C.S.I. que a Cacá estava orquestrando, havia um outro porém…

Todos os anos as crianças faziam suas cartinhas para o Papai Noel, e nas cartinhas tinha de tudo! Todo tipo de brinquedo e todo PREÇO de brinquedo!

E apesar de eu sempre explicar que, ás vezes, o Papai Noel não conseguia trazer exatamente o que estava na cartinha, porque ele tinha muitas crianças pra atender, e apesar de o Pedro e a Cacá serem crianças bem tranquilas com relação a isso e ficarem felizes com qualquer brinquedo que ganhem, a verdade é que nós como pais estávamos sempre fazendo verdadeiros sacrifícios para conseguir atender os desejos das cartinhas!

E ás vezes, estes desejos acabavam parcelados por todo o novo ano que estava chegando, ou a gente deixava de comprar coisas pra gente pra comprar o que estava na lista deles e eu percebi que isto estava muito errado!

E estava errado porque o Natal não é consumir! Porque apesar de eu viver dizendo isso, e ser super criteriosa com as compras e gastos do ano todo, me deixava levar pelo “espírito consumista do Natal” e ficava sofrendo se não conseguia realizar os desejos das crianças, sabe como é?

Além disso, esta coisa toda de “desejo de Natal” era muito mais minha do que deles! Como eu disse antes, eles sempre foram bem tranquilos com relação aos presentes e brinquedos. Sem xiliques, sem exigências…E se eles são assim todos os dias, por que não seriam no Natal?

Conversei com o marido e decidimos que contaríamos a eles A VERDADE sobre o Papai Noel, com a maior sinceridade possível e explicando que a gente manteve esta história viva porque queríamos vê-los felizes!!

Ia dar tudo certo, né? Quase…

Chamei o Pedro e a Cacá no meu quarto e disse pra eles que precisava contar uma coisa “séria”! Comecei contando a verdadeira história do Santa Klaus, um bom senhor que nasceu lá na Idade Média, há muito anos atrás e que distribuía presentes para as crianças. As pessoas acharam esta uma ótima idéia e foram copiando a idéia, se revezando entre ser o Papai Noel nas regiões onde moravam até que os pais e mães decidiram manter e repassar a tradição do bom velhinho contando a história para seus filhos e fazendo os embrulhos e entregas escondidos…

Que lindo, né? Bem fácil de entender… Só que não!

Catarina começou a chorar! Eu perguntei por que ela estava chorando e ela disse:

– Por quê você mentiu pra mim TODOS ESTES ANOS??? Por quê?? EU TE PERGUNTEI! E VOCÊ ME ENGANOU!!!

Fui pega de surpresa!!! Nunca esperei uma reação destas da minha filha e o pior, eu não tinha o que dizer! Ela estava certa! Por que eu havia mentido? Por que havia contado e perpetuado esta mentira? Por que??

Pedi desculpas! Disse que fiz isso porque era o que os pais normalmente faziam! Contavam a história de pai para filho, repassavam a tradição para manter a história viva, para ver as crianças acreditarem em magia e ficarem felizes na noite de Natal!

Do alto de seus 8 anos de idade ela me respondeu:

– Mãe, eu não preciso que você minta sobre o Papai Noel para que eu acredite em magia! Tem magia em todo lugar! E eu já ia ficar feliz sabendo que era você quem me dava um presente especial de Natal! Não precisava ser outra pessoa! Você podia só me presentear que eu já ia ficar feliz!

Então, né? Por que mesmo que a gente insiste em achar que somos nós que ensinamos alguma coisa para as crianças?? :(

Diante de tudo isso, eu apenas pedi desculpas de novo e expliquei pra ela que só queria vê-la feliz, e que eu ficava muito feliz em fazer a festa do Natal mas, que ela estava certa! Que era errado inventar uma história ainda que fosse para deixar outra pessoa feliz. Que a verdade era sempre melhor, apesar de talvez não ser tão mágica e bonita!

E o Pedro?

Ele só perguntou de novo pra ter certeza, confirmamos a verdade! Ele perguntou sobre as vezes em que ele desconfiou, confirmamos e então, ele disse que tudo bem! Que ele entendia que a gente só queria que eles ficassem felizes e que pra ele tanto faz quem dava os presentes do Natal, a única coisa que importava era que quem presenteia outro alguém faz isso com carinho e amor! Tudo certo!

Depois de tanta verdade e de tanta lição a ser aprendida com as crianças, disse a eles que podiam fazer suas cartinhas/listinhas mas, que agora que sabiam que quem comprava éramos nós, eles precisavam entender que a carta tinha que ser simples! Que não dava pra atender tudo!

Me dei bem, certo? Não!

Catarina apareceu com uma lista que continha nada menos que 31 itens!! Quando perguntei se ela estava “maluca”, ela disse que estava me dando muitas opções pra eu escolher com mais facilidade aquilo que eu pudesse comprar! ATA! :D

Enfim, neste Natal além da ceia mais simples e sem glúten por causa da minha recém descoberta intolerância, também não teremos Papai Noel e vamos trocar presentes sem o intermédio do bom velhinho!

Vou confessar que depois que contei pra eles a verdade, senti uma pontinha de dor no coração ao perceber que eles estão tão grandinhos e que a fase da infância está indo embora mais depressa do que eu gostaria!

Mas faz parte!! E a notícia boa é que sim, depois da “bronca” que eles deram em mim e no papai, eles entenderam tudo e ainda adoram o Natal, a decoração, a magia real que deixa a cidade mais bonita, as pessoas mais felizes e amorosas e é claro, as tradições da ceia e dos presentes!

No final deu tudo certo! E se eu pudesse voltar no tempo, não teria nunca insistido nesta história de Papai Noel! Teria contado a história do Santa Klaus assim como  fiz agora, e mantido a tradição de presentear e desejar boas coisas sem a necessidade de uma mentira para deixar as crianças felizes!

Se você anda na dúvida se conta ou não, o que eu posso te dizer é que de um jeito ou de outro, as crianças vão compreender que tudo o que você fez foi por amor. Mas para o seu coração, dizer a verdade deixa a gente mais leve e tratar as crianças como os seres inteligentes que são, é respeito por eles e por você também!

Afinal, como eu aprendi agorinha com a minha pequena “A magia está em todo lugar!” não precisa de mentiras e histórias inventadas, ainda que bem intencionadas!

Feliz Natal! ;)

crianças no natal

Categorias Receitas

Receita: Panqueca sem glúten

Já que no post passado eu contei pra vocês a minha descoberta da intolerância ao glúten, vou começar a compartilhar também as receitinhas que estou descobrindo e testando!

Eu sempre fui aloka das massas, e sofri muito em pensar que não poderia mais comer lasanha, capelletti, Gnocchi… Mas aprendi a fazer panqueca sem glúten super simples e que dá super certo!!

YAY!! \0/

panqueca sem gluten

Olha só os ingredientes:

  • 1 copo americano de farinha de arroz
  • 1 colher de sopa de amido de milho (maizena)
  • 1 copo americano de leite
  • 2 ovos
  • 1 colher de sopa de margarina sem sal
  • 1 colher de café de sal
  • 1 colher de sopa de fermento em pó

Modo de fazer:

Misture todos os ingredientes no liquidificador ou com um batedor manual, a consistência da massa é bem lisa e fina, quase líquida. Se você achar que está muito grossa, coloque mais um pouco de leite, aos poucos!

Para fritar, coloque 1 fio de óleo numa frigideira anti-aderente, o óleo deve besuntar a frigideira, retire o excesso com um guardanapo. Aqueça a frigideira e coloque 1 concha pequena de massa de panqueca no centro dela, espalhe a massa. Espere aparecerem algumas bolhas e vire, deixe dourar um pouco e tire.

Se você seguir direitinho, vai precisar colocar óleo na frigideira apenas na primeira vez. É importante que a frigideira seja anti-aderente meeeesmo e que esteja quente quando você colocar a massa.

Esta quantidade de massa faz cerca de 10 panquecas, se a primeira “der ruim” não se desespere! Tenta de novo que você vai pegando o jeito!

A principal diferença desta massa sem glúten para a massa tradicional com trigo é que, na sem glúten as panquecas ficam mais fofinhas, não tão fininhas como as de trigo! Mas muito gostosas!

Você pode usar a mesma receita para fazer as famosas panquecas doces americanas, basta trocar a colher de sal por açucar!

Dá pra rechear a sua panqueca sem glúten com o que você quiser! O meu recheio predileto é de ricota com espinafre:

  • 200g de ricota fresca amassada com garfo
  • 1 xícara de espinafre cozido e picado
  • 1/2 cebola picada
  • 1 dente de alho picado
  • sal e temperos a gosto

Modo de fazer:

Doure a cebola e o óleo em uma panela, acrescente a ricota e o espinafre, tempere com o sal e temperos e deixe refogar um pouco somente para esquentar e misturar.

Está pronto para rechear as suas panquecas. Eu costumo colocar 1 colher de sopa de recheio para cada panqueca e depois, cobrir com molho branco e parmesão ralado. Levo ao forno por 10 minutos, apenas para dourar o queijo e está pronto para servir!

Você também pode testar outros recheios como carne moída, atum, frango e linguiça. Fica sempre uma delícia!

E se você for testar a panqueca na versão doce, olha este recheio:

Ganache de chocolate com morango:

  • 1 barra de chocolate 70% picado (250g)
  • 12 morangos picados
  • 1 lata de creme de leite

Modo de fazer:

Em uma panela, coloque o creme de leite para aquecer em fogo baixo. Acrescente o chocolate picado e vá mexendo até que esteja completamente derretido e misturado com o creme de leite. Quando estiver uma mistura lisa e homogênea, desligue o fogo.

Você pode usar esta ganache para rechear as panquecas ou, apenas para cobri-las. Seja como for, jogue os morangos picadinhos por cima e está pronto para ser devorado!

É bom lembrar que, quando for fazer a panqueca doce, pode deixar a massa um pouco mais firme e fazer discos um pouco menores. Assim elas ficam mais fofinhas!

As crianças amam! :)

Quem testar, volta pra me contar! E compartilhem comigo as suas receitas também, ok?

Bjs! ;)

Categorias Saúde

Intolerância ao glúten: como eu descobri

Quem me acompanha também no Instagram (segue lá gente, é o @bagagemdemae) já está sabendo que, há pouco mais de 2 meses eu descobri que tenho intolerância ao glúten, ou seja, sou portadora da doença celíaca.

Mas o que é isso?

Basicamente, a pessoa intolerante ao glúten (ou celíaca), não pode ingerir o glúten, que é uma proteína existente no trigo e outros tipos de cereais como: aveia, centeio e cevada. E quando a gente pensa na proibição da ingestão do glúten, qual a primeira coisa que vem na cabeça?

Nada de pães, massas, biscoitos e guloseimas em geral!

Quando eu recebi meu diagnóstico final, fiquei super chateada ao imaginar uma vida de privação alimentar. Vou confessar pra vocês que, eu amo comer! Acho que é um dos maiores prazeres da minha vida! Amo experimentar novos sabores, novos tipos de comidas…

Deprimi! :(

Mas tenho descoberto que viver sem glúten não é o fim do mundo! Já tem muitas coisas no mercado feitas sem glúten (apesar de serem bem mais caras) e na prática, excluir da dieta pães e massas, significa uma vida mais saudável. Resolvi encarar como uma oportunidade de ficar bem, mais saudável e mais disposta!

Comecei a compartilhar nas minhas redes sociais todos os meus achados sem glúten: produtos, receitas, substituições… E desde então, tenho recebido muitas perguntas sobre como eu descobri que sou intolerante, quais os sintomas e quais os exames a se fazer.

Então vamos lá!

Eu já sabia sobre a doença celíaca através de relatos de amigas com filhos portadores da intolerância, nunca imaginei que a doença celíaca pudesse aparecer em pessoas adultas e por isso, nunca havia desconfiado e fui pega de surpresa!

Desde o começo deste ano tenho sentido muito mal estar, dores nas articulações, desânimo, cansaço, falta de pique, inchaço no abdômen, intestino maluco hora me fazendo “rainha do trono”, hora me deixando “travada” por diaaas….

Claro que fui ao médico, investiguei as dores nas articulações, investiguei as dores de barriga, investiguei o cansaço e nada aparecia em exame nenhum! Até que em agosto aconteceram 2 episódios de “alerta”!

Primeiro, no meio de uma festinha de família regada a muito crepe, eu passei mal de um jeito que eu nunca havia passado antes! Minha barriga inchada, uma dor que parecia que meus intestinos iam explodir, pressão caindo, tontura…

Depois, fui viajar a trabalho e passei o voo inteiro correndo para o banheiro, com muita tontura, com muita dor no corpo, meu abdômen doía de um jeito que parecia que eu havia feito muitas abdominais, não podia ser tocada!

Ao invés do clínico geral, resolvi procurar um gastro que, na consulta clínica já observou o inchaço e achou que eu deveria estar com algum tipo de inflamação mas, não sabíamos em qual dos órgãos internos. Eu fiquei morrendo de medo e já achando que seriam as piores doenças do mundo.

O gastro pediu exames de sangue simples e resolveu incluir os exames que testam os anticorpos para intolerância, também fiz um ultrassom abdominal para verificar onde estava a inflamação. Nos meus exames, descobrimos a inflamação aguda nos intestinos e combinado com o positivo para intolerância, o ideal seria ter feito uma biópsia para verificar o estado dos meus intestinos. Mas o médico achou melhor curar as minhas dores primeiro e assim, iniciei a dieta sem glúten e o tratamento da inflamação.

Com 15 dias de restrição ao glúten (mais medicação para a inflamação e dores) a minha barriga milagrosamente desinchou e a minha “vida no banheiro” voltou ao normal. Depois de 30 dias, eu parei de sentir dor e hoje, com quase 3 meses de vida sem glúten, me sinto incrivelmente melhor!

Claro que, isto foi o que aconteceu comigo e as decisões médicas baseadas no meu histórico clínico e na minha consulta. Não quer dizer que para todo mundo será assim! Cada médico toma suas próprias decisões quanto a como conduzir cada caso.

No meu caso, o médico optou por iniciar imediatamente a dieta de restrição do glúten e tratar a inflamação que estava me causando muitas dores!

Eu quis saber tudo sobre a doença celíaca, precisava entender o que está acontecendo comigo e como vou conviver com isto até o final da minha vida! Por isso, vou compartilhar com vocês tudo o que descobri e também, algumas respostas de perguntas que me fizeram nas minhas redes sociais:

O que é a doença celíaca e como “se pega”?

A doença celíaca é uma doença autoimune ou seja, o corpo de quem tem intolerância ao glúten libera anticorpos para o combaterem. Estes anticorpos acabam por “atacar” as paredes do intestino e  nesta ação surgem as dores, o cansaço, o inchaço, as inflamações… A doença celíaca é genética e costuma aparecer na vida do bebê entre 1 e 3 anos ou, somente na fase adulta. Quando a pessoa é mais resistente e passou toda a vida com pequenos sintomas até que, o intestino diz “chega!” (meu caso!).

Quais são os sintomas?

Como eu disse, varia muito de pessoa para pessoa e o melhor é sempre conversar com um médico mas, no meu caso eram estes aqui: prisão de ventre, diarréia, dores abdominais, cansaço, vômito, perda de peso, ganho de peso, dores de cabeça, dores nas articulações. Por serem sintomas que também aparecem em outras doenças, é muito importante ter acompanhamento médico e se houver suspeita, solicitar o exame específico!

Quais os exames específicos para descobrir a intolerância?

O melhor é que você consulte um médico gastroenterologista, que é especialista no aparelho digestivo. Na consulta clínica, você vai repassar todo o seu histórico de dores, sintomas e suspeitas e então, ele vai solicitar exames simples de sangue. Estes exames testam as dosagens de imunoglobulina e de anticorpos, os mesmos exames podem ser solicitados para crianças quando a mãe suspeitar da intolerância. É importante dizer que, para que o exame possa acusar a alergia, é preciso que a pessoa a realizar o exame esteja ingerindo glúten! Ou seja, se você começar uma dieta sem glúten, e depois realizar o exame, ele pode falhar!

Com o resultado de sangue apontando positivo, é necessária uma biópsia do intestino para confirmar a intolerância e descobrir o tamanho do “estrago”. Fica a critério médico! No meu caso, ainda não fiz.

Isso “passa” de pessoa para pessoa, é curável? 

Geneticamente, pode ser transmitido! Se você descobrir que tem intolerância ao glúten, faz bem em solicitar os exames também para os seus filhos assim, já passa a protegê-los antes que a coisa piore na vida adulta. Como aconteceu comigo!

Aqui em casa, o Pedro já havia sido testado quando iniciamos as investigações para a causa da asma e por isso, eu já sabia que ele não era intolerante ao glúten. Tive que fazer o exame de sangue somente na Cacá, e também deu negativo.

A doença celíaca não tem cura, tem controle!

O que pode e o que não pode?

Na teoria seria só evitar pães e massas: macarrão, pizza, bolos, biscoitos… Mas na prática, quase tudo no supermercado contém glúten, até coisas que você nem imaginaria como sorvete, chocolate, tempero pronto e farinhas que na teoria, não deveriam ter trigo.

A parte boa é que, todos os alimentos industrializados são obrigados a conter em suas embalagens/rótulos a informação “Contém Glúten” ou “Não contém Glúten” assim, o olho que vivia a investigar os rótulos antes da compra, está ainda mais treinado e atento para as informações nutricionais e ingredientes dos industrializados.

Lembra que eu disse que ia encarar a dieta sem glúten como uma nova chance de ser mais saudável?

Então, a outra boa notícia é que viver sem glúten é basicamente viver longe dos industrializados, coisa que eu já evitava aqui em casa. Legumes, verduras, frutas, hortaliças e carnes estão super liberadas e não contém glúten então, passei a cozinhar mais em casa!

Claro que dá a maior saudade de comer uma pizza, um sorvete de casquinha, um chocolate simples da padaria, um bolo gostosinho da casa da vó…

Mas, eu tenho consciência de que estou em processo de remissão! Depois do início da dieta sem glúten, nosso organismo leva de 6 a 12 meses para expelir todos os anticorpos produzidos nas crises alérgicas e assim, se eu cair em “tentação” agora, além de sofrer com as dores, estarei caminhando para trás no meu tratamento.

Tenho encontrado algumas alternativas de produtos e marcas que produzem sem glúten, e feito algumas substituições na minha rotina alimentar que têm me ajudado muito no processo. Olha só:

  • No café da manhã, substituí o tradicional pão francês por tapioca, pão de queijo ou ovos mexidos;
  • Para matar a vontade de massas, tenho encontrado no supermercado algumas marcas que produzem os mais variados tipos de macarrão sem glúten: Urbano, Schar, Vitalin…
  • Tenho pesquisado e aprendi a fazer algumas receitas usando farinha de arroz e amido de milho, não fica igual mas, mata a vontade de bolos, tortas, pães e afins;
  • Quando estou com muita vontade de comer uma “tranqueira”, apelo para as marcas de snacks que são sem glúten e mais saudáveis. Minhas prediletas: Roots to Go, Good Soy, Schar e Jasmine;
  • Sobre doces e sobremesas, não dá pra inventar muito e a minha sorte, é que nunca fui muito “formiga”. Tenho optado por frutas com caldas naturais, chocolate só quando é no mínimo 60% cacau (e assim, sem glúten) e os sorvetes de massa da Nestlé não contém glúten, assim como os picolés de frutas da Kibon.

Desde que comecei a dieta de restrição, descobri que existe uma “modinha” da galera tirar o glúten para emagrecer. Isso é uma coisa legal porque estimula o mercado a produzir cada vez mais opções sem esta proteína mas, é ruim porque algumas vezes em que questionei em restaurantes e hotéis, as pessoas simplesmente acharam que eu estava questionando por fazer dieta para emagrecer e assim, eu sofri com a contaminação cruzada! :(

Porque tem isto também, a vida de um celíaco não é só tirar o glúten do cardápio! Há que estar atento para não contaminar acidentalmente a comida sem glúten que se está preparando. E isso significa não usar a mesma panela, prato, garfos, facas e utensílios que se está utilizando nas preparações com glúten.

Em casa é mais fácil de controlar isso, mas comer fora que era um grande prazer meu, se tornou quase impossível!

Se eu disser pra vocês que está sendo super tranquilo, é mentira! Tem dias que tenho vontade de chorar de pensar nestas privações, mas de maneira geral, estou indo bem! Todos os dias eu agradeço por ser comigo e não com os meus filhos! Se pra um adulto já é difícil, imagino a dificuldade das privações com as crianças! :(

Se você anda se sentindo com alguns destes sintomas, procure um gastro e converse sobre a sua desconfiança. Faça os exames! O mesmo vale para se a desconfiança estiver nos sintomas do seu filho. O gastropediatra é o médico que você deve procurar em caso de suspeita nos pequenos!

E quem também tiver dicas de receitas, produtos, truques, dúvidas ou quiser só chorar comigo por causa de tudo isso, compartilha aí e força na peruca! Vai dar tudo certo!

Bjs! ;)

instagram @bagagemdemae

Meus achados sem glúten da semana! Me segue lá no insta para ver mais @bagagemdemae ;)

Categorias Cinema&Cultura

Foto Tumblr: sabe o que é?

novo citroen picasso

Foi esta foto aí que eu fui tirar com a Cacá e ela disse: “olha pro lado mãe! Faz foto Tumblr!”

Oi?

Primeiro, de onde ela tirou isso? Eu sei bem o que é Tumblr, mas ela não sabe! Segundo, que diabos de “foto Tumblr” é este? Agora as fotos têm um “estilo” para cada rede social??

Para digerir a minha “mini indignação”, perguntei para a Cacá se ela sabia o que era Tumblr e de onde tinha tirado esta coisa de foto Tumblr. Aqui em casa, nenhum dos meus filhos tem acesso ou perfis em redes sociais. Redes sociais são para maiores de 18 anos e eu levo isto muito a sério!

Cacá e Pedro – que entrou na conversa, disseram que na escola deles “todo mundo” fala isso! Que vai fazer uma selfie Tumblr, que faz foto Tumblr e eles nem sabem bem o que é isso mas, de tanto ver os amigos fazerem as poses imaginárias (porque na escola deles é proibido celulares e eletrônicos) já sabiam que a característica principal da “foto Tumblr” era olhar pro lado e fazer carão!

Tive que rir, né? hehehe

E o pior é que, apesar de eu morrer de rir com as explicações e performances deles, fui dar uma pesquisada para ver qual era e descobri que eles estavam certos! Existe mesmo uma “moda” de foto Tumblr!

E eu faço muita “foto Tumblr” sem saber!! /0\

Mas antes de mostrar as minhas “fotos Tumblr”, deixa eu dar uma breve explicação pra você que não está sabendo que raios de Tumblr é este!

O Tumblr é uma rede social, assim como o Facebook, o Instagram, o Twitter… A diferença dele é que, por lá, a galera cria “micro blogs”, há mais espaço para escrever, é possível compartilhar fotos, imagens, vídeos, links, textões…

Ele tem um formato meio de wordpress (que é este site aqui) só que simplificado! Eu estou por lá há anos, apesar de não usar muito! Se você nunca viu, nem comeu e só ouve falar, vai lá olhar o meu pra você ter uma idéia! Clica neste link AQUI!

Tá, o Tumblr é uma rede social mas, como assim “foto Tumblr”?

Então, é muito complicado de entender esta parte porque, se você partir do princípio de que uma rede social não é uma pessoa e não pode definir um estilo próprio, esta coisa de “foto Tumblr” perde o sentido, né?

E outra coisa muito importante a se lembrar é que, o “estilo” das imagens ou conteúdos que você vai ver na sua rede social depende muito dos amigos que você tem por lá, das coisas que você compartilha e curte e da maneira como os algoritmos interpretam tudo isso e criam o seu feed, certo?

Porém, a gente sabe que a maioria das pessoas se “deixa levar” pelo o que a galera tá fazendo e postando e assim, as redes sociais acabam meio que seguindo um “padrão de usuário”.

Se você parar para observar, verá que no Facebook há muito mais diálogos sobre vida pessoal, fotos de família, discussões políticas, religiosas e sobre futebol… Da mesma forma, se você entrar no Twitter, vai ver muitas frases engraçadinhas, gifs, memes, gente mal humorada, gente debochada, gente desabafando…

É quase como se cada rede social tivesse um perfil, que todos os usuários acabam seguindo. E o Tumblr se encaixa nisso!

Por lá, você vai ver muito conteúdo mais estético e aspiracional, fotografias lindas, ilustrações, poemas, selfies filosóficas… Eu gosto porque acho que por lá, tem mais espaço para quem você é por dentro (ainda que com fotos super editadas) do que no Instagram, onde parece haver uma competição pela vida perfeita, sabe?

Como no Tumblr as fotos e conteúdos estão mais focados em inspirar do que exibir, a rede acabou por criar um “padrão” charmoso de mistério, delicadeza, sarcasmo… muito meu estilo! <3

E esta coisa de “olhar pro lado e fazer carão” como as crianças disseram, acontece porque os usuários do Tumblr querem que suas fotos sejam “misteriosas”, que mostrem pouco, que despertem curiosidade… Ou querem apenas compartilhar as cores e formas, sem foco no corpo perfeito, na comida bonita e assim por diante!

Bom, agora vamos as minhas fotos! Será que elas são “Tumblr”?

Eu contei pra vocês neste post AQUI que comecei a estudar fotografia porque amo e sempre fui apaixonada pela arte! Além de estudar os conceitos e praticar as técnicas para melhorar as minhas fotos, sempre fui muito observadora de todas as imagens por aí!

Gosto de seguir contas nas redes sociais que tem esta “pegada” de fotos lindas e assim, acho que fui me influenciando pelo o que os outros estavam produzindo e no fim, percebi que o meu conteúdo do Instagram e do blog acabou ficando meio Tumblr!

Eita!

Mas só me dei conta disso, depois que a Cacá falou e eu fui pesquisar. E não acho que haja nada de ruim nisto! Eu adoro as minhas “fotos Tumblr”!

Olha pro lado e deixa o vento bater…

E se você também curte este “estilo” e quer dar uma ajeitada no feed do Instagram ou nas suas fotos em geral, as regras para as fotos Tumblr são:

  • Valorize expressões e cores
  • Fuja de fotos super posadas e procure ser espontânea!
  • Procure novos ângulos para coisas de sempre
  • Use filtros mais “escuros” e minimalistas
  • Aliás, minimalismo é o principal aqui!

Dá pra fazer foto Tumblr de qualquer tema! Moda, comida, crianças, selfie, maquiagem, viagens…

Retrato Tumblr…

Comida Tumblr…

Moda Tumblr…

E pra dar aquela força na edição, eis os meus aplicativos do coração:

Snapseed

Com ele você faz ajustes de luz, saturação, enquadramento, brilho, realces… Ele é gratuito e está disponível para IOS e Android.

Facetune

Uso muito para corrigir a pele, para clarear manualmente partes específicas da foto, para destacar detalhes… Também para IOS e Android, é pago!

VSCO Cam

O melhor aplicativo de filtros do mundo! Tem os filtros mais lindos e permite que você crie o seu próprio filtro com uma combinação de ajustes só sua! Gratuito para IOS e Android.

PicsArt

Pra fazer aquelas fotos com efeitos coloridos de luz arco-íris, brilhos, foto vintage, sobrepor imagens, incluir texto… Gratuito para baixar e com opção de compras dentro do aplicativo, disponível para IOS e Android.

Aqui em casa, a família toda ama fotografia e por isso, acho natural o interesse das crianças por este tipo de coisa. Fico até orgulhosa!

Este ano, a Cacá pediu de aniversário uma máquina fotográfica e ela tem feito fotos lindas e incríveis, com um olhar que é só dela. Acho muito legal as crianças se expressarem assim!

Se você também tem pré-aborrescentes ou aborrescentes que chegam em casa cheios de “gírias” e coisas que eles acham que você nunca vai saber o que é, taí!

Foto Tumblr, desmistificada!!

#mãeswin hahahaha

Me conta, o que as crianças andam dizendo por aí e que você não faz nem idéia do que se trata? Vamos descobrir juntas!

Bjs! ;)

Categorias Vida de Mãe

O medo de realizar sonhos

Eu acho que já falei por aqui no blog que, desde criança eu sempre o tive o sonho de ser mãe e ter uma família. Não é que eu não sonhasse com uma carreira ou alguma profissão, mas na minha “vida ideal” as duas coisas caminhanhavam juntas e eram complementares, sabe?

Daí que, assim como todo mundo, eu fui construindo a minha vida de acordo com este sonho, descobrindo novas metas, objetivos… E nunca fui do tipo que tem medo de realizar sonhos! Sempre fui muito corajosa, sempre fui lá e dei a minha cara a tapa, o meu sangue, meu suor e nunca tive nada facilitado nesta vida!

Mas, depois que me tornei mãe, eu virei a maior bundona!!

Ao mesmo tempo em que despertou em mim uma coragem absurda de enfrentar o que for preciso pelos meus filhos, também fiquei medrosa! Com medo de tomar decisões erradas, de fazer escolhas premeditadas, de me dar mal e por consequencia, levar os meus filhos nesta também…

Acho eu, que isso é normal! E que todas nós, que nos tornamos mães, passamos a ser mais cautelosas com relação às escolhas da vida, mas também sei que as porradas que a gente leva na vida, fazem este medo aumentar…

E foi por causa de uma porrada destas, bem grande, que eu estava adiando um sonho, ou uma nova fase da minha vida!

Já contei por aqui também que, por causa de uma transferência de trabalho do marido, nos mudamos de SP para o Recife quando o Pedro tinha pouco mais de 2 anos e a Cacá apenas 9 meses!

Na época, quando recebemos a proposta (que inclua uma promoção e um aumento financeiro bem bacana) ficamos muito felizes e acreditamos, de verdade, que esta enorme mudança de cidade e Estado seria para o bem!

Pensamos que a mudança para o litoral traria para toda a nossa família uma melhor qualidade de vida, ar puro, sol, mar, praia, vida mais tranquila…Só que não!

Deu tudo errado!

Foi difícil me adaptar, foi difícil estar sozinha e longe de todos bem no momento em que mais precisava da minha família, foi difícil ver o marido viajar toda semana, foi difícil ver as crianças ficando doentes, foi tudo muito difícil!

Nosso casamento sofreu um abalo gigantesco! Minha família estava em “mau funcionamento” e, depois de tentarmos por 2 anos, percebemos que a única maneira de voltarmos a ser felizes seria voltando “pra casa”!

A volta foi muito complicada! A empresa que nos levou para o nordeste, não queria nos trazer de volta, o Pedro estava ficando cada vez mais doente e eu já não podia viver com as crianças naquela cidade.

Voltei sozinha, com os 2 filhos, enquanto o marido tentava se entender com o pessoal da empresa. Nunca havíamos ficado separados assim! Doeu!

No fim, foi preciso abrir mão de uma carreira de mais de 10 anos na mesma empresa, aceitar um novo emprego para ganhar menos e em um cargo menor e enfim, recomeçamos nossa vida do zero em SP.

Na época, todo mundo achou que estávamos loucos! Que havíamos feito a troca errada, que “dava pra aguentar” mais um pouco lá, ou que dava pra viver eu aqui com as crianças e ele lá…

Como eu sempre digo, ninguém sabe “o sal que a gente come”, né? Abrimos mão de uma vida financeira confortável e insuportável emocionalmente, por uma vida financeira apertada mas, cheia de amor e união, como tem que ser!

Para nós, como família, o amor e a união sempre esteve em primeiro lugar! Antes de carreira, antes de dinheiro, antes de qualquer coisa! E por isso, não enxergávamos nenhuma “loucura” em abrir mão da grana para voltar pra SP!

Trocamos ter dinheiro por continuar a ser uma família cheia de amor, unida e caminhando pela mesma estrada, olhando para o mesmo horizonte.

Não foi fácil!

De lá pra cá, foram 5 anos reconstruindo, passando perrengue, tomando novas “porradas” de quem achávamos que eram amigos, descobrindo como as pessoas se afastam quando você já não tem mais “nada” para oferecer, fazendo novas escolhas, descobrindo novas maneiras de viver, consumir, planejar…

E no meio disto tudo, tinha as crianças crescendo! Com suas necessidades próprias de cada fase, com a mãe e o pai descobrindo junto com eles como ser mãe e pai e também tinha este blog!

Que foi a melhor coisa que aconteceu comigo quando mudei para o Recife! Foi por causa desta mudança que eu comecei este blog e por causa dele, aprendi tanto e cresci tanto como mãe e mulher!

Mas ainda tinha aquele sonho guardado…

Na minha projeção de vida ideal da infância, eu teria um trabalho que amava e uma família linda vivendo em uma casa cheia de natureza, com espaço para as crianças correrem e brincarem, com espaço para receber os amigos e a família, quem sabe até um cachorro nós poderíamos ter…

Por causa das porradas da mudança anterior, eu deixei este desejo de ter um “lar” do jeito que eu queria, guardadinho no fundo dos meus sonhos, no meu baú de desejos secretos. E aceitei as “adaptações” que fui fazendo.

Não dava pra ter a “casa dos sonhos” mas eu era muito feliz no meu “apertamento” pequenino e cheio de amor, não dava pra ter um cachorro mas, eu amo a nossa gatinha Fiona! Não tem espaço para correr e brincar aqui dentro mas, tem o espaço do condomínio onde eles podem gastar energia, tava bom…

Mas apareceu uma oportunidade!

Faz quase 1 ano que o marido me falou sobre a possibilidade de nos mudarmos de novo, desta vez, para um lugar que queríamos desde quando namorávamos! Para uma casa que a gente escolheria com calma, num bairro que a gente queria, tudo do nosso jeito e no nosso tempo. Sem depender de aprovações de empresa, sem depender de um cargo ou salário para viver esta nova fase da vida…

Parecia um sonho, e eu tive medo!

Medo porque, apesar de estar tudo bem e superado, as porradas destes 5 anos reconstruindo se tornaram aquele tipo de cicatriz de alerta, sabe? Aquelas que, toda vez que você percebe que talvez vai cometer o mesmo erro, coçam ou ardem só pra te lembrar que “pode dar merda!”

E daí, eu passei o último ano matutando esta idéia na calma, planejando, fazendo contas, indo visitar a cidade, os bairros, conhecendo escolas, padarias, supermercados, lojas, traçando rotas, fazendo planilhas e listas com bônus e ônus… Decidi ir, depois decidi não ir! Escolhi uma casa daí, não deu certo e eu achei que era um “aviso do universo”…

Até que rolou!

Numa manhã despretensiosa, decidi ir até lá passear, sem compromisso nenhum! Estava muito claro na minha cabeça que, eu não ia mudar agora, que este era um plano adiado, talvez para a minha velhice já que, as crianças não são mais tão crianças assim e nem precisam mais de uma casa pra correr e uma árvore no quintal para construir um forte…

E então, me apaixonei!

Não sei explicar! Estava sem expectativa nenhuma até que, seguindo o carro da corretora de imóveis ela parou em frente a casa dos meus sonhos! Aquela que eu sempre imaginei que seria, do jeito que eu sempre quis e com todas as referência de arquitetura, texturas e elementos. Parecia que ela tinha entrado na minha cabeça e olha, eu não tinha falado nada disso pra ela e ela só me conhecia a 1 semana!

Quando entramos na casa, as crianças começaram a correr pra lá e pra cá e o meu primeiro impulso foi dizer para eles pararem com aquilo e daí, me dei conta de que sim! Eles podiam correr a vontade, havia espaço, sem vizinho embaixo, sem vizinhos do lado, sem problemas com barulho…

Ver as crianças se divertindo com o simples fato de poderem correr a vontade e sentar na grama, me fez perceber que ainda dava tempo! Que o medo que eu tinha de ter falhado no plano de oferecer para eles uma infância livre e cheia de natureza, era infundado!

Ainda dá tempo!

E depois da casa, tudo foi se encaixando tão perfeitamente que eu fiquei assustada! Sabe aquela sensação de “será que é de verdade? Será que eu mereço estar feliz assim?”

Mas era verdade! É verdade!

E se eu disser pra vocês que estou super tranquila e segura com tudo isso, estarei mentindo! Aqui dentro de mim ainda tá rolando uma insegurança, um medo de dar tudo errado como aconteceu no passado mas, ao mesmo tempo, estou me agarrando na certeza de que esta decisão foi muito bem pensada e de que sim, eu mereço sim realizar meus sonhos!

Porque a gente tem esta mania de se sabotar, de achar que é indigna de coisas boas, e de se acostumar tanto com a dureza da labuta e com as porradas de todos os lados, que quando finalmente vê os frutos de tanto esforço aparecendo, fica achando que é “pegadinha do malandro!”

Mas não tem pegadinha!

Eu vou ser feliz sim! Mais ainda! Eu e minha família! Porque a gente merece sim, porque a gente trabalhou muito e porque felicidade não deveria assustar! A gente não devia ter medo de ser feliz e deveria ser errado se acostumar com aquilo que dói!

Chega de ter medo de realizar sonhos!

Se tem uma coisa que eu aprendi nestes meus pouco mais de 30 anos, é que nada nesta vida está sob nosso controle! Achar que podemos fazer planos e esperar que tudo saia exatamente como idealizamos, é pedir por frustração!

Então sim! Eu vou encarar esta nova fase, vamos nos mudar! Eu tomei todas as medidas e precauções para que dê tudo certo, e vou dar tudo de mim para que sejamos muito felizes nesta nova fase. Mas a verdade é que é um salto de fé!

E não é isso que fazemos todos os dias nesta vida de mãe? Acreditar?

Também quero aproveitar este post para pedir desculpas pelo meu sumiço! Agora que expliquei, acho que deu pra entender que a minha cabeça e coração estavam muito atordoados para conseguir vir aqui escrever!

Mas eu não desisti!

Assim como este blog nasceu de uma grande mudança, quem sabe nesta nova fase eu estarei com mais gás e energia para compartilhar as novidades? Afinal, as crianças também entraram em uma nova fase, não tem mais primeira infância por aqui!

O que o futuro nos reserva, só o futuro sabe! Mas eu tenho certeza que se depender da nossa vontade de ser feliz, ele vai ser simplesmente maravilhoso!

Ah, e pra quem ficou curioso, estamos nos mudando para a Granja Viana! Quem é de SP sabe que é bem pertinho e quem não é, imagina que é coladinho na grande metrópole mas, reserva seu ar rural e de casa de campo! ;)

#Vem2018